Museu da Portuguesa

Eu sou um daqueles que reclama muito das pessoas que não valorizam suas origens.

Acho que conhecer a história das coisas é o jeito mais fácil de entender o mundo e de se adaptar a ele.

No futebol, fico triste em ver que a maior parte dos torcedores não conhecem sequer a história do próprio clube, quiçá a dos seus adversários.

Eu tenho tentado ir atrás dos lugares que coletam e reúnem informações sobre a história do futebol.

Até já postei aqui no blog sobre o Museu do Futebol, mas hoje o papo é sobre um outro museu, muito bem equipado e que pouca gente conhece. O Museu da Lusa!

Ele fica dentro do próprio Canindé, e pra chegar lá, eu fui falando com porteiros, seguranças, secretárias até que encontrei… 

O Museu fica no primeiro andar do ginásio de esportes do clube.

Segundo a placa indicativa, o nome oficial é Museu Histórico Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho, médico que foi o fundador do museu, em 1999.

É tudo muito bem arrumado. As peças são organizadas cronologicamente pelas salas.

Essa é mais uma ótima opção para os apaixonados por futebol. Mas atenção, o Museu não abre todos os dias, somente aos sábados, das 10 às 14horas.

Vale o agradecimento ao sr. Vital que nos recebeu e explicou com detalhes cada ítem do museu, dos troféus, fotos e flâmulas, às belissimas camisas históricas do time da Lusa!

Fico contente de ver que a Portuguesa conseguiu reunir e catalogar tanto material precioso. Você torcedor Luso, ou apaixonado por futebol, não pode perder!

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Rolê boleiro em Buenos Aires parte 7 – All Boys!

Aproveitando o tão sonhado acesso do All Boys (veja mais aqui), falarei sobre como foi meu reencontro com o querido time do Bairro Floresta!

Recordando… No último post, estávamos nós, os 4 patetas, em pleno Monumental de Nuñez, visitando o estádio.

Agora, havia chegado o final de semana e era hora de assistir a uma partida em La B, a segunda divisão do futebol argentino… Vamos nessa??

Nem bem chegamos e já vimos a festa feita pelos Albos! O bairro parou para o jogo!

O Estádio fica no coração de Floresta, um bairro que fica há 1 hora (de ônibus) do centro de BsAs.

Seu nome é Islas Malvinas e é cheio de grafites.

Recentemente passou por uma ampliação ganhando mais 10 mil lugares.

Assim, apresenta arquibancadas em todos os lados do campo.

Olhando desse ângulo (estamos atrás do gol), do lado direito ficam as barras do time, no lado esquerdo e onde estamos os “torcedores comuns” e atrás do outro gol, o pessoal da imprensa que veio cobrir o jogo.

Esse é um estádio especial, pois foi a primeira cancha argentina que conheci pessoalmente!

A Mari também gosta, porque Floresta é um bairro com uma cara de interior, lembrando até Cosmópolis! 

Por coincidência, encontramos os amigos da banda “Tango 14” nas bancadas!

A barra “Peste blanca” além de muito barulho, também faz uma bonita festa visual, com trapos, faixas e centenas de bobinas de papel que são lançadas na entrada do time, em campo.

E os torcedores locais também participam da festa com seus trapos e cantos!

E mais uma vez, ficamos felizes em poder participar da história do futebol. Principalmente porque mesmo perdendo a partida por 1×0, o All Boys viria a subir para a primeira divisão.

Ah, um detalhe que merece explicação a parte. Na segunda divisão argentina, não é permitida a presença da torcida visitante. Assim, os torcedores mais malucos simplesmente ocupam (com vistas grossas de ambas diretorias) a parte que seria reservada à imprensa.

Assim, essa galera ali atrás do gol não é jornalista, nem nada, mas torcedores do Belgrano.

Como quase todas as torcidas fazem isso, geralmente não ocorrem maiores problemas de violência com essa galera. Aliás, mesmo com a derrota, a festa imperou pelo estádio naquela tarde de fevereiro.

Até os metaleiros do bairro compareceram!

Ah, como pode um jogo ser tão importante? O futebol une o bairro, a família…

Mesmo que em campo o jogo seja pegado!

Uma partida dessa oferece momentos eternamente guardados em nossas memórias. Mais do que ataques e defesas…

E quanta gente, hein?…

Já estávamos no fim de nossa temporada argentina, e no intervalo até sentamos um pouco pra descansar…

Ao fundo, uma singela homenagem da torcida a Pato Sgarra, torcedor símbolo do time, que faleceu em fevereiro de 2009.

Falando um pouco sobre o jogo, o All Boys esteve numa tarde inspirada, mas com más finalizações.

Foram várias chances perdidas.

E pra quem acha que é fácil jogar como visitante nos estádios portenhos…

Outra coisa que me agrada é estar ali próximo ao goleiro e ídolo Nicolas! O cara é gente boa e lembra aqueles jogadores antigos.

O jogo foi chegando ao fim e certa tristeza nos bateu. Eram os últimos dias em Buenos Aires e mais do que isso, muitos dias, semanas, meses até voltarmos a Floresta…

Mas, como diria o poeta…

Yo volverei a las calles…

Sei que mi barrio esperará…

Apoie o time da sua cidade!

Apoie o time do seu bairro!

Dérbi em Limeira!

12 de junho, dia dos namorados…

Uma noite que merece um passeio especial para comemorar…

Assim, não tive dúvidas em escolher como programa romântico, uma ida até Limeira para assistir a Independente x Internacional, pela segunda divisão, no Estádio Comendador Agostinho Prada:

Chegamos um pouco atrasados, e acabamos nos assustando com a bilheteria fechada…

Tivemos que convencer o pessoal a nos vender dois ingressos, afinal, estávamos vindo de Santo André só para o dérbi…

Chegamos no estádio e o público até que nos surpreendeu, de ambos os lados:

Aliás. o estádio do Independente me surpreendeu. Além de ser maior do que eu estava esperando, ele também está muito bem estruturado.

As torcidas do Independente estiveram presentes com suas faixas e cantos:

Até uma faixa no estilo europeu hooligan, apareceu por lá…

E também não faltou provocação ao rival local…

A galera gritou e apoiou bastante, deixando pra lá a atual má fase que passa o time do Independente.

Lá do outro lado, a torcida da Internacional também fazia sua festa, com direito a um belo bandeirão.

E se o jogo estava quente, o mesmo não podia se dizer do tempo… Um ventinho gelado fazia a temperatura parecer ainda mais baixa do que estava… 

A gente tentou fugir do frio, apelando pra pipoca, mas… Estava mais pra sorvete do que para pipoca…

Mas o pessoal da Guerreiros não desanimou nem mesmo com o frio e seguiu apoiando o jogo todo!

E em campo, o bicho pegou! Nenhum dos dois times aceitava perder o dérbi…

Todo mundo colocou a canela na dividida, mostrando que a rivalidade entre as duas equipes já contagia o gramado!

E se a rivalidade tá assim no gramado, como é que andam as arquibancadas?

Bom, mas o jogo rolou sem nenhum problema extra campo.

Quer dizer, ao menos pro torcedor da Internacional, as coisas sairam bem, já que a Inter marcou 1×0 e decretou mais uma vitória em sua brilhante campanha feita até o momento, com incrível marca de 100% de aproveitamento em 6 jogos.

Ao torcedor do Independente, valeu a presença do torcedor, e valeu também reclamar junto ao alambrado!

Ou ao menos aproximar-se do alambrado para comprar um quitute, para o capítulo “Gastronomia de Estádio”…

Pra nós, valeu mesmo é ter participado de mais um capítulo importante da história do futebol, estando presente a um estádio maravilhoso, e vivenciando um dérbi, que já tem uma rivalidade enorme!

Apoie o time da sua cidade!!!

Rolê (não muito) boleiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 2

Sexta Feira, “emenda” de feriado. 6 horas da manhã, faz frio.

E lá vamos nós, num ônibus saindo de Belo Horizonte, para enfim conhecer a cidade homônima da Mari… Mariana.

Antes de chegar lá, passamos por Itabirito, cidade natal do mestre Telê Santana.

Pra nós, a cidade tem uma graça a parte, porque está repleta de lugares com o nome da Mari hehehe

E, claro, está repleta de história, igrejas, ruas de pedras e arquitetura dos séculos passados.

Aqui, o principal concorrente do Mc Donalds…

E lááááááá em cima… Mais uma igreja. Está pronto para queimar uns quilinhos e seus pecados??

Mas, até chegar lá, dá pra conhecermos uma pequena parte da história do futebol local, a começar pelo Estádio Emílio Ibrahim, do Guarani local.

Mariana, assim como as demais cidades históricas, é um local onde futebol e religião são partes complementares da mesma terra, da mesma história, ainda que a cultura religiosa fale mais alto…

O campo é pequeno, mas muito charmoso!

Na hora que visitamos, apenas um pessoal batendo bola…

Pudemos ao menos ver uma camisa do time local, muito bonita, por sinal!

O Estádio foi reinaugurado em 2008, como indica a placa:

O cenário é muito legal, com um horizonte formado por bonitas montanhas e muita natureza. 

O Guarany Futebol Clube é uma equipe com bastante tradição local, repleta de conquistas esportivas. O time foi fundado em 14 de julho de 1925, e entre seus títulos, destaca-se o campeonato local de 1944, onde enfrentou outros 5 times (Marianense, Esporte Clube, União Passagense, Olimpic e o Bandeirantes), sagrando-se  campeão de modo invicto, com uma vitória sobre o Marianense, por 4×1.

O time tem uma comunidade no orkut: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=66067289

Mas assim como Mariana tem outras igrejas, a cidade também tem outros times.

O município de cerca de 55 mil habitantes, primeira capital de Minas Gerais, no século XVII foi uma das maiores produtoras de ouro para a coroa Portuguesa. Vale a pena passear por suas ruas e ladeiras em busca de histórias…

E caminhando pela cidade você pode se deparar com mais uma bela igreja… Aliás, conta-se que em uma das igrejas, existe um sacristão, famoso por ter sido grande goleiro do Guarany, chamado Pacheco.

Era um daqueles goleiros que enlouqueciam os adversários, tamanha sua habilidade.

Um dia, em mais uma de suas brilhantes exibições, contra o Marianense, Paxeco acabara de defender um pênalti, já com o tempo regulamentar esgotado, o que garantia o título ao Guarany.

O que ninguém esperava é que o goleirão fosse ao fundo do gol pegar a sua boina, que havia tirado para pegar a penalidade. Festa na torcida marianense, e raiva na torcida do Guarany, que com o 1×0, perdia o título.

E o Marianense Futebol Clube foi o outro time que pudemos conhecer um pouco na viagem.

Sua sede fica bem próxima da praça Minas Gerais, onde encontram-se duas das igrejas mais visitadas da cidade.

O Marianense foi fundado em 1910 e possui raras camisas a venda pela internet, essa é de 1961:

Essa é mais recente:

Pode-se dizer que os times amadores da cidade disputam os corações dos moradores, prova disso é a “LIGA ESPORTIVA DE MARIANA”, LEMA, da qual fazem parte Guarany, Marianense, Olimpic, Bandeirantes, Esporte Clube 29 de Junho e União Passagense.

É isso, aí!

Apoie o time de sua cidade!

Rolê (não muito) boleiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 1

E lá fomos nós para mais um rolê pelo Brasil adentro… Feriado de 3 de junho e fomos visitar o chamado “Circuito Histórico”, de Minas Gerais. Subimos no ônibus, aqui em Santo André na quarta a noite e descemos em Belo Horizonte, na quinta de manhã.   

Já na própria quinta feira, fomos conhecer a cidade de Congonhas do Campo, conhecida por ter várias obras do artista Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Na foto abaixo, estamos em frente ao Santuário Bom Senhor de Matosinhos.

As esculturas em frente a Igreja são os “12 profetas”.

Ao fundo pode se ver um campo de futebol, pode se ver um campo de futebol, provavelmente o Estádio Pedro Arges, do Esportivo, time amador da cidade.

Descobrimos que existe a “Seleção de Congonhas” que costuma dispoutar amistosos com equipes amadoras e até profissionais.

Ah, e demos a sorte de encontrar e conhecer o Frederico, editor do www.camisariafutebolclube.blogspot.com , um excelente blog sobre camisas de futebol. Mundo pequeno para quem coleciona camisas, né??

Como estávamos fazendo o passeio de ônibus, acabamos voltando pra BH, sem passar pelo Estádio, ou mesmo conhecer melhor o Esportivo ou a Seleção local.

Em BH, fizemos uma rápida tour pelo centor da cidade, conhecendo um pouco da história e arquitetura da capítal mineira.

Ah, claro, e da gastronomia local também…

Antes de seguir viagem, uma parada para conferir o belo horizonte de Belo Horizonte… Piadinha manjada né??

Enquanto nossa excursão seguiu para a Igreja da Pampulha, demos uma corrida e fomos bater umas fotosdo Mioneirão, que dias depois seria fechado para o início das reformas para a Copa do Mundo.

E se tem estádio, a gente tem que marcar presença!

O turismo futebolístico ainda é pouco explorado no Brasil, e BH se inclui nesse aspecto, mesmo contando com um belo Museu no Mineirão, ainda são poucos os turistas que se interessam em conhecê-lo.

O Museu tem uns páinéis bem legais, do Estádio!

Parece mesmo que a gente tá lá dentro, né?

E são fotos, troféus, objetos… O Futebol merece esse carinho e essa história!

Eu sou vidrado nessas bolas antigas…

Indo até as arquibancadas, pudemos conferir um rachão bem a vontade… 

Confesso que nunca assisti um jogo no Mineirão. Só de estar nas suas arquibancadas, com meu blusão do San Lorenzo já fiquei emocionado…

Pra quem nunca foi a BH, o Mineirão deve ser incluído como parada!

Amparo 1×2 Primavera (Mais segundona!!!)

Fim de semana corrido!

No sábado fomos a Sumaré, ver Sumaré x Elosport, e no domingo, a convite de um torcedor local, fui a Amparo, assistir Athlético Amparo x Primavera, de Indaiatuba.

Mais uma vez tentando colaborar com o futebol das divisões de acesso. Participando como torcedor que paga ingresso e vai pra arquibancada ver e se maravilhar.

Nas arquibancadas, uma surpresa.

Como eu disse no vídeo acima, dos jogos da série B que eu acompanhei este ano, este foi o que teve  mais forte presença da torcida local.

Presença que coloca ainda mais vida no belo e tradicionalíssimo Estádio José Araújo Cintra

Para você entender como ele é disposto, existe uma arquibancada descoberta (a esquerda de quem adentra ao campo) e uma coberta (do lado direito).

O campo é cercado de um alambrado baixo e mantém aquela boa e velha proximidade com os jogadores que eu tanto valorizo para um estádio.

A rádio local disponibiliza duas caixinhas de som, que permitem à galera das cadeiras cobertas acompanharem o jogo ouvindo a narração (muito boa, aliás, queria descobrir o nome do amigo narrador).

E dali, das numeradas senhores, senhoras filhos e filhas acompanham o orgulho da cidade, em campo, o Athlético Amparo.

Vou guardar a história do time para quando eu conseguir a camisa, mas olhando para as arquibancadas povoadas, mesmo na segunda divisão, dá pra ver que a cidade entende a importância histórica do time.

O que não significa que eles não peguem no pé dos jogadores, a cada lance perdido…

Aliás, quantos lances perdidos pelo time local… Alguns torcedores foram a loucura!

Mas o que era reclamação num primeiro momento, vira apoio, logo em seguida…

E já que mostrei o lado direito, vejamos o outro lado do campo…

E um pouco do lado de dentro, junto dos reservas e do próprio bandeira…

Ou prefere ficarmos ali dando uma mão pro 4o árbitro? Dá pra ver que o desfibrilador, obrigatório em partidas oficiais, estava ali!

Dando um rolê pelo estádio, vi a grande lanchonete (desta vez não comi nada, então não posso falar sobre a gastronomia futebolística de Amparo…)

Aqui dá pra se ter uma ideia de como é o lado coberto da cancha!

Ah, olhando pro jogo um pouco, o time do Amparo é valente, mas levou azar nas finalizações. Já o Primavera (que também pretendo ver jogar em casa, em Indaiatuba) com uma forte marcação, ficou no contra ataque, levando perigo constante ao gol local.

E se vida de goleiro já é difícil, goleiro na série B do Paulista tem que fazer mais do que milagre…

Aproveitei o início do segundo tempo ainda morno, pra dar uma olhada no lado descoberto do estádio, que também recebeu bom público.

Ali, encontrei algumas faixas, bandeiras e o pessoal da Torcida “Leões da Montanha“.

Do lado descoberto pode se ver como é bonito o Estádio!

E a coincidência veio ao tirar a foto da camisa de um dos torcedores e descobrir que se tratava do João Vitor, amigo que me convidou para conhecer o Athlético Amparo.

Além dessa coincidência, também teve o fato do assessor de imprensa “Iberê” ter sido meu colega de Faculdade, uns 10 anos atrás, e de ter trabalhado no Santo André, na última temporada. Aliás, não é por ser amigo do cara, mas o trabalho em Amparo está sendo muito bem feito.

Amizades feitas, amizades renovadas, é hora de marcar nossa presença no estádio, em mais uma aventura boleira!

O jogo terminou 2×1 para o Primavera, de Indaiatuba, resultado que decepcionou a torcida local…

Nem por isso, a honra e a força da bandeira do time foram manchadasPara quem é apaixonado por um time, as dores da derrotas transformam-se em estatísticas em pouco tempo.

Desta aventura, ficou o orgulho de ver um time apoiado pela população local, e a alegria de poder conhecer mais um estádio!

Apoie o time de sua cidade!

Sumaré 2×3 Elosport (Série B do Paulistão)

Fim de semana no interior, e após rever a família da Mari, em Cosmópolis, aproveitamos o sábado de sol, para dar um pulinho em Sumaré, cidade quase vizinha, para acompanhar uma tarde de Campeonato Paulista Série B.

Pegamos a Anhanguera e rapidinho estávamos chegando em Sumaré! 

O Estádio Municipal Vereador José Pereira nos brindava com o jogo “Sumaré x Elosport“, pela 5a rodada, do grupo 4.

O Estádio tem acesso dos dois lados do campo, é um daqueles modelos antigos, bem abertos. Dá pra se acompanhar o jogo de onde quiser.

O público compareceu em pequeno número, uma triste característica da segunda divisão paulista (essa divisão pode ser chamada de série B ou segunda divisão).

Aliás, existe uma comunidade do time no orkut, quem quiser participar: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98543036

O sol dificultava o trabalho do treinador do Elosport, que gritava o tempo todo com seus atletas, na beira do campo, estilo Muricy Ramalho.

Pra quem acha que é moleza escrever o blog, até o ingresso a gente paga!

Acolhida na arquibancada, a pequena mas marrenta torcida do Sumaré gritava com seus jogadores e pegava no pé do juiz!

Uma pena que a população de Sumaré ainda não acordou pra incentivar o time com a força que ele merece, independente dos resultados…

O pessoal do Elosport trouxe até narrador ao campo!

Pequeno, mas bem cuidado, o Estádio Vereador José Pereira tem o seu charme!

O jogo foi apenas regular, com muitos passes errados. As melhores chances sairam de bolas paradas.

Mas, para os apaixonados pelo time, jogando bem ou jogando mal, o importante é estar presente nas sagradas arquibancadas…

O mesmo vale para mim. É sempre um orgulho e muita emoção poder participar da história destes clubes, mesmo que seja como um torcedor a mais numa partida.

 O uniforme do Sumaré é de uma cor bastante diferente, um amarelo, quase dourado!

Ah, chamou minha atenção a presença de torcedores da chamada “melhor idade”. Fico me perguntando se essa nova geração vai deixar morrer o amor pelo futebol…

O primeiro tempo virou empatado em 1×1.

No intervalo pude batrer um papo com a atual diretoria do Elosport, que segue lutando contra todos os obstáculos para manter o time. Disseram que a média de público em Capão Bonito chega a quase 1.000 pessoas por jogo. Fica aqui o compromisso de ir até lá assistir um jogo!

Nem bem começou o 2o tempo e o Sumaré abriu vantagem num penalty:

Entretanto, para a tristeza dos torcerdores locais, o Elosport teve forças para virar o jogo em 3×2, e sair de Sumaré com mais 3 pontos.

De qualquer forma, fica mais uma partida da Segunda Divisão, registrada aqui no blog As mil Camisas!

E fica registrado mais um estádio, mesmo que não se possa bater bola, caminhar ou correr no gramado, ou mesmo andar de bike na pista, quanto mais passear com seu totó, por ali…

Apoie o time de sua cidade!

Rolê boleiro por Buenos Aires parte 6 – Monumental de Nuñez

Ainda não consegui terminar todos os comentários sobre nossa última tour à Argentina, mas vamos lá!

No último capítulo, falei de nossa visita à Bombonera. Agora, a 6a parte desssa história nos leva ao Monumental de Nuñez, onde o River Plate, maior rival do Boca, manda seus jogos.

O Estádio Monumental de Nuñez fica um pouco distante do centro, e de San Telmo, que era o bairro onde estávamos. Assim, pegamos um ônibus até o lado norte da cidade, aproveitamos pra conhecer o zoológico municipal, e dali tomamos um taxi.

O Estádio Monumental Antonio Vespucio Liberti fica próximo ao Rio da Prata, e também costuma abrigar os jogos da Seleção Argentina.

E lá fomos nós conhecer mais do estádio, eu usando a minha bela camisa do XV de Piracicaba!

Tivemos a sorte de encontrar por lá, nada mais nada menos que o goleiro da seleção argentina da copa de 78, Ubaldo Fillol, também conhecido como “Pato Fillol”:

Se liga nele antigamente (na década de 80 ele chegou a jogar no Flamengo de Zico):

E enfim, o momento esperado… Entrar no campo, pra ver como é o outro lado do Estádio, o lado onde os jogadores observam a torcida.

O Estádio é mesmo grande. Possui capacidade atualmente para 57.921 torcedores, sendo o assim o maior da Argentina.

O nome do estádio é uma homenagem ao Presidente do Clube da época da construção, Antonio Vespucio Liberti.

E o mais engraçado é que assim como o Morumbi, não fica no Morumbi, o “Monumental de Nuñez” não fica em Nuñez, mas em Belgrano, bairro vizinho.


Em 1934, o River Plate era conhecido como “Los Millonarios” devido as contratações caras, e foi nesse ano que o clube adquiriu a área para a construção do estádio.

Em 1935, foi colocada a pedra fundamental do Estádio.

Em 1936, se iniciou a construção, sob a supervisão dos arquitetos José Aslan e Héctor Ezcurra.

Após dois anos de construção e três tribunas concluídas, no dia 25 de Maio de 1938, cerca de 8.000 pessoas presenciaram a entrega de uma bandeira argentina e outra do clube, cercadas pelos sócios, que entoaram o Hino Argentino e do River Plate. No dia seguinte, uma festa com cerca de 120.000 espectadores e, após diversas atividades, a primeira partida do estádio, contra o Peñarol, do Uruguai. Vitória do River, por 3 a 1.

Em 1958, as arquibacandas em forma de ferradura do estádio foram fechadas.

Com a Copa do Mundo na Argentina, em 1978, ocorreram novas reformas e  sua capacidade foi reduzida para 97.709 pessoas.

No mundial de 78 foram disputadas 9 jogos no Monumental de Núñez, incluindo a abertura (Alemanha Ocidental 0x0 Polônia) e a  Final (Argentina 3×1 Holanda).

Em 29 de Novembro de 1986, o estádio recebeu o nome do ex-presidente Antonio Vespucio Liberti.

Ah, o Estádio possui um belo placar, como se pode ver:

O Estádio possui um programa de visitação, que inclui o Museu do River, passeio obrigatório para os paixonados por futebol.

Além de camisas, o Museu tem todo um cuidado estético com a ambientação das salas.

Dá pra se passar o dia todo lá, vendo e conversando com as pessoas.

As pessoas que visitam Buenos Aires tem o costume de só conhecer o Museu do Boca, e acho importante poder conhecer o outro lado dessa rivalidade!

Uma última vista no Estádio antes de irmos embora…

Nossas caras de ânimo logo mudariam ao tentarmos voltar parte do trajeto a pé e confirmar que o estádio ficava mesmo muito longe…

O jeito foi parar na Rua Lavalle e encarar um rango baratinho e saboroso!

e com 57.921 lugares, é o maior Estádio da Argentina.

O nome do estádio é uma homenagem ao Presidente do Clube na época da construção, Antonio Vespucio Liberti. Apesar do apelido, o Monumental não fica no bairro de Núñez, e sim em Belgrano, bairro vizinho e também nobre como Núñez.

[editar] História
Em 1934, o River Plate tinha 31 anos de criação. Tinha 1 título amador e 1 Título Profissional no Futebol. Era conhecido como “Los Millonarios” devido as contratações caras. Em 31 de Outubro de 1934, 83.950 metros quadrados são adquiridos pelo clube para a construção do estádio.

Em 25 de Maio de 1935, foi colocada a pedra fundamental do Estádio. No dia 1 de Dezembro, foi apresentado os planos da construção e apenas em 27 de Setembro de 1936 se iniciou a construção, sob a supervisão dos arquitetos José Aslan e Héctor Ezcurra.

Após dois anos de construção e três tribunas concluídas, no dia 25 de Maio de 1938, cerca de 8.000 pessoas presenciaram a entrega de uma bandeira argentina e outra do clube, cercadas pelos sócios, que entoaram o Hino Argentino e do River Plate. No dia seguinte, uma festa com cerca de 120.000 espectadores e, após diversas atividades, a primeira partida do estádio, contra o Peñarol, do Uruguai. Vitória do River, por 3 a 1.

Em 1958, as arquibacandas em forma de ferradura do estádio foram fechadas, formando o oval. Com a Copa do Mundo de 1978, o estádio passou por reformas e teve sua capacidade reduzida para 97.709 espectadores sentados, sendo um dos melhores estádios do mundo na época. Foram disputadas 9 jogos no Monumental de Núñez, incluindo a abertura (1 de Junho, Alemanha Ocidental e Polônia, 0 a 0) e a Grande Final entre Argentina e Holanda, com vitória argentina por 3 a 1.

O estádio foi palco dos títulos do River Plate na Taça Libertadores da América, em 1986 e em 1996, ambos contra o América de Cali.

Em 29 de Novembro de 1986, o estádio recebeu o nome do ex-presidente Antonio Vespucio Liberti.

Falta pouco pra acabar nosso trajeto de 2010 em Buenos Aires… Aguarde!

Dario Pereyra

dario pereira

Poxa, rodando os campos de futebol é inevitável encontrar ex jogadores que atualmente trabalham com futebol.

É muito legal quando isso acontece e  foi o caso do Dario Pereyra, atualmente no Desportivo Brasil, time da série B do Campeonato Paulista.

Apesar de sua vida boleira ter sido marcada pela garra, a passagem do Dario que sempre lembro é uma que me faz rir muito.

Na época, ele era técnico do São Paulo.

Faltavam poucos minutos para o final do jogo e ele decide uma substituição ousada. O zagueiro Walber iria entrar para jogar de atacante, ou coisa parecida.

A televisão que transmitia o jogo achou estranho e decidiu perguntar ao Daryo o por que daquela mudança.

A resposta foi a melhor de todos os tempos, num carregado portunhol…

“Yo tive un pressentimento”…

E o cara é muito gente fina!

Published in: on 1 de maio de 2010 at 8:26 PM  Comments (1)  
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Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Puxa, tem tanta coisa pra eu escrever e ainda não acabei de contar como foi nosso rolê pela Argentina.

Bom, vamos a mais um dia, dessa vez contar rapidamente sobre nossa visita ao Estádio da Bombonera, do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara que faz as fotos do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.

O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 

Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors em La Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.

Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 

Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.

Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus párceirosde rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção. Sair com um shorts do Autonomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras. 

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

Sandro Gaúcho e o Vulcão

Páscoa!! Data de chocolate, diversão e … Rolê Boleiro, pra quem não vive sem FUTEBOL!

Aproveitamos o feriado e fomos até Poços de Caldas, para assistir ao jogo do Vulcão, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro. Vulcão é o apelido do time Poços de Caldas Futebol Clube, já escrevemos sobre o time, clique aqui e relembre como foi!.

Antes de chegar lá, demos uma parada em Cosmópolis (terra natal da Mari) e depois, em Águas da Prata (também já escrevemos sobre o Estádio da cidade, clique aqui para lembrar!).

O detalhe é que na volta passamos lá de novo e deu pra vermos os macacos que habitam a região, bem próximo das barracas de alimentos.

Já em Poços de Caldas, antes de mais nada fomos até a tradicional fonte de água sulfurosa pra relembrar o quão fétida ela é…

Apesar do cheiro e da temperatura (ela é quente mesmo com o frio que estava), como dizem que ela tem diversas propriedades terapêuticas, encaramos o desafio e até tomamos um pouco…

Antes de irmos ao Estádio Ronaldo Junqueira, o Ronaldão, passamos ali pela praça e encaramos um belo lanche em um dos diversos traillers ali no centro.

Claro que escolhemos um trailler que tivesse uma cara mais boleira… Se liga no nome dos lanches:

A Mari preparou até um esmalte especial pra torcer pro Vulcão, cujas cores são laranja e preto (aliás, ela acabou de escrever sobre esmaltes, no blog dela, leia aqui).

Infelizmente, chegamos à cidade, junto do frio e da garoa, e pelo número de carros estacionados em frente ao Estádio, o público parecia não ser muito grande, mesmo sabendo que o Vulcão dependia do resultado para passar de fase e lutar pelo acesso à primeira divisão.

Nas bilheterias, descobrimos que o preço dos ingressos variava de R$2,5 (meia entrada da arqubancada descoberta) a R$ 15 (entrada integral para a arqubancada coberta – que não é toda coberta).

Logo na entrada a primeira diferença dos estádios mineiros para os paulistas: O uniforme da polícia militar (sei que não dá pra ver muito bem, mas os policiais estão ali no fundo…)

Como já esperávamos, devido à chuva, o público era pequeno…

Fica registrada nossa presença em mais um estádio!

Ali, o pessoal da KuatiLoko, esperando o jogo começar!

E ali, próximo ao gramado, a famosa “Galera do alambrado“, infernizando o técnico adversário com sua poderosa buzina!

O mascote do time fica ali, atrás do gol, protegendo o time do Vulcão.

O tempo era frio, mas o jogo começou quente. Várias faltas e lances mais “pegados” caracterizaram a partida.

O técnico do Vulcão é Sandro Gaúcho, emprestado , assim como boa parte do time, pelo Santo André, para a disputa da segunda divisão Mineira.

Imagem retirada de blogdovulcao.blogspot.com

Ah, dê uma olhada você mesmo em como é o campo:

A galera que ficou na arqubancadado outro lado, pagou menos, mas deve ter sofrido com o frio e a garoa que caia.

Do outro lado, uma parte do estádio coebrta, assegurava ao menos lugares secos pra se sentar.

Fiquei com medo de ser visto como pé frio, porque após um contra ataque do Araxá, não é que os visitantes fizeram 1×0, tentando escapar do rebaixamento? 

O Vulcão, que já esteve isolado na liderança vinha em queda, após uma sequência de 4 jogos sem vitória (1 empate e 3 derrotas). A própria torcida já começava a perder a paciência, quando o treinador Sandro Gaúcho colocou em campo o jogador Evandro.

E não é que o cara resolveu os problemas do treinador? Além de arriscar chutes de longa distância ele cadenciou o jogo no meio campo e ainda bateu o penalty sofrido ainda no primeiro tempo, igualando o palcar.

Mas ainda era pouco para um time que iniciou tão bem o campeonato. Mais uma vez, jogada de Evandro, que recebou no meio campo, avançou e cruzou na área para o cabeçeio de Luciano, alterar o placar!

Ufa, pensei que a camisa que eu ganhara ano passado iria dar azar…

No segundo tempo, a chuva apertou. Nem a bateria da torcida resistiu ao frio e à água…

Ah, mas em campo, o tempo esquentou. Faltas violentas, reclamações constantes e até um princípio de desentendimento entre os atletas.

E ali, em frente à área, mas sem deixar de atacar junto do time, o herói da torcida Andreense e agora também, do pessoal do VulcãoSandro Gaúcho!

Os 2×1 praticamente classificaram o time com uma rodada de antecedência. Vamos ver se além disso, Sandro consegue dar o acesso tão sonhado ao time de Poços de Caldas. Leia mais notícias em: http://blogdovulcao.blogspot.com/

Apoie o time da sua cidade!

Valorize sua gente e sua história, antes que você não tenha mais história…

Juventus 1×2 Comercial

Sabadão pela manhã, a Mari tinha que ir pro centro de SP, pra ver umas roupas e tecidos pra ela postar no blog dela (www.pencefundamental.com.br).

Eu, que não sou assim muuuuuuito chegado a moda, aproveitei e dei um pulo na Javari, pra ver Juventus x Comercial, bom jogo, entre duas equipes que tem grandes chances de subir pra A2, consequência… fila pro ingresso…

Nada que tomasse mais de 10 minutos. Logo, já estava na mais romântica as canchas de São Paulo, ouvindo cantos que evocam os operários da Moóca e mostra ao time que a sua gente está ali pra apoiar, independente do que acontecer no placar…

Fico me perguntando se um dia a Federação não podia ser corajosa e liberar um jogo contra um time tradicional de São Paulo, ali na Javari. Já pensou um Juventus x Corinthians, ou Juventus x Palmeiras… Ingressos limitados… A Federação podia ter essa coragem.

O pessoal da Setor 2 me faz lembrar minha banda (Tercera Classe). Certa inocência proposital nas músicas, que não chegam a ser gritadas, são cantadas com o coração, deixando ainda mais doloroso o ato de amar ao extremo seu time.

A rapaziada de Ribeirão Preto também compareceu e em bom número. A Mancha Alvi Negra mostrou que se dependesse da torcida, o Comercial seria o mesmo glorioso time que fazia oa chão tremer pelo interior.

E dá lhe faixas! A da esquerda ali, com direito a letra do Iron Maiden e tudo!

Foi bom poder ver um jogo do Comercial, sem ter que viajar tanto, mas ainda quero ir pra Ribeirão pra mostrar os caras, em casa!

Aliás, torcida visitante na Moóca é quem pressiona o bandeira!

Ah, finalmente descobri de quem é a faixa “JUVEGAN“.

Como eu também sou vegetariano, sempre me perguntei quem teve a excelente ideia de juntar as duas coisas.

Aliás, fiquei ainda mais contente porque ganhei uma camisa dos caras! E uma camisa muito bem feita com diretio a etiqueta contando o nascimento da ideia, quando, o Juventus sagrou-se campeão da Copa Federação Paulista, com um gol no último minuto,  ao derrotar o Linense, até então patrocinado por um matadouro.

O jogo foi bem corrido, e as equipes mostraram porque estão mesmo na briga pelo acesso.

Comparando aos outros jogos que vi do Juventus, achei o time um pouco mais “sonolento” do que o normal, tanto é que saiu perdendo por 1×0, num gol em que o preparador de goleiros devia ter ido comprar um canole e não gritou com o goleiro Gustavo pra ele sair numa bola “chuveirada” verticalmente na área e que acabou sendo cabeçeada por um atacante (até meio baixinho) do Comercial.

A setor 2 não deu a mínima e seguiu apoiando a razão do seu viver…

Engraçado, como depois de assistir tantos jogos do lado da Setor 2, o outro lado do estádio parece meio estranho.

O Comercial seguia vencendo, mas nas pequenas bancadas da Javari, fosse pela revolta (o juiz expulsou um atleta juventino, num lance que poderia ter expulsado também o goleiro adversário) ou pelo amor, o que se via era muita agitação…

O segundo gol do time de Ribeirão Preto, praticamente acabou com as chances do Juventus, mas foi muito legal ver o jogador que fez o gol indo cumprimentar a torcida que viajou tanto pra vê-los jogar. Chupa Tiago Leifert e sua triste campanha para fazer os jogadores comemorarem seus gols com a Globo e não com a hinchada!

Ao fim do jogo, ainda com 2×0, o polêmico, irreverente e já lendário “Toro” escalou os alambrados pedindo “Ponga huevos!!”. Sequer se importava com a possibilidade de ser retirado pela Federal. ” No me importa nada!!!” bradava!

Bom, saí momentos antes do Juventus marcar seu gol, e fui encontrar a Mari no mercadão (puta dia de passeios paulistanos, meo!). Ah, já vestindo o presente!!

Apóie o time de sua cidade!

Mesmo que o teu bairro seja a sua cidade!

Rolê em Buenos Aires parte 4- Chacarita e Vélez

Voltando ao nosso rolê pela Argentina (depois eu dou um jeito de deixar todos eles em sequência, pra ficar mais fácil de ler), vamos contar como foram nossas “enxarcadas experiências” com o Vélez e com o Chacarita!

Era mais uma quente sexta feira. O Chacarita enfrentaria o Cólon, as 16h, e assim fizemos nosso rolê pela manhã, almoçamos e já estávamos caminhando pro ponto de ônibus quando percebemos uma verdadeira tormenta se aproximando.

Como já havíamos pego uma inundação na segunda feira, na volta do jogo do All Boys, decidimos voltar e esperar um pouco.

Fizemos bem. Dá uma olhada no resultado das chuvas:

Do hotel, ficamos sabendo que o jogo seria adiado, e resolvemos aproveitar para descansar. Cerca de uma hora depois, ao ligar a tv, percebemos que o jogo havia sido adiado apenas por uma hora…

Pronto. Ficamos tristes, putos, chateados, nervosos, e tudo o que dava pra sentir…

O jeito foi deixar o derrotismo de lado e assistir ao jogo pela tv. O Chacarita ainda perdia por 1×0, quando o Gui propôs que desafiassemos o trânsito caótico (o jogo transcorria, mas a cidade estava alagada e parada, segundo a tv) e fossemos até o estádio do Vélez ver o jogo contra o Independiente.

Dei uma última olhada na tv, naquela cama confortável e no quarto quentinho, em pleno bairro de San Telmo, e num momento de delírio, topamos atravessar quase que a cidade toda até o Estádio Jose Almafitani… Era sem dúvida uma ideia estúpida, mas fantástica ao mesmo tempo.

Bom, a parte mais emocionante do relato não tem fotos.  Vou contando enquanto mostro como é o Estádio do Velez (na minha opinião um dos mais bonitos Estádios que já estive).

Aí embaixo, a gente um pouco molhado, depois de quase 1 hora de taxi. Não se assuste, saiu R$ 25 a viagem e como estávamos em 4, deu menos de R$ 7 por pessoa.

Teria valido totalmente a pena se tivéssemos descido do lado da entrada do Vélez e não no meio da torcida do Independiente. Menos mal que não estávamos com camisa de time, mas de onde descemos até chegar a entrada foi uma longa caminhada.

O detalhe é que para chegarmos lá, tivemos que voltar uma quadra para longe do estádio, atravessar a linha do trem e andar mais umas 4 quadras, tudo isso com uma garoa forte e sem energia.

Tava um breu e não tinha ninguém na rua. Resultado…. Um nóia portenho veio intimar misturando uma tentativa de venda de drogas a uma pequena extorsão.

Por sorte estávamos quase no estádio e deposi de algumas negociações pouco habilidosas conseguimos despistar o cara.

Embora ainda um pouco tensos, já estávamos dentro do Estádio e o negócio agora era aproveitar…

Eu e a Mari aproveitamos para oficializar nossa presença em mais um estádio!

A torcida do Vélez fez uma festa muito bonita! Cantaram o tempo todo, festejando o bom momento que o time vive tanto no campeonato nacional, quanto na Libertadores.

Se liga no penalty para o Velez:

A forte chuva colaborou para um número menor de torcedores na partida.

A torcida do Independiente compareceu em bom número!

Olha o que eu falo… Por que nos Estádios brasileiros as barraquinhas de venda de material do time tem que ficar do lado de fora?

Acho que já deu pra perceber que o estádio tem arquibancadas dos 4 lados.

Sendo que a da frente é beeeeeem alta…

A barra fica atrás do gol, do lado direito daquela arquibancadona alta.

A Mari assistia atentamente à partida… (até porque não tina muitas opções gastronômicas, que é uma das coisas que normalmente nos tira um pouco da atenção do jogo…)

O jogo foi bom, mas o Vélez soube aproveitar melhor as oportunidade criadas.

A gente ficou numa parte que é bem perto do campo, e tinha até uma parte coberta, mas como já estávamos molhados, preferimos ficar ali mais perto do jogo.

E dá lhe tirantes, e trapos!

Idem para a outra hinchada!

As cores originais do time (vermelho, branco e verde) são sempre relembradas nas arquibancadas.

Filma nóis, Galvão!

O placar tinha uma baita resolução…

E outro gol!! (Clica na foto que ela amplia e dá pra ver mais detalhes da comemoração).

Fim do primeiro tempo. Dá quase pra conversar com os jogadores de tão perto que eles passam.

O futebol tem se tornado algo inexplicável para mim. É incrível como me sinto bem num estádio, com mesu amigos ao lado e conhecendo novos torcedores e apaixonados por um esporte que luta não contra seus adversários, mas contra todo um sistema econômico cultural que nos sufoca a cada dia!

Como já disse em outros posts, as faixas são bem menos “institucionais” do que as que vemos aqui no Brasil, sendo feitas pelos próprios torcedores, muitas vezes à mão mesmo. Essas até que são bonitinhas demais para terem sido feoitas assim…

O intervalo passa depressa quando se está tão entretido com cada pedaço do Estádio e de sua torcida…

Essa parte de traz até lembra as numeradas de estádios menores, como a Javari.

Esse a esquerda é o Gabriel, o cara que faz as fotos pro www.torcida.wordpress.com, aliás, ele postou mais fotos deste e de outros jogos que foi com a gente por lá!

Cara, que festa!

Tá na cara que o orgulho e admiração pelo time é um dos sentimentos que mais aflora por Buenos Aires, ainda que esteja passando pelo mesmo que acontece aqui no Brasil: Concentração de torcedores nas bancadas dos chamados “grandes times”…

Assim termina mais uma parte das nossas aventuras por Buenos Aires. Ainda falta relatar os jogos do All Boys e do Racing.

Fique ligado!

Dia triste em Guarulhos…

Domingo de manhã é momento de futebol, independente do rolê do dia anterior.

Assim, eu e a Mari (O Gui alegou esgotamento físico e não foi, e o Gabriel foi pra Moóca ver Juventus x Penapolense) fomos até o Estádio Municipal de Guarulhos, guiados pelas placas, para ver Flamengo x Atlético Sorocaba, pela série A2.

 

O Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira é também chamado de “Ninho do Corvo“, ou simplesmente “Estádio do Flamengo“.

Lá chegando, a primeira surpresa… Uma bela lanchonete (tão dificil de se encontrar nos estádios de São Paulo…).

Mais que salgadinhos e bebidas, na parede da lanchonete fotos históricas do rubro negro de Guarulhos!

A estrutura do Estádio é de dar inveja a muitos times da primeira divisão. Banheiros impecáveis e todo o estádio muito bem pintado com as cores do Flamengo!

 

Atualmente, possui a capacidade de 15 mil lugares.

Dá uma olhada no “todo” do Estádio:

Vale lembrar que mandam jogos neste estádio, tanto A.A. Flamengo quanto o A.D. Guarulhos.

Os dois times entraram em campo com a difícil missão de seguir na luta contra o rebaixamento para a série A3.

O Flamengo vêm ganhando força no cenário  estadual, seja com os recentes acessos, seja com a participação na Copa Federação Paulista ou Copa São Paulo de Futebnol Júnior, da qual foi uma das sedes, este ano. 

 

Entretanto, este ano, o time não tem dado muita sorte. e os resultados acabaram não aparecendo, por isso, alguns torcedores, puseram suas faixas de ponta cabeça, em sinal de protesto, pela má campanha.

 

 

 

Encontramos o presidente do clube, Edson David, que se mostrou bastante chateado pelo desempenho do clube, mas lembrou que o time sofreu principalmente por vários jogadores terem ficados afastados pelo departamento médico.

A torcida tem todo o direito de cobrar, mas é preciso saber valorizar o esforço da atual gestão, que tem trabalhado pelo clube e que mostrou-se presente mesmo nos momentos difíceis.

Reconheço que não deve ser fácil ser dirigente esportivo no Brasil, principalmente de times independentes.

O próprio púbico, assim como ocorre em todo interior, praticamente abandonou o time, só os mais fanáticos compareceram.

Falando um pouco do jogo, o Flamengo fez o que tinha de fazer e começou indo com tudo pra cima, abusando das bolas aéreas e jogadas de bola parada.

Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, festanas bancadas. Penalty para o Flamengo. Mas quando a fase é difícil, nem assim… Além de perder a cobrança, o Corvo (apelido do Flamengo) levou o gol no contra ataque. Pequena festa na ainda menor torcida sorocabana que compareceu em Guarulhos.

Conversamos um pouco com o pessoal da Comado Rubro Negro, também chateados pela situação do time, e um pessoal muito gente boa!

No segundo tempo, após um início meio morno, o jogo foi ficando mais emocionante, afinal, com esse resultado o Flamengo voltaria à série A3, e o time local se jogava para o ataque como podia…

E bola na área, e escanteio, e pressão do Flamengo… E nada do empate aparecer…

Jogo quente, hora de esfriar a cabeça… Voltando ao capítulo “Gastronomia de Estádio”, dá lhe picolé a R$1!!!

Aliás, cabeça quente teriam os reservas do time visitante se a torcida quisesse fazer uma pressão nos caras… Olha como é perto!

Faltavam poucos minutos, e não havia pressão que desse jeito de mudar o placar do Estádio Antonio Soares de Oliveira

Não conseguiu ler? Veja mais de perto:

Opa, antes que o jogo termine é hora da  “foto oficial” da gente em mais um estádio!

E embora eu e a Mari estivéssemos contentes por mais um jogo assistido, no fundo estávamos tristes por presenciar a queda do Flamengo de Guarulhos para a série A3…

Se bem que pro Tévez, mascote do time, parece que era tudo festa…

O jeito foi encher a cara de cana (calma, é que na frente do estádio vende caldo de cana, mesmo) e encarar uns pastéis pra voltar para Santo André já almoçados!

E assim, termina mais uma manhã de domingo… Com várias boas cenas na memórias, novos amigos…

Apóie o time da sua cidade!

Esteja ele na divisão que estiver…

Dia inesquecível em Votorantim

De volta à pequena, bela e acolhedora cidade de Votorantim, para assistir uma partida histórica, num dia que deve ficar marcado na memória dos torcedores do Votoraty!

Da última vez que estivemos por lá, vimos o Votoraty ser campeão da copa Estado de São Paulo (Veja aqui como foi).

A cidade toda estava mobilizada para ver o time, logo em sua primeira participação na Copa do Brasil, enfrentar o poderoso e copeiro Grêmio!

Grêmio que trouxe alguns ônibus do Sul e vários torcedores das redondezas.

O jogo quase começando e a torcida gremista não parava de chegar.

Eu e a Mari registramos nossa presença em mais uma partida inesquecível!

Vale lembrar que a torcida gremista segue o estilo das barras arentinas, com direito a muitas faixas, trapos e canções cantadas de um jeito bem peculiar.

A diretoria do Votoraty foi muito legal com a torcida gremista, vendendo os ingressos a um preço relativamente baixo (R$ 20 e R10 a meia entrada), e possibilitando uma estadia bastante tranquila. As arquibancadas eram aquelas “removíveis”, mas que oferecem o mesmo conforto de qualquer arquibancada de cimento.

A torcida do Grêmio também teve um bom comportamento. Era possível ver famílias e pessoas que nunca haviam visto o Grêmio jogar, vendo-o ali, pela primeira vez.

E dá lhe tirantes e trapos do pessoal da Geral!

E claro, a banda!

E com a banda, a festa…

Para a maior parte dos torcedores que vieram do Sul, o Votoraty é uma grata novidade no futebol brasileiro, que merece todo o respeito em campo e fora dele.

Do outro lado, era dia de festa. Mais que isso, era diade colocar o nome do time, da cidade e dos torcedores num outro nível. Até os jogadores pareciam ansiosos para o início do jogo!

O pessoal da Grená Manguaça já pratiamente lotava aarquibancada, quase meia hora antes do jogo começar!

Dê uma olhada como estava o clima por lá, antes do jogo começar:

Outra torcida lá presente era a Geração Votoraty!

O Estádio Domênico Paolo Mettidieri é um daqueles estádios encrustados na cidade. Veja como é próximo do terminal de ônibus:

A entrada do time recebeu uma bela nuvem de fumaça colorida da torcida:

Veja como foi :

Fiquei contente de poder presenciar esse momento histórico tanto pro Votoraty quanto pro Grêmio.

Mas foi emocionante aocmpanhar um jogo em que ambas as torcidas cantaram e apoiaram seus times. O pessoal de Votorantim multiplicou suas vozes tentando apoiar o time local. E parece que deu certo!

O time da casa foi pra cima e imprimiu um bom ritmo, principalmente no primeiro tempo, calando aqueles que não acreditavam no potencial do time. Vale relembrar que esse tipo de comportamento foi mais da imprensa, do que da própria torcida ou equipe gremista.

O jogo foi assistido e curtido pelas duas torcidas.

E mesmo que reclamem do estádio do gramado, foi muito legal tanto da Federação Paulista, quanto da própria CBF e até do Grêmio, terem aceitado o estádio como o local do jogo. Porque futebol é isso, é paixão de bairro, paixão de quem mora ail, e vivenciou 90 minutos de magia, talvez nunca imaginado como possível, alguns anos antes.

Agora, mesmo não sendo tarefa simples, a prefeitura e a diretoria podem dar uma melhorada em algumas partes
do campo, né?

Alguns jornalistas da chamada “grande imprensa” podem até reclamar, mas a torcida agradeceu!

O primeiro tempo virou 0x0, com boas chances para ambos os lados.

Além de mim e da Mari, el Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) esteve por lá, e fez uma matéria para o blog dele:

O Gabriel, do blog http://www.torcida.wordpress.com também esteve por lá. Em breve deve postar suas fotos.

Infelizmente para os torcedores locais, o segundo tempo trouxe o gol do Grêmio, e selou a derrotado time grená por 1×0, ao menos garantindo a não menos histórica partida entre as duas equipes no estádio Olímpico, no dia 1o de abril.

Fica nosso agradecimento ao pessoal de ambas as torcidas e o desejo de boa sorte! Para quem acha que a disputa já está definida, vale aguardar…

E valeu Votorantim! Por conseguir manter-se interiorana, natural e com um time como o Votoraty!

Apoie o time de sua cidade

Ou passe todas as 4as feiras a tarde da sua vida trabalhando.

Rolê em Buenos Aires parte 3 – Visitando Avellaneda

Assim como o bairro “La Boca” deu nascimento aos dois “gigantes” de Buenos Aires (Boca e River – lembrando que o River mudou de bairro, anos depois), o bairro de Avellaneda abriga outras duas grandes forças do futebol argentino, Racing e Independiente.

Nessa viagem, além de assistir a um jogo de cada time, passeamos pelo bairro e visitamos os dois estádio, a começar pelo Estádio “Libertadores de América”, de los rojos (Independiente):

O Estádio ainda está passando por uma grande reforma e por isso tem uma cara meio sinistra. Como não era dia de jogo, também estava tudo meio parado por lá.

O Estádio era chamado de “La Doble Visera” (pelo seu formato), e foi inaugurado em 4 de março de 1928.

Em outubro de 2009, foi reinugurado, após a primeira série de obras, num jogo contra o Colón de Santa Fé, vencido pelos “Diablos Rojos” por 3×2.

Foto no dia do jogo (2009)

Devido às obras, não conseguimos autorização para entrar no estádio, então tivemos que nos contentar com fotos externas.

Fica registrado mais um estádio na nossa coleção!

Dias depois iríamos assistir a uma partida de los Diablos, fora de casa, contra o Velez.

Ficamos um pouco tristes por não poder adentrar ao estádio num dia de jogo ou mesmo treinamento, mas ao menos já deu pra sentir um pouco da casa do Independiente.

É engraçado visitar o Estádio em dias assim, nem parece que tem jogo mesmo…

Tava uma tarde meio sem graça, de garoa cair na vidraça, céu branco…. Faltavam cores, torcedores, mas já deu certa  alegria de poder ver, ali ao fundo, as arquibancadas.

Enfim, ficamos um pouco desanimados por não entrar, mas já nos animamos ao perceber que o Estádio do RacingPresidente Juan Domingo Perón“, ou “El Cilindro” ficava a poucas quadras dali.

Caminhamos um pouco e chegamos na entrada do estacionamento do Estádio.

Logo de cara já veio a decepção de novo, o cara disse que dificilmente conseguiríamos entrar no estádio…

O negócio então foi aproveitar e fotografar o lado e fora do Estádio, de todos os ângulos possíveis.

Claro, e registrar nossa passagem por mais um estádio!

O Racing parecia ter um cuidado maior com a imagem do Estádio (talvez por não estar em reformas).

O estádio lembra um pouco o Olímpico, do Grêmio.

Mas o mais legal dos dois estádios dá pra ver dessa foto, olha como são literalmente colados os estádios do dois maiores rivais Racing e Independiente:

Já tinha valido a pena, fizemos umas fotos legais, andamos pelo entorno, estivemos ali pertinho…

Mas quando preparávamos para ir embora, “El pibe” Gui, conseguiu falar com um pessoal que havia contatado daqui do Brasil. E aí…

Uma vez lá dentro, pudemos tirar mais fotos e aproveitar aquele local sagrado só para a gente…

Vale fazer pose…

E mais pose…

E posar de gangue…

O rolê era esse mesmo… Andar, olhar, fotografar, respirar o ar del Cilindro…

Olhando pelo chão, encontrei um panfleto de uma campanha para escolher o que iria escrito na camisa do Racing este ano, a frase escolhida foi “Racing, dueño de una passion” (mais informações sobre a promoção em: http://corazonacademico.com.ar/index.php?pagina=1 )

E olhando pela net achei essa foto, que mostra uma visão aérea de la cancha…

O Estádio é bem grande…

E dá praver que também é bem próximo do campo, né? O mais loco é que é quase na mesma altura…

Vamos adentrar e bater uma bola???

O Gui fez uma reportagem com o pessoal que cuida do departamento de torcedores.

Ah, veja como ficou o vídeo do Gui, ao som do Ataque 77:

Pra nós, esse rolê foi muito mais que uma viagem, foi uma vivência próxima entre 4 apaixonados pelo futebol e uma overdose de partidas, estádios, novos amigos…

Futebol pra nós é isso… É abrir as mentes, romper as amarras, e os arames farpados (vale??)…

Finalizamos com a Mari levantando a camisa do Cosmopolitano em plena cancha de Racing:

Assim deixamos Avellaneda e nos preparamos para mais uma aventura, publicada a seguir…

Paec x Linense

Domingo de automobilismo…

A Fórmula Indy pelas ruas de Sâo Paulo.

O nome Senna de volta à Fórmula 1.

Mas nós… Não abandonamos o futebol!

Fomos até a Javari (mesmo lugar que fomos na 4a feira) para assistir PAEC x Linense.

Pra quem não está acostumado com a nova cara do futebol paulista, pode achar que é um jogo fraco, mas saiba que estamos falando de duas equipes que provavelmente disputarão a 1a divisão de 2011.

O placar da Javari fica estranho sem o nome do Juventus, não fica?

Um jogo de dois times rápidos e técnicos, que se equivaleram na partida assim como fazem nessa série A2, ainda que tenham 2 modelos e históricos tão diferentes.

E se o jogo é na Javari, isso significa estar praticamente ao lado dos jogadores durante toda a partida.

Não dá pra tentar esconder nenhum lance, nem as escorregadas, como a do meia do time do PAEC.

Uma das difrerenças dos dois times é a torcida.

Mesmo Lins sendo uma cidade distante 445 km da capital, o “Elefante” (apelido do Linense) trouxe 4 onibus e vários carros de torcedores até São Paulo.

Méritos de um time tradicional e que vem sendo bem gerenciado há alguns anos, trazendo visíveis resultados.

Pudemos andar por todo o Estádio e fotografar os 4 lados do jogo!

A torcida do Linense cantou o jogo todo!

O sol castigava… o jogo começou as 10hs!

O jeito era baixar a temperatura com sorvetes e água!

A torcida do Linese marcou de perto o adversário! Mas não teve jeito, o PAEC saiu na frente.

Bandeiras e camisas encheram de vermelho e branco a Rua Javari!

Pra torcida do Linense, o jeito de fugir do sol, foi se amontoar embaixo da pequena marquise do estádio do Juventus.

O Gui fez um vídeo legal sobre a partida, confira:

Mas não teve batuque que fizesse a bola entrar!

O Linense criou chances incríveis de gol, mas não conseguiu vazar o adversário. A torcida ficou de cabeça quente, principalmente com o juizão que parecia dar uma forcinha pra equipe do PAEC.

Pra quem não conseguiu ler, o site da torcida do Linense é www.unidosdoelefante.com.br/ . No intervalo do jogo batemos um papo com o presidente da torcida (em breve o Gui posta no www.expulsosdecampo.blogspot.com).

Bom, mas independente do resultado ou dos times, fica registrada nossa presença em mais uma partida!  Maisdo queum jogo, uma vivência.

Ah, e não é que tinha bastante gentetorcendo pelo PAEC?? A maioria colaboradores ou familiares de colaboradores do Grupo Pão de Açúcar.

Sem dúvida um novo modelo de gestão e até de se conquistar torcedores, mas… faltam bandeiras e faixas pra torcida do PAEC.

Só encontramos 2 pessoas com camisas do PAEC nas arquibancadas, e uma acho que era um auxiliar técnico…

Fomos assistir o final do jogo no local onde normalmente a setor 2 assiste, e aproveitamos pra incentivar o goleiro do Linense a ir até a área tentar o empate. E não é que ele foi??

E quase marcou, chutando uma bola que sobrou de um escanteio.

Mas não deu pro Linense, que perdeu mesmo o jogo. Vamos ver se durante a semana sobra tempo para mais um jogo.

Rolê em Buenos Aires parte 2 – Argentinos Jrs

Bom, pra não perder o ritmo (até porque o futebol está a 200 km/hora esse ano), voltemos às nossas aventuras boleiras pela América do Sul.

O primeiro programa boleiro, logo na segunda feira em que chegamos a Buenos Aires, foi um jogo do Argentinos Jrs.

Vale lembrar que eu e a Mari já tinhamos feito um rolê nesse estádio há um ano, veja aqui como foi.

O nosso “guia” foi o amigo “Checho”, que além de torcedor e morador do bairro, é o responsável por uma loja que só vende punk rock, oi! e outros sonidos da rua.

A loja dele:

E a gente, mais punk, impossível…

O entorno do estádio mostra que a maior parte dos torcedores se conhecem, até porque são quase todos das redondezas. É o velho amor ao bairro que a gente tanto sente falta aqui no Brasil.

Ainda que as “grandes equipes” também estejam angariando o maior número de torcedores, o Argentinos Jrs mostrou que o sentimento de amor entre time-estádio-bairro-hinchas é muito forte.

O estádio é pequeno. Lembra um pouco a Javari, com alguns andares a mais.

Réplica da Camisa em frente o estádio: 35 pesos

Ingresso para o jogo: 20 pesos

Passar uma noite de segunda feira ao lado da namorada e dos amigos assistindo uma partida de futebol na Argentina… não tem preço!

Ah, fiz um vídeo pra você ter uma ideia do que é o Estádio Diego Armando Maradona por dentro:

Dentro do Estádio, o destaque vai para a loja do clube que vende uma infinidade de produtos relacionados ao time. Os vendedores são gente boa e dá a nítida impressão que é uma festa entre amigos.

A diferença podia sermenor com a realidade que vivemos no Brasil, não? É pedir demais ter uma dessa em cada estádio??

E muita gente da velha guarda lotando as arquibancadas do estádio que leva o nome do maior jogador do mundo, que defendeu as cores do “Bicho” (apelido do time) no início da carreira.

Dá pra ver o nome ali??

E dá lhe festa. Popular. Sem controle, sem comando. Festa de gente, feita pela gente, e pra gente…

A torcida do Newell Old Boys compareceu, mesmo estando há mais de 3 horas da capital. A banda só foi chegar no final do primeiro tempo

O estádio tem uma mística bem particular. Parece um pub, onde amigos se encontram e se divertem.

E alentam, cantam e embalam seus jogadores!

Mulheres e crianças bastante presentes (vale ressaltar que a barra do time fica atrás do gol, e eles cantam e pulam sem parar, por isso tem mais crianças na arquibancada lateral).

As árvores ao fundo dão um belo cenário pro estádio, não acha?

Essa é a barra do bicho:

O campo é tão perto, que as vezes parece que vc tá dentro dele (não falei que lembrava a Javari)…

E guarde registros e fotos e vídeos… Estar ali foi um momento inesquecível…

Aliás, veja como ficou o registro feito pelo Gui:

A Barra vista de frente…

Para nossa tristeza, o tempo começou a virar e um friozinho virou chuva, que virou tempestade que cancelou o jogo aos 20 minutos do segundo tempo e alagou a cidade.

Eu queria ter dado uma volta no estádio ao fim do jogo pra mostrar todos os lados, e por isso não deu… Sorte que fiz essa foto antes do jogo:

Bom, foi esse o nosso rolê pelo jogo do Argentinos Jrs, dali ainda fizemos um rolê pela cidade inundada (o busão foi corajoso!) e fomos dormir. Ainda tinhamos muitas aventuras pra viver, né não Gui?

Ah, para quem quer mais informações sobre o time, o site oficial do Argentinos Jrs é www.argentinosjuniors.com.ar/

e o blog: http://www.elblogdelbicho.com.ar/

Abraços e … vejam que belo exemplo… Apoie o time da sua área!!!!

Juventus, Juventus, eu estou aqui…

Pois é, aproveitei a oportunidade e estive na Rua Javari, em plena quarta feira a tarde, para cobrir o jogo Juventus x Palmeiras B, pela série A3.

Ambos os times com ótimas campanhas, mas confesso que o que mais me motivou a visitar a Moóca foram os Canoles do Estádio!

Chegamos no final do primeiro tempo, quando o Juventus já massacrava o Palmeiras B por 3×0.

Ficamos ali ao lado do pessoal da setor 2, onde temos grandes amigos!

Do lado da torcida visitante, apenas algumas crianças e alguns moradores locais.

O segundo tempo foi com o goleiro adversário ali pertinho da setor 2. Resultado… O cara foi execrado o jogo todo (uma das melhores coisas da Rua Javari!).

A Mari também curte esse estádio. “É bom poder xingar e ser ouvida”.

E como todo grande momento de amor em um estádio merece ser registrado, fica mais uma foto nossa em uma cancha!

Ah, e mais um registro de nossa paixão pela culinária de estádio! Além dos canoles, os sorvetes são campeões também!

E na Javari, tudo é festa, tudo é poesia. O alambrado é o apoio confortável e incentivador!

O jogo corria morno até que o Juventus decidiu matar o jogo e ligou os contra ataques contra o Palmeiras.

E com o Juve no ataque, a galera cantava em castelhano as mais belas canções dos estádios brasileiros…

Trapos (adoro) e bandeiras (hmmm, não me agradam tanto as que defendem o poder do estado) complementam a decoração local!

Ao fundo, o pessoal mais comportado, embaixo das cobertas da Javari, acompanhando mais um show juventino, anunciando sua volta à série A2!

E mais gente pendurada? É mais gol…

Fim de jogo,  5×0…

Festa nas bancadas…

Festa cantada, e bem cantada…

Aplaudida e memorada, pois para um juventino, todo jogo é memorável, fica na memória do bairro.

Aos amigos, nossa eterna amizade! Dá-lhe Piva, boxeador e boleiro de carreira possivelmente finalizada após séria contusão…

Já posa até com cara de boxeador aposentado…

E leva no braço e no coração seu amor pelo Juve!

Símbolos e instrumentos de um futebol que senega a ser vendido…

E que chega a acabar com a separação dentro e fora de campo…

Até breve Javari! Até sempre…

Rolê em Buenos Aires – parte 1: “Vuelve a casa…”

Para nós, a idéia de “ir para Buenos Aires” já não faz mais sentido. Já há algum tempo, tratamos a viagem como “Voltar para Buenos Aires”.

Reencontrar amigos, lugares e sensações que nos fazem compreender cada dia mais nosso espiríto latino.

Pela 4a vez, ficamos no “Brisas del Mar”, um hotel residencial, em San Telmo, próximo do metrô, ponto de ônibus, mercearia, supermercado, quioscos…

Foi um rolê bastante boleiro, mas não deixamos de apreciar as demais facetas da cultura local. A começar pelo Tango portenho…

Também dedicamos uma boa parte do tempo ao punk rock Argentino. Dessa vez, a grata surpresa foi a possibilidade de estar no ensaio do Tango 14, banda Punk/Oi! que mistura a realidade do dia a dia suburbano portenho às emoções do futebol, com um certo teor alcoólico cervejeiro.

Resumindo: Os caras são gente boa pra caramba e o som divertidíssimo!

Dá pra ouvir um pouco do som dos caras pelo myspace: http://www.myspace.com/tangocatorce

As antigas amizades mantém sua força, por isso sempre agradecemos “El Maluko” Martin, hincha do River, um dos maiores conhecedores do punk latino e também do futebol!

Na hora de comer havia sempre a dúvida: Gastar e comer muito bem, ou economizar e comprar mais camisas de times?

Sem esquecer que eu, a Mari e o Gabriel somos vegetarianos (só o Gui ainda come carne).

Assim, revezávamos entre restaurantes de bairro, Burguer King (onde existe uma fantástica opção vegetariana), lanches em mercearias e até restaurantes “duvidosos”.

Na foto abaixo, estamos num restaurante “Chino”, no esquema “Pague para entrar e coma para sair”.

Ah, as largas ruas de Buenos Aires…

E a arquitetura diferenciada, encontrada não só no micro centro, mas também nos bairros. (Que cara é essa Gui?)

E como falar em Buenos Aires, sem lembrar das “Cabinas”, e dos “Quioscos”…

Momento terror cultural no cemitério da Recoleta (é coisa de turista, mas é divertido!):

Coisas estranhas para se fazer quando se está viajando… Acariciar um burro, por exemplo:

O Zôo de Buenos Aires é um passeio interessante (ainda que seja uma prisão como todos os demais zôos do mundo…), fica na parte mais chique, quase chegando no Estádio do River.

E teve a hora de lembrar de casa. Aqui, os Cosmopolenses apresentam seus times em plena Casa Rosada (Mari com a camisa do Cosmopolitano e Gabriel com a camisa da Funilense):

E o Gui representou a do Ramalhão!

Andar 20 km por dia, durante mais de uma semana faz você ter momentos como esse…

Grandes prédios, grandes coturnos…

E claro, grandes lugares, aqui, El Caminito, que fica a 3 quadras da Bombonera!

Ainda ali perto, Gabriel esfrega os óculos, para ver acreditar que não era o porto de Santos.

Coisas estranhas que se vendem assim, numa loja de rua, como se fosse mais um brinquedo…

Mais amigos. Mais que amigos. Nossa família portenha, nuestro hermano Hugo e a pequena Augustina, curtindo um colo da tia Mari!

Cresceu, hein menina?

Tio Gui tentando ensinar o hino do Santo André…

Punk Rock no berço! Aproveitamos para “devorarmos” o DVD do Doble Fuerza (Otra vuelta de Cerveza), banda em que o Hugo (papai da Augustina) canta:

Ao fundo, o Hugo encomendava nossa pizza…

Pra fechar, todos unidos!

Bom, pra gente não perder tempo, paro por aqui e continuo em breve…