Balada de Sexta!

Bom, eu sei que as pessoas da minha idade têm a sexta feira como dia sagrado. Dia não, noite.

É tempo de sair, encontrar os amigos num lugar legal, bater papo, rir das coisas que nos cercam e, enfim, esquecer de tantos problemas do dia a dia e se divertir.

Eu também sou assim.

Por isso, sexta feira (28/8) às 19:30hs, lá estavam eu, Mari (que me faz cada dia mais apaixonado topando esses rolês) e o Gui, editor do Blog Expulsos de Campo.

Lá onde? Em pleno Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco, popularmente conhecido como “Baetão“, em São Bernardo do Campo, para assistir Palestra SBC x Desportivo Brasil de Porto Feliz(time daTraffic).

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O principal detalhe do Baetão é que a grama é artificial, não me lembro de outro campo com este detalhe.

O time do Palestra voltou às atividades este ano, conforme mostramos aqui e conta com uma parceria com o time do Santo André, que emprestou boa parte do elenco, além do técnico, o grande Sandro Gaúcho.

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Assistimos o primeiro tempo da arquibancada, onde fica a Barra “Loucos do Palestra”. Ainda estava frio, principalmente porque a aqruibancada é praticamente no morro do Baeta. Dali víamos as cadeiras do outro lado.

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E pra não dizer que não conhecemos tudo, fomos ver o segundo tempo nas cadeiras cobertas:

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O jogo foi bom, os dois times eram rápidos e possuem armadores habilidosos. Chegou a surpreender a boa qualidade do jogo.

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Mas vale lembrar que a Traffic investe uma boa grana nesse time, e o Palestra conta com a experiência do elenco dos jogadores do Santo André.

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Abaixo a torcida em ação:

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O jogo terminou 2×2, mantendo os times na liderança do grupo 15, pela terceira fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

Para maiores detalhes sobre a partida, acesse o Blog do Ademar, que postou sobre o jogo, veja aqui.

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Exposição de Camisas em Mauá

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Pra quem não teve a oportunidade de ir pessoalmente, ficam aí algumas fotos da Exposição de camisas de Futebol que rolou até domingo (30/agosto).

Estive lá, na semana passada, e pude conferir várias preciosidades do colecionador “Durval Lima”, que segundo me disseram, é daqui da nossa região mesmo.

Meu destaque principal vai para a camisa do Santo André da década de 80, ainda com patrocínio da Firestone.

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O evento aconteceu no Mauá Plaza Shopping, e contou com cerca de 60 camisetas. Boa parte delas, autografadas, e pelo que deu pra ver, todas foram utilizadas em campo.

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É bom resgatar o passado. Seja com histórias, seja com camisetas de futebol.

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“Nós não temos história, é uma vida sem memória, e eu duvido que isso vai mudar…

Falta de Cultura pra cuspir nas estruturas.

Não fosse o Cabral…”

Raul Seixas

Eric Castel

Eu tenho uma característica que as vezes se torna um problema.

Quando gosto de algum livro ou personagem, fico louco se não conseguir ter acesso à coleção completa do mesmo. Foi o que aconteceu c0m Eric Castel.

Eric Castel

Semanas atrás, mostrei aqui no blog dois quadrinhos que trouxe da Espanha. Um deles, era o primeiro volume do personagem Eric Castel, chamado “Eric Castel ey los Juniors”, de Raymond Reding e Françoise Hugues.

Eric Castel é um personagem fictício, criado na década de 80, e que jogou pelo Barcelona, Inter de Milão e pelo Paris Saint Germain (tudo na ficção, não se esequeça).

Assim que cheguei no Brasil procurei nos sebos e pela internet novas histórias de Castel.

Encontrei o terceiro volume “Tarjeta roja!”, que traz a história de um jogo na Alemanha onde Eric Castel é injustamente expulso.

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Eric é aquele jogador que todo torcedor sonha para seu time.

Esforçado, dedicado, boa gente, não mercenário, enfim… Tudo o que  a gente espera como torcedor de um atleta.

Mas para achar os demais livros de Eric Castel estou passando por um pesadelo.

Desde que voltei, busco os demais livros dele (acho que no total são uns 16) e … nada.

Pra piorar, eles só foram editados na França, Itália, Espanha e Catalunha.

Se você tiver algum e quiser me vender, escreva para mim: punkabc@ig.com.br

Abraços!

Futebol em Münster

Voltamos para Norkirchen, mas no dia seguinte já era hora de conhecer uma nova cidade, e lá fomos nós para Münster, cidade no estado federal de Renânia do Norte-Vestfália, considerada um centro cultural da região.

Além das várias Faculdades presentes no local, pudemos ver que há coelhos por todos os jardins? (e acredite, é impossível pegá-los):

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Münster é também uma cidade vítma da 2a guerra, foi praticamente reconstruída, mas como era impossível refazê-la totalmente como era antes, foram levantadas fachadas idênticas aos prédios da época, como pode se ver abaixo:

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Além da arquitetura riquíssima, o lugar é cheio de histórias.

Ah, e Münster é uma das últimas cidades da Europa a ter um guardião de torre: o trabalho dele é vigiar a cidade à noite.

Dizem que na época dos conflitos religiosos, três inimigos foram presosna torre da igreja da foto abaixo, e deixados ali para morrer as vistas da população.

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Outro detalhe é que o lugar consegue misturar cultura milenar com várias lojas modernas, oferecendo as últimas tendências de moda e tecnologia.

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A Universidade de Münster é a quarta maior e uma das mais antigas da Alemanha, e dá à cidade uma cara jovem já que boa parte da população consiste de estudantes.

Possui também fantásticos cafés e soreveterias…

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Só pra ter uma idéia, o prédio abaixo tem quase 200 anos…

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Mas vamos ao que esse blog se propõe a mostrar. Futebol!

O time da cidade é o SC Preussen Münster 1906, um dos membros fundadores da Bundesliga, mas que hoje disputa as divisões regionais intermediárias. O site do time é www.scpreussen-muenster.de

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O time usa uniformes verdes, conforme pode se ver na foto do time que disputou o equivalente a 4a divisão da Alemanha:

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O distintivo traz um passáro negro com a letra “P” em seu peito:

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Fomos até o estádio do time, e infelizmente não consegui adentrar pra ver o gramado e parte de dentro, mas eu e a Mari tiramos algumas fotos em frente a sede do clube:

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Nas bilheterias:

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E algumas do lado de fora (por cima do muro…):

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O estádio em dia de jogo:

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Do lado de fora, deu pra encontrar alguns adesivos da torcida local. Aliás, deu pra ver que os “Ultras” também estão presentes em Münster.

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E pra quem sabe, taí…

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Assim terminam os posts sobre essa viagem para Europa, que me custou muita grana e me endividou por alguns meses, mas que valeu cada centavo não só pelo lado boleiro, mas pela diversão, cultura e tudo que vivi por lá!

Futebol em Berlim

Continuando nossa saga pela Alemanha, decidimos juntar nossos últimos Euros e comprar uma passagem, de trem para Berlim.

O trem bala fez a viagem em cerca de 3 horas, e é mais gostoso que viajar de avião.

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Como não estava nos planos estar em Berlim, não tinhamos nem idéia de por onde começar, por isso, achamos uma boa fazer um tour com aqueles “ônibus de turistas”, e valeu a pena.

Conhecemos os principais pontos turísticos da cidade, em pouco mais de 3 horas, e isso porque descemos em alguns lugares pra andar um pouco.

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Pelo discurso do nosso “guia eletrônico” (aquela gravação que você ouve pelos fones, enquanto percorre a cidade), deu pra perceber que Berlim tem a história bem dividida entre antes e depois da 2a guerra mundial.

Só pra compartilhar algumas das fotos, abaixo, o Bundestag, o parlamento da Alemanha.

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Aqui eu e a Mari no busão, pagando total de turista.

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Ponto a ponto fomos escutando (em espanhol) um pouco sobre a cidade de Berlim, um lugar por onde a história se esparrama a cada esquina.

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Esse é um dos monumentos mais famosos de Berlim, a Coluna da Vitória (Siegessaule). A estátua acima dele representa a Deusa da Vitória.

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Assim como nas demais cidades que visitamos pela Europa, o cuidado com a manutenção das edificações com arquitetura histórica, se fazem presentes em Berlim, mesmo após tantas guerras. Em compensação, eles decidiram manter a igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche parcialmente destruída para que não se esqueçam os horrores da Segunda Guerra.

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Depois de tanta coisa turística fomos atrás de algumas coisas mais específicas.

Passamos em uma loja de Cd´s, afinal não podíamos voltar pra casa sem trazer no mínimo um Cd punk alemão. Assim comrpei um CD do Die Toten Hosen que ainda não tinha.

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Depois fomos ao museu Madame Toussaud ver as cerca de 50 estátuas e cera. Foi lá que alguém literalmente “arrancou” a cabeça de Hitler (da estátua). Abaixo, as peças ligadas ao futebol, começando pelo craque Uwe Seller:

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O goleirão Oliver Kan, também está por lá, e assustou a Mari:

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E como a Mari é uma profissional da moda, nada demais ela dar uns toques pro Klinsmann, pra melhorar o visual da camisa dele né?

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O astro Franz Beckenbauer também estava por lá:

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Pra fechar, os irmãos gêmeos holandeses Frank e Ronald de Boer:

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Ainda falando sobre futebol, vale lembrar que Berlim sedia muitos times como por exemplo: ASK Vorwärts Berlin, Blau-Weiss Berlin, Hertha Berlin, Viktoria 89, Rapide Berlin, SV Nord Wedding, Tasmania 1900, Alemannia Wacker, BFC Dynamo, entre outros.

Por fim, visitei algumas lojas de material esportivo, mas já não tinha grana pra comprar nada pra mim. Só consegui trazer uma camisa da seleção de handball pro meu irmão Murilo e uma de futebol pro meu pai.

Vimos ainda uma loja do Hertha Berlim:

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Passamos próximos do estádio Olímpico, mas não deu pra descer porque já estava perto da hora de pensarmos em voltar. Lembre-se que ainda tinhamos que pegar um trem rápido de 3 horas…

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Estádio Berlim

Ah, claro, vimos o que sobrou do muro de Berlim, reconheço que foi emocionante:

Assim, mais cansados do que nunca, mas completamente satisfeitos por termos conhecido mais uma cidade,  voltamos para Norkirchen já no final da noite.

Cerveja + Futebol= Flunkyball

Bom, eu já falei do fabuloso e tradicionalíssimo jogo “3 dentro, 3 fora“, principal e mais conhecido jogo derivado do futebol, mas em terras alemãs, conheci um novo esporte, ideal para os apreciadores de cerveja (que devo confessar, não é o meu caso).

Trata-se do “Flunkyball”, um jogo em que vence quem… beber mais!

Formam-se 2 colunas de pessoas (no caso do jogo que presenciei, uma era só de meninos e outra só de meninas).

Em frente de cada pessoa, uma cerveja cheia.

Entre as duas colunas, uma garrafa dessas de 2 litros de refrigerante, vazia.

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Ah, tem uma bola também. Ela começa com um dos dois times, e um dos “atletas” a arremessa tentando derrubar a garrafa de 2 litros.

Assim que ela é derrubada, os integrantes do outro time tem que a colocar novamente de pé.

Nesse meio tempo, o time que a derrubou pode (e deve) beber ao máximo de sua garrafa.

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Vence o time que acabar com todas as cervejas primeiro.

Não é preciso dizer que após a terceira rodada, o jogo fica completamente engraçado para todos os atletas, né? hehe

Futebol em Nordkirchen

Chegamos em Nordkirchen pela manhã. Como o Digo (irmão da Mari) morou lá o ano passado, não ficamos em hotel, mas na casa da família dele.

E pra quem acha que o povo alemão é fechado, a recepção que eles fizeram pro Digo mostrou o contrário. Pareciam brasileiros celebrando o retorno de um familiar que não viam há tempos.

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Vale informar que Nordkirchen é uma cidade do norte da Alemanha. Dê uma olhada no mapa, pra entender onde ela fica. A cidade é mais rural do que urbana, mas… acredite, esqueça o conceito brasileiro de cidade rural.

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Assim como a maior parte dos lugares por onde estivemos, as bikes são uma realidade como meio de transporte, e a gente não perdeu tempo pra dar um rolê em meio às macieiras carregadas de maçãs verdes…

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Bom, o lugar onde ficamos é uma fazenda super moderna, onde nada se desperdiça, tudo é reciclado e reutilizado. Por exemplo, os “dejetos” produzidos pelas vacas e porcos são transformados em energia para a fazenda e redondezas.

A cidade é incrível… Você está andando no meio de uma floresta e de repente se depara com castelos com mais de 300 anos, aliás a fazenda onde ficamos está ocupada pela mesma família desde o começo do século XV, dá pra imaginar o que é isso?

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Parece que você está no meio de um conto de fadas, onde tudo é bem próximo da perfeição. E isso porque eu não tirei nenhuma foto das refeições… Doces fantásticos e pratos deliciosos, com uma super atenção pra mim e pra Mari que somos vegetarianos.

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Mas falando em futebol, fomos conhecer o time da cidade, o Nordkirchen FC. Saiba mais do time no site deles: http://www.fc-nordkirchen.de .

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O time atual:

Demos uma passada no campo de treino, que parece ser só um terrão, mas é um saibro, que até parece uma quadra de tênis gigante:

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E aproveitamos para conhecer o campo de jogo, é claro:

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O mais legal  é a placa que fica próxima da torcida que diz algo como: “Não ofenda o árbitro, ou será retirado do local – A Direção”

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Como a placa mostra, o time é de 1926.

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Achei um vídeo da galera torcendo lá…

Foi um dos lugares mais legais por onde passamos principalmente por termos com quem conversar mais diretamente sobre a realidade de vida lá.

Até rolou uma festa pro Rodrigo, com direito a cerveja. Muita cerveja. Muita mesmo…

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De Nordkirchen, pegamos um trem e fomos para Berlin. Mas aí é uma outra história para um novo post…

48- Camisa do Olimpique de Marseille

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A 48a Camisa de futebol é do Olympique de Marseille, clube de futebol que disputa a 1a divisão do futebol francês, representando a cidade de Marselha, uma das principais cidades do país.

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A frase Droit au But, abaixo do escudo significa “Direto ao gol” e é frequentemente gritada pelos seus torcedores.

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O Olympique foi fundado em 1899, o que o torna um dos clubes mais velhos da França ainda em atividade.

Assim como muitos outros clubes de cidades portuárias, surgiu graças à chegada de estrangeiros vindos do mar, no caso deles, foram os ingleses que trouxeram o futebol em seus navios e implantaram o novo esporte no município.

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A agremiação foi criada depois que dois times da cidade fecharam suas portas (Sportin Club of Marseilles e Football Club of Marseilles) oferecendo um novo espaço ao futebol e também ao rugby.

No início, ocupava-se apenas com a disputa de torneios regionais de menor importância, mas o “OM“, cresceu na década de 1920, quando venceu a Copa da França por 3 vezes (1924, 1926 e 1927), além de seu primeiro campeonato francês (1929), rompendo a hegemonia dos clubes parisienses.

Outro período de muitas vitórias foi o fim dos anos 60, início dos 70, quando venceu a Copa da França (1968/69,  1971/72 e 1975/76) e a Ligue 1 (1970/71 e 1971/72). Abaixo uma foto dos anos 70:

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Na temporada 1979/80 foi rebaixado, retornando apenas em 1984. A partir daí, o time voltou a pensar (e ser) grande.

Em 1986 montou um timaço com nomes como Jean Pierre Papin, Didier Deschamp, Rudi Voller, Eric Cantona, entre outros.

Assim, o Olympique de Marselha conquistou 4 títulos da Ligue 1 consecutivos entre 1988/89 e 1991/92.

Na temporada 1990-91, o Olympique chegou a final da Liga dos Campeões da UEFA, mas foi derrotado pelo Estrela Vermelha, da Iugoslávia, nos pênaltis.

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Naquele dia, o hooliganismo imperou…

Duas temporadas depois, o Olympique levantou a taça num jogo que venceu o Milan por 1 a 0.

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Acusações de corrupção financeira e participação de diretores num esquema de manipulação de resultados tiraram a tranquilidade do clube que acabou rebaixado à Ligue 2 para a temporada 1994-95.

Por isso, também deixou de participar da final do Mundial Interclubes daquele ano, que foi disputada entre o vice-campeão europeu Milan e o campeão sul-americano, o São Paulo.

Só voltou a Ligue 1, 2 temporadas depois e desde então vem tentando recuperar seu prestígio.

Chegou a final da Copa UEFA de 2003-04, depois de bater adversários como Internazionale, Liverpool e Newcastle, mas foi derrotado na final pelo Valencia da Espanha.

Em 2005 venceu a Copa Intertoto, mas sua torcida já cobra há algunão voltou mais a conquistar um título de expressão. Terminou a temporada 2007/08 da Ligue 1 na terceira colocação, classificando-se para a fase preliminar da Liga dos Campeões.

De 1899 a 1937, o “OM” jogou no Stade de l’Huveaune. Ele foi reformado no início dos anos 1920, graças à ajuda financeira dos torcedores e tinha capacidade para 15.000 torcedores.

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A partir de 1937 o clube passou a utilizar o estádio municipal Stade Vélodrome, com capacidade de 60.031 lugares, um dos maiores e mais belos estádios da França.

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O site do clube é http://www.om.net/

Para acabar, um pouco do sentimento das arquibancadas celestes do time:

Futebol em Paris

Continuando nossa aventura, saímos de Londres e chegamos em Paris no fim da tarde, mas o sol ainda brilhava, e assim ficaria até quase 23hs.

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Nossa chegada foi um pouco estranha. Quando estávamos saindo do aeroporto fomos abordados por soldados do exército francês que pediram “gentilmente” para irmos por outro lado. Alguns minutos depois, ouvimos uma explosão. Emocionante começo, não?

Depois soubemos que esse é um procedimento comum. Ao final do dia eles explodem as malas e objetos abandonados no Aeroporto.

Mas enfim, saímos do aeroporto e fomos para o nosso hotel. No caminho, pudemos ver o “Stade de France“, construído para a Copa de 1998, sediada lá.

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Atualmente é pouco utilizado, e somente em amistosos da seleção francesa, ou para disputas de rugby (foi palco da final de 2007).

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Possui capacidade de 79.959 expectadores. É um estádio moderno, mas … “sem alma”. Acho que estádios sem clube é algo muito sem vida. Além de ter sido bem caro…

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Encontramos a família da Mari por lá, e nem bem chegamos, fomos jantar. E já que estávamos em Paris que tal…. Pizza!!! (era pra soar como engraçado, tá?).

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A noite caiu e pra aproveitar a primeira noite decidimos ir conhecer a Torre Eiffel. Bom, posso dizer que é algo realmente emocionante. Não só pelo tamanho, mas pelos detalhes, pela energia…

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A verdade é que andar por Paris significa imergir num “caldo cultural” o tempo todo. Parece que para todo lado tem algo interessante de sever (ou seria só a chamada “febre do viajante”??).

Como tínhamos pouco tempo, demos uma olhada geral em um pouco de cada lugar.

Das grandes esquinas…

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Às praças, palácios e monumentos…

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Passando pelo Louvre (onde vi mais uma vez que futebol e arte as vezes se dão bem)…

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Ok, ok… Nós vimos a Mona Lisa…

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E tudo de metrô. Na Europa, é sem dúvida o jeito mais fácil de se locomover. Mas pelo visto, eles tem problemas com os coelhos que ainda não aprenderam a usar as portas corretamente…

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Acho que o que mais me marcou foi ter passado o feriado de 14 de julho (comemoração da queda da bastilha) em frente à Torre Eiffel, junto de 1 milhão de pessoas.

Bom, mas voltando ao futebol, caminhando pela cidade, fica claro que não existem camisas piratas em Paris.

Existem as “versões”, que são camisas que contém o distintivo do clube, mas não parecem em nada com as originais, isso porque, segundo um vendedor, a venda de material falsificado gera prisão imediata e multa bem alta.

O preço de uma camisa oficial varia normalmente de 50 a 120 euros. Por isso, quando encontrei uma camisa oficial do Olympique de Marselha por 29 euros, não pude resistir.

Ah, em Paris, pude ver pessoas jogando futebol nas praças, e lembro me de ver na TV, numa madrugada dessas, um programa de três caras que saem pelas ruas driblando as pessoas.

Pra concluir nosso paseio, após ver um milhão de lugares ligados à moda (veja essa lado da viagem no blog da Mari, o Pencefundamental), fomos ao Estádio do Paris Saint Germain.

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O estádio chama-se “Parc des Princes“, e tem capacidade para quase 50 mil torcedores.

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Por dentro o estádio é assim:

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E assim foram nossos dias por Paris…

Saímos do hotel, por volta das 5hs da manhã e viajamos para a Alemanha, mais precisamente para a cidade de Nordkirchen.

47- Camisa do West Ham

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A 47a camisa de futebol é a camisa do West Ham United Football Club, um dos clubes mais populares e tradicionais do Reino Unido.

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Comprei a camisa no dia em que fui visitar o Estádio, e ainda consegui chegar até o campo…

Foi fundado em 1895 por trabalhadores da Thames Ironworks and Shipbuilding Co. Ltd, um estaleiro localizado no Rio Tâmisa (daí, um dos apelidos do time “The Irons”).

Nessa época, o time era denominado Thames Ironworks F.C., nome usado até 1899, quando após uma crise financeira fez o time “ressurgir” como West Ham (outro apelido do time é “The Hammers”).

Achei uma imagem bem antiga do estaleiro, mas é bem pequena:

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Achei também uma foto do time daquele primeiro ano (1895):

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Somente nove anos depois da fundação do time é que foi construído seu estádio, o Boleyn Ground, também chamado de Upton Park por se localizar no distrito londrino de mesmo nome. Sua capacidade é 35.303 torcedores.

Foi inaugurado em em 2 de setembro de 1904 num jogo em que bateram os eternos rivais do Millwall por 3×0.

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Hoje, o estádio consegue mesclar aspectos modernos a tradicionais, parecendo um castelo em meio ao bairro:

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O verde do gramado muito bem cuidado (nesse dia em que fomos estava sendo irrigado e havia no mínimo 4 pessoas trabalhando nele) contrasta com as belas e diferentes cores do clube.  

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Veja outras fotos e o vídeo que fizemos na viagem à Londes no post abaixo, anterior a este.

Vale lembrar que por pouco o estádio não foi abandonado. É que quando Eggert Magnússon, milionário presidente da Confederação de Futebol da Islândia, comprou o time (2006), ele tinha a ousada idéia de deixar de usar o Upton Park, e adquirir o estádio olímpico, que será construído para as Olimíadas de 2012.

Eggert Magnusson

O uniforme do West Ham é inspirado no do Aston Villa, que é caracterizado pelo calção e meiões na cor branca e pela camisa grená com mangas azuis.

Aston Villa

Disputar a Liga Profissional desde 1919, e em 1923 chegaram à Premier League, e à final da FA Cup (Copa da Inglaterra), disputada no estádio Wembley, pela primeira vez.  Perderam para o Bolton Wanderers, por 2×0.

Um fato curioso e triste do clube, é a história de Syd King, ex atleta que se tornou manager do clube por 32 anos e que após ser demitido, acabou suicidandfo-se.

Em 1964 o time conquistou sua primeira FA Cup, com uma vitória de 3×2 sobre o Preston North End. Um ano depois, o West Ham conquistou sua primeira competição européia, a Recopa, vencendo o 1860 Munich.

No ano seguinte, chegaram mais uma vez à final da FA Cup, mas perderam para o West Bromwich.

Durante Copa do Mundo de 1966, vários jogadores do clube entraram a história do futebol, conquistando o título para a Inglatera, entre eles Bobby Moore, Martin Peters e Geoff Hurst.

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Em 1975 ganham mais uma FA Cup, vencendo na final o Fulham, e mais uma final da Recopa, em 1976, perdendo para o Anderlecht, da Bélgica.

Mesmo rebaixado para a Segunda Divisão em 1978, o West Ham venceu a FA Cup em 1980, uma das raras vezes que um time de fora da Primeira Divisão alcançou o feito.

Mesmo jogando mal durante toda a temporada 94/95, o West Ham trouxe orgulho aos seus torcedores, ao empatar, na última rodada com o Manchester United, evitando o terceiro título consecutivo dos Diabos Vermelhos.

Em 2005 chegaram novamente à final da FA Cup, perdendo para o favorito Liverpool na cobrança de pênaltis.

Em 2006, Tevez e Mascherano chegam ao clube, vindos do corinthians. Um ano depois o clube seria multado por problemas envolvendo as contratções (lembrem-se que era atletas da MSI).

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Mesmo sendo criticado pela mídia, Carlito deu o maior exemplo do que é jogar com raça e fez a comemoração que sempre sonhei em ver aqui no Santo André, confira no vídeo (que merecia uma narração mais emocionante, como as que temos aqui no Brasil):

Os torcedores do West Ham United cantam uma música chamada “I’m Forever Blowing Bubbles” devido a um jogador da década de 1920, chamado Billy J. Murray que parecia um garoto de um quadro do artista Millais chamado “Bubbles”. Esse acabou sendo o apelido de Murray. A música é assim:

I’m forever blowing bubbles,
pretty bubbles in the air
They fly so high, nearly reach the sky
And like my dreams they fade and die
Fortune’s always hiding,
I’ve looked everywhere
I’m forever blowing bubbles,
pretty bubbles in the air
United! United!

A banda Oi! Cockney Rejects também gravou uma versão desta música, para alegria de punks e skins que gostam de futebol:

O principal rival do time é o Millwall.

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Essa rivalidade e o próprio West Ham ficaram conhecidos pelo mundo todo depois do filme “Green Street Hooligans”.  Veja o Trailer:

E antes que você ache que certas coisas do filme, só existem no cinema…

O site oficial do time é www.whufc.com .

Pra terminar, tenho que confessar que depois dessa visita, o “desprezo” que eu tinha pelo futebol europeu caiu por terra, graças ao West Ham.