London Calling…

Seguindo nossa aventura, saímos de Amsterdam no fim da tarde, e no início da noite chegávamos em Londres.

Chovia e fazia frio. Era o típico cenário que eu imaginava de Londres. Saímos do aeroporto e fomos buscar um taxi que nos levasse ao nosso hotel.

O Rodrigo escolheu um taxi bem louco, preto, enorme, a parte inerior mas parecia uma pista de dança, era muito diferente de qualquer outro taxi que já tinha visto. Estávamos achando tudo muito engraçado.

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Ficamos contentes até mostrar o endereço ao motorista, que riu da nossa cara, e nos perguntou o que iríamos fazer naquele fim de mundo. Disse ainda que era melhor cancelar e pegar um hotel no centro, porque era muito caro ir até lá. Olha a cara do figura, que falava como se estivesse cantando um som do Cockney Rejects:

taxista louco

Bateu o desespero, e mesmo achando o valor uma fortuna, estávamos muito cansados de tanto andar por Amsterdam, ou seja… Decidimos encarar a grana e após mais de 90 minutos chegamos ao nosso hotel. A primeira vista, ele era estranho, ficava num bairro suburbano e sem nada perto, e a chuva continuava.

hotel

Nao queria estar na pele do atendente do hotel. Nem bem entramos e começamos a descarregar uma verdadeira metralhadora de reclamações, como se ele tivesse culpa do aeroporto ser longe, do taxi ser caro, oude trabalhar no hotel mais afastado, feio e desanimador de todo o Reino Unido.

Mas, para minha surpresa, o atendente, um Paquistanes calmo como ele só, foi pouco a pouco nos contagiando com sua tranquilidade, enquanto nos cativava com pequenos grandes favores.

Quando percebi, já tinhamos mapas, descobrimos que pegar um taxi preto é quase um pa$$eio turistíco, sabíamos como chegar no metro, já havíamos encomendado hamburgueres Vegetarianos para a janta, e principalmente… Sabíamos que havia no bairro o estádio de um time das divisões de acesso do futebol inglês chamado Leyton Orient F.C..

Isso sem contar que… Po, eu estava com a Mariana em Londres, Inglaterra, terra onde surgiu o futebol e o punk… Era só comer, dormir e esperar o dia seguinte. E assim o fizemos.

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Confesso que acordei procurando aquele entusiasmo que havia embalado meu sono, e que parecia ter ido embora ao ver que nosso quarto mais parecia um quarto de hospital (ele era todo adaptado à necessidades especiais, inclusive).

Após o café da manhã, caminhamos umas 8 quadras até o estádio do Leyton Orient. As casas pelo bairro eram todas muito parecidas:

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Confesso que ainda não entendi se ali é o estádio ou se é somente o campo de treino do time. É pequeno, com uma entrada de uns 4 metros de largura.

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Uma pequena arquibancada dá o tom “bairrista” do estádio.

leyton

Para maiores informações sobre o time, o site deles é www.leytonorient.com

Leyton_Orient_FC

Dali, fomos enfim conhecer a realidade de Londres, e logo de saída, no caminho do ponto de ônibus, a Mari já se animou ao encontrar uma das tradicionais cabines telefônicas.

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Depois fomos conhecer os pontos turísticos da cidade. A começar pelo famoso ônibus de dois andares. Aliás, como eu disse no começo da história, pra gente ir pra qualquer lugar , precisávamos pegar um desses até a estação do metrô.

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É bom saber que vegetarianos em Londres tem ‘muitas opções, principalmente, os deliciosos Veggie Burger, que são tão comuns quanto os cachorros quentes aqui no Brasil.

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Londres lembra muito São Paulo. Tem trânsito, bastante gente pelas ruas, várias lojas… Mas consegue acrescentar a isso tudo uma arquitetura bem legal e uma série de coisas interessantes pra se ver quando se passa pela rua, como por exmplo, o Museu de Sherlock Holmes:

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No metro, um painel informava sobre a “Wembley Cup”, torneio relâmpago que reunia o Barcelona, o Celtic,  o Tottenham e o Al Ahly. Depois, vendo um pouco de tv, não só em Londres mas nas demais cidades que passamos, vi que a maior parte das equipes participa de torneios desse tipo durante a “janlea” do calendário. Foi por isso que conseguimos ver o time do Ajax na rua, enquanto estávamos em Amsterdam.

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O Big Ban é o lugar onde mais vi turistas em toda minha vida. Chega a ser engraçado tantas línguas diferentes e tantas fotos ao mesmo tempo.

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Do outro lado do rio Tâmisa, encontramos a famosa roda gigante (gigante mesmo) um monte de museus, e o…. Fright Club, uma desas atrações de terror que nem no Playcenter, cheia de sustos e que deve ser percorrida a pé. Claro que não teve como não ir….

terror

Bom, mas chega de turismo, porque isso é um blog sobre futebol, como diria o Muricy. Assim, no outro dia, pegamos o metro para o outro lado e fomos até o estádio do West Ham.

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Se comparado ao estádio do Ajax, o Upton Park, estádio do West Ham, embora seja bastante grande, tem mais a cara dos estádios brasileiros.

Afoito, cheguei até a administração do Estádio perguntando como era feita a visita ao campo. A resposta veio com uma mistura de frieza, prazer e desinteresse: “Não há visitas.”

Fiquei tão chateado que nem tentei argumentar. Restava a loja do clube, para ao menos levar uma lembrança do time que ficou marcado especialmente para mim, pelo filme Hooligans.

Lá, acabamos conhecendo um boxeador italiano, que é casado e estava comprando uns presentes também.

Após as compras, e já mais animado, decidi uma última tentativa explicando ao vendedor que eu era brasileiro e etc… O resultado taí:

Acho que foi o melhor momento de toda a viagem. Eu adorei o estádio. A mistura entre o tal exigido “profissionalismo” ou “modernidade” com o lado romântico do futebol parecia me perfeito no Boleyn Ground (antigo nome do Upton Park). 

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É engraçado que fiquei tão emocionado estando lá que esqueci de me atentar a alguns detalhes como por exemplo o que divide a arquibancada do campo. Sempre quis saber e agora não lembro se reparei…

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Foi uma vitória da nossa parte e confesso que pensei até em enviar essas fotos e o vídeo para a atendente da administração só pra mostrar que dava sim pra dar um jeitinho.

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Ah, ainda nas ruas de Londres, pude encontrar várias barraquinhas vendendo camisas de times, mas é impressionante como só tem as mesmas que encontramos aqui… Barça, Real Madrid, Chelsea, Manchester…

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Bom, estava encerrada nossa missão em Londres. As 5 da manhã de um dia nublado deixamos a cidade e tomamos caminho rumo a Paris.

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Dica de blog

Alguém já viu esse blog? É divertido…

http://comcertezamente.wordpress.com/

Abraços

Published in: on 31 de julho de 2009 at 12:49 AM  Comments (1)  
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46- Camisa da Holanda

frente

A 46a camisa de futebol do blog é a da Seleção da Holanda, ou Seleção Nederlandesa. Só para esclarecer, a Holanda é parte do reino dos “países baixos”, a “Neederland”.

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Como disse posts atrás, comprei essa “réplica” numa lojinha de “chineses”, em plena Amsterdam. Escolhi a camisa de Huntelaar pelo número 19, nada usual aqui no Brasil.

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Só pra você saber quem é o cara:

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A Seleção Holandesa/Nederlandesa surgiu em 1900, em Amesterdam. Chamada de “Orange”, pelas cores de seu uniforme, veio a ser chamada de “A laranja mecânica”, graças ao incrível time formado em 1974, onde os jogadores não tinham posições fixas.

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Todos atacavam e defendiam. Cruyff era o craque da equipe e o homem que ficava mais à frente, porém deslocava-se por todo o campo, comandando o time e fazendo muitas jogadas de ataque.  Conta-se que Cruyff não aceitava utilizar símbolo comercial na camisa que vestia, sem receber por isso, assim foi criada uma camisa especial para ele. Uma com duas listras, em vez de três (a patrocinadora era a Adidas). Veja um pouco sobre esse time:

O goleiro Jan Jongbloed era outro destaque do time, não só pelo futebol, mas porque além de jogar num obscuro time, o Amsterdam Club, possuía uma tabacaria em Amsterdam e esperava uma contratação por um grande clube caso conquistasse o Mundial.

Chegaram a duas finais de Copa do Mundo. Em 1974, perderam para a Alemanha, numa daquelas famosas injustiças do futebol, veja um pouco sobre como foi essa copa:

Em 1978, perderam para os Argentinos, anfitriões da Copa, numa Copa marcada pela influência do regime militar que comandava o país atéentão: 

 Em 1988, conquistou a Eurocopa com um time que marcou época, e trouxe à realidade de torcedores do mundo todo nomes como o de Van Basten, Ruud Gullit, Rijkaard, entre outros.

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Vale a pena rever alguns momentos da final, entre eles, o golaço de Van Basten:

Entretanto, no mundial de 1990, onde esperava-se uma grande atuação da equipe, a Holanda não passou das oitavas-de-final sem ter apresentado um futebol empolgante.

A seleção atual está apostando na renovação do elenco e ainda não possui tanto nome quanto as gerações anteriores, mas parece que vem por aí mais um time bem armado… É esperar pra ver…

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Vale ressaltar que a Seleção Holandesa foi uma das primeiras seleções europeias a recrutar negros em sua equipe. Esses jogadores, em sua maioria, eram nascidos em colônias holandesas como Suriname, Guiana Neerlandesa, Indonésia, ou outros locais dos Países Baixos.

Pra quem está cansado de ver vídeos de torcedores briguentos, vale assistir o vídeo abaixo, da galera mais “na boa” que vai torcer pela seleção Orange:

Resenhando quadrinhos…

Como disse, enquanto esperava 3 horas no aeroporto de Madrid, comprei 2 quadrinhos relacionados a futebol.

Um deles, “Mortadelo y Filemon, Mundial 2006”, que conta uma aventura dos personagens conhecidos no Brasil como “Mortadelo e Salaminho” em plena Copa do Mundo de 2006.

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É um quadrinho de humor, mas sem muito conteúdo relevante, na minha opinião. É aquela linha pastelão, mas sequer usam nomes dos times de verdade. Gosto muito do traço do Francisco Ibáñez, mas acho que a linguagem dele é mais televisão que quadrinhos.

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Pra quem ficou curioso, acesse o site deles: www.mortadeloyfilemon.com ou veja abaixo quem são esses dois personagens:

Confesso que não me animei muito. Mesmo sabendo que era um besteirol, esperava algo mais ácido e politizado. Tanto que demorei pra pegar o segundo livro, com medo de não gostar também e já me sentir meio derrotado em minhas primeiras compras em terras européias.

Ledo engano. Eric Castel, o personagem boleiro que já existe há muito tempo, principalmente na Espanha é um verdadeiro clássico do Futebol em quadrinhos.

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O livro conta parte da história do próprio Eric Castel (não sei quem é a inspiração real pra ele), quando ele retorna ao Barcelona e tem que se firmar com jogador titular.

Além das dificuldades usuais, Eric tem que lidar com um Iuguslávo companheiro de time que não se dá muito bem com ele.

Pra buscar tranquilidade, Eric se refugia num bairro afastado de Barcelona, onde conhece “Los Juniores” um time de bairro que faz o atleta relembrar seu passado das ruas. Muito legal…

O quadrinho de Raymond Reding (falecido em 1999 e criador de outros heróis do futebol como ‘Vincent Larcher’, além do clássico Tintin) e Françoise Hugues é mais sério, mais quadradão e lembra um pouco os quadrinhos da marvel da década de 80.

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Pra acabar, um bom vídeo mostrando outras ligações entre o futebol e os quadrinhos e universo comics:

Sobre Amsterdam

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Os poucos dias que Mari, Digo e eu estivemos pela cidade, me deram uma visão, talvez simplista, de que a cidade não é um lugar que vive e respira futebol.

O que boa parte da galera respira por lá é o ar de Marijuana, que sai principalmente dos Cafés, onde as se juntam pra fumar tranquila e legalmente. No meu caso, não sou adepto sequer de cigarros, então não é algo que eu veja muita graça.

Mas claro que Amsterdam não é só isso. É uma cidade maravilhosa, com uma arquitetura bélissima e uma série de canais que dão um ar bem legal à cidade.

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Ah, e as bicicletas, claro. Se a cidade não vive a loucura e o fanatismo pelo futebol, pode se dizer que o ciclismo é uma realidade na vida de lá. São elas quem mandam no trânsito, e acredite, são muitas. Como a cidade é plana, quase todo mundo prefere usá-las.

A mistura entre católicos e muçulmanos, e principalmente… turistas com seus mapas e com suas típicas caras de perdidos, também fazem parte integrante do cenário da cidade.

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Junte a isso um monte de museus. Museus para todos os temas e gostos. Museu do Van Gogh, Museu do Sexo, Museu da Tortura, Museu de Bolsas, Museu de estátuas de cera, Museu de História… Todos maravilhosos e com um cuidado na arquitetura que faz com que só de se olhar por fora vc já tenha feito valer o dia. (Mas não seja besta, entre neles).

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A imagem já está bonita? Que tal colocarmos parques e praças também pra dar uma arborizada ainda maior na cidade?

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Pois é, é tudo isso e muito mais. Principalmente muito mais Euros . Nada é muito barato lá, a não ser… O delicioso Falafel do Senhor George, um egípcio que fala um pouquinho de mais de 20 línguas enquanto atende (e diverte) seus clientes. Um Falafel com Homus custa pouco mais de 4 euros. Fica bem próximo da Central Station.

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Ah, e por falar em Central Station, outra figura comum lá são os TRAM, uma espécie de Trólebus (acho que só quem é do ABC sabe o que é isso), um bonde elétrico, mais moderninho que anda sobre trilhos no meio das bicicletas.

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Por último, e tema deste blog, a cidade possui o AJAX. Clube admirado por todos da cidade e que possui uma Arena monstruosa. Abaixo a maquete do que é o estádio:

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Fiz a visita monitorada pelo lugar, mas como estamos no fim da temporada, o estádio estava servindo à sua função de Arena. O AC/DC havia tocado ali há alguns dias e nessa última semana de julho o U2 estaria por lá. Mesmo assim, dá pra ver a grandiosidade da casa do AJAX. Detalhe pra minha camisa do Ramalhão, hein hehehe.

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O estádio é inteiro coberto, as cadeiras numeradas, e possui uma baita estrutura de som e tudo que a tecnologia de ponta pode oferecer.

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Também tiveram um cuidado especial com o design de cada parte do estádio, deixando-o com uma cara quase de teatro.

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A sala de imprensa não tem muito de especial, se comparado às dos grandes times do Brasil (pelo menos de alguns grandes estádios daqui que eu já vi).

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Mas o lugar como um todo tem uma cara moderna, escadas rolantes por aqui e por ali, belas janelas, fachadas bonitas com o distintivo do clube.

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As cabines de imprensa e de seguraça são limpas, funcionais, e oferecem conforto e tecnologia aos profissionais de midia presentes.

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Perguntei ao guia pelos hooligans locais. Segundo ele, atualmente existem poucos problemas dentro do estádio (no máximo uma voadora no vazio como a minha abaixo hehehe), mas eles não são personagens do passado como alguns pseudo especialistas brasileiros acreditam.

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Basta dar uma olhadinha no vídeo que achei no youtube, pra se ter certeza que as coisas não estão assim tão sob controle como se imagina:

Por fim, o Museu do AJAX. Conhecemos um pouco sobre a história e conquistas do clube. É muito bonito e bem cuidado, mas os museus do Santos, do Boca Jr, e principalmente o do futebol em São Paulo, não deixam nada a dever.

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Ao fundo o campo de treinamento. Na hora que descemos do trem, estava rolando treino, segundo o guia é para um torneio curto que o time disputaria nos próximos dias.

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Confesso que não tive coragem de gastar tanta grana comprando a camisa oficial do AJAX… 

E de tanto procurar, só o que encontrei foi uma lojinha de uma chinesa, que vendia “réplicas” da camisa da Laranja Mecânica. Pra completar a cena, delicioso e barato MilkShake da Feebo (onde nem sempre o morango é vermelho…).

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Pra completar, no nosso último dia lá, estávamos sentados esperando um ônibus no aeroporto e a Mariana viu um monte de jogador atravessando a rua. Não consegui acreditar, nem deu pra filmar, ou mesmo fazer uma foto melhor… Era o time do Ajax

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Bom, óbvio que não dá pra se conhecer tudo sobre Amsdterdam em tão poucos dias, quanto menos contar isso num único post, neste blog sem vergonha, mas acho que deu pra se ter uma idéia do que é Amsterdam não? A Mari também postou algo no blog dela sobre a viagem, veja em http://pencefundamental.wordpress.com/

De Amsterdam, voamos pra Londres e em breve eu conto como foi nossa estadia por lá. Abraços!

Ps. Pós post: Depois de já publicado, vi um post sobre Amsterdam em outro blog, vale a pena ler: http://torcidaganhajogo.blogspot.com/2009/08/o-ajax-e-industria-do-holocausto.html

Voltei…

Amigos, acabo de voltar da minha viagem à Europa.

Desculpe por não ter escrito mais durante a viagem, mas acredite… Não tive tempo nem pra acompanhar ao vivo os jogos do Santo André.

Com a viagem vem aí novas camisas e novos estádios, em breve publicados aqui.

Assim que eu arrumar as coisas começo a escrever.

Abraços

Published in: on 21 de julho de 2009 at 1:10 PM  Deixe um comentário  
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Um pouco sobre Madrid e Amsterdam

Pessoal, to na Internet do hotel que é bem cara, então só vou citar alguns fatos ocorridos até agora, depois detalho mais.

Logo de cara, ainda no aeroporto em Guarulhos, conhecemos Carleto, ex lateral do Santos e atualmente no Valência. Ele era do ABC, e muito gente fina.

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Como eu havia dito no último post, fiquei enclausurado no aeroporto em Madrid por algum tempo, enquanto aguardávamos o vôo para Amsterdam, e comprei 2 quadrinhos sobre futebol lá. O aeroporto delá é tão grande que tem até Metrô pra te levar de uma plataforma a outra.

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O futebol na Espanha não fala em outra coisa… As contratações do Real Madrid eram capas da maioria dos jornais.

Já aqui em Amsterdam, não se fala muito em futbeol. Mas fui no estádio do Ajax e conheci um monte de moleques fanáticos pelo time.

Ah, e ainda no avião, vindo pra cá, conheci um pibe de 14 anos que joga no sub 15 do Málaga, o pai dele veio falar comigo sobre o Corinthians ter sido expulso do torneio que disputaram aqui por treta… Tá vendo, a gente acha que essas coisas não são percebidas né….

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Desculpe a pressa, depois escrevo mais… O estádio do Ajax é legal, mas moderninho demais hehehe

Abraços

MAU! in Europe!

Novo rolê boleiro…

Pois é… Não é que eu topei a aventura e daqui há algumas horas estou partindo pra uma viagem pela Europa?

Além de morrer de medo de avião, fazer uma viagem dessa também assustou meu bolso, mas… só vou pensar nisso na volta.

Pelo  nosso roteiro, saímos daqui e fazemos uma parada em Madrid, mas sequer saio do aeroporto…

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De lá seguimos para Amsterdã, a terra do Ajax, onde ficaremos 2 noites.

arena

Depois faremos Londres, Paris, e Nordkirchen (Alemanha).

Espero ter um tempinho para postar ao menos uma vez de cada cidade por onde eu passar. Se não rolar, depois eu escrevo com mais calma.

Enfim… desejem-me boa sorte, torçam aí pra tudo dar certo, e pra eu vencer esse medo…

E vamos ver a cara desse futebol europeu…

45- Camisa do Sampaio Corrêa

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Chegamos à camisa de futebol número 45, e mais uma vez estreiamos um novo estado, desta vez, o Maranhão.

E isso, graças à camisa do Sampaio Corrêa Futebol Clube, time da cidade de São Luís, e maior vencedor de títulos do Campeonato Maranhense.

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O time foi fundado no dia 25 de março de 1923, por um grupo de jovens peladeiros, sob o comando de Vital Freitas e Natalino Cruz.

Nasceu como Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, oriundos do antigo Remo F. Club (1920), time formado por operários e jovens de “pés descalços”.

O nome é uma homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922.

A roupa dos pilotos deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois um deles usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e outro nas cores verde e branca.

O maior rival do é o Moto Club, mas também compete com o Maranhão, o Bacabal e o Imperatriz.

Segundo a opinião pública, o Sampaio Corrêa tem a maior torcida do Estado do Maranhão. Seus torcedores são chamados de bolivianos, ou sampaínos.

 torcida sampaio

Seu mascote é o tubarão.

tubarao 

Em 1972, conquistou a segunda divisão do brasileiro, na época, com 23 times do Nordeste apenas, divididos em 4 grupos (3 de 6 e 1 de 5). O Sampaio compunha o grupo A com Moto Clube (MA),  Tiradentes e Flamengo (PI), Fortaleza e Guarany (CE).

1a fase:

Sampaio Correa 0x1 Moto Clube

Flamengo 0 x 0 Sampaio Correa

Tiradente 1 x 1 Sampaio Correa

Sampaio Correa 1×2 Guarany

Sampaio Correa 1 x 0 Fortaleza

Motoclube 0 x 0 Sampaio Correa

Sampaio Correa 5 x 0 Flamengo

Sampaio Correa 2×0 Tiradentes

Guarany 0x1 Sampaio Correa

Fortaleza 0x1 Sampaio Correa

 

Classificado, o Tubarão formou um  novo grupo com o Tiradentes (PI), o Itabaiana (SE) e o Atlético (BA).

Atlético 1×2 Sampaio Correa

Itabaiana 0x0 Sampaio Correa

Sampaio Correa 0x0 Tiradentes

Sampaio Correa 2×0 Atlético

Sampaio Correa 1×0 Itabaiana

Tiradentes por 2 x 1 Sampaio Correa

 

Classificou-se assim para a grande final, disputada em um jogo apenas, contra o Campinense – PB, melhor time da competição.

A partida ocorreu em São Luís, numa verdadeira batalha campal, terminando em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. O Sampaio venceu na cobrança de pênaltis por 5 x 4, levantando o troféu de campeão.

Time básico do Sampaio Campeão da Série B de 1972: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecir Lima; Gojoba, Djalma Campos e Edmilson Leite; Lima, Pelezinho e Jaldemir.

Em 1997, o time foi campeão invicto da série C, a Terceirona do nacional, com o time abaixo:

1997-sampaio

A campanha do time foi:

Na 1.ª Fase 0x0, fora de casa contra o Santa Rosa/PA. Em São Luís, ganhou do River/PI por 1 x 0 e fora, também por 1 x 0, venceu o 4 de Julho/PI. Nos jogos de volta, em Teresina, venceu o River, por 2 x 1  e nos dois últimos jogos em casa, bateu o 4 de Julho por 4 x 2 e o Santa Rosa por 4 x 0 .

Na 2.ª Fase, já no sistema mata-mata, enfrentou o Quixadá/CE e em casa, tropeçou no primeiro jogo, apenas empatando com o visitante por 1 x 1. No jogo de volta, no Ceará, o Sampaio venceu pelo magro placar de 1 x 0. A invencibilidade era mantida e a classificação estava assegurada.

Na 3.ª Fase, o adversário deste mata-mata era o já conhecido Santa Rosa, do Pará. No jogo de ida, a Bolívia conseguiu o empate em 0 x 0, arrancando a classificação, suada, em São Luís, vencendo por 3 x 2.

Na 4.ª Fase, o Sampaio jogou contra o Ferroviário, do Ceará. No primeiro jogo, em Fortaleza, deu Sampaio por 1 x 0. No segundo, em São Luís, novamente o Sampaio venceu, agora por 4 x 0.

Na 5.ª e última Fase, quatro times se enfrentariam num quadrangular. Quem fizesse mais pontos seria campeão. O primeiro jogo foi um empate de 1×1 contra o Francana, em Franca (SP). Depois Sampaio Corrêa venceu por 3 x 0 o Tupi e empatou em 1 x 1 com o Juventus. Nos jogos de volta, empatou com o Moleque Travesso, dessa vez por 2 x 2 e venceu, fora de casa, o Tupi por1x0. O último jogo foi um 3 x 1 contra o Francana, num Castelão com mais de 70 mil pessoas sagrando-se CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO DA SÉRIE C – 1997.

O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional oficial: a Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central, da Argentina. Abaixo uma foto do time de 1998:

1998_Sampáio

O hino do Sampaio foi composto por Agostinho Reis, e sua gravação original foi interpretada pelo cantor Alcides Gerardi.

Um de seus atletas, MASCOTE, bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida, em 1934,quando o Tricolor venceu a representação do Santos Dumont por 20 x 0, e Mascote fez 13 gols. Esse recorde nunca foi sequer igualado. Os atletas que passaram mais perto foram: Caio Mário (CSA 22 x 0 Maceió, pelo Alagoano de 1944) e Dadá Maravilha (Sport 14 x 0 Santo Amaro, pelo Pernambucano de 1976), com 10 gols cada.

Manda seus jogos no Estádio Municipal Nhozinho Santos, inaugurado em 1 de outubro de 1950 e com capacidade máxima de 21 mil pessoas. O estádio é de propriedade da Prefeitura Municipal de São Luís do Maranhão. Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas em Maranhão.

 nhozinhojpg

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Mas também disputa grandes jogos no Estádio Governador João Castelo (simplesmente conhecido como Castelão), inaugurado em 5 de fevereiro de 1982, sendo um dos maiores estádios da Região Nordeste, com capacidade para cerca de 46.200 pessoas (embora no ano de 1998 quase 98 mil pessoas assistiram ao jogo Sampaio e Santos pela Copa Conmebol). O estádio é de propriedade do Governo Estadual do Maranhão, e é usado também pelo rival Moto. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.

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O time possui várias organizadas:
Tubarões da Fiel
Mancha Tricolor
Democracia Tricolor
Coração Tricolor
Sampaixão
Sangue Jovem Tricolor

Uma coisa que eu adoro são livros sobre os primórdios do futebol no Brasil. E caso você queira saber como foi o início do futebol no Maranhão, procure o livro “Terra, grama e paralelepípedos”, de Claunísio Amorim Carvalho, São Luís: Café & Lápis, 2009.

O site do clube é o www.sampaiocorreafc.com.br

Pra terminar, olha o penalty pro Tubarão

Em busca do estádio perdido, em São João da Boa Vista

É a 2a vez que vamos até São João da Boa Vista. Da primeira vez, conhecemos o campo da tradicional Esportiva Sanjoanense (veja aqui como foi).

Dessa vez fomos atrás da beleza dos estádios menores, mas confesso que o mais bonito foi o azul do céu em frente a uma das várias igrejas da cidade que eu e a Mari conhecemos.

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O primeiro Estádio que buscamos foi o “Francisco Pedro Regini”, pequeno mas muito tradicional. 

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Como estava fechado, batemos na porta da vizinha, que nos permitiu adentrar sua casa para fotografar um pouco do gramado, que recentemente passou por uma reforma, mas infelizmente teve problemas com o novo sistema de drenagem, e acabou dando no que se vê abaixo:

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Depois, foi a vez do Estádio Dr. Octávio da Silva Bastos, também conhecido como o campo do CIC, que fica junto de um compelxo esportivo e que dizem ter capacidade para mais de 10 mil pessoas. 

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Mais uma vez as portas estavam fechadas, e dessa vez, não teve vizinha que pudesse nos ajudar, fica pruma próxima vez algumas fotos de dentro.

É uma pena que uma cidade com uma história de futebol tão rica, que deu origem a times como a Sanjoanense e ao Palmeiras, potências no interior, no passado, hoje não tenha mais nenhuma equipe disputando campeonatos profissionais.