Em busca do Estádio Perdido em Brasília…

É legal quando fuçando no meio de suas coisas antigas, você encontra fotos que te deixam orgulhoso do seu passado! 

Foi o que aconteceu semana passada, quando tentando livrar minha mãe de um caixote meu, que lembra o baú do Raul, encontrei meia dúzia de fotos de quando fui tocar em Brasília com minha banda, o TERCERA CLASSE

Uma viagem muito legal, que ficou gravada na nossa memória, mas na minha cabeça, tudo tinha girado tão somente em torno do Punk e tal, e não é que eu fui espertinho o suficiente pra registrar um rolê boleiro, em busca de um Estádio Perdido?
 

O Estádio Mané Garrincha foi inaugurado em 1974 e pertence ao Departamento de Esportes, Educação Física e Recreação do Distrito Federal. 

Uma homenagem, ainda em vida, para o jogador Mané Garrincha, porém, na época tinha 40 anos e, não estando em forma física ideal, não pôde atuar no estádio que leva o seu nome. 

Abaixo, numa foto com uma máquina beeeem tranqueira, Gustavo (hoje morando na Asutrália), eu (sigo no ABC) e o meu irmão Marcel (morando em Florianópolis): 

 

O Estádio foi usado como palco de alguns shows memoráveis, o primeiro deles em 1988, com a Legião Urbana, que ficou marcado como um dos mais polêmicos da banda, graças às várias tretas na platéia e às bombas caseiras lançadas no palco, o que culminou no fim do show. Centenas de jovens foram hospitalizados e os sobreviventes decidiram queimar em público os discos da Legião Urbana. Depois disso, a banda nunca mais se apresentou em Brasília, sua cidade natal. 

Foi lá também o último show dos Mamonas Assassinas. Após aquele show, eles pegaram o avião que se chocou contra a Serra da Cantareira, vitimando toda a banda. 

 

Mas em se falando de futebol, o Mané Garrincha é o principal Estádio do Destirto Federal e abrigou vários jogos do Gama e do Brasiliense. 

O estádio atualmente pode receber até 42.200 torcedores, mas já recebeu 51 mil pessoas, no jogo Gama x Londrina, em 1998. 

Para a Copa de 2014, planeja-se realizar as partidas sediadas em Brasília, para isso foi preparado um projeto de reforma, que irá durar três anos. 

Após as adaptações, a capacidade seria ampliada para 76.232 espectadores. 

 

Abraços!

Seguimos pelas canchas…. (aliás, em meia hora estamos indo pro Pacaembú ver a final…)

Em busca do Estádio Perdido em Itapira

Em mais uma de nossas andanças pelo interior de São Paulo, chegamos à cidade de Itapira, localizada há pouco mais de 150km da cidade de São Paulo, entre Mogi Mirim e Águas de Lindóia.

Desde o século XVIII já haviam moradores na região onde a cidade se formaria, mas foi de 1800 a 1825 que se iniciou a colonização efetiva da cidade.

A data de fundação da cidade é considerada 24 de outubro de 1820, quando foi derrubada a mata que daira lugar  a uma igreja. Somente em 1858, tornou-se município.

O nome da cidade já foi Penha do Rio do Peixe, alterado para Itapira em 1890.

Itapira possui as qualidades necessárias para alavancar o desenvolvimento em todas as áreas, seja industrial, comercial, de prestação de serviços ou agricultura.

Mas ainda assim mantém seu jeito de cidade do interior, preservando a mata e uma série de cachoeiras, ideal para prática de esportes radicais.

Possui também uma série de festas típicas legais, e conseguiu manter preservada um pouco de sua origem.

Itapira aparenta oferecer uma qualidade de vida muito boa. Mas não seria 100% se não tivesse um time e um estádio e é aí que entra a Sociedade Esportiva Itapirense!

Em breve eu vou falar mais do time (estou indo atrás da camisa, vamos ver se eu consigo), por hora vou falar do Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira, que conheci num dia em que tentei assistir a um jogo contra o XV de Jaú, mas fui a tarde e o jogo havia sido de manhã…

Ao menos tirei umas fotos do entorno do Estádio…

Como estava fechado, o jeito foi fazer as fotos por meio das grades…

O Estádio, também chamado de Chico Vieira é onde a Sociedade Esportiva Itapirense manda seus jogos, atualmente pela série A-3 do Campeonato Paulista de Futebol.

Sua capacidade é de 4.285 torcedores.

O estádio tem esse nome, pois foi o Coronel Francisco Vieira que cedeu as terras para sua construção.

Se tudo der certo, devemos ir ao último jogo da Itapirense pela A3 de 2010, valendo a permanência do time nessa série, se eu for, posto aqui as fotos do estádio “vivo”.

Abraços!

Em busca do Estádio perdido em Águas de Lindóia

Águas de Lindóia… Tem cheiro de infância pra mim, época em que minha família sempre fazia os mesmos programas nas férias ( eu achava ótimo!): De Santo André para Itanhaém, para Assis, Poços de Caldas e Águas de Lindóia.

Voltei à cidade para ver se era só uma imaginação ou se realmente uma vez, quando pequeno eu havia visto um Estádio escondido entre a bela paisagem da cidade… E era mesmo real…

Águas de Lindóia fica 180 km de distância de São Paulo, bem próxima da divisa com Minas Gerais (pelo Sul). Sua paisagem é muito bonita, caracterizada por montanhas cobertas por vegetação, como se vê na foto abaixo.

As águas minerais são seu maior charme (diz a lenda que quando Neil Armstrong pisou na lua, levou com ele algumas garrrafinhas), mas a cidade também conta com atrativos do turismo rural e esportes radicais.

Falando um pouco de Futebol, o “Estádio Municipal Leonardo Barbieri” tem capacidade para cerca de 7.400 torcedores.

Quando estive por lá, vi a placa dizendo que em dezembro de 2008, ele ganhou cobertura na arquibancada. 

É um estádio pequeno, com alambrado bem próximo do campo de jogo, ideal para cornetar bandeirinhas ou fazer laterais desmotivados renderem mais.

Mas o estádio está arrumadinho e com um bom gramado, confesso não saber se esse campo é usado pelas equipes que fazem pré temporadas na cidade, alguém sabe dizer??

 

Enfim, mais um belo estádio escondido por aí, a espera quem sabe, de um time para disputar uma série B do Paulista… Seria ideal , não??

Rolê em Buenos Aires parte 4- Chacarita e Vélez

Voltando ao nosso rolê pela Argentina (depois eu dou um jeito de deixar todos eles em sequência, pra ficar mais fácil de ler), vamos contar como foram nossas “enxarcadas experiências” com o Vélez e com o Chacarita!

Era mais uma quente sexta feira. O Chacarita enfrentaria o Cólon, as 16h, e assim fizemos nosso rolê pela manhã, almoçamos e já estávamos caminhando pro ponto de ônibus quando percebemos uma verdadeira tormenta se aproximando.

Como já havíamos pego uma inundação na segunda feira, na volta do jogo do All Boys, decidimos voltar e esperar um pouco.

Fizemos bem. Dá uma olhada no resultado das chuvas:

Do hotel, ficamos sabendo que o jogo seria adiado, e resolvemos aproveitar para descansar. Cerca de uma hora depois, ao ligar a tv, percebemos que o jogo havia sido adiado apenas por uma hora…

Pronto. Ficamos tristes, putos, chateados, nervosos, e tudo o que dava pra sentir…

O jeito foi deixar o derrotismo de lado e assistir ao jogo pela tv. O Chacarita ainda perdia por 1×0, quando o Gui propôs que desafiassemos o trânsito caótico (o jogo transcorria, mas a cidade estava alagada e parada, segundo a tv) e fossemos até o estádio do Vélez ver o jogo contra o Independiente.

Dei uma última olhada na tv, naquela cama confortável e no quarto quentinho, em pleno bairro de San Telmo, e num momento de delírio, topamos atravessar quase que a cidade toda até o Estádio Jose Almafitani… Era sem dúvida uma ideia estúpida, mas fantástica ao mesmo tempo.

Bom, a parte mais emocionante do relato não tem fotos.  Vou contando enquanto mostro como é o Estádio do Velez (na minha opinião um dos mais bonitos Estádios que já estive).

Aí embaixo, a gente um pouco molhado, depois de quase 1 hora de taxi. Não se assuste, saiu R$ 25 a viagem e como estávamos em 4, deu menos de R$ 7 por pessoa.

Teria valido totalmente a pena se tivéssemos descido do lado da entrada do Vélez e não no meio da torcida do Independiente. Menos mal que não estávamos com camisa de time, mas de onde descemos até chegar a entrada foi uma longa caminhada.

O detalhe é que para chegarmos lá, tivemos que voltar uma quadra para longe do estádio, atravessar a linha do trem e andar mais umas 4 quadras, tudo isso com uma garoa forte e sem energia.

Tava um breu e não tinha ninguém na rua. Resultado…. Um nóia portenho veio intimar misturando uma tentativa de venda de drogas a uma pequena extorsão.

Por sorte estávamos quase no estádio e deposi de algumas negociações pouco habilidosas conseguimos despistar o cara.

Embora ainda um pouco tensos, já estávamos dentro do Estádio e o negócio agora era aproveitar…

Eu e a Mari aproveitamos para oficializar nossa presença em mais um estádio!

A torcida do Vélez fez uma festa muito bonita! Cantaram o tempo todo, festejando o bom momento que o time vive tanto no campeonato nacional, quanto na Libertadores.

Se liga no penalty para o Velez:

A forte chuva colaborou para um número menor de torcedores na partida.

A torcida do Independiente compareceu em bom número!

Olha o que eu falo… Por que nos Estádios brasileiros as barraquinhas de venda de material do time tem que ficar do lado de fora?

Acho que já deu pra perceber que o estádio tem arquibancadas dos 4 lados.

Sendo que a da frente é beeeeeem alta…

A barra fica atrás do gol, do lado direito daquela arquibancadona alta.

A Mari assistia atentamente à partida… (até porque não tina muitas opções gastronômicas, que é uma das coisas que normalmente nos tira um pouco da atenção do jogo…)

O jogo foi bom, mas o Vélez soube aproveitar melhor as oportunidade criadas.

A gente ficou numa parte que é bem perto do campo, e tinha até uma parte coberta, mas como já estávamos molhados, preferimos ficar ali mais perto do jogo.

E dá lhe tirantes, e trapos!

Idem para a outra hinchada!

As cores originais do time (vermelho, branco e verde) são sempre relembradas nas arquibancadas.

Filma nóis, Galvão!

O placar tinha uma baita resolução…

E outro gol!! (Clica na foto que ela amplia e dá pra ver mais detalhes da comemoração).

Fim do primeiro tempo. Dá quase pra conversar com os jogadores de tão perto que eles passam.

O futebol tem se tornado algo inexplicável para mim. É incrível como me sinto bem num estádio, com mesu amigos ao lado e conhecendo novos torcedores e apaixonados por um esporte que luta não contra seus adversários, mas contra todo um sistema econômico cultural que nos sufoca a cada dia!

Como já disse em outros posts, as faixas são bem menos “institucionais” do que as que vemos aqui no Brasil, sendo feitas pelos próprios torcedores, muitas vezes à mão mesmo. Essas até que são bonitinhas demais para terem sido feoitas assim…

O intervalo passa depressa quando se está tão entretido com cada pedaço do Estádio e de sua torcida…

Essa parte de traz até lembra as numeradas de estádios menores, como a Javari.

Esse a esquerda é o Gabriel, o cara que faz as fotos pro www.torcida.wordpress.com, aliás, ele postou mais fotos deste e de outros jogos que foi com a gente por lá!

Cara, que festa!

Tá na cara que o orgulho e admiração pelo time é um dos sentimentos que mais aflora por Buenos Aires, ainda que esteja passando pelo mesmo que acontece aqui no Brasil: Concentração de torcedores nas bancadas dos chamados “grandes times”…

Assim termina mais uma parte das nossas aventuras por Buenos Aires. Ainda falta relatar os jogos do All Boys e do Racing.

Fique ligado!

Rolê em Buenos Aires parte 3 – Visitando Avellaneda

Assim como o bairro “La Boca” deu nascimento aos dois “gigantes” de Buenos Aires (Boca e River – lembrando que o River mudou de bairro, anos depois), o bairro de Avellaneda abriga outras duas grandes forças do futebol argentino, Racing e Independiente.

Nessa viagem, além de assistir a um jogo de cada time, passeamos pelo bairro e visitamos os dois estádio, a começar pelo Estádio “Libertadores de América”, de los rojos (Independiente):

O Estádio ainda está passando por uma grande reforma e por isso tem uma cara meio sinistra. Como não era dia de jogo, também estava tudo meio parado por lá.

O Estádio era chamado de “La Doble Visera” (pelo seu formato), e foi inaugurado em 4 de março de 1928.

Em outubro de 2009, foi reinugurado, após a primeira série de obras, num jogo contra o Colón de Santa Fé, vencido pelos “Diablos Rojos” por 3×2.

Foto no dia do jogo (2009)

Devido às obras, não conseguimos autorização para entrar no estádio, então tivemos que nos contentar com fotos externas.

Fica registrado mais um estádio na nossa coleção!

Dias depois iríamos assistir a uma partida de los Diablos, fora de casa, contra o Velez.

Ficamos um pouco tristes por não poder adentrar ao estádio num dia de jogo ou mesmo treinamento, mas ao menos já deu pra sentir um pouco da casa do Independiente.

É engraçado visitar o Estádio em dias assim, nem parece que tem jogo mesmo…

Tava uma tarde meio sem graça, de garoa cair na vidraça, céu branco…. Faltavam cores, torcedores, mas já deu certa  alegria de poder ver, ali ao fundo, as arquibancadas.

Enfim, ficamos um pouco desanimados por não entrar, mas já nos animamos ao perceber que o Estádio do RacingPresidente Juan Domingo Perón“, ou “El Cilindro” ficava a poucas quadras dali.

Caminhamos um pouco e chegamos na entrada do estacionamento do Estádio.

Logo de cara já veio a decepção de novo, o cara disse que dificilmente conseguiríamos entrar no estádio…

O negócio então foi aproveitar e fotografar o lado e fora do Estádio, de todos os ângulos possíveis.

Claro, e registrar nossa passagem por mais um estádio!

O Racing parecia ter um cuidado maior com a imagem do Estádio (talvez por não estar em reformas).

O estádio lembra um pouco o Olímpico, do Grêmio.

Mas o mais legal dos dois estádios dá pra ver dessa foto, olha como são literalmente colados os estádios do dois maiores rivais Racing e Independiente:

Já tinha valido a pena, fizemos umas fotos legais, andamos pelo entorno, estivemos ali pertinho…

Mas quando preparávamos para ir embora, “El pibe” Gui, conseguiu falar com um pessoal que havia contatado daqui do Brasil. E aí…

Uma vez lá dentro, pudemos tirar mais fotos e aproveitar aquele local sagrado só para a gente…

Vale fazer pose…

E mais pose…

E posar de gangue…

O rolê era esse mesmo… Andar, olhar, fotografar, respirar o ar del Cilindro…

Olhando pelo chão, encontrei um panfleto de uma campanha para escolher o que iria escrito na camisa do Racing este ano, a frase escolhida foi “Racing, dueño de una passion” (mais informações sobre a promoção em: http://corazonacademico.com.ar/index.php?pagina=1 )

E olhando pela net achei essa foto, que mostra uma visão aérea de la cancha…

O Estádio é bem grande…

E dá praver que também é bem próximo do campo, né? O mais loco é que é quase na mesma altura…

Vamos adentrar e bater uma bola???

O Gui fez uma reportagem com o pessoal que cuida do departamento de torcedores.

Ah, veja como ficou o vídeo do Gui, ao som do Ataque 77:

Pra nós, esse rolê foi muito mais que uma viagem, foi uma vivência próxima entre 4 apaixonados pelo futebol e uma overdose de partidas, estádios, novos amigos…

Futebol pra nós é isso… É abrir as mentes, romper as amarras, e os arames farpados (vale??)…

Finalizamos com a Mari levantando a camisa do Cosmopolitano em plena cancha de Racing:

Assim deixamos Avellaneda e nos preparamos para mais uma aventura, publicada a seguir…

Rolê em Buenos Aires parte 2 – Argentinos Jrs

Bom, pra não perder o ritmo (até porque o futebol está a 200 km/hora esse ano), voltemos às nossas aventuras boleiras pela América do Sul.

O primeiro programa boleiro, logo na segunda feira em que chegamos a Buenos Aires, foi um jogo do Argentinos Jrs.

Vale lembrar que eu e a Mari já tinhamos feito um rolê nesse estádio há um ano, veja aqui como foi.

O nosso “guia” foi o amigo “Checho”, que além de torcedor e morador do bairro, é o responsável por uma loja que só vende punk rock, oi! e outros sonidos da rua.

A loja dele:

E a gente, mais punk, impossível…

O entorno do estádio mostra que a maior parte dos torcedores se conhecem, até porque são quase todos das redondezas. É o velho amor ao bairro que a gente tanto sente falta aqui no Brasil.

Ainda que as “grandes equipes” também estejam angariando o maior número de torcedores, o Argentinos Jrs mostrou que o sentimento de amor entre time-estádio-bairro-hinchas é muito forte.

O estádio é pequeno. Lembra um pouco a Javari, com alguns andares a mais.

Réplica da Camisa em frente o estádio: 35 pesos

Ingresso para o jogo: 20 pesos

Passar uma noite de segunda feira ao lado da namorada e dos amigos assistindo uma partida de futebol na Argentina… não tem preço!

Ah, fiz um vídeo pra você ter uma ideia do que é o Estádio Diego Armando Maradona por dentro:

Dentro do Estádio, o destaque vai para a loja do clube que vende uma infinidade de produtos relacionados ao time. Os vendedores são gente boa e dá a nítida impressão que é uma festa entre amigos.

A diferença podia sermenor com a realidade que vivemos no Brasil, não? É pedir demais ter uma dessa em cada estádio??

E muita gente da velha guarda lotando as arquibancadas do estádio que leva o nome do maior jogador do mundo, que defendeu as cores do “Bicho” (apelido do time) no início da carreira.

Dá pra ver o nome ali??

E dá lhe festa. Popular. Sem controle, sem comando. Festa de gente, feita pela gente, e pra gente…

A torcida do Newell Old Boys compareceu, mesmo estando há mais de 3 horas da capital. A banda só foi chegar no final do primeiro tempo

O estádio tem uma mística bem particular. Parece um pub, onde amigos se encontram e se divertem.

E alentam, cantam e embalam seus jogadores!

Mulheres e crianças bastante presentes (vale ressaltar que a barra do time fica atrás do gol, e eles cantam e pulam sem parar, por isso tem mais crianças na arquibancada lateral).

As árvores ao fundo dão um belo cenário pro estádio, não acha?

Essa é a barra do bicho:

O campo é tão perto, que as vezes parece que vc tá dentro dele (não falei que lembrava a Javari)…

E guarde registros e fotos e vídeos… Estar ali foi um momento inesquecível…

Aliás, veja como ficou o registro feito pelo Gui:

A Barra vista de frente…

Para nossa tristeza, o tempo começou a virar e um friozinho virou chuva, que virou tempestade que cancelou o jogo aos 20 minutos do segundo tempo e alagou a cidade.

Eu queria ter dado uma volta no estádio ao fim do jogo pra mostrar todos os lados, e por isso não deu… Sorte que fiz essa foto antes do jogo:

Bom, foi esse o nosso rolê pelo jogo do Argentinos Jrs, dali ainda fizemos um rolê pela cidade inundada (o busão foi corajoso!) e fomos dormir. Ainda tinhamos muitas aventuras pra viver, né não Gui?

Ah, para quem quer mais informações sobre o time, o site oficial do Argentinos Jrs é www.argentinosjuniors.com.ar/

e o blog: http://www.elblogdelbicho.com.ar/

Abraços e … vejam que belo exemplo… Apoie o time da sua área!!!!

Juventus, Juventus, eu estou aqui…

Pois é, aproveitei a oportunidade e estive na Rua Javari, em plena quarta feira a tarde, para cobrir o jogo Juventus x Palmeiras B, pela série A3.

Ambos os times com ótimas campanhas, mas confesso que o que mais me motivou a visitar a Moóca foram os Canoles do Estádio!

Chegamos no final do primeiro tempo, quando o Juventus já massacrava o Palmeiras B por 3×0.

Ficamos ali ao lado do pessoal da setor 2, onde temos grandes amigos!

Do lado da torcida visitante, apenas algumas crianças e alguns moradores locais.

O segundo tempo foi com o goleiro adversário ali pertinho da setor 2. Resultado… O cara foi execrado o jogo todo (uma das melhores coisas da Rua Javari!).

A Mari também curte esse estádio. “É bom poder xingar e ser ouvida”.

E como todo grande momento de amor em um estádio merece ser registrado, fica mais uma foto nossa em uma cancha!

Ah, e mais um registro de nossa paixão pela culinária de estádio! Além dos canoles, os sorvetes são campeões também!

E na Javari, tudo é festa, tudo é poesia. O alambrado é o apoio confortável e incentivador!

O jogo corria morno até que o Juventus decidiu matar o jogo e ligou os contra ataques contra o Palmeiras.

E com o Juve no ataque, a galera cantava em castelhano as mais belas canções dos estádios brasileiros…

Trapos (adoro) e bandeiras (hmmm, não me agradam tanto as que defendem o poder do estado) complementam a decoração local!

Ao fundo, o pessoal mais comportado, embaixo das cobertas da Javari, acompanhando mais um show juventino, anunciando sua volta à série A2!

E mais gente pendurada? É mais gol…

Fim de jogo,  5×0…

Festa nas bancadas…

Festa cantada, e bem cantada…

Aplaudida e memorada, pois para um juventino, todo jogo é memorável, fica na memória do bairro.

Aos amigos, nossa eterna amizade! Dá-lhe Piva, boxeador e boleiro de carreira possivelmente finalizada após séria contusão…

Já posa até com cara de boxeador aposentado…

E leva no braço e no coração seu amor pelo Juve!

Símbolos e instrumentos de um futebol que senega a ser vendido…

E que chega a acabar com a separação dentro e fora de campo…

Até breve Javari! Até sempre…

Rolê em Montevidéu – parte 4: “Outras aventuras boleiras”

Bom, pra finalizar o tema Montevidéu, além dos dois jogos que assistimos e de toda a diversão cultural que eu falei na primeira parte deste relato, também vale citar algumas outras aventuras.

Por exemplo, passamos pelo Defensor Sporting Club, outro grande clube que fica na capital.

Ficamos tristes por não termos conseguido conhecer seu Estádio, o Luiz Franzini, que só depois descobrimos, fica próximo à praia.

Passamos também pelo ginásio do Club Atlético Cordón, que é um time de basquete, da cidade.

Ah, também vale o destaque para as 2 camisas que comprei (Nacional e Danúbio), e em breve posto aqui, oficialmente.

Para comprar as camisas rodamos várias lojas mais afastadas, principalmente no bairro Ciudad Vieja, onde encontramos melhores preços.

Aliás, tampouco pudemos conhecer o bélissimo Estádio “Jardines del Hipódromo”, do Danúbio, que é um pouco distante de onde estávamos…

Puxa, e acredite ou não, não consegui comprar a camisa do Peñarol…

Vou usar isso de desculpa para voltar pra Montevidéu um dia.

Outra coisa que fica pra próxima é maior atenção com os demais times da cidade, juro que tinhamos uma lista de times para conhecer, mas ficamos pouco tempo por lá…

Ah, faltou eu comentar os cd´s que eu peguei lá.

Os três, da esquerda para a direita são:

1- “Despues de la una”, coletânea tripla da Buitres, uma banda que fica entre o rock e o punk rock. Ouça um pouco no site deles: www.buitres.com.uy

2- “Montevideo Agoniza” clássico disco da banda punk “Los Traidores“. Esse play é de 1982, e lembro de escutar algumas músicas dele aqui no ABC por um amigo punk uruguaio que morava em Atibaia. Tem um site que não sei se é oficial, mas dá pra ouvir uns sons: www.lostraidores.cjb.net/

3- Por fim, o cd “Clase B”, de 1996, da banda Trotsky Vengaran, um pessoal mais… “moderninho” do rock uruguaio. O som é legal, um pouco barulhento demais pro meu gosto, mas o Gui pegou outro cd que eu achei melhor… Dê uma olhada no trabalho dos cara em www.trotskyvengaran.com

Bom… e foi isso, nossa estadia em Montevidéu. Para nós parece que foi um mês, de tantas coisas que conseguimos fazer.

Abaixo eu e a Mari curtimos os últimos momentos em pleno aeroporto de Montevidéu (aliás, belíssimo).

Aqui, já nos momentos de medo… Gui tenta disfarçar, mas não consegue. Só se acalma ao lembrar que os aviões da Pluna (Aliás, aprednemos que Pluna é sigla de Primera Lineas Uruguaias de Navegacio Aerea) são baratos e seguros.

Eu e a Mari ao lado do Gui, aguardamos a decolagem, rumo a nossa eterna Buenos Aires… que será o tema dos próximos posts…

Rolê em Montevidéu – parte 3: “Nacional”

Opa… Mudaram as cores, mas o local é o mesmo.

De volta ao Centenário, um dia depois do jogo do Peñarol, fomos agora conferir a movimentação em azul, vermelho e branco

Gente chegando de todo lado, trazendo as cores do Nacional ao Estádio!

Os vendedores trazem camisas, bandeiras, bonés e outros adereços a preços interessante!

Pra se ter uma idéia, uma camisa do Nacional (não oficial, mas muito melhor que as piratas que estamos acostumados por aqui) saía por R$35.

Dessa vez fomos na geral (ingresso mais barato), mas ao invés da violência que todos acham que marca o espaço, por causa das barras, o que encontramos foi um público  amistoso, e boa participação das mulheres, e até da melhor idade!

Os trapos também estavam presentes!

Mais uma vez dando voz às individualidades em meio à massa coletiva.

E novamente nota 10 para o ítem “comilança no estádio”. Além da já citada Torta Frita e dos churros, a opção do jogo eram “palitos de chocolate” vendidos por R$1! Isso mesmo R$1!!!

Mais uma vez o estádio esteve bem cheio.

E nós estivemos lá para registrar tudo!

Ah, enquanto a gente fotografava por ali, o Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) batia um papo com os “capos” da Barra.

Confira um pouco do trabalho do Gui:

E palmas para o tricolor uruguaio!

E palmas também para o Liverpool, que trouxe sua não menos barulhenta e colorida torcida ao Centenário!

Pra nós ficou claro que o torcedor uruguaio é tão aficcionado quanto nós pelo futebol, e obviamente pelo seu time.

Ah, é, também tem coisa legal acontecendo entre as 4 linhas… É que esse tipo de informação você acha em qualquer lugar, heheeh

O rápido time do Nacional entrou em campo e derrotou o Liverpool por 2×0.

Olha o vídeo do 2o gol aí:

O jogo foi tranquilo para o Nacional, a torcida não teve grandes preocupações.

Ah, e destaque também para a tranquilidade nas arquibancadas. Os Barra-bravas, ao menos nesse jogo, se preocuparam apenas em apoiar o time e nada mais.

Nosso adeus ao Estádio Centenário, mais uma vez num por do sol…

Rolê em Montevidéu – parte 2: “El Peñarol”

Dando sequência à narração do nosso projeto “Futebol rompendo fronteiras”, vamos enfim falar sobre o futebol em Montevidéu.

E não tem como falar de futebol na capital do Uruguai sem falar do Peñarol, e par isso, fomos até o Estádio Centenário assistir ao jogo entre Peñarol x Tucuarembó, pelo campeonato nacional.

Pegamos um ônibus na “Ciudad Vieja” e em 20 minutos estávamos chegando nas proximidades do grandioso Estádio.

Chegamos com bastante antecedência, pra sentir um pouco do clima do jogo e poder registrar vários lados do Centenário.

Ainda do lado de fora, a “El Pibe” Gui foi bater um papo com a polícia pra confirmar que, infelizmente, assim como no Brasil, eles ainda encaram o jogo como uma operação de guerra… Até quando essa será a cara do futebol?

Deixando o clima de guerra pra lá, o entorno do estádio começava a se colorir de amarelo e preto, com os primeiros vendedores e torcedores chegando.

Bom, na hora de entrar, a costumeira revista pela autoridade local. Como era nosso prmeiro jogo em Montevidéu, fomos de “Tribuna Olímpica” (a outra opção era ir na Geral).

A nossa entrada em mais um templo do futebol mundial e toda nossa emoção fica abaixo registrada:

O Estádio é grande, mas mais do que tamanho, ele é imponente por seu formato, e por sua localização, que dá a impressão que ele está acima de tudo.

Nesse momento ainda haviam poucos torcedores, e o Estádio ainda parecia apenas um corpo sem vida. Sem dúvidas, a chegada dos torcedores “Carboneros” (apelido que vem das antigas fábricas de carvão da cidade, onde trabalhavam os torcedores do Peñarol) daria alma ao estádio!

Estar no Centenário, faz lembrar também da seleção do Uruguai, e da força do futebol uruguaio que por tantos anos dividiu com os times argentinos o cargo de maior preocupação para os times brasileiros na Libertadores de América.

Enquanto o jogo não começava, restava a nós fotografar o Estádio e nossa experiência ali, o maior número de vezes possível…

Um detalhe muito diferenciado do Centenário é o placar eletrônico, que serve como uma transmissão “ao vivo”, e que mostra o tempo de jogo (coisa que acontecia aqui no Brasil, mas foi proibida porque a CBF achava que servia pra pressionar o juiz).

Embaixo do placar já deu pra ver a maior das expressões populares dos estádios, né? São os “trapos”. Faixas feitas pelos torcedores demonstrando seu amor de forma bem particular.

E os trapos estão por toda a “cancha”!

Eles levam do nome do bairro, ao nome da banda, de mensagens de amor a provocação aos rivais… Uma cultura que o Brasil ainda está engatinhando e que só foi adotada pelas torcidas organizadas.

Outro fato curioso que vimos por lá é a culinária do estádio! Destaque para a “torta frita”, uma espécie de pão sem recheio coberto de açúcar ou sal conforme a preferência:

Outro quitute incomum aos estádios brasileiros são os churros (com ou sem recheio) muito parecidos com os que o “seu Madruga” vendia na vila do Chaves, aliás, o vendedor até lembra um pouco…

E como em toda a América Latina… dá lhe Mullets!!

E complementando os mullets, as cores do time também vão parar no corpo dos torcedores por meio das tatuagens, como no Carbonero abaixo:

A presença de crianças e famílias é outro fato que chama a atenção. Crianças acompanhadas de seus pais, tios ou avós deixam o clima muito mais alegre (diferente do que a polícia havia nos descrito ao chegarmos no estádio):

O público feminino também é muito forte!

E com um público mais heterogêneo, aparecem novos acessórios nas bancadas, como o guarda chuva da senhora abaixo:

Falando em torcida, as suas cores são um show a parte. Aos poucos o estádio foi mudando de azul para amarelo e preto…

Aqui, o estádio já estava um pouco mais cheio…

E vale lembrar que o Estádio é alto, ou seja, não é tão fácil de encher…

Ah, e os torcedores do Tucuarembó também vieram (de longe). Aliás, vale lembrar que esse jogo deveria ser em Tucuarembó, mas em busca de maior renda, eles venderam o jogo pra Montevidéu…

E encheram os bolsos…

E nós enchemos os olhos, as memórias, e o coração…

Aqui, uma mostra de que mesmo em meio a um espetáculo maravilhoso do futebol, não nos essquecemos do Ramalhão, aliás, distribuímos vários chaveiros como esse da foto, e camisas promocionais para torcedores do Peñarol, apresentando a eles o nosso time.

Ah, claro! E teve o jogo também. O Peñarol fez 2×0 facilmente, e deu a impressão de que iria golear.

Mas no finalzinho do primeiro tempo, o Tucuarembó fez um golzinho e fez com que boa parte do segundo tempo ficasse naquela expectativa do 3o gol do Peñarol, frente ao medo do empate no contra ataque.

Pela foto, dá pra ver que foi o Peñarol quem chegou no terceiro gol…

O terceiro gol levou à loucura os milhares de torcedroes do Peñarol. O amigo abaixo levou seu sentimento realmente às alturas:

A gente comemorava não só o gol, mas o fato de estarmos ali vivenciando tudo aquilo!

Pois bem, com o jogo praticamente definido, a torcida fazendo sua festa, faltava algo mais?

A natureza decidiu comemorar com os Carboneros e deu de presente um dos finais de dia mais belos que eu já vi na minha vida…

Só nos apreciar o momento e agradecer ao Deus futebol e seus discípulos Carboneros pela magia que presenciávamos…

“El Pibe” Gui, do blog www.expulsosdecampo.blogspot.com registrou tudo em vídeo, confira:

A série “Futebol Rompendo Fronteiras” continua. Próximo capítulo, vamos conhecer o Nacional.

Em busca do Estádio perdido em Americana…

Ok.

Concordo que o Estádio Décio Vitta está longe de ser desconhecido pelo público apaixonado pelo futebol, mas a idéia da seção “Em busca do Estádio perdido…” é valorizar cada vez mais os estádios esquecidos pela grande mídia.

E por isso, ainda no ano passado, eu, a Mari, Mathias e Lívia (primos da Mari) fomos até Americana para fotografar o Estádio do Rio Branco.

Aproveitamos o rolê para ir conhecer o parque municipal, e logo na sequência fomos ao estádio para assistir Rio Branco x Paulista de Jundiaí, pela Copa Paulista (coincidentemente, eu iria ver o mesmo Paulista na final dessa Copa, contra o Votoraty).

Graças ao blog, ou ao porteiro que não sabe o que é um blog, entramos de carro pela área da Imprensa.

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O campo estava vazio. O público paulista ainda não entendeu a importância da Copa Estado de São Paulo.

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O Estádio Décio Vitta fica numa parte altada cidade, que permite uma bela vista no horiozonte.

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O Estádio Décio Vitta, também conhecido como Riobrancão, foi inaugurado em 1977.

Sua capacidade é de 12.765 espectadores.

O jogo inaugural foi disputado nesse dia, quando o Americana E.C. bateu o Taubaté por 2 a 1.

Em 1981, o então presidente do Rio Branco, Délcio Dollo, propôs rebatizar o o estádio a ser chamado Décio Vitta, entretanto, isto aconteceu somente em 1986.

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Como sempre, imortalizamos nossa presença em mais um campo sagrado desse esporte que a cada dia me faz mais apaixonado!

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O céu é outro espetáculo que eu cismo a fotografar,mesmo sabendo que nunca sai do mesmo jeito que eu estou vendo ao vivo…

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O maior público já registrado no estádio foi no dia 9 de março de 1993, quando 19.173 pessoas assitiram a vitória do Rio Branco sobre o São Paulo por 1 a 0.

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Encontramos uma pequena homenagem ao acesso do Rio Branco de 1992.

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Futebol é cultura. Seguimos rodando o mundo em busca de novos Estádios e times que representem suas cidades, seus bairros, sua gente!

Em busca do Estádio Perdido em São Francisco Xavier

O Estádio Perdido de hoje fica num lugar que parece ter esquecido os problemas do mundo afora.

Falamos de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (correção feita graças à colaboração de um dos leitores!).

Distante cerca de 50 km da cidade de São José dos Campos, possui várias cachoeiras lindas e cheias de energia, para quem anda numa fase cansada.

Eu e a Mari estivemos por lá no final do ano!

A paisagem do lugar é indescritível.

Nem mesmo as fotos conseguem dar a sensação de acolhimento que Serra da Mantiqueira oferece aos turistas.

E, claro…. Tem futebol!

O Estádio Arthur Eduardo Bose, inaugurado em 1997 abriga os jogos dos times da região, em especial do Clube Mantiqueira de Futebol.

O Estádio fica logo na entrada, ao lado do posto de gasolina.

Não tirei muitas fotos, porque começava a chover forte bem no momento em que estávamos por ali, mas dá pra notar que o Estádio está no meio da natureza, né?

Assim, eternizei minha presença em mais um Estádio.

Fico me perguntando como deve ser difícil prestar atenção nas jogadas com um cenário tão tranquilizante como este…

Já na cidade, conhecemos a sala de troféus do Clube Mantiqueira, fundado em 1956, e desde então disputando jogos pela região. 

O responsável pela sala de troféus é também o principal barbeiro/cabelereiro da cidade (me perdoe mas esqueci seu nome…)

Além dos troféus, o salão da barbearia é repleto de fotos do time de diferentes épocas, quase uma aula de história sobre o futebol local. 

Ficamos na Pousada Itaki (www.pousadaitaky.com.br) e recomendamos o lugar para quem quer passar um tempo longe da loucura da grande São Paulo. Abaixo uma das vistas da pousada:

Bom, por hora é só… Em breve mais camisas, mais estádios, mais rolês… Porque a vida é pra ser vivida.

Em busca do Estádio Perdido em São José dos Campos

Depois que nossa máquina digital foi perdida ou furtada, decidi comprar a primeira câmera que encontrasse por um preço bom.

Resultado, no dia 26 de dezembro já estava com uma nova máquina, o que nos obrigou a fazer uma rápida viagem para testá-la.

Assim, eu e a Mari seguimos para o Vale da Paraíba, em busca de 3 “Estádios Perdidos”.

Nesse post, apresento o mais famoso deles, o Estádio Martins Pereira, fundado em 1970, mas possui a placa do antigo estádio (com o mesmo nome) fundado em 1933.

O Estádio leva esse nome em homenagem aos irmãos Nelson e Mário, fundadores do São José (aqui valelembrar que ainda não tenho a camisa do time, assim que conseguir eu posto por aqui).

Quem vê de fora não consegue ter a idéia certa sobre o Estádio, até porque ele merecia uma nova mão de tinta…

Mas por dentro, mesmo nas escadarias já começa a ter mais vida, mais cor…

A estratégia de divulgação dos jogos é simples, barata e eficaz, e já mostra quem é o dono do Estádio.

Vale dizer que o Martins Pereira é daqueles estádios grandes, que ocupa todo o quarteirão.

O estádio tem capacidade para 15.317 pessoas.

Abaixo, dá pra ter uma idéia de como cabe gente por ali…

Lá dentro, um outdoor muito bem planejado pela equipe que cuida da Comunicação da Sabesp… É difícil ver gente utilizando o espaço do futebol com uma temática própria e criativa.

Como sempre, não perco a chance de materializar a minha presença em mais um glorioso Estádio de futebol.

Aliás, eu e Mari não perdemos a chance…

Cuirosamente os dois maiores momentos do estádio envolveram as equipes do São José e do São Paulo.

Em 1989, deveria ter sido disputada nele uma das finais do Paulistão, mas o time do Vale foi roubado na cara dura e os dois jogos foram no Morumbi

O segundo detalhe envolvendo o São Paulo é quanto ao recorde de público, oficialmente num jogo de 1987 (19 mil pessoas), e não oficialmente num jogo de 1997, quando 25 mil pessoas estiveram ali (embora 6 mil tenham entrado de graça).

Bom, deu pra ter uma idéia do estádio, certo?

Na sequência falarei de outros dois estádios da região.

Apóie o time da sua cidade!

Valorize o que é seu, antes que você o perca…

Published in: on 20 de janeiro de 2010 at 9:24 PM  Comments (9)  
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Em busca do Estádio perdido em Águas da Prata

Mais um capítulo em nossa incansável busca por Estádios que não fazem parte da história comercial do Futebol.

Estádios esquecidos pela grande mídia, mas nem por isso menos valorosos.

Símbolos de um futebol local, de cidades do interior como a bela e pequena… Águas da Prata!!

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A cidade é conhecida por suas fontes de águas diferenciadas. Você pode até não lembrar, mas já bebeu uma água de lá, pode apostar!

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Pra quem não conhece a cidade, leia aqui sobre minha primeira passagem por Águas da Prata.

A visita dessa vez foi unicamente para registrar em imagens e em nossas memórias o Estádio Municipal Franco Montoro.

Situado bem em cima da montanha, ele tem um cenário bem bucólico, com direito a neblina e tudo!

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Conhecemos o administrador do Estádio, que jogou por diversas equipes amadoras e pelo Radium de Mococa.

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A pequena arquibancada me fez lembrar a da extinta AABB de Santo André:

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Mas o “redor” do campo é diferente de qualquer outro estádio, parece até que era um estádio numa cidadezinha européia…

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A Mari foi sentir o que era sair do vestiário subterrâneo :

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E eu preferi fazer pose…

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Aliás, o que não faltou foi pose pelo estádio…

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Uma vista mais distante…

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E até uma tentativa de barra nas traves do gol, detalhe para minha bermuda companheira de tantas aventuras que não resistiu e se rasgou no joelho…

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Mas o maior charme é a montanha e a neblina ao fundo…

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Enfim… Para nós fica a tristeza de ter um time na cidade que ocupe o estádio e leve o nome da cidade aos “escritos oficiais” da Federação Paulista de Futebol.

Não conseguimos obter informações do Associação Atlética Águas da Prata, se alguém souber de  algo, por favor, nos comunique!

ATUALIZAÇÂO (08/12):

Recebi um alo da galera do blog pratanarede.blogspot.com e eles fizeram um post só com fotos de times da cidade, confira: http://pratanarede.blogspot.com/2009/12/um-pouco-de-futebol.html

Em busca do Estádio perdido em Jaguariúna

A nossa busca por Estádios perdidos segue e chega a cidade de Jaguariúna.

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O antes “Distrito de Paz de Jaguary“, pertencente a Mogi Mirim, criado em 1896, foi elevado à município em 30 de dezembro de 1953.

Jaguariúna significa “Rio da onça preta”, em tupi guarani, por isso seu brasão possui a imagem do animal:

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Infelizmente, para muitas pessoas, Jaguariúna tem seu nome unicamente ligado ao rodeio, evento que eu desprezo, pela covardia e maus tratos aos animais envolvidos, Tortura não é cultura, boicote rodeios!

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Mas, claro que a cidade possui outras atividades economicas e culturais, e o futebol, como não poderia deixar de ser, é uma delas.

Por isso, fomos conhecer o novo estádio da cidade, o Estádio Municipal “Alfredo Chiavegato“.

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O Estádio Municipal “Alfredo Chiavegato” foi construído no maior bairro da cidade, e a idéia é que seja o principal estádio da cidade que também conta com um outro estádio chamado “Tancredo Neves“, o Azulão:

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A construção do estádio permite a futura construção de arquibancadas em toda a sua volta, incluindo a expansão das que já existem, e que comportam 15 mil pessoas.

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Atualmente, oestádio abriga apenas o time feminino da Associação Desportiva Jaguariúna (www.adjaguariuna.com.br):

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A idéia é que futuramente o projeto envolva também uma equipe para representar o futebol masculino da cidade.

O Estádio foi inaugurado em outubro de 2008, conforme mostra a placa no Estádio.

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Uma vista aérea do estádio, que eu achei na internet:

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Vendo o estádio por dentro:

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Só depois de chegar em casa, me dei conta que não fiz nenhuma foto minha em frente o Estádio…  Fica para uma próxima vez…

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Em busca do Estádio Perdido em Holambra

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Holambra é uma cidade bastante famosa atualmente, graças à sua gente hospitaleira e às flores (está rolando mais uma edição da Exploflora, confira em www.exploflora.com.br).

Mas por traz da beleza das flores está a história de um povo que teve de enfrentar uma série de dificuldades até transformar a cidade no que ela é hoje.

A ocupação de Holambra foi feita principalmente por camponeses holandeses, que após a segunda guerra mundial, vieram morar numa área de 5000 hectares, na fazenda comprada pelo próprio governo Holandes.

Quem quiser aproveitar e relembrar sobre o que vi de futebol em Amsterdam, releia este post, ou lembre sobre a camisa da seleção Holandesa.

O nome da cidade veio das iniciais HOLanda, AMérica, BRAsil.

Os obstáculos começaram na viagem, feita em navios de carga, com condições degradantes de espaços para os passageiros.  Ao chegar, o trabalho era duro, e mesmo com as condições criadas pelo governo holandes, as primeiras tentativas de criação não deram certo.

Muitos foram os que desistiram, mas os que persistiram formaram o que é a Holambra de hoje em dia.

A prática de futebol iniciou se em campos de chão batido e foi um dos meios de integração entre holandeses e brasileiros. Em 1960, na comemoração dos doze anos e meio de Holambra, fundou se um clube.

Em 1991, obteve a emancipação politico-administrativa , criando o município de Holambra, e hoje com cerca de 10 mil habitantes, se firma no cenário nacional e internacional como Cidade das Flores.

Mas após este pequeno resgate sobre a história da cidade, vamos ao nosso objetivo, o Estádio Municipal Zeno Capato, reformado e ampliado em 2008.

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O Estádio, assim como a cidade, é pequeno, e fica próximo do centro da cidade. A dica é visitar de final de semana e passear pela feirinha que tem ali próximo ao estádio.

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Existem muitos times amadores em Holambra, mas a cidade nunca teve uma equipe disputando o campeonato profissional.

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O gramado está bem conservado e a arquibancada conta com uma charmosa cobertura.

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Eu não resisto e registro minha presença por mais um estádio mágico!

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Onde será que vamos parar da próxima vez?