Autônomos x Fúria Andreense

Coincidência, ou será uma nova rotina? Mais uma vez pulei das arquibancadas para o campo e fui disputar uma partida, como atleta, desta vez, jogando pelo time da torcida  Fúria Andreense, contra o Autônomos, time que tenta levar a campo os ideais anarquistas.

Renato Ramos, presidente da Fúria é o capitão do time, e é quem puxa a preleção:

O jogo foi disputado no “Bicudão“, tradicional local das disputas de futebol de Várzea.

Lembrando que, na semana anterior eu havia sido o goleiro dos “Garotos Podres” num campeonato soçaite, agora eu era o zagueiro reserva do time que joga com o mesmo brasão do time do Santo André.

O time da Fúria é bastante jovem, conta com jogadores com média de 17 anos, ou seja, eu, o Gui e o Renato somos os “tiozões” em campo!

Pra um time que começou este ano a disputar amistosos no futebol de campo, a Fúria Andreense está no caminho certo! 14 atletas foram até São Paulo para disputar o amistoso.

Ao menos no poster, já tem jeito de time campeão!

Do outro lado, estava o time que defendi por 3 anos, o Autonomos. Nascidos como um bando de punks pernas de pau, o time soube crescer e atualmente disputa 2 jogos por semana (às terças e aos domingos), contra adversários tradicionais da Várzea paulistana.

Veja o vídeo que o Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) fez:

Destaque especial para Mandioca, “sub comandante” do time que joga, torce, apita, organiza, reúne, integra e ainda arruma tempo para escrever dois excelentes blogs, o http://manihot.wordpress.com/ e o http://vailateral.wordpress.com/)

Ah, e destaque também para a minha “mais que namorada” Mari, que desta vez sequer apareceu nas fotos, pois foi ela quem fotografou tudo… Obrigado companheira!

Pra concluir, tenho que dizer que jogar futebol, principalmente na várzea, é aprender a viver.

Ali, encontramos metáforas que remetem a diversas situações do cotidiano. Dor, amor, respeito misturam-se em meio a derrotas e vitórias.

Ao fim do jogo, o sangue do joelho ralado, misturado com a terra do campo são suas últimas memórias de mais uma partida vencida, independente do placar…

Obrigado futebol…

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Parecia Libertadores…

Fim de semana um pouco diferente dos últimos, retratados aqui no blog.

Depois de tantos jogos assistidos, foi hora de viver um pouco do lado de dentro do futebol, disputando um campeonato relâmpago, em Itanhaém, com o time Garotos Podres!

Com pouco mais de 15 dias, em pleno casamento de um dos atletas, foi feito o brinde da decisão… Iríamos voltar, depois de 2 anos parados…

C0mo todo bom time, antes de jogar, vale a pena lembrar algumas táticas…

No fundo, mais do que jogar, estávamos ali pra reverenciar uma história de amizade e união que nos uniu como time e amigos há mais de 15 anos.

Reverenciar não só os que ali estavam, mas também os que fazem parte dessa família e mesmo por um motivo ou por uma filha que acaba de nascer, não puderam ir.

Majestoso, imponente, um pouco exagerado, talvez, mas decisivo e matador. Esse é Bruno Milani, o camisa 10 dos Garotos Podres, outrora chamado de “Juninho”.

Jogar contra o Garotos Podres significa se envolver na fantasia do futebol. Significa esquecer tudo o que está fora do campo e mergulhar em todas as experiências que o futebol pode proporcionar entre duas equipes.

Lances disputados, levados a sério, mas sempre com total respeito aos adversários, no caso abaixo, o time da AABB de Três Pontas – MG.

Como nossos antigos goleiros não puderam comparecer, encarei o desafio de defender nossa meta e até que não me saí tão mal, perdemos o primeiro jogo por 1×0.

O primeiro jogo foi truncado e equilibradíssimo, com direito a muita reclamação…

O segundo jogo teve momentos de puro nervosismo, quando após sofrermos um gol irregular (a bola não havia entrado por completo) nosso meia “Júnior”, também conhecido por “Português” foi expulso por proferir palavras não apropriadas ao árbitro.

Jogando com um a menos, chegamos a empatar em 1×1, mas depois o cansaço falou mais alto e perdemos por 4×1.

Enquanto estava 2×1 para o adversário deu pra ouvir um garoto que assistia o jogo do lado de fora dizer “Meu, esse jogo tá parecendo Libertadores”.

Pronto… Já podíamos ir embora. Era só isso o que queria. Emoção…

Gracias futebol!

Published in: on 18 de maio de 2010 at 6:20 PM  Comments (1)  
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