Sobre Amsterdam

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Os poucos dias que Mari, Digo e eu estivemos pela cidade, me deram uma visão, talvez simplista, de que a cidade não é um lugar que vive e respira futebol.

O que boa parte da galera respira por lá é o ar de Marijuana, que sai principalmente dos Cafés, onde as se juntam pra fumar tranquila e legalmente. No meu caso, não sou adepto sequer de cigarros, então não é algo que eu veja muita graça.

Mas claro que Amsterdam não é só isso. É uma cidade maravilhosa, com uma arquitetura bélissima e uma série de canais que dão um ar bem legal à cidade.

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Ah, e as bicicletas, claro. Se a cidade não vive a loucura e o fanatismo pelo futebol, pode se dizer que o ciclismo é uma realidade na vida de lá. São elas quem mandam no trânsito, e acredite, são muitas. Como a cidade é plana, quase todo mundo prefere usá-las.

A mistura entre católicos e muçulmanos, e principalmente… turistas com seus mapas e com suas típicas caras de perdidos, também fazem parte integrante do cenário da cidade.

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Junte a isso um monte de museus. Museus para todos os temas e gostos. Museu do Van Gogh, Museu do Sexo, Museu da Tortura, Museu de Bolsas, Museu de estátuas de cera, Museu de História… Todos maravilhosos e com um cuidado na arquitetura que faz com que só de se olhar por fora vc já tenha feito valer o dia. (Mas não seja besta, entre neles).

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A imagem já está bonita? Que tal colocarmos parques e praças também pra dar uma arborizada ainda maior na cidade?

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Pois é, é tudo isso e muito mais. Principalmente muito mais Euros . Nada é muito barato lá, a não ser… O delicioso Falafel do Senhor George, um egípcio que fala um pouquinho de mais de 20 línguas enquanto atende (e diverte) seus clientes. Um Falafel com Homus custa pouco mais de 4 euros. Fica bem próximo da Central Station.

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Ah, e por falar em Central Station, outra figura comum lá são os TRAM, uma espécie de Trólebus (acho que só quem é do ABC sabe o que é isso), um bonde elétrico, mais moderninho que anda sobre trilhos no meio das bicicletas.

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Por último, e tema deste blog, a cidade possui o AJAX. Clube admirado por todos da cidade e que possui uma Arena monstruosa. Abaixo a maquete do que é o estádio:

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Fiz a visita monitorada pelo lugar, mas como estamos no fim da temporada, o estádio estava servindo à sua função de Arena. O AC/DC havia tocado ali há alguns dias e nessa última semana de julho o U2 estaria por lá. Mesmo assim, dá pra ver a grandiosidade da casa do AJAX. Detalhe pra minha camisa do Ramalhão, hein hehehe.

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O estádio é inteiro coberto, as cadeiras numeradas, e possui uma baita estrutura de som e tudo que a tecnologia de ponta pode oferecer.

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Também tiveram um cuidado especial com o design de cada parte do estádio, deixando-o com uma cara quase de teatro.

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A sala de imprensa não tem muito de especial, se comparado às dos grandes times do Brasil (pelo menos de alguns grandes estádios daqui que eu já vi).

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Mas o lugar como um todo tem uma cara moderna, escadas rolantes por aqui e por ali, belas janelas, fachadas bonitas com o distintivo do clube.

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As cabines de imprensa e de seguraça são limpas, funcionais, e oferecem conforto e tecnologia aos profissionais de midia presentes.

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Perguntei ao guia pelos hooligans locais. Segundo ele, atualmente existem poucos problemas dentro do estádio (no máximo uma voadora no vazio como a minha abaixo hehehe), mas eles não são personagens do passado como alguns pseudo especialistas brasileiros acreditam.

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Basta dar uma olhadinha no vídeo que achei no youtube, pra se ter certeza que as coisas não estão assim tão sob controle como se imagina:

Por fim, o Museu do AJAX. Conhecemos um pouco sobre a história e conquistas do clube. É muito bonito e bem cuidado, mas os museus do Santos, do Boca Jr, e principalmente o do futebol em São Paulo, não deixam nada a dever.

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Ao fundo o campo de treinamento. Na hora que descemos do trem, estava rolando treino, segundo o guia é para um torneio curto que o time disputaria nos próximos dias.

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Confesso que não tive coragem de gastar tanta grana comprando a camisa oficial do AJAX… 

E de tanto procurar, só o que encontrei foi uma lojinha de uma chinesa, que vendia “réplicas” da camisa da Laranja Mecânica. Pra completar a cena, delicioso e barato MilkShake da Feebo (onde nem sempre o morango é vermelho…).

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Pra completar, no nosso último dia lá, estávamos sentados esperando um ônibus no aeroporto e a Mariana viu um monte de jogador atravessando a rua. Não consegui acreditar, nem deu pra filmar, ou mesmo fazer uma foto melhor… Era o time do Ajax

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Bom, óbvio que não dá pra se conhecer tudo sobre Amsdterdam em tão poucos dias, quanto menos contar isso num único post, neste blog sem vergonha, mas acho que deu pra se ter uma idéia do que é Amsterdam não? A Mari também postou algo no blog dela sobre a viagem, veja em http://pencefundamental.wordpress.com/

De Amsterdam, voamos pra Londres e em breve eu conto como foi nossa estadia por lá. Abraços!

Ps. Pós post: Depois de já publicado, vi um post sobre Amsterdam em outro blog, vale a pena ler: http://torcidaganhajogo.blogspot.com/2009/08/o-ajax-e-industria-do-holocausto.html

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Voltei…

Amigos, acabo de voltar da minha viagem à Europa.

Desculpe por não ter escrito mais durante a viagem, mas acredite… Não tive tempo nem pra acompanhar ao vivo os jogos do Santo André.

Com a viagem vem aí novas camisas e novos estádios, em breve publicados aqui.

Assim que eu arrumar as coisas começo a escrever.

Abraços

Published in: on 21 de julho de 2009 at 1:10 PM  Deixe um comentário  
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Em busca do estádio perdido, em São João da Boa Vista

É a 2a vez que vamos até São João da Boa Vista. Da primeira vez, conhecemos o campo da tradicional Esportiva Sanjoanense (veja aqui como foi).

Dessa vez fomos atrás da beleza dos estádios menores, mas confesso que o mais bonito foi o azul do céu em frente a uma das várias igrejas da cidade que eu e a Mari conhecemos.

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O primeiro Estádio que buscamos foi o “Francisco Pedro Regini”, pequeno mas muito tradicional. 

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Como estava fechado, batemos na porta da vizinha, que nos permitiu adentrar sua casa para fotografar um pouco do gramado, que recentemente passou por uma reforma, mas infelizmente teve problemas com o novo sistema de drenagem, e acabou dando no que se vê abaixo:

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Depois, foi a vez do Estádio Dr. Octávio da Silva Bastos, também conhecido como o campo do CIC, que fica junto de um compelxo esportivo e que dizem ter capacidade para mais de 10 mil pessoas. 

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Mais uma vez as portas estavam fechadas, e dessa vez, não teve vizinha que pudesse nos ajudar, fica pruma próxima vez algumas fotos de dentro.

É uma pena que uma cidade com uma história de futebol tão rica, que deu origem a times como a Sanjoanense e ao Palmeiras, potências no interior, no passado, hoje não tenha mais nenhuma equipe disputando campeonatos profissionais.

Em busca do estádio perdido em… Aguaí

Acredite, quanto mais corrida sua vida fica, mais você aprende a valorizar os feriados. Na semana passada, tivemos mais um, desta vez, numa quinta feira, e o pessoal da agência me liberou para fazer a fantástica “emenda”, ou seja, tive 4 dias de descanso, que me permitiu fazer mais um rolê em busca de estádios esquecidos pela mídia em geral.

Ainda na quarta feira, por volta das 22hs, e após um cansativo treino de Muay Thay, eu e a Mari fomos pra Cosmópolis, para facilitar a viagem.

No dia seguinte, começamos nossa busca, e chegamos em Aguaí, por volta das 10:30hs.

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A cidade é pequena, mas muito charmosa, o detalhe mais curioso são os pequenos (mas íngremes) viadutos que ajudam os cidadãos a atravessar a ferrovia. Olha a foto e diz que não lembra uma montanha russa…

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Parece que está sendo feito ou reformado um parque ao redor do lago (senão me engano, chama-se “Parque Interlagos”), e no dia que estivemos por lá, iria rolar um campeonato de bike, numa pista que fica ali.

Mari em frente o lago

Mari em frente o lago

Além da hospitalidade, a cidade guarda um tesouro chamado Estádio Municipal Dr. Leonardo Guaranha.

Infelizmente, como quase todos os estádios desse país e da América do Sul, Dr. Leonardo anda um pouco mal das pernas, com algumas “varizes” como pode-se ver…

Tem alguém aí?

Tem alguém aí?

O estádio está junto de um complexo esportivo e após falar com uma senhora que trabalha por lá, descobrimos que só conseguiríamos adentrar ao estádio após uma hora… O jeito foi tirar umas fotos por cima do muro…

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Ainda que alguns detalhes estejam ruins, o gramado pareceu estar em boas condições, melhor que muitos campos de times de divisões superiores. Ah, e a pequena arquibancada é muito charmosa.

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Mari sentiu na pele o que é estar “Fora de jogo” e não poder entrar no templo sagrado de Aguaí…

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O último jogo no estádio foi entre os masters da seleção Aguaiana e do Corinthians, e contou com um público muito bom, segundo alguns moradores. A seleção Aguaiana usou seu uniforme azul e branco e o Corinthians, o uniforme roxo hostentado por ex-atletas como Zenon, Ataliba, Dinei, Ezequiel, João Paulo, Tozin, Guinei, Dagoberto, Nilson, etc. O placar foi 5 x 1 para o Corinthians.

De Aguaí rumamos para São João da Boa Vista, que eu conto mais pra frente…

Intercâmbio boleiro

A convite do Autônomos FC, equipe de várzea autogestionada da Grande São Paulo, estará no Brasil entre 16 e 26 de maio de 2009 o Easton Cowboys&Cowgirls, equipe de futebol de Bristol, Inglaterra que desde 1992 joga e viaja pelo mundo divulgando os ideais anti-fronteiras, anti-racismo, anti-fascismo.

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Entre suas viagens, está todo ano a ida ao Mundial Anti-Racista que acontece em julho na Itália, uma visita aos zapatistas em Chiapas e outra à Palestina, lugar onde foram a primeira equipe inglesa em toda a história a jogar.

Para saber mais sobre a história e as atividades do clube, visite a página oficial dos ingleses: http://eastoncowboys.org.uk

Aqui no Brasil, Easton e Autônomos terão agenda cheia durante os 12 dias de estada dos ingleses.

Segue abaixo a relação das atividades de que o Easton participará – atualizações e relatos serão postados diariamente no blog do Autônomos FC:  http://vamoauto.wordpress.com

16/05As 14h: Amistoso internacional(ista) – Unidos contra o racismo

Autônomos FC x Easton Cowboys 14h

CDM Bento Bicudo Rua Werner Siemens, 350 – ponte do Piqueri – Lapa Entrada gratuita

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As 19h (pontualmente), show com:

Fora de Jogo (Futebol e Rock n Roll), Sweet Suburbia, Homem Elefante, Naifa e Morto Pela Escola (ES)

Espaço Impróprio Rua Dona Antônia de Queirós, 40 – travessa da Rua Augusta

Entrada: R$ 5,00 

Conheça o som boleiro do Fora de Jogo em http://www.myspace.com/foradejogo

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17/05

as 15 hs – Festival Internacional de Futsal

Das 15h às 21h Às 21h30: Jogo Internacional de Futsal contra o Racismo Autônomos FC x Easton Cowboys

Rua Anita Costa, 155 – ao lado do metrô Jabaquara

Entrada: R$ 8,00, com acesso ao show e jantar vegetariano ao final

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18/05

As 20h: Futebol sem fronteiras

Autônomos FC + Easton Cowboys x Hermanos de Pelé

CDM Bento Bicudo Rua Werner Siemens, 350 – ponte do Piqueri – Lapa

Entrada gratuita

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19/05

Das 17h30 às 18h30 – Easton Cowboys na Rádio Várzea da USP (106,7 FM) nos arredores do campus da USP no Butantã – Programa Futebol e Resistência

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20/05 Futebol de Areia Internacional no Rio Praia de Copacabana

16h Rio Punxxx x Easton Cowboys

 

21/05

19h – Debate: Futebol contemporâneo, entre o jogo e o negócio Com: Danilo “Mandioca” (Geografia – USP), Felipe Trafani (Ciências Sociais – PUC), Easton Cowboys (Bristol, UK) e Flávio de Campos (Professor de História – USP).

Local: Museu da Cultura da PUC – Entrada gratuita

 

22/05

19h – Debate: Futebol e política Com: Danilo “Mandioca” (Autônomos FC), Easton Cowboys (Bristol, UK) e Pulguinha (Gaviões da Fiel – Movimento Rua São Jorge)

Local: Espaço Ay Carmela Rua das Carmelitas, 140 – Metrô Sé – Entrada gratuita

 

23/05

10h – Jogos da Cidade – Futsal Feminino Autônomas x AAA XI de Agosto

Local: CEE Rubens Pecce Lordello Av. Lins de Vasconcelos, 804 – Cambuci

Na torcida: Easton Cowboys & Autônomos FC

13h- Jogos da Cidade – Futebol de Campo Autônomos x Unidos do Cambuci

Local: CDC Roberto Russo Rua dos Italianos, 1261 – Bom Retiro

Na torcida: Easton Cowboys – Entrada gratuita

15h- Amistoso Internacional Fanáticos x Easton Cowboys

Local: Campo do Guaiaúna Avenida Aricanduva x Radial Leste – próximo ao metrô Penha

Na torcida: Autônomos FC – Entrada gratuita

 

24/05

13hs- Debate: Anarquismo e futebol na Europa Com: Easton Cowboys e Coletivo Ativismo ABC

16h- Futebol na rua!

Local: Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa Rua Alcides de Queirós, 161 Entrada gratuita

 

25/05

19h- Debate: Futebol e gênero Com: Easton Cowboys&Girls, Autônomas, Diana Mendes Machado da Silva (GIEF – USP), Ricardo Silva (assessor de imprensa futebol feminino) e convidadxs.

Local: Espaço Ay Carmela Rua das Carmelitas, 140 – Metrô Sé – Entrada gratuita

 

26/05

21h- Goodbye game Autônomas x Easton Cowgirls

Local: ACERGA Rua Ten. Lycurgo Lopes da Cruz, 45 – Lapa – próximo à estação de trem e paralela à Av. Ermano Marchetti

Após o jogo, jam session com Siete Armas acústico – A CONFIRMAR Entrada gratuita

Rolê de natal

Há 3 meses estou devendo contar um pouco das minhas duas últimas viagens de 2008 (natal e fim de ano), então tomo vergonha nacara pra contar sobre o lado boleiro da nossa viagem natalina de 2008.

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Tinhamos pouco tempo, já que queríamos passar a noite de natal (24/12) com a família da Mari, em Cosmópolis, e o almoço do dia 25 com a minha, em Santo André. Assim, decidimos fazer um rolê curto, pelo interior de São Paulo até o sul de MG.

Saímos do ABC, e após uma parada em Cosmópolis (de onde ainda apresentarei o Cosmopolitano Futebol Clube) fomos para São João da Boa Vista.

Foi lá que entrevistei o Paulinho Mclaren, se não viu a entrevista, veja abaixo um trecho ou assista inteira aqui.

Fomos conhecer a sede da Sociedade Esportiva Sanjoanense. Se eu conseguir a camisa deles, mais tarde faço um post sobre o clube que em 1947, enfrentou o Flamengo em um amistoso, onde o time carioca goleou por 6 x 1.

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O campo possui um belo gramado, e é um apena a Esportiva ter se desligado do futebol profissional.

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De São João da Boa Vista, fomos para Águas da Prata, pequena e bela cidade, onde a água fala mais alto que o futebol.

Ao menos descobri, pelo amigo Gabriel, que lá existe um time de rugby amador. A foto abaixo mostra uma das fontes com destaque pra minha camisa do Moleque Travesso.

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Após beber um monte de águas com sabores, cheiros, temperaturas e recomendações diferentes, e tomar banho em umas duas cachoeiras, segui para Poços de Caldas.

Antes mesmo de buscar um hotel, fomos conhecer o Ronaldão, estádio onde a Caldense se sagrou campeã mineira em 2002. Assim como a maioria dos estádios brasileiros, o Ronaldão está mal conservado, mas mantém todo seu charme e valor.

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Nem bem deixei as coisas no hotel fui conhecer o clube da Caldense, que fica ali no centro da cidade. Muito bonito, e aparentemente bem gerido, o clube apresenta o mesmo problema da maior parte dos clubes que misturam o lado social com o futebol. O pessoal do social parece não entender que existe um time, com admiradores que não são necessariamente sócios, mas que gostariam de ver uma sala de troféus ou ao menos comprar uma camisa.

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Passei por um pequeno calvário, mas consegui. Se quiser saber mais sobre o time, leia o post que fiz sobre a camisa aqui.

Ao menos, na saída do clube, fui informado que a cidade possuia desde 2007 um novo time, o Vulcão (leia sobre a camisa aqui). E pude perceber que se a Cadense representa aquele amor tradicional as origens do futebol em Poços, o Vulcão apresenta o lado da novidade, da gestão mais popular, mais midiática, mais planejada. REsumindo, agora a cidade conta com um belo derby.

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Ah, vale lembrar que o bicampeão Mundial Mauro Ramos de Oliveira é nascido em Poços de Caldas, e tem uma estátua na cidade (ok, foto de turista hehehe):

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Bom, claro que não foi só de futebol meu passeio. Aproveitei o clima, subi montes, entrei em cachoeiras, comi doces, aproveitei a última sessão do cinema da cidade, transformado em igreja no dia seguinte (ainda postarei essa história aqui) e pude comprovar algumas das maravilhas que fazem de Poços uma cidade turística tão legal.

Último dia de trabalho...

Último dia de trabalho...

Bom, mas o natal se aproximava e era hora de começar a voltar. Corri para dar tempo de conhecer um pouco mais das cidades entre Poços de Caldas e Cosmópolis, e assim, fomos tomar café da manhã em Espírito Santo do Pinhal.

Aproveitamos pra conhecer os estádios da cidade, onde jogou o Ginásio Pinhalense de Esportes Atléticos, cuja camisa eu não tenho e estou a procura.

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Os estádios são o Dr. Fernando Costa e o Estádio Municipal Prefeito José Costa que surpreende pela capacidade e porte.

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Achei uma pequena trilha atrás do estádio que por um instante parecia levar a alguma maravilha da natureza, mas que pra nossa tristeza, acabou nos levando a uma oficina mecânica, graças às pedras da estrada que conseguiram quebrar nosso carro.

Traumatizados pelo incidente, decidimos dormir em Mogi Guaçú, cidade que nasceu às margens do rio que lhe empresta o nome. Aliás, nome indígena, Tupi Guarani, que significa “Rio Grande das Cobras”. O time da cidade é o Clube Atlético Guaçuano.

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Fomos conhecer o Estádio Alexandre Augusto Camacho, o campo do Guaçuano, um estádio pequeno (capacidade de 5 mil pessoas) e que tem tudo pra se transformar em um alçapão se a torcida comparecer. 

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Rodando por algumas lojas de material esportivo, consegui uma camisa do time, que em breve publico aqui. Fiquei triste em saber que o time está passando por muitas dificuldades pra seguir no profissionalismo, infelimente uma coisa comum aos clubes do interior.

Só pra não deixar passar, o que eu achei mais curioso na cidade foi o número de anúncios de fogos der artifício espalhados via faixas, cartazes, lambe-lambe e até out-doors.

O fim do passeio era iminente, e aceleramos para poder passarmos por Mogi Mirim, antes de comemorar o natal.

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Afinal, eu já havia até ganhado uma camisa do Gabriel, lá em São João da Boa Vista, e precisava nomínimo tirar uma foto do papa. O belíssimo Estádio Papa João Paulo. E assim fizemos.

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Já era quase noite do dia 23, e ainda conseguimos avistar o Estádio Municipal de Artur Nogueira, o Balneário Guilherme Carlini, mas já não haviam pilhas na máquina pra fotografá-lo. Faremos isso em breve.

Bom, daí, foi só curtir o Natal em Cosmópolis com a família da Mariana e seguir pra Santo André, almoçar com a minha família. Mas… o ano ainda não havia acabado e eu continuava de férias, o que pedia uma segunda aventura…

Belfort Duarte

Tentando manter viva a pré história do nosso futebol, segue uma breve pesquisa sobre João Evangelista Belfort Duarte.

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Belfort Duarte nasceu em São Luís, em 27 de novembro de 1883 e faleceu em 27 de novembro de 1918. Foi um dos precursores do futebol aqui no Brasil.

Participou da fundação da Associação Atlética Mackenzie College, o primeiro clube de futebol do Brasil para brasileiros.

Com sua ida para morar no Rio de Janeiro, foi jogar no América Football Club, onde foi campeão carioca pela primeira vez em 1913.

Sempre capitão do time, depois se tornou técnico e diretor geral do futebol, um daqueles “linha dura”, que proibia atletas beberrões e fumantes dentro do clube.

Foi um dos responsáveis pela participação do atleta negro no clube, numa época que o futebol ainda carregava uma divisão racial intrínseca ao seu início elitista.

Ah, e quando a gente vê esses vários “Américas” espalhados pelo Brasil, foi ele quem o fez, atrvés de suas viagens.

Sempre pregou  respeito total aos adversários, e até denunciou um pênalti cometido por ele mesmo e que o juiz não havia visto, daí o prêmio com o seu nome oferecido para o jogador que passasse dez anos sem ser expulso proeza que hoje parece impossível, mas que foi realizada por Telê Santana, Didi e Vavá.

Extinto em 1981, foi recriado em 2008 com algumas modificações.

Como curiosidade, Belfort Duarte, foi o primeiro nome do estádio do Coritiba Foot Ball Club, antes de sua reconstrução nos anos 50, quando passou a se chamar Estádio Major Antônio Couto Pereira.

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Bom, encerrando minha história boleira por Buenos Aires no carnaval, acho que vale a pena contar sobre como é o mercado argentino de material esportivo e produtos relacionados aos clubes.

Aqui no Brasil, quando penso em comprar uma camisa, me sinto refém de dois tipos de comércio. A gente tem que optar entre lojas como a “Roxos e Doentes”  que vendem uma grande gama de camisas, shorts e demais materiais esportivos, mas tudo a um preço sempre salgado,  e o mercado informal, que vende as camisas piratas de baixa qualidade, mas a preços acessíveis.

Em Buenos Aires é comum encontrar camisetas “cópias” que conseguem aliar qualidade e preço (ou seja, não são tão caras quanto as oficiais, nem tão vagabundas quanto às piratas convencionais).

Além disso, vale lembrar que a gama de produtos vendidos relativos aos times é enorme, e muito bem distribuída (ainda que boa parte não seja licenciamento da marca, mas sim mera exploração). Canecas, cachecóis, camisetas, bandeiras, canetas, bottons, adesivos, blusas, bolas, meias… Tem de tudo e de TODOS os times.

Dessa última viagem voltei com um shorts do Tigres, presente do amigo Tano, vocalista da banda Muerte Lenta. O Tigres é um time que nem é tão conhecido aqui no Brasil, mas que tem produtos facilmente encontrados.

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Voltei com mais cds do que camisas desta vez. Só trouxe 2, uma do Estuidiantes e outra do Quilmes, que depois eu posto aqui.

A cultura do futebol é mais presente. Das lojas da periferia, ou do Bairro Once (a 25 de março de lá) até as arborizadas e ricas ruas da Recoleta, onde os boleiros mais abonados pagam caro numa pizza no bar Loucos por futebol. Abaixo, a Mari se diverte vendo os preços e comemorando que eu é quem iria pagar a conta. (O cardápio é bem legal) 

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Valeu também dar uma outra olhada no estádio do Al Magro, que fica na periferia (ou seja, fora da Grande Buenos Aires).

Fiquei sabendo um pouco mais sobre o San Telmo, time do bairro homônimo, onde fiquei hospedado num hotelzinho por menos de R$40 o casal. Depois conto mais sobre o time.

Enfim, se vc curte futebol, não tem o que pensar. Tem que conhecer a Argentina….

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Bom, vou fazer um breve resumo da parte “boleira” do meu rolê por Buenos Aires. 

Logo de cara, eu e a Mari fomos visitar La Bombonera. Já fui várias vezes e a cada nova visita, sinto um novo arrepio. É sem dúvida um dos templos mundiais do futebol.

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E como o Boca jogava fora de casa, ou seja, não daria pra assistir nenhum jogo ali, aproveitei pra revisitar o Museu do Boca, que tem que servir de referência para qualquer clube do mundo.

Um museu que alia diversão e informação. Não é a toa que tem sempre movimento, independente da época do ano. A foto abaixo mostra uma parte do painel com fotos de todos os jogadores que já passaram pelo time. O terceiro da esquerda para a direita, da fileira de baixo é o brasileiro Heleno de Freitas, que segundo as lendas, teve um pequeno caso com Evita. 

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Para os loucos por camisetas e adereços, eles guardam mostras de uniformes de todas as épocas, sem contar os vídeos, e demais arquivos que mantém viva a memória do time.

Fiquei pensando como seria se cada clube brasileiro tivesse um quartinho com suas memórias guardadas… Tantos times que já nem disputam mais o futebol profissional… Triste né? Em breve ninguém se lembra.

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Fomos visitar um casal de amigos, o Hugo do Doble Fuerza e a Joana e a filhota Augustina, e eles moram em Parque Patrícios, há 3 quadras do estádio Tomas A. Ducó, a casa do Huracan.

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Infelizmente não conseguimos ir ao estádio, pois no mesmo dia teria o clássico Independiente x Racing (2×0) e não conseguimos ingressos pra partida, e sem ingressos não ia ficar passeando de bobo no meio das hinchadas que formam o segundo maior clássico da Argentina.

O Independiente venceu por 2×0.

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No dia seguinte, fomos conhecer o berço de Maradona, o Estádio do Argentino Juniores, que leva o nome do craque. Após dois dias de calor de 40 graus, pegamos uma bela chuva durante os 45 minutos de onibus e 10 minutos de caminhada até chegarmos ensopados ao Diego Armando Maradona.

Um estádio charmoso, todo coberto por desenhos e grafites, e pequeno. Chega a lembrar a Rua Javari. A nossa única decepção é que não deixaram a gente entrar pra bater umas fotos lá de dentro.

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Depois fui até a casa do nosso amigo Tano (vocalista da banda Muerte Lenta) que nos surpreendeu nos recebendo com uma antiga camisa do Santo André, que lhe dei de presente há quase 9 anos atrás.

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O Tano mora muito perto do estádio do Almagro. Aguardem a continuação dessa aventura…

Osmar Santos e família

Puxa, essa semana que passou eu tive o prazer de almoçar com uma das lendas do rádio esportivo brasileiro Osmar Santos …

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Aliás, não só com ele, mas também com Odinei Edson, narrador e jornalista ligado ao automobilismo (um dos responsáveis pelo portal Tázio e Oscar Ulisses, narrador de futebol. Uma família e tanto não?

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O Odinei sabe tudo de automobilismo (de Stock Car à Fórmula Truck, passando
pela Indy e F1). Tem uma proximidade com o irmão que parece coisa de criança, é incrível.

Oscar Ulisses é quem atualmente está trabalhando mais próximo da nossa paixão, o futebol. Falamos um pouco sobre o time do Marília (já que eles moraram lá, um bom tempo), e sobre a visão diferenciada que um jornalista que viveu no interior pode ter pro jornalismo esportivo.

Mas confesso que minha atenção ficou mais focada em Osmar Santos. Uma pessoa única, com uma presença de espírito que faz a gente querer passar o dia todo ao lado dele. Suas palavras emocionam.

Fiquei emocionado e me lembrei claramente de uma tarde da década de 80, quando o gradiente da sala “tocava” um Palmeiras x America com narração de Osmar Santos. Junto das figurinhas (leia o post abaixo), o rádio foi um dos motivos pela minha paixão ao futebol.

E eu que normalmente falo muito, fiquei a maior parte do tempo quieto. Curtindo comigo mesmo aquele momento. Tinha muito conteúdo ali. E mesmo com toda essa bagagem, um mais humilde que o outro. Profissionais da velha guarda. Cumprimentos com olhos-nos-olhos.

O tempo passsou depressa. Logo me vi em casa comentando com meu pai o encontro. Ele me perguntou se eu pedi um “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”. Confessei que na hora fiquei sem jeito, e depois me arrependi…

Todo mundo deve pedir isso, mas… as vezes qual o problema de ser como todo mundo?

Fiquei pensando nos futuros narradores. A maior parte deles, criados nas grandes cidades, formados em Universidades de renome, mas que jogaram muito pouco (se é que jogaram) nos campos de Várzea.

Provavelmente torcedores dos chamados “grandes clubes”. Com histórias muito bem contadas, mas… que pouco se diferenciam umas das outras.

Mais uma vez aquele sentimento de nostálgia e de fim de filme me abateu. Os tempos mudaram. O futebol mudou. Preciso entender.

Pouco antes do almoço encerrar, contei a eles do meu blog e da minha missão de reunir as 1.000 camisas. O Osmar me pergunta se eu tenho a do Catanduvense. Digo que não.

Saca a inseparável agendinha e disca um numero no celular. Diz com voz forte: “Márcio? Boa tarde” e me passa o celular.

Era o presidente da camara de Catanduva, a quem explico, um pouco sem jeito a situação. Ele pede meu endereço e diz que fará o envio da camisa em breve. Pede que mande um abraço ao Osmar.

O mago da comunicação fala pouco, mas ainda faz acontecer. Fantástico… Algumas pessoas ainda me fazem acreditar que nem tudo está perdido.

Será?

O torcedor que queria mudar de time

Uma tarde como outra qualquer, desse verão quente e chuvoso.

Ando apressado pra tentar chegar até as 18hs na editora.

Ufa, deu tempo!

“Oi, eu vim retirar o livro do Adoniran Barbosa”.

“Só um minuto, por favor.”

Enquanto aguardava, começei a olhar aquele galpão, estoque da livraria.

“Posso dar uma olhada nesse?” Apontei o livro ” O poder das barricadas“.

“Pode sim. Você é jornalista?” perguntou o atendente.

“Hmmm não, eu sou… Eu escrevo sobre futebol… Na internet…” (resisti a dizer “blogueiro”, talvez por medo de perder meu livro cortesia de imprensa).

“Pô, eu também já fui blogueiro (como ele adivinhou??) Escreve um post sobre mim, então…”

“Por que eu devo escrever?”

“Porque eu quero mudar de time e ninguém deixa. Olha que sacanagem, o cara pode mudar de emprego, de casa, de mulher, até de sexo, mas não deixam ele mudar de time… “

Fazia sentido… Pego o celular e ligo pro Mandz:

“Mandz, tem uma coisa aqui acontecendo que tem a cara dos seus textos.” falo rápido pra poupar meus créditos bônus que a Vivo me dá de tempos em tempos pra ver se eu ainda estou vivo (sacou o trocadilho? Vivo, vivo??).

“ALÔ?? MAU, EU IA TE FALAR UMA COISA MAS ESQUECI… AH, JÁ CONTEI QUE ENCONTREI O RICHARLYSSON NO SHOPPING? ” responde o Mandz com a paciência de quem recebe a ligação e espera que ela dure o suficiente pra gerar créditos bônus.

“Caramba Mandz, ouve o que eu tenho pra falar, tem um cara aqui, com uns 26 anos dizendo que quer mudar de time, mas que não muda pela repressão que teme sofrer”.

LEGAL”.

Odeio quando ele não se empolga com uma coisa loca.

“Pô, mas um palmerense virar corinthiano é foda hein??” diz um segundo atendente que tava pegando meu livro.

“Mandz, ele é palmerense e quer virar coritnthiano”…

“HE HE. LEGAL.”

“Bom, vou pegar o contato dele e depois você troca uma idéia com o cara, beleza? Aí posta no www.manihot.wordpress.com e me passa pra eu por no meu blog também”

“TÁ. EU TIREI UMA FOTO COM O RICHARLYSSON, DAQUI HÁ POUCO EU VOU POSTAR PRA VER A POLÊMICA”

Desligo o telefone, digo ao atendente que aceito postar sobre ele, e que provavelmente o Mandioca vai ligar pra conversar com ele pra postar também.

Concordo com ele sobre a ditadura dos times, principalmente dos times grandes. Digo que sou andreense, e que passei por isso.

Pego meu livro (é prum post em breve relacionando a vida do Adoniran Barbosa ao futebol), a chuva começa a cair.

O atendente fica contente e anota o telefone num papel amassado. Rasgo ele no meio e marco o endereço do blog.

Eu também fiquei contente. 

O outro achou engraçado aquele papo, meio maluco, no meio de uma tarde comum.

O Mandz devia estar no meio de algum texto dele, mas acredito que no fundo ele também se empolgou.

Assim, começa fevereiro.

Ah, ontem consegui 4 camisas novas (Paulínia, Santa Cruz, Chapecoense e um time do Oriente médio). To com uma mega fila pra postar.

Abraços, até sexta eu posto uma camisa nova.

Published in: on 3 de fevereiro de 2009 at 1:13 AM  Comments (2)  
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É bom eu emagrecer…

Bom, depois de ver esse vídeo, acho que é melhor eu entrar num regime antes do paulistão, se não quiser fazer a festa das torcidas rivais….

Link legal

Puxa, como a Internet pode ser boa quando usada de uma maneira legal, não?

Para aqueles que assim como eu, são apaixonados pelo futebol cada vez mais esquecido, de tempos outrora, segue um link simplesmente mágico para se ler: http://sosumulas.blogspot.com/ , um blog que compila um monte de jogos que marcaram a história do futebol brasileiro.

Vale a pena!

Published in: on 7 de dezembro de 2008 at 5:12 PM  Comments (1)  
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A história da bola no Brasil

bola5

Muita gente acha que o Brasil é o país do futebol, mas cada vez mais percebo que o brasileiro não gosta de futebol, ele gosta é do time dele, e quando está ganhando, caso contrário, ao invés de ver o jogo ele prefere sair com o pessoal e se divertir.

O próprio presidente do Corinthians foi flagrado almoçando outro dia enquanto o timão fazia seu jogo da volta à série A (veja essa história no blog do Juca, num post do dia 10/11, clique aqui para ler).

Além disso, repare quão pequena é cultura nacional gerada em torno do esporte. Ainda são pouquíssimos livros, filmes e estudos abordando a tal “paixão nacional”.

Tentando colaborar nesse sentido, esse post nasce com a idéia de se contar um pouco sobre a história da bola de futebol aqui no Brasil.

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A história que se é contada e repetida pela imprensa paulista é que as primeiras bolas teriam sido trazidas ao Brasil por Charles Miller e Hans Nobiling em 1894.

miller

Charles trabalhava na São Paulo Railway Company (que depois viria a ser a Estrada de Ferro Jundiaí – Santos, que atualmente liga a capital ao ABC). Baseado nisso, alguns historiadores citam o campo do Lira Serrano, de Paranapiacaba como um dos primeiros do país.

Porém, também dizem que em 1872, os padres do Colégio São Luís, em Itu, no interior de São Paulo, já organizavam partidas entre seus alunos.

itu

Já no Recife, Guilherme de Aquino Fonseca, pernambucano que viveu por muitos anos na Inglaterra, teria sido o responsável pela primeira bola da região.

guilherme_de_aquino_fundador

No Rio de Janeiro se fala em Oscar Cox como o responsável por trazer a pelota em 1897 (ano que chegou ao país). Mas ainda em 1878, teria ocorrido uma partida no Rio, em frente à residência da princesa Isabel, entre marinheiros britânicos que ao final do jogo levaram a bola embora.

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 Fala-se também em Thomas Donohoe, um inglês contratado pela fábrica Bangu que teria trazido uma bola por volta de 1891.

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E foi no Rio de Janeiro, mais precisamente em Petrópolis, no começo do século 20, que surgiu o primeiro fabricante de bola de couro cru do Brasil, obra do sacerdote Manuel Gonzales, do Colégio Vicente de Paula.

No sul, as primeiras bolas de futebol apareceram na cidade portuária de Rio Grande e cidades próximas da fronteira com o Uruguai. Existem relatos de jogos nas cidades de Uruguaiana e Santana do Livramento antes de 1900. Podemos citar o alemão Johannes Christian Moritz Minnemann e Cândido Dias da Silva como pioneiros.

fundador

As bolas daquela época eram bem diferentes das nossas atuais. Tinham uma abertura por onde entrava uma câmera inflável de borracha, e pra fechar tal abertura era usado um cadarço que ficava amarrado para o lado de fora, dando chance dos jogadores se machucarem nas cabeçadas, por isso era tão comum se utilizar aquelas touquinhas. Abaixo duas fotos de bolas da época:

 

bola_1903

Nos anos 40, as bolas passaram a ter costura interna, sem a abertura e o cordão. Mas seu couro encharcava nos dias de chuva, tornando-as extremamente pesadas, lembrando as bolas de capotão que a molecada usava na década de 80.

bola_decada_40

Em 1962, estreou a pelota com 18 gomos, mais leves e estáveis.

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Na copa de 70 foi usada uma bola com 32 gomos, totalmente de couro e costurada a mão.

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Em 78 surgiu o grande ícone, a bola “Tango” produzida pela Adidas para a Copa do mundo, e que foi base pras todas as bolas desenvolvidas até 2002.

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A partir dos anos 90, muito se inventou na área da tecnologia, para melhorar a performance dos chutes, e velocidade da bola, assim como os modelos utilizados. A Copa de 2002 usou a Fevernova:

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 Na Copa de 2006, foi a vez da Teamgeist:

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Para constar, a bola oficial de futebol, como determina a regra, deve ter uma circunferência superior a 68cm e inferior a 70cm.

Seu peso, no início da partida, deverá ser de 450g no máximo e de 410g no mínimo. A pressão deverá ser igual a 0,6 -1,1 atmosferas (600 – 1.100 g/cm²) ao nível do mar.

Isso na teoria, porque na prática, pra quem ama futebol, a bola é o de menos, valem latinhas massadas, limões, bola de plástico e o que mais se quiser usar pra atender aos chamados e a vontade dos deuses do futebol.