82- Camisa do XV de Piracicaba

A 82ª camisa da coleção, presente da minha concunhada Júlia, vem do interior paulista, da tradicional cidade de Piracicaba, nome de origem tupi guarani que significa “Lugar onde o peixe para”, em citação ao famoso rio da cidade.

A história do time, nos leva ao início do século XX, quando existiam dois times amadores muito fortes na cidade, o Esporte Clube Vergueirense e o 12 de Outubro.

Em 1913, as famílias que comandavam estes times (os “Pousa” e os “Guerrini”) decidiram montar um time para representar Piracicaba. Carlos Wingeter foi escolhido como primeiro presidente, com a exigência de que o nome do time fosse XV de Novembro em Homenagem à data da proclamação da República.

Nascia assim o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Atualmente, o brasão do time passou por uma reformulação, apresentando-se assim:

Já na década de 20, o clube começou a mostrar sua força disputando os campeonatos regionais promovidos pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), mandando seus jogos no Estádio da rua Regente Feijó, hoje, pasmem, transformado em um supermercado! (aliás, vale ler sobre a construção do estádio em www.aprovincia.com/padrao.aspx?texto.aspx?idcontent=377208).

Para quem não teve a chance de conhece-lo, que oficialmente chama-se Estádio Roberto Gomes Pedrosa, a “panela de pressão” do XV:

O XV chegou a sagrar-se campeão regional em 1922.

Na década de 30, disputou o tradicional Campeonato do Interior, do qual sagrou-se campeão, em 1931.

Com o profissionalismo chegando ao futebol, o XV conquistou o 1º Campeonato Profissional do Interior, em 1947, ainda sem acesso à Primeira Divisão.

No ano seguinte, foi bicampeão conquistando finalmente o acesso para a 1a Divisão da Federação Paulista de Futebol.

Assim, em 1949 o XV de Piracicaba estreiava no Campeonato Paulista da Primeira Divisão e logo de cara surreendeu. O time ganhou o Torneio Início da FPF (competição relâmpago que ocorria antes dos campeonatos).

Aqui, um apanhado sobre os troféus históricos conquistados nos primeiros anos de sua história:

E uma imagem do time de 1950:

Abaixo, o time de 1960:

E o do ano seguinte, 1961:

Achei um vídeo interessante deste time enfrentando o Santos:

Como curiosidade, vale citar a excursão que o time fez, em 1964, pela Europa e pela Ásia, jogando na Suécia, na Polônia, na Alemanha, na Dinamarca e nas então repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e Uzbequistão.

O time de 1965:

Em 1967 mais uma conquista da segunda divisão, trazendo o de volta à primeirona.

Em 1976, foi vice campeão, perdendo o título para  Palmeiras. 

Esse era o time de 1979:

Em 1983, conquistou o acesso de volta para a Primeira Divisão do futebol paulista.

Em 1995 foi Campeão Brasileiro da 3ª divisão, e foi nesse ano que o clube fez sua última participação (até o momento, em 2010) na primeira divisão do futebol paulista.

Depois desceu para a segunda e posteriormente para a terceira divisão.

Em 2005, o time conseguiu voltar para a segunda divisão, porém, novamente foi rebaixado.

Em 2008, o acesso no campeonato paulista da série A3 era mais do que esperado, mas mais uma vez o time não conseguiu… 

No segundo semestre o clube chegou à final da Copa Paulista, sendo derrotado pelo Atlético de Sorocaba no Barão de Serra Negra por 3×2.

O time manteve a base para o ano de 2009, mas… Novamente não deu… O time caiu na fase final da série A3 e o acesso outra vez escapou.

Até que em 2010, depois de um início irregular o XV finalmente alcançou o acesso à série A2.

O time possui váras torcidas como a Torcida Uniformizada Esquadrão Alvinegro e a Super Raça Quinzista.

Manda seus jogos no Estádio Barão de Serra Negra, inaugurado em 1965 em partida contra o Palmeiras, que terminou num 0 a 0, frente a mais de 15 mil torcedores piracicabanos.

O macote do XV de Piracicaba é o Nho Quim, mostrando com orgulho o caráter interiorano da população. Uma pena que atulmente tantas pessoas achem que ser caipira é algo perjorativo. Eu sou caipira!

E já que falamos em “caipirês”, que tal ouvir o hino:

O site oficial do Xv de Piracicaba é o www.xvpiracicaba.com.br e pra quem prefere a linguagem dos blogs, acesse  www.amaiordointerior.com feito pela torcida!

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81- Camisa do Ipatinga

A 81ª camisa da coleção vem do Estado de Minas Gerais, da cidade de Ipatinga.

Ipatinga é uma cidade relativamente próxima de Belo Horizonte, e é comum que Atlético Mineiro e Cruzeiro mandem seus jogos no Estádio da cidade, o Ipatingão, quarto maior estádio de Minas Gerais.

Com uma cidade acostumada a vivenciar o dia a dia do futebol e com um estádio desses, era questão de tempo até um clube surgir para defender as cores da cidade. É assim que surge o Ipatinga Futebol Clube.

O projeto Ipatinga Futebol Clube nasceu pela iniciativa de Itair Machado, ex jogador do Atlético e Cruzeiro, que até então vinha atuando no Social F.C., da cidade de Coronel Fabriciano, também do Vale do Aço.

A data de fundação do clube é considerada 21 de maio de 1998, quando a Federação Mineira concedeu ao Novo Cruzeiro Futebol Clube o registro de clube profissional, passando a se chamar Ipatinga Futebol Clube.

O sucesso apareceu rápido. Já em 2005, conquistava o título de Campeão Mineiro, com boa parte do time emprestado do Cruzeiro. O time campeão:

No ano seguinte, perdeu o título para o Cruzeiro, no mata-mata final, ficando com o vice-campeonato por diferença de um gol.

Ainda em 2006, o Ipatinga participou da Copa do Brasil, sendo eliminado nas semifinais da competição, pelo Flamengo, que seria o campeão.

Mas o ano ainda não se acabara e o Ipatinga ficaria em terceiro lugar no Brasileiro da Série C, subindo para a Série B.

E parecia que o Ipatinga estava mesmo predestinado ao sucesso, otime nem esquentou na série B e já no seu primeiro ano conseguiu o acesso à Série A, com um vice-campeonato, para a festa da torcida:

Mas, a festa teve uma parada em 2008.

Já no Campeonato Mineiro, a primeira má notícia. Inacreditável, mas o time que vinha como sensação dos anos anteriores acabou rebaixado.

Pra piorar, em sua estréia na Série A o Ipatinga também acabou caindo para a série B, mesmo com jogadores brigadores, como Pablo Escobar.

Em 2009, o clube começa a se reerguer e se sagra campeão do Módulo II do Mineiro, voltando à primeira divisão estadual, entretanto sua participação na Série B é mediana, e não consegue o acesso.

Este ano, mais uma evolução. O time voltou a disputar uma final do Campeonato Mineiro, mas perdeu o título para o Atletico Mineiro.

O mascote do Ipatinga, escolhido pelos próprios torcedores é o tigre.

O time possui várias torcidas, das quais pode se destacar a Raça Jovem, a Independente Ipatinguense e a Orkutigre, entre outras, quefazem a festa no Ipatingão, ou onde for preciso!

O Ipatinga manda seus jogos no Estádio Epaminondas Mendes Brito, também chamado de Ipatingão, com capacidade para cerca de 24.500 pessoas.

O site oficial do Ipatinga é o www.ipatingafc.com.br

A torcida do Ipatinga faz coro no nosso lema…

Apoie o time da sua cidade!!!

Camisa 80- XV de Caraguatatuba

A 80ª Camisa da coleção vem da praia. E de uma praia paulista, Caraguatatuba, destino comum a quem mora no interior ou mesmo na capital do estado.

O time dono da camisa é o Esporte Clube XV de Novembro de Caraguatatuba, que infelizmente está licenciado do Campeonato Paulista (ao menos quando escrevo este post, em 2010).

 

O detalhe é o número da camisa… “16”, relembrando o meu irmão Murilo, que jogava com esse número.

Consegui a camisa no próprio Estádio e parecia ser uma das últimas!

O XV de Caraguatatuba foi fundado em 18 de fevereiro de 1934, pelo espanhol Prudêncio Baeta, para disputar jogos do futebol amador, na cidade.

De 1940 a 1947 as atividades do XV ficam suspensas devido à II Guerra Mundial.

Em 1947,  começa a segunda fase do XV.

O clube é reformado, ganha uma nova sede social, no local onde atualmente está a Galeria Santa Cruz.

O uniforme passa a ter as cores verde e branco, em homenagem ao Palmeiras.

Em 1953, o E.C. XV de Novembro passa a funcionar no bairro do Tatu, onde está até hoje.

O primeiro campo do time localizava-se onde é hoje o Banco do Brasil, no centro, em seguida mudaram para o local onde fica o Polo Cultural Adaly Coelho Passos, na Praça Cândido Motta.

Em 1967 ocorre a “catástrofe” em Caraguatatuba.

A cidade foi destruída por uma forte chuva que causou avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro. Jaraguá, Jaraguazinho, próximos a cidade, sepultando vários habitantes.

O belo cenário da região se transformou em um grande cemitério. Falou-se em 500 mortos, oficialmente, mas as pessoas dizem que foram muitos mais…

Muitos corpos jamais foram encontrados, principalmente aqueles  que foram arratados para o mar e impelidos pelas ondas para pontos bem distantes.

O Rio Santo Antônio, que corta a cidade alargou-se de 40 para 200 metros.

O campo do XV foi totalmente destruído…

Somente vinte anos depois, em 1987, o então presidente do clube, Irineu Mendes de Souza, reestruturou e profissionalizou o XV, levando o a disputar a quarta divisão do Paulista.

A partir daí, começou a disputar as divisões de acesso até que em 1993, devido a uma crise financeira, o clube deixou de disputar o Estadual.

Em 1994, o clube voltou a disputar o Campeonato Paulista da Série B-2 (na época a sexta divisão) e conquistou o acessopara a série B-1B.

No ano seguinte, mais um acesso, desta vez à série B1-A, vencendo o Palmeiras, de São João da Boa Vista, por 1 a 0.

Em 1996, o time surpreendeu ao perder a vaga para a Série A-3 nos minutos finais do jogo contra o Garça.

No ano seguinte, o XV de Caraguatatuba realizou uma grande campanha e chegou ao quadrangular final. Conquistou o vice-campeonato, subindo assim para a série A3 (terceira divisão).

Porém, o clube não conseguiu ampliar a capacidade de seu estádio para 10 mil lugares (como exige a Federação Paulista) e teve que voltar a disputar a Série B1-A.

Em 2005, o time ainda estava na sérieB1-A, e disputava os jogos com o elenco abaixo (retirado de um post do pessoal dos Jogos Perdidos):

Em 2006, a diretoria do XV mais uma vez licenciou o clube devido às dificuldades financeiras, fato que infelimente persiste até os dias atuais.

Entretanto, a diretoria vem trabalhando em prol do clube, a começar pelas categorias menores, conforme conversamos na nossa visita ao Estádio, também conhecido como “Toca do Leão“.

Mesmo com tantas conquistas vimos poucos troféus, a explicação é que a sede do clube foi furtada 4 vezes, perdendo se troféus e arquivos .

Infelizmente, o time, assim como muitos outros times do interior paulista passa por uma situação bastante difícil e só conseguirá reabrir as portas para o profissionalismo com alguma parceria.

A população também promete se unir em prol do time, ao menos é o que comentam na comunidade do clube: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1241460

Uma pena, que o estádio dificilmente será usado profissionalmente outra vez…

A esperança pode estar também nas categorias menores… Quem sabe um desses garotos não pode ser um futuro craque.? 

A parte interna do campo apresenta um bom gramado, e uma arquibancada um pouco esquecida…

Mas sem dúvida, num visual único, encrostado no morro.

E se tem estádio perdido, registremos nossa presença!

E a presença da molecada que prometeu defender a camisa do XV!

Apoie o time de sua cidade!

Sem você, não há cultura local…

79- Camisa do Campinense

79ª Camisa da Coleção vem do Estado da Paraíba, mais especificamente da cidade de Campina Grande, na Paraíba.

O clube dono da camisa é o Campinense Clube, o time das 6 estrelas (referência aos seis títulos estaduais seguidos conquistados de 1960 a 1965)!

O Campinense foi fundado em 12 de abril de 1915, pelos aristocratas da época e inicialmente era o lugar onde se reuniam para dançar, somente em 1919, foi criado o departamento de futebol.

Entretanto, o futebol gerava muitas brigas após as partidas e por isso, em 1920, o departamento foi fechado.

Foram necessários mais de 30 anos, para em 1954, o futebol voltar a ser uma realidade no clube.

4 anos depois, em 1958, o Campinense se profissionalizou e a partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano, conquistando logo no primeiro ano o título estadual, com o time:

Nos cinco anos seguintes, de 1961 a 1965, também sagrou-se campeão, transformando-se no primeiro (e único) hexacampeão da Paraíba. Em 1961, ainda disputou a Taça Brasil, com o time:

Em 1971, foi a vez de enfrentar a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, competição da qual seria vice campeão, no ano seguinte.

Mas a maior glória veio em 1975, quando se tornou a primeira equipe paraibana a participar da Primeira Divisão.

Em 1979, teve a melhor defesa do Brasileirão e conseguiu o bicampeonato Paraibano (1979/1980).

No entanto, a década de 80 trouxe um jejum de 11 anos sem títulos, só terminando em 1991 com a conquista do estadual!

Em 1995, numa manobra estranha e desafiadora, o clube se desfiliou do profissionalismo, voltando somente dois anos depois ao Campeonato Paraibano.

2003, foi o ano em que eu fui apresentado “pessoalmente” ao Campinense. Após heróica campanha, o time chegou à fase final da Série C, junto do Ituano, Botafogo-PB e do Santo André, deixando o acesso escapar por entre os dedos, no último jogo, em casa, diante do Ramalhão.

Mas o acesso viria, 5 anos depois, em 2008, com a 3ª colocação na Série C. Além da classificação, o clube obteve a marca de maior público da competição.

O Campinense utilizava o Estádio Municipal Plínio Lemos como seu campo oficial, e também (a partir de 1975) o estádio O Amigão, para jogos que precisavam de maior capacidade.

Em 2006, o Campinense inaugurou seu próprio estádio, O Estádio Renato Moura de Cunha, o Renatão.

O mascote do time é o Raposão, brincadeira que surgiu no início dos anos 60 quando o Campinense venceu seguidamente seu maior rival, o Treze. Como o símbolo do rival era um galo, e quem caça o galo é a raposa, essa passou a ser oficialmente a mascote do clube.

As cores de seu uniforme (preto e vermelho) são homenagem à bandeira da Paraíba.

Suas principais torcidas são a Facção Jovem e o Movimento Amor ao Campinense Clube.

Se liga na torcida:

Encontrei um blog muito legal sobre o time, confira: www.campinensenews.blogspot.com/

O site oficial do time é  www.campinenseclube.net

Apoie o time de sua cidade!

Futebol também é cultura.

78- Camisa do Olimpia do Paraguai

A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, entre outras coisas, o belo Palácio Presidencial. É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!

O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país (senão a primeira) fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens paraguaios.

Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.

A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito.

O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000.

Para se ter ideia da importância histórica do Olimpia, o time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional.

A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio.

Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.

Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.

O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta.

Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:

A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983).

A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental.

No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colombia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.

Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos.

Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.

Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys:

.

Seu maior rival é o Cerro Porteño. 

Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!

Se liga nele marcando um gol:

Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada!

O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/

Por hora é isso!

Abraços!

77- Camisa do Universitário (Perú)

A 77ª camisa da coleção é uma homenagem a um dos dois clubes Peruanos que se classificaram para as oitavas de final na Libertadores de América 2010, o Club Universitário de Desportes, também chamado de “La U” (o outro clube a se classificar foi o Club Alianza Lima, clique aqui para ver o post sobre sua camisa)

Após 2 empates em 0x0, o Universitário foi desclassificado pela São Paulo, nos penaltys:

Universitário é um dos mais tradicionais times peruanos.

É o time que mais conquistou títulos nacionais, no Perú. Foram 24 até o ano de 2010.

Tem sua sede na bela capital Lima.

Foi fundado em 1924 e conseguiu o seu primeiro título profissional em 1929, com o time abaixo:

O ponto mais alto do time foi em 1972, quando conseguiu chegar à final da Taça Libertadores da América, jogando as finais contra o Independiente da Argentina.

Além desse resultado impressionante, também chegou em 4o lugar nas edições de 1967, 1971 e 1975.

Sues maiores rivais são Sporting Cristal, Alianza Lima, e o Cienciano.

Seu mascote é Garrita, um tigre que anima a torcida!

Desede o ano 2000, manda seus jogos no Estádio Monumental, que possui capacidade para 80 mil torcedores.

Antes do ano 2000, utilizava o modesto e aconchegante Estádio Lolo Fernández, atualmente utilizado como campo de treinamento:

O ídolo que dá nome ao estádio é Teodóro Fernandez, ou simplesmente “Lolo” Fernández, que jogou por vinte e dois anos no Universitario.

Além de ser um grande jogador, Lolo Fernandez conquistava a torcida com sua personalidade. Chegou a rejeitar várias propostas internacionais, pelo amor ao time.

Jogou de 1931 até 1953, conquistando seis títulos nacionais, sendo artilheiro do Campeonato Peruano em sete vezes.

O ídolo tem até uma música em sua homenagem, que acabou virando um clip com várias imagens sobre o jogador:

O estádio possui uma série de grafites, contando pelos muros um pouco da história do clube, e homenageando Lolo…

Interessante ver que a cultura do grafite e do desenho permeou pela torcida.

Navegando pelo blog: http://quintavocal.blogspot.com encontrei uma série de desenhos que lembram os grafites do estádio:

A própria torcida foi estilizada em traços de artistas que admiram o time:

Falando sobre torcidas, o Universitario tem duas principais barras.

Uma é a Torcida popular “Trinchera Norte“:

Outra, é a sua torcida mais antiga, a Barra Oriente:

O clube também é chamado de La U, ou Los Cremas (devido a cor do uniforme).

O site oficial do time é www.universitario.com.pe

Mas vale a pena visitar outros blogs sobre o clube, dos quais eu destaco:

www.labandadesanjuan.com/lolo/

sector-u-crema.blogspot.com/

Pra terminar, a bela canção de Ruben Techera, em homenagem ao time. Atenção, aviso que ela é grudenta e ficará soando no seu ouvido por alguns dias “E dá le U, e dá le Ú…)

76- Camisa do Figueirense

A 76ª camisa da coleção novamente nos remete à Santa Catarina, mais especificamente à Florianópolis…

A camisa pertence a um dos mais tradicionais times do estado, o Figueirense!

O time foi fundado em 12 de junho de 1921 por Jorge Albino Ramos  e um grupo de amigos apaixonados por remo e pelo futebol, num momento em que o futebol passava por um momento de declínio em Florianópolis.

O nome Figueirense Futebol Clube foi uma homenagem ao local onde se reuniam para planejar a criação do clube,  a localidade da Figueira, onde por muito tempo havia uma enorme figueira .

Uma dos primeiros times que se tem registro iconográfiuco é o de 1924:

A década de 30 foi a década em que o maior número de títulos foram conquistados.

Um jogador que marcou a época foi Carlos Moritz, conhecido como Calico. Foi o jogador que por mais tempo vestiu a camisa do Figueirense.

Abaixo, Calico em foto no fim da década de 90. Ele viria afalecer no ano 2000.

A Década de 1940 também foi marcante na história do alvinegro, com novos títulos estaduais e Campeonato da Cidade.

Em 1945 o empresário e desportista Orlando Scarpelli, durante seu mandato como presidente do clube, doôu ao Figueirense a área onde seria construído o Estádio que leva seu nome, e se o Estádio é bem conhecido, que tal conhecer o Orlando original? Aí está…

Os anos 50 foram marcados pelas obras de construção do Estádio e consequentemente, houve  uma seca nos títulos.

A década seguinte truxe logo de cara a inauguração parcial do Estádio do Figueirense, em 1960 com o jogo: Figueirense 1 a 1 Clube Atlético Catarinense.

Nos anos 70, o Figueirense conquistou a vaga para disputar o brasileirão, tornando-se o primeiro clube catarinense a fazê-lo. Torcida e jogadores não podiam acreditar!

Assim, em 1973, o Figueira disputou o brasileirão com o time abaixo:

Além disso, nos anos 70, conquistou dois estaduais. O de 1972, tendo a taça levantada pelo capitão Casagrande:

E o de 1974, com o time abaixo:

A década de 80 levou o Figueirense à Taça de Prata, em 1985 e à Segunda Divisão do Campeonato Catarinense, em 1987.

Já os anos 90 trouxeram mais um título estadual, em 1994 e no ano seguinte o título do Torneio Mercosul, disputado por clubes catarinenses, paranaenses, uruguaios e paraguaios.

Em 1999, chega ao clube um modelo de gestão, focado na reorganização e modernidade administrativa, como presente, o clube conquista o Campeonato Catarinense, fazendo a final contra o seu maior rival Avaí. O time que venceu foi este aí abaixo:

A primeira década do século XXI trouxe logo de cara mais três estaduais (2002, 2003 e 2004), além do Vice-Campeonato da Série B de 2001, que garantiu o time de volta ao brasileirão do ano seguinte.

Daí em diante, parecia que o Figueirense havia acertado o pé!.

Passariam pelo time o atacante Evair, os meias Fernandes e Sergio Manoel, além do sempre polêmico Edmundo, o Animal.

Em 2006, veio mais um Campeonato Catarinense .

Mas o grande momento ainda estava por chegar. Em 2007 o time chegou à final da Copa do Brasil, contra o Fluminense. No primeiro jogo, um 0x0 em pleno Maracanã…

Mas… no jogo de volta, uma derrota em casa fez o sonho de disputar a libertadores ir por água abaixo…

Em 2008, outro título estadual, enfrentando na final, o Criciúma.

Entretanto, para a surpresa de todos, no final do ano o clube foi rebaixado à Série B do Campeonato brasileiro, onde está até o momento (ano de 2010).

Já que falamos sobre o Estádio Orlando Scarpelli, achei algumas fotos do estádio pela net, veja que bela cancha:

O Estádio está localizado no bairro Estreito, na parte continental da cidade de Florianópolis.

Sua capacidade é de 19.069 pessoas, mas já chegou a receber 26.660 pessoas em 1975, no jogo Figueirense 0x1 Vasco/RJ.

E por fim, uma mostra do fanatismo e dedicação de sua torcida:

O site oficial do clube é: www.figueirense.com.br

Apoie o time de sua cidade!

Na série A, B, C ou D…

75- Camisa do Club Alianza Lima

A 75ª Camisa é mais uma das minhas camisas que veio do Perú, mais especificamente de Lima, capital do país.

E é incrível perceber como a cultura do “brasileiro padrão” sobre o futebol é tão limitada… Os times peruanos são praticamente desconhecidos pela maioria dos hinchas brasileiros.

Bom, é pra isso que eu escrevo esse blog… Então vamos à história do Club Alianza Lima.

O time foi fundado em 15 de fevereiro de 1901, com o nome de Sport Alianza, o nome Alianza Lima seria adotado posteriormente, por uma decisão popular.

É um dos clubes mais populares do Perú, mantendo acesa nos seus mais de 109 anos, a chama do amor no coração dos seus torcedores que o chamam carinhosamente de “Alianza Lima Corazón“…

No início de sua existência, a diversão era disputar partidas contra times como Atlético Chalacom, Independência, entre outros.

A primeira partida oficial, em 1929, foi contra o Jorge Chávez, no primeiro torneio organizado pela Liga Peruana de Futebol, numa década marcada pelas atuações do inesquecíveis jogador, “el maestro” Alejandro Villanueva, que junto de seus companheiros marcou a época como os “Negros Diablos“.

O sucesso internacional veio na década de 30, com um rolê feito pelo Chile, onde o clube teve ótimos resutados.

Os anos 40 apresentaram performances irregulares, somente em 1948 levantou uma taça.

Já os anos 50, marcariam o início do futebol profissional no Perú, destaque para a formação do time, de 1950:

Profissionalmente, a estréia do Alianza, em 1951 se deu numa vitória contra o Atlético Chalaco, por 2×1.

Os anos 60 trouxeram bons ventos ao time, já em 1962 trouxe um novo título nacional ao time, assim como seria em 1963 e 1965.

Em 1966, disputou a Copa Libertadores de América com o time abaixo:

Os anos 70 trariam uma nova geração de jogadores que conquistariam os campeonatos de 1975, 77 e 78.

O time de 1973:

O time de 1978:

Em 1976 disputou a Libertadores com o time abaixo:

A década de 80 foi marcada pelo triste acidente aéreo de 1987, onde faleceram todos os jogadores e comissão técnica, além de alguns torcedores. O time seguia bem para a conquista do título daquele ano.

Dez anos depois, em 1997, veio um novo campeonato.

O ano 2000 traz novamente a tristeza da morte ao clube, o volante Sandro Baylónes, também capitão da seleção Peruana sub 23 faleceu num acidente automobilístico.

2001 era o ano do Centenário, e além de vários reforços, o clube levou o brasileiro Paulo Autori para ser técnico do time, sem contar a presença do meio campo Palhinha. O time conquistou mais um Campeonato Nacional.

Em 2002, disputou a Libertadores no mesmo grupo de Cerro Porteño, Cobreloa e São Caetano, mas terminou em último, além disso foi convidado para disputar a primeira edição da Copa Sulamericana, sendo eliminado na terceira fase pelo Nacional, de Montevidéu.

Depois de 2002, ainda disputou a Copa Libertadores de América em 2003, 2004, 2005, 2007 e 2010, onde vem fazendo boa campanha, na liderança de seu grupo até o momento.

Destaque para a torcida Comando Svr, fundada ainda na década de 70:

Manda seus jogos no Estádio Alejandro Villanueva, com capacidade para 35.000 pessoas:

O site oficial do clube é www.clubalianzalima.com

74- Camisa da Funilense

A 74ª camisa do blog pertence ao time da União Esportiva Funilense, da cidade de Cosmópolis (onde a Mari morava antes de vir pro ABC).

Foto do site da prefeitura

O time foi fundado em 01 de novembro (mesmo dia do meu aniversário) de 1933, sob o nome de o nome de União Funilense de Esportes e foi originado de três outros times que costumavam se enfrentar na Usina.

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O time passou a disputar os torneios amadores da chamada “Zona Funilense”.

Anos depois, o nome do time pasou a ser União Esportiva Funilense.

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Jogou profissionalmente de 1978 até 1987, desde então, nunca mais voltou ao profissionalismo, atuando somente em partidas e torneios amadores da região.

Em 1978 fez sua  estréia na Quinta Divisão Paulista.

Em 1979 montou um bom elenco, com o time abaixo:

funilense 1979

Em 1980 o futebol paulista passou por uma reformulação e assim o clube começou a disputar a Terceira Divisão.

Em 1985 fez uma boa campanha pela Terceirona.

Na primeira fase teve os seguintes resultados:

[16 / Jun] Guarani Saltense 0x4 Funilense
[29 / Jun ] Funilense 1×1 Itapira
[7 / Jul ] Paulistano 2×2 Funilense
[Jul /14] Funilense 1×0 Guapira
[21 / Jul ] Serra Negra 1×0 Funilense
[28 / Jul ] Funilense 2×0 Monte Negro
[4 / Ago] Funilense 5×0 Guarani Saltense
[18 / Ago ] Itapira 1×0 Funilense
[25 /Ago] Funilense 1×0 Paulistano
[1/ Set ] Guapira 3×0 Funilense
[8/Set] Funilense 1×1 Serra Negra
[15/Set] Monte Negro 0x4 Funilense

Assim, o clube se classificou para a 2a fase, em terceiro lugar, junto do Itapira, Serra Negra e Guapira.

Na segunda fase, ficou em último, com a campanha

[22/Set] Guapira 1×0 Funilense
[29/Set] Funilense 1×1 Serra Negra
[6/Out] Funilense 1×3 Itapira
[13/Out] Itapira 3×1 Funilense
[20/Out] Serra Negra 3×0 Funilense
[27/Out] Funilense 3×1 Guapira

Em 1986, fez razoável campanha, tendo ficado em terceiro, mas só os dois primeiros se classificavam:

[27/Jul] Comercial (Tietê)  1×0 Funilense
[3/Ago] Funilense 2×0 Estrela
[10/Ago] Guarani Saltense 1×1 Funilense
[24/Ago] Funilense 2×1 Itapira
[31/Ago] União Bom Retiro 1×1 Funilense
[7/Set] Funilense 2×0 Ararense
[14/Set] Gazeta 1×0 Funilense
[21/Set] Funilense 3×1 Iracemopolense
[28/Set] Funilense 2×2 Comercial
[5/Out] Estrela 2×0 Funilense
[12/Out] Funilense 0x0 Guarani Saltense
[26/Out] Itapira 0x0 Funilense
[2/Nov] Funilense 5×1 União Bom Retiro
[9/Nov] Ararense 1×2 Funilense
[23/Nov] Funilense 2×1 Gazeta
[26/Nov] Iracemopolense 1×1 Funilense

Os classificados foram o Gazeta (de Ourinhos) e o Comercial (de Tietê).

Em 1987, disputou seu último ano no Campeonato Paulista.

Manda seus jogos no Estádio Dr. Sergio L. Coutinho Nogueira, com capacidade para cerca de 500 torcedores. Estamos falando de um estádio único, acredite.

Estive por lá no começo do ano para fazer umas fotos e é impressionante…

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Pra começar, o estádio fica dentro da Usina Ester, fundada em nada mais, nada menos que… 1898!!

E ela funciona até hoje, aliás, da modesta arquibancada do estádio se vê a fumaça saindo pela chaminé…

 No dia em que estivemos lá, a Funilense enfrentava um adversário de Campinas, em seu tradicional campo! 

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Dá um pouco de tristeza em ver as arquibancadas vazias e deixadas de lado, num local onde outrora tantos torcedores já devem ter estado…

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O clima chega a ser sombrio, principalmente se você for lá de manhãzinha, e pegar a neblina que não deixa você ver nada a mais de alguns metros a sua frente…

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Mas ao mesmo tempo assistir um jogo no Estádio da Funilense tem um aspecto nostálgico, de um tempo que infelizmente parece não voltar mais.

O Estádio é muito parecido com os tradicionais campos de várzea, onde praticamente não há espaço entre torcida e atletas.

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Além disso, o campo fica numa localização única, entre a usina e muito verde. 

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Fica nosso agradecimento ao pessoal do time, ao Duzão e ao pessoal da The Wall, a confecção que me arrumou a camisa! 

 

Apoie o time de sua cidade!

Participe, interaja. Ele é do tamanho do seu esforço…

73- Camisa do Desportivo Cruz Azul

A 73ª camisa de futebol da coleção do blog As mil Camisas vem lá do México, de um daqueles times cuja história se mistura à do próprio povo. Foi presente do amigo Guga (que agora tem se transformado no maior seguidor do basquete do Clube Pinheiros)

Trata-se do Desportivo Cruz Azul.

O Cruz Azul está sediado em “Ciudad de México“.

Mas a história do clube é bastante confusa, porque se parece com o que tem começado a acontecer com alguns clubes brasileiros, que nascem em uma cidade e mudam-se para outra (casos de Grêmio Barueri, Campinas e Votoraty).

O time foi fundado em 22 de maio de 1927, pelos trabalhadores da fabrica Cemento Cruz Azul, da cidade de Jasso, que viria a ser chamada de Ciudad Coopertiva Cruz Azul, tamanha a influência da indústria de cimento na região.

No início disputou torneios amadores e algumas vezes, jogava contra equipes reservas dos times profissionais.

Com os bons resultados da equipe, a empresa de cimento decide construir um Estádio para o time, em Jasso.

Começava a nascer o Estádio 10 de diciembre, permitindo ao clube a disputa da 2a divisão do futebol Mexicano.

Quatro anos mais tarde, na temporda 1963/64 conquistou o ascesso à primeira divisão.

O time que disputou o primeiro ano na primeira divisão:

Quatro anos depois de estreiar, o Cruz Azul sagrou-se campeão da primeira divisão, na temporada 1968/69, com o time:

No início dos anos 70, a diretoria fechou um acordo para mandar seus jogos no Estádio Azteca, por 25 anos, mudando-se assim para a capital Mexicana.

O Cruz Azul se tornou a equipe mais bem sucedida do México de 1970, vencendo o torneio da liga seis vezes entre 1970 e 1980, valendo lhe o apelido de La Máquina Celeste, o time de 1972:

A temporada 1978/79 trouxe a 6a estrela pro distintivo do Cruz Azul com o time:

Em 1979, veio o último título da época, com a equipe:

Daí em diante, vieram longos anos “ressaca”, talvez pelos inúmeros títulos conquistados nos anos 70.

A década de 80 passou magra, abaixo, a equipe de 1987/1988:

Os anos 90 também demoraram pra “esquentar”.

Em 1996, o time passou a mandar seus jogos no Estádio Azul.

Apenas em 1997, veio o oitavo campeonato nacional:

Nos anos 2000, o clube chegou a disputar várias finais, mas não levou nenhum título.

Destaque para a participação do time na Copa Libertadores de América, de 2001, quando chegou à final contra o Boca Juniores, decidida nos penaltys.

Em 2003, também se classificou para a Libertadores, sendo eliminado nas quartas de final, pelo Santos.

Atualmente, o clube mexicano possui 8 Campeonatos da Liga, 8 vice campeonatos, 5 Campeonatos da CONCACAF, além do vice campeonato da Copa Libertadores de 2001.

No torneio Clausura 2009, o Cruz Azul terminou pela primeira vez em sua história no último lugar.

Ainda assim, pode se considerar o Cruz Azul como um dos três times mais populares do México junto do Chivas Guadalajara e do América.

E a torcida dos caras? Interessante ver como tem uma onda “anti racista” nas bancadas mexicanas…

O site oficial do clube é o www.cruz-azul.com.mx

  • O Cruz Azul é o terceiro time mais popular do México. O primeiro é o Chivas Guadalajara e o segundo o América.# O Cruz Azul é o terceiro time mais popular do México. O primeiro é o Chivas Guadalajara e o segundo o América.

Uma coisa interessante é que o time possui outros afiliados (Cruz Azul Hidalgo, Cruz Azul Jasso, Cruz Azul Dublan, Cruz Azul Xochimilco e Cruz Azul Lagunas).

Apoie o time de sua cidade!

E lute para que ele não seja comprado por empresários que um dia podem ter a brilhante ideia de se mudar para outra cidade.

72- Camisa do CSA

 

A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.

Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).

O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.

O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.

Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.

Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:

O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.

Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas  Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?

O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.

Garrincha é o 2o agachado da esq para a dir.

Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).

Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :

Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:

Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.

A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:

No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:

O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.

O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.

Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.

O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.

Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.

Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.

Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.

O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas.  E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.

Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.

O mascote do CSA é o Azulão:

Ouça o hino no link abaixo:

Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o http://www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/

Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!

Apoie o time de sua cidade!

Ainda que sua praia tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!

71- Camisa do Nueva Chicago

A 71a camisa de futebol vem novamente da Argentina, onde  passamos o carnaval (e ainda nem consegui terminar de contar tudo…).

O time defende o bairro de Mataderos (no extremo sudoeste da Capital Federal), cujo desenvolvimento se caracterizou pela presença da indústria da carne.

Existe no bairro, uma famosa feira que acontece há mais de 20 anos, criada para ser um espaço de produção e difusão das raízes culturais do povo do bairro.

Eu confesso que nunca fui, por medo de só ter coisas de carne – sou vegetariano- mas me disseram que tem de tudo um pouco por lá…

O principal incentivador do futebol no bairro foram as escolas que trouxeram vários jovens  e consequentemente a prática esportiva.

Foi um grupo de jovens estudantes, do bairro que fundou o time, em 1 de julho de 1911, na época, como Football Club Los Unidos de Nueva Chicago.

Nueva Chicago é quase que um sinônimo para o nome do bairro, tamanha a ligação dos moradores de Mataderos e o time.

O time começou modesto, com reuniões nas próprias ruas, um uniforme comprado numa loja do próprio bairro, e tendo como campo, um terreno baldio, onde foram instaladas traves de madeira (a mesma madeira usada nos matadouros para segurar o gado.

No seu início, disputou ligas inter bairros, mas em 1913 se associou à Associación Argentina, disputando o Torneio da segunda divisão.

Jogar em Mataderos sempre foi um problema para os adversários e para a torcida visitante, tanto que em 1915, o clube foi expulso da liga por problemas ocorridos num jogo contra o Nacional, e só pode voltar a jogar em 1917.

Em 1919, alcançou a primeria divisão, numa época pré AFA (Associacion del Futbol Argentino). No ano seguinte, a AFA estava criada e “de presente” para Mataderos, rebaixou o time no tapetão. 

Em 1937, caiu para a terceira divisão, de onde retornou em 1940, com a conquista do Campeonato Argentino Terceira Divisão, com o time:

Muito anos mais tarde, conquistou o Campeonato Argentino da Segunda Divisão, em 1981, chegando à primeira divisão, com o time abaixo:

Em 1983, caiu para a então “Primeira B”, só retornando à primeira divisão em 2001, com o time:

Vale a pena ver a matéria sobre este acesso:

Infelizmente, em 2004 o time caiu novamente, mas já em 2006 conseguiu voltar à primeira divisão, num jogo histórico contra o Belgrano, conseguindo reverter um placar de 3 gols adversos, como pode se ver no vídeo:

Atualmente (2010), o Nueva Chicago disputa a Primeira B, sonhando em retornar rápido ao lugar que se aconstumou, a primeira divisão!

O Estádio fica numa região bastante tranquila…

Mas, como já disse, em dia de jogo, nem sempre Mataderos é tranquilo para seus adversários…

Além do futebol existem outros esportes praticados no clube.

Aliás, o seu estádio leva o nome do time e tem capacidade para 23 mil hinchas!

Vale lembrar que o time possui grande rivalidade com o All Boys, que cresceu graças aos vários jogos disputados nas divisões de acesso.

O mascote do Nueva Chicago é o “Toro”:

Sua hinchada é fanática!

O site oficial do time é www.nuevachicago.com , mas existem vários outros sites dedicados ao time, como o www.primerochicago.com.ar

O Nueva Chicago representa muito bem os valores que tanto acredito de amor ao bairro…

70- Camisa da Ferroviária de Araraquara

A 70a camisa tem o peso de uma das equipes mais tradicionais do interior paulista. Trata-se da Associação Ferroviária de Esportes, a Ferrinha!

E a camisa, não é uma qualquer, é a comemorativa à inauguração do Estádio Fonte Luminosa, após as reformas.

Fundada em 1950, por um grupo de trabalhadores da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), o distintivo do time é o mesmo da EFA, com as letras ao contrário.

A cor Grená, segundo historiadores, foi adotada por ser a cor que distinguia as locomotivas da EFA.

Logo, foi iniciada a construção do estádio de futebol, que mais tarde levaria o nome “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, conhecido como “Fonte Luminosa”.

Há inclusive um livro sobre o Estádio (compre-o aqui! se quiser)

Em 1951, no ano seguinte à sua fundação, a Ferroviária disputou sua primeira competição oficial, o Campeonato Paulista da Série A2 não conseguindo a vaga para a próxima fase.

Time de 1951

Em 1952, perdeu o acesso para o Linense, que goleou a ferrinha por 3 a 0 na final disputada no Pacaembu. (aliás, fomos ver o Linense semana passada, confira aqui!).

Em 1953, terminou em 2° lugar no hexagonal final conquistado pelo Noroeste.

Em 1954 o time de Araraquara sequer passa da 1ª Fase.

Somente em 1955, o sonho se torna realidade.

Num campeonato que só foi terminar em abril do ano seguinte, a Ferroviária goleou seu maior rival, o Botafogo por 6 a 3, na Fonte Luminosa lotada e assim, garantiu o acesso à Série A1 do Paulista conquistando seu primeiro título na história.

Em 1959, a Ferroviária fez sua melhor campanha num Campeonato Paulista da Primeira Divisão, alcançando o terceiro lugar.

No início dos anos 60, a Ferroviária consquitou destaque no cenário esportivo do país.

Foi a época de ouro do time, quando sua torcida criou raízes e suas cores começaram a ser temidas pelos adversários.

Em 1960, vencera o famoso time do Santos de Dorval, Zito, Pagão, Pelé e Tite. Tomaram de quatro a zero com Pelé e tudo.

Ainda em 1960, excursionou pela África e Europa e em 1963 e 1968, pelas Américas Central e do Sul.


Nos anos 70 o time manteve as boas atuações pelo paulista, oscilando grandes times, como o de 1971, 77 e 78 e times fracos como o de 1972.

Time de 1971

Os anos 80 começam com tudo, e logo em 1980, na disputa da Taça de Prata (a série B da época), o time realizou uma boa campanha chegando às disputas de uma das semifinais contra o CSA. Disputou essa competição também em 81.

Em 1983, o time disputou a série Ouro (o brasileirão), e ficou em 12o lugar, entre 40 equipes.

Os anos 90 trouxeram a realidade do futebol moderno para Araraquara. Enquanto o sistema de transporte extinguia as linhas ferroviárias, os custos do futebol quase acabaram com o time.

Em 1994 foi vice campeã da série C, disputando a série B em 1995 e 1996, quando desistiu de disputar a série B.

Ainda em 96, a Ferroviária venceu apenas uma partida np paulistão e foi rebaixada para a Série A2. Achei um vídeo de uma derota para o Palmeiras:

Na Série A2, em 1997, a Ferrinha continuou em queda livre e foi rebaixada para a Série A3 em 1998, com o time:

Time de 1997

A pane na locomotiva não parou por aí, e por mais dificil que fosse acreditar, a Ferroviária alcançou a série B1 (quarta divisão).

A virada  começou em 2001, com o acesso à A3. Mas empacou em 2003, com o retorno à B1.

Os anos 2000 pareciam fulminar o futebol em Araraquara, e como resposta, em 2004, o clube se tornou empresa, denominada Ferroviária S.A.

A primeira campanha sob a nova direção foi marcada por goleadas e assim, o time garantiu o acesso à Série A3.

Em 2006 conquistou o título da Copa Federação Paulista, com acesso à Copa do Brasil no ano seguinte.

Em 2007, conseguiu deixar a Série A3 do Campeonato Paulista e depois de 10 anos, voltou para a Série A2.

Em 2009 foi novamente rebaixado, disputando a Série A3 atualmente (2010), com o time abaixo:

O mascote da Ferroviária, como não poderia deixar de ser, é uma locomotiva:

O tradicional Hino da Ferroviária pode ser ouvido no vídeo abaixo:

O estádio Fonte Luminosa, onde a Ferroviária manda seus jogos agora é municipal.

Recentemente passou por grandes reformas transformando-se numa arena multiuso. A nova capacidade é de mais de 20.000 torcedores, todos os lugares com cadeiras.

Vale a pena ver a torcida apoiando o time:

Apóie o time da sua cidade

Antes que alguma grande rede de supermercados o compre!

69- Camisa do Borussia Dortmund

Enquanto eu não acabo de escrever sobre o nosso rolê por Buenos Aires, vamos dar sequência às Camisas do blog. Mas fique tranquilo, que logo eu continuo a série “Rolê por Buenos Aires”… 

A 69a camisa de futebol da coleção, rumo às 1.000 camisas vem do outro lado do oceano, da terra da cerveja!

Trata-se da camisa do Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund, também chamado de Borussia Dortmund.

Borussia é o nome antigo do estado da Prússia, e Dortmund é o nome da cidade onde ele está sediado.

Dortmund é uma cidade antiga, grande e bastante diversificada culturalmente.

Parte siginificativa da população é formada por migrantes ou imigrantes que buscam universidade ou trabalho.

Combina aspectos tecnológicos de última geração com monumentos, igrejas e arquitetura de centenas de anos…

O Borussia Dortmund é considerado um dos grandes times da Alemanha, e conta com uma das maiores torcidas do país.

O clube já nasceu tendo que lutar contra as adversidades, uma vez que foi fundado por jovens católicos, em 1909, numa região de maioria protestante.

Durante as décadas iniciais ainda teve que conviver com o sucesso do seu rival, o Schalke 04, com quem faz o “Clássico do Vale do Ruhr”.

O Rodrigo, irmão da Mari, acompanhou o clássico em 2008, veja as fotos:

Muitas bandeiras pelas arquibancadas e até dentro do campo…

O estádio por lá está sempre cheio, é até um pouco difícil conseguir ingressos.

Voltando à históra do clube, é inegável a triste lembrança da época do Nazismo, quando o time foi tomado por pessoas do Partido Nazista e teve vários funcionários assassinados pela Gestapo por se oporem ao regime.

Em 1947, após o fim da guerra, as coisas começaram a melhorar. Veio o primeiro título importante, batendo o Schalke na final da Copa da Vestefália.

Nos anos seguintes, o Borussia ganharia mais três Campeonatos Alemães, em 1956, 1957 e 1963, além da Copa da Alemanha, em1965.

Com o título de 65, o clube teve acesso a disputar no ano aseguinte, a Recopa Européia, sagrando-se campeão (primeiro clube alemão a ganhar uma competição européia). Abaixo o ingresso da final:

Nos anos setenta e oitenta, o clube passou por uma série crise, chegando inclusive a disputar a segunda divisão.

Entretanto, em 1989, ganhou novamente a Copa da Alemanha, encerrando um longo período sem títulos.

Nos anos 90, venceu dois Campeonatos Nacionais (1995 e 1996), além da Liga dos Campeões de 1997 e o Mundial Interclubes no mesmo ano.

Foi a época mais gloriosa do clube. Como retorno para a torcida, o clube investiu fortemente na expansão do Westfalenstadion, construindo o maior estádio da Alemanha, com capacidade para 80.000 espectadores. É conhecido também como “A Casa de Ópera do Futebol Alemão”.

Em 2002, o time conquistou novamente, o Campeonato Alemão.

E vale lembrar que esse time, além dos brasileiros  Ewerton e do Amoroso que estão no poster acima, ainda contava com o Dedé.

Entretanto, após esse título, o Borussia entrou numa crise financeirae teve que vender vários jogadores, enfraquecendo o timemas ainda assim mantendo seus fãs, como mostra sua média de público, uma das maiores do mundo, com cerca de mais de 80 mil torcedores por jogo.

Outra consequência da crise foi a parceria com a Companhia de Seguros Signal Iduna, que agora dá nome ao seu Estádio.

O time tem como mascote a abelha Emma:

Que também comparece aos jogos…

O hino do time:

O site oficial do time é www.borussia-dortmund.com , mas caso prefira, existe um grupo de brasileiros que mantém um blog dedicado ao time: www.bvbbrasil.blogspot.com

68- Camisa do Paraná Clube

A 68 camisa pertence ao time do Paraná Clube. Um time que mesmo jovem, nos acostumou a vê-lo disputando as principais divisões do futebol brasileiro e até internacional.

O clube nasceu de uma fusão entre dois times tradicionais, visando criar um super time com forte participação no cenário nacional.

Um dos times era o Colorado Esporte Clube, que segundo alguns amigos, possuia a 3a maior torcida do estado.

O outro time era o Esporte Clube Pinheiros que possuia em seu currículo nada menos que 3 títulos estaduais.

Assim, em dezembro de 1989 (ano em que o Raul morreu), nascia o Paraná Clube.

A primeira década de existência foi de pura alegria, já que o Paraná Clube conquistou seis campeonatos estaduais, o primeiro deles, em 1991, sob o comando do polêmico técnico Sérgio Ramirez, com o time:

Em 1993, o segundo título estadual:

Em 1994, o terceiro:

Entre 1995 e 1997, o Paraná conquista mais três títulos, que sugeriam uma nova supremacia no futebol paranaense.

Em 1997, a “máquina paranista” deu uma parada e não conquistou mais nenhum estadual até 2006, quando novamente levantou o caneco para a alegria dos torcedores…

No âmbito nacional, em apenas 3 anos, o Paraná Clube saiu da série C para a A, sendo campeão da série B, em 1992, em cima do Vitória-BA.

Reveja o gol do título:

Ainda em 92, o time chegou até as oitavas de final da Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Grêmio. Em 1995, o Coritnhians seria o algoz, desta vez, nas quartas de final, assim como em 1996, quando a eliminação se deu frente ao Palmeiras e em 1998, quando outro Paulista, desta vez o Santos, eliminou o Paraná.

Em 2000, foi campeão do módulo amarelo da Copa João Havelange. Relembra alguns desses momentos:

Internacionalmente, o Paraná Clube chegou a disputar a Copa Conmebol, a Sulamericana e a Libertadores da América (2007).

Manda seus jogos no Estádios Durival Britto e Silva (Vila Capanema).

Eu e a Mari estivemos por lá, no fim de 2008, mas infelizmente o responsável não nos deixou entrar para fazer fotos internas.

Uma pena, que infelizmente ainda tenha tanta gente com mentalidade idiota no futebol brasileiro.

Até parece que eu ia… sei lá.. roubar um pedaço de grama, ou mostrar uma imagem que ninguém conhecia…

Vale lembrar que o Paraná Clube possui também o Erton Coelho Queiróz (Vila Olímpica).

Encontrei um vídeo no youtube homenageando o clube, vale a pena ver:

O mascote do time é a gralha-azul, que aparece inclusive no brasão do time.

O interessante é que o primeiro registro do clube foi feito numa reunião num almoço e acabou sendo resumido numa folha de guardanapo:

O hino do time tentou reunir os slogans dos dois clubes.

O site oficial do time é www.paranaclube.com.br

Pra finalizar, como há tempos não faço, que tal comemorar um gol em meio à torcida Paranista:

Apóie o time de sua cidade!

Ou aceite a Beyonce como referência cultural para você e sua família.

67- Camisa do Rio Claro

A 67a camisa a ser postada é uma camisa comemorativa aos 100 anos do time do Rio Claro, presente do sr. Nevoeiro, prefeito da cidade de Rio Claro, também conhecida como a “Cidade Azul”, no interior paulista.

Rio Claro possui uma série de atributos (principalmente ecológicos) que fazem valer apena conhecê-la, veja um pouco mais no site www.visiterioclaro.com.br.

Eu conheci a cidade alguns anos atrás quando fui tocar com a banda “Tercera Classe” no bar Kenoma, antigo reduto do rock, na cidade.

Mas, falando de futebol, o Rio Claro Foot-Ball Club foi fundado em 9 de maio de 1909 por trabalhadores da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, sendo um dos clubes mais antigos do estado.

Desde aquele tempo, o mascote do time é o Galo Azul.

E é uma boa hora para citar seu maior rival, o Velo Clube (também da cidade de Rio Claro) que tem como mascote um Galo Vermelho.

De 1909 a 1914 o Rio Claro mandou seus jogos no Estádio do bairro Cidade Nova.

A partir daí, até 1930 jogou no Estádio do Grêmio Recreativo dos Empregados da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, campo que existe até hoje (veja o site do clube: www.gremiocp.com.br).

Assim como vários outros times que já apresentei por aqui, o Rio Claro também teve seu início muito ligado è estrada de ferro.

Em 1931, foi construído o Estadio Municapal da Rua 7, que mesmo sendo Municipal, tinha uso prioritário para o time.

Ali, o Rio Claro , onde foi campeão regional por quatro vezes, em 1931 (o time da foto abaixo), 1935, 1936 e 1937.

É impressionante ver quanta gente apoiava os times do interior, décadas atrás. Na foto abaixo, de 1947, dá quase pra sentir a vibração do pessoal presente…

Abaixo, imagem de 1948, de um jogo contra o XV de Piracicaba.

A partir de 1973, o Rio Claro passa a utilizar o estádio Dr Augusto Schmidt Filho, e até os dias de hoje, essa segue sendo a casa do Galo Azul, com capacidade para 16 mil pessoas.

O destaque é que para a inauguração do Estádio foi realizado uma série de três jogos:

Rio Claro 1×2 Corinthians

Rio Claro 1×0 São Paulo

Rio Claro 1×0 Velo Clube

E adivinhe qual foi o maior dos públicos? O da partida entre Rio Claro e Velo Clube.

Abaixo uma imagem da zaga do time, de 1973:

E aqui a torcida em 1973, mostrando que houve sim uma época em que a paixão do brasileiro pelo futebol era maior que qualquer outra coisa…

Abaixo, na época das cabeleiras diferentes, o time de 1976:

Nos anos 90, o clube procurou fazer parcerias para disputar o paulista, e por meio de uma dessas parcerias, sabe quem chegou a ser Coordenador de Futebol do time?

A última década (os anos 2000) foram marcados com vários acessos.

Em 2001, o time subiu da extinta série B-2 para a Série B-1.

Em 2002 , com o título da Série B-1 veio o acesso à Série A-3.

De 2003 até 2005 o Azulão disputou a terceira divisão foi disputada, até que veio o acesso à Série A-2.

E já no ano seguinte, em 2006, o Rio Claro veio o sonhado acesso à Série A-1 do Paulistão, conquista feita pela primeira vez em sua longa história.

Em 2008, uma má campanha levou o Azulão de volta à série A2, mas já em 2009, em pleno centenário, o Rio Claro obteve o acesso à Primeira Divisão Paulista, que disputa atualmente (2010). O time de 2009:

O site oficial do time é: www.rioclarofc.com.br

Mas vale a pena conhecer o trabalho feito pela sua torcida, acessando o www.torcidasangueazul.com.br

Aliás, veja o belo vídeo dos 10 anos da torcida:

Para este post contei com a ajuda do pesquisador e torcedor José Carlos Arnosti, que junto de outro apaixonado pelo Rio Claro, escreveram um livro retratando a história do time.

Em breve o conteúdo do livro será disponibilizado em www.memorialrioclarofc.com.br

Apoie o time de sua cidade!!

Ou perca a chance de passar 90 minutos ao lado do seu filho durante toda a vida

66- Camisa do Joinville

A Camisa 66 é mais uma representante do estado de Santa Catarina (alias, pra quem não deu atenção quando escrevemos sobre o time do Imbituba, eles chegaram na primeira divisão Catarinense…).

E na verdade não se trata de apenas uma, são duas, as minhas camisas do Joinville Esporte Clube. A segunda foi presente do grande amigo Rodrigo Ratier, atleta do tradicionalíssimo Garotos Podres e editor da Nova Escola!

O Joinville Esporte Clube foi fundado em 1976, a partir da fusão do departamento de futebol das equipes de América e Caxias, ambas da bela cidade de Joinville.

O Joinville tornou-se um dos maiores clubes de Santa Catarina, tendo conquistado 12 títulos estaduais, sendo o primeiro deles, logo no ano de estréia do clube, com o time abaixo:

Se no ano seguinte, o time não chegou ao título, os 8 anos seguintes tornariam-se memoráveis para a torcida do JEC, graças ao octacampeonato conquistado entre 1978 e 1985.

O time de 1978 você conhece agora:

O de 79, também tem foto de campeão:

O de 1980 é em preto e brancp, mas vale pelo registro histórico:

O de 81 também:

Fico devendo os esquadrões de 82 e 83, mas o de 84 segue abaixo:

Sobre o título de 1985, encontrei um vídeo no youtube, se liga:

Depois do octagonal ainda viriam os títulos de 1987 e o bi-campeonato 2000 e 2001.

Além disso, o JEC disputou a série A por diversas vezes, com destaque para o ano de 1985 quando ficou na oitava posição.

O maior ídolo da torcida Jequeana de todos os tempos foi o atacante Nardela, que jogou de 1980 a 1994, se constituindo no maior artilheiro do clube com 130 gols.

Assim como a gente fez pro Santo André (ouça no www.myspace.com/foradejogo), o Joinville também ganhou uma versão Rock para seu hino, para ouví-la, clique aqui

O mascote do time é o “Jack Coelho“:

Possui um belo estádio, a “Arena Joinville”:

O site oficial é www.jec.com.br mas sugiro uma visita ao blog http://www.soujec.com.br feito por torcedores e por isso, mais “emocionante”.

Existe um documentário feito sobre o time bem legal, confira:

E já que você está aqui na net, dê uma visitada no blog http://www.mcnishph.blogspot.com só sobre o futebol catarinense.

Pra terminar, uma visão do que é comemorar um resultado com a torcida do JEC!

Apoie o time da sua cidade!

65- Camisa do Volta Redonda

A 65a camisa da coleção vem do Rio de Janeiro, e mesmo sendo da “terra do calor”, é uma camisa de mangas compridas, muito bonita e pertence ao Volta Redonda Futebol Clube.

Acabei de ver a apresentação da camisa para 2010 e as faixas voltaram a ser verticais, o que eu acho uma pena.

O time defende as cores, as pessoas e o nome da cidade de Volta Redonda e é também chamado de Voltaço, devido a atuação econômica da cidade, a siderurgia.

As origens da cidade de Volta Redonda são do ínicio do século XVIII, por volta de 1727, quando jesuítas residiram na região e formaram a Fazenda Santa Cruz, que servia de descanso para quem fazia a rota Rio de Janeiro/ São Paulo.

O curioso nome da cidade foi dado por garimpeiros que achavam diferente a curva do Rio Paraíba do Sul.

O site oficial do time é  www.voltaco.com.br .

Nos anos 70, a ditadura militar considerava Volta Redonda como Área de Segurança Nacional, devido ao potencial revolucionário que ofereciam os milhares de operários da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

Potencial que virou realidade em 1988, quando os operários da CSN realizaram uma das maiores greves da história do Brasil.

Os cerca de 8 mil operários enfrentaram a polícia e o exército.

O resultado? 3 mortos e vários feridos após uma ação de invasão do exército.

Mesmo assim, a greve não teve fim e ainda contou com o apoio de 12 mil pessoas da comunidade, que de mãos dadas foram mostrar seu repúdio à ação militar.

A greve só foi terminar após novas negociações e a obtenção de parte dos direitos desejados.

Anos mais tarde a CSN seria privatizada e cerca de 70% de seus funcionários demitidos.

Aos “fuzilados da CSN” fica o registro eterno feito pela banda “Garotos Podres” (só a música é deles, o clip foi feito por algum fã):

E foi em torno da paixão esportiva dos operários da CSN que o futebol se desenvolveu na cidade.

Vale lembrar que de 1960 a 1975 existiam dois estados distintos: Guanabara e Rio de Janeiro, por isso só em 1979, as duas federações se unificaram e tornou-se necessário escolher um dos clubes da cidade para representar Volta Redonda no estadual.

E assim, em 09 de fevereiro de 1976, o até então “Clube de Regatas Flamengo de Volta Redonda”, agora “Volta Redonda Futebol Clube” com as cores preto, branco e amarelo e o distintivo inspirado no município se tornou o clube profissional da cidade.

Enfim, a cidade teria o seu representante no Campeonato Carioca.

Alguns times da época:

Abaixo, o time de 1976:

Mais uma equipe que jogou os anos 70:

A primeira partida do Volta Redonda no estadual foi uma vitória 3 a 2 contra o Botafogo, no Estádio Raulino de Oliveira (devidamente reformado pelos operários da CSN e agora comportando 25 mil torcedores).

O Volta Redonda participou de três brasileirões (Série A), em 1976, 1977 e 1978.

Em 1987, o Voltaço conquista a segunda divisão carioca de 1987, veja as fotos:

O título da segu7ndona carioca seria conquistado novamente em 1990.

Foi campeão da Copa Rio em 1994, 1995, 1999 e 2007 (aliás é o maior ganhador dessa competição. Não conhecia a Copa Rio? Veja mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_Rio).

Em 1995, foi Vice Campeão Brasileiro da Série C, quando perdeu o título para o XV de Piracicaba.

Em 2004, conquista novamente a segunda divisão do Campeonato Carioca.

Já em 2005, chega ao vice-campeonato estadual, tendo conquistado a Taça Guanabara (perdeu o título para o Fluminense).

Vale a pena conferir o clip feito pela torcida para 2005:

O mascote do Volta Redonda é a Jaguatirica:

Ouça o hino do clube:

Manda seus jogos no Estádio Estádio Raulino de Oliveira:

Faça um tour virtual pelo estádio, clicando aqui.

Possui uma torcida presente, ainda bastante familiar e que tem muito carinho pelo time, mas sofre com a questão dos torcedores mixtos, devido à proximidade com a capital.

E possui várias organizadas, como  a TOV (Torcida Organizada Voltaço), Império Jovem e a rapaziada da Super Jovem do Voltaço, que encerra esse post:

Apóie o time da sua cidade!

64- Camisa do Club Aurora

Que tal começar 2010? Estão prontos? Então vamos lá!

A 64 Camisa da coleção é novamente de um time Boliviano (veja o post sobre as camisas da Seleção Boliviana e do Oriente Petrolero aqui), o Club Aurora.

A Bolívia de tantas culturas, tantas riquezas, tantas diferenças sociais e em cuja seleção nacional joga “Pablo Escobar”, ídolo da torcida do Santo André (mesmo tendo deixado o clube este ano).

O time foi fundado em maio de 1935, na cidade de Cochabamba.

Nasceu pela iniciativa de um grupo de jovens estudantes que criaram o time com a idéia de ser um time mais popular. A cor do céu daquele dia serviu de inspiração para as primeiras camisas:

 

Naquela época, além de futebol, o Aurora também dedicava-se ao basquete.

O tempo passou rápido e em 1960, o Aurora celebrou suas “Bodas de Prata”. Haviam se passado 25 anos de existência com direito a duas participações no Campeonato Profissional da Associação de Futbeol de La Paz, colaborando para fortalecer o chamado “Time do Povo”.

Em 1964, o time alcançou o direito de disputar sua primeira Copa Libertadores de América, onde marcou apenas um ponto, num empate em casa contrao Cerro Portenho. Naquele ano, houve um fato curioso, os diretores do time foram agredidos por jogadores e torcedores ao informarem que pretendiam trazer reforços do time rival (Wilstermann).

Após muitos anos disputando torneios de divisões inferiores (após ser rebaixado em 1998), o Aurora retornou com força total ao futebol em 2003, graças ao título conquistado em 2002 (Copa Símon Bolívar), com o time:

Em 2004 puderam disputar a Copa Sulamericana.

Em 2008 saíram campeões do Clausura, voltando assim a Libertadores, dispurtada no ano seguinte. 

Manda seus jogos no Estádio Felix Capriles, que tem capacidade para 35 mil torcedores.

Vale lembrar que foi no Aurora que o meu xará Mauricio Baldivieso fez seu jogo de estréia, aos 12 anos de idade tornando-se assim o jogador mais jovem a disputar uma partida oficial na América do Sul. Lembram dele?

No fim das contas o garoto e seu pai (até então treinador da equipe) acabaram saindo do clube.  Ao ser informado que a diretoria não teria concordado com a escalação, o pai respondeu: “Si ustedes no lo quieren a mi hijo, no me quieren a mí”. Veja como foram os poucos minutos de participação, onde pouco fez, além de levar uma chegada forte do zagueiro rival:

Assim, o famoso Mauricio aos 13 anos encerrou sua rápida carreira e agora se dedica aos estudos.

“Los extranjeros nos valoran más que los de nuestro país”, disse o garoto ao ver a multidão de reporteres de diverosso países babando por noticias estranhas.

Sua torcida é tão apaixonada quanto se pode ser pelo time de sua cidade:

O site oficial do clube é www.clubaurora.com.bo

63- Camisa do Quilmes Atlético Club

63a camisa da coleção vem da minha amada Argentina, terra onde ainda vou morar um dia!

Peguei essa camisa numa loja, do famoso bairro “Once” (o “Bom Retiro” de Buenos Aires). Paguei 18 pesos (uma pechincha) por essa réplica muito bonita!

O time em questão é o Quilmes Atlético Club, que representa Quilmes, uma cidade da província de Buenos Aires. É como uma cidade satélite, encostada a Bs As.

É nesta cidade que se produz a cerveja Quilmes (veja alguns comerciais no post que fiz sobre a camisa da seleção Argentina):

Por isso mesmo, o apelido do time e dos torcedores é “Cervejeiro”.

Embora a cidade de Quilmes seja um lugar bem legal para se visitar, eu nunca estive lá… Mas.. nunca é tarde!

O time nasceu em novembro de 1887, como um clube de cricket e é considerado um dos mais antigos da Argentina.

Entretanto, como só existem documentos datados de 10 anos mais tarde (1897), existe muita discussão sobre a data correta.

Suas cores são o azul e branco, conforme pode se ver logo de cara, em seu brasão:

O começo do Quilmes teve uma cara mais britânica que sulamericana. Só eram aceitos sócios de origem inlgesa, e o cricket era o esporte mandante.

O futebol só foi aparecer em 1898, graças a alguns ingleses futeboleiros que ingressaram no clube, enquanto que sócios argentinos só foram fazer parte do clube no início do século XX.

Logo em 1912, ainda no amadorismo, conquistou seu primeiro título argentino; “Campeão da Associação Amadora”, com o time abaixo:

Em 1931, quando o futebol profissional surgiu na Argentina, o Quilmes decidiu profissionalizar-se e assim disputou o primeiro torneio profissional do país.

Veja abaixo o time de 1932:

Em 1937 foi rebaixado para a Segunda Divisão, de onde retornaria mais de 10 anos depois, em 1949, com o título de Campeão da Primeira B, com o time:

Em 1951, nova queda à Primeira B, onde ficou mais 10 anos, saindo com o título de 1961 (na verdade o campeão foi o Newell’s Old Boys, mas uma investigação conseguiu comprovar uma “mala branca” do time de Rosário, dando o título ao time cervejeiro).

Infelizmente a permanência foi breve e já em 1962, o time volta à Primeira B.

Em 1965 um vice campeonato traz o Quilmes de volta à primeira (o Colón foi campeão).

Mas, em 1970 nova queda a B, de onde retornaria em 1975, com mais um título! (San Telmo foi o vice).

Em 1978, o time conquista o título maisimportante de sua história, o do Campeonato Metropolitano, e com isso consegue acesso à sonhada Libertadores de América.

Em pé: Fanesi, Palacios, Milozzi, Gáspari, Zárate y Medina. Agachados: Milano, Bianchini, Andreuchi, Gómez y Salinas.

En 1979, disputou a Copa Libertadores de América num grupo que tinha o também argentino Independiente e os colombianos Deportivo Cali e Millonarios, mas não conseguiu se classificar para a segunda fase. No ano seguinte, voltou a Primeira B após uma campanha fraca.

Em 1981, Quilmes mostra que é o rei do sobe e desce e retorna à primeira, sendo vice campeão (o campeão foi o Nueva Chicago).

Já 82 foi o ano dos extremos. No primeiro semestre realizou belíssima campanha e foi vice campeão conseguindo o acesso ao torneio nacional, entretanto, no segundo, conseguiu ficar em penúltimo caindo para a Primeira B.

Em 1986 surge o torneio Nacional B, e como o Quilmes não conseguiu disputá-lo, teve que jogar o equivalente à terceira divisão argentina. O processo de divisão lá é diferente do nosso, como você já deve ter percebido.

Assim, o título conquistado na temporada 1986/87, da Primeira B dá acesso ao Nacional B.

Como comemoração do centenário, em 1987, o Presidente José Meiszner promete a construção de um novo estádio, que só viria a se concretizar anos mais tarde. No jogo de estréia, em 1993, houve uma partida entre o time de 1978 contra uma equipe que reuniu jogadores de todas as épocas do time.

Mas vamos ver o estádio que o time mandava seus jogos até então, o “Guido e Sarmiento”:

A temporada 1990/91 é mais uma feliz campanha do Quilmes. Com a conquista do campeonato Nacional B, é hora de voltar a Primeira Divisão.

Mas, adivinhe… Na temporada seguinte… Novo rebaixamento, e a volta ao Nacional B.

A partir da temporada 1995/96, o estádio Centenario torna-se a casa do Quilmes. Veja um pouco como é a atual casa do time:

Nas temporadas 1999/2000 e 2000/01 mesmo sendo vice campeão da Primeira B Nacional, não conseguiu o acesso pois perdeu o jogo de decisão contra o Belgrano, o acesso só viria na temporada seguinte ao vencer o Argentinos Juniors, na decisão.

Na sequência, o time alcançou a Libertadores ao terminar na quinta colocação da temporada 2003/04, com o time abaixo:

Em 2005, após eliminar o Colo-Colo na chamada “Pré Libertadores”, o time argentino caiu no grupo do Sao Paulo, Universidad de Chile e The Strongest. Pra quem não se lembra foi aquele ano que ficou marcado pela acusação de racismo do Grafite contra o Desabato. Novamente o time não passou da primeira fase. 

Nas temporadas seguintes o time teve um mal desempenho, mas manteve-se na primeira divisão até a temporada 2006/07, quando voltou para a Primeira B, onde segue até então.

Vale destacar a amizade que o time e a torcida tem com o time Chicago, antigo rival. A amizade nasceu no início da década de 70, auge do peronismo, que estava bastante presente nos sindicatos. E como os sindicatos possuiam torcedores de ambos os times, dentro deles foi surgindo um maior relacionamento entre torcedores dos dois times e que acabou sendo oficializado nas arquibancadas. A amizade chegou a prestar ajuda num momento difícil, quando após um acidente com o onibus do time cervejeiro, em 1984, torcedores do Chicago se colocaram prontos a ajudar no transporte dos machucados para o hospital.

 

Achei um site aparentemente mantido por torcedroes muito legal: www.cervecero.com.ar

Um pouco da visão das arquibancadas :

E que tal olhar umas fotos da torcida Cervejeira e do dia a dia do time ao som de… Roberto Carlos??? (Calma, que é na versão do A77aque!!):

Para maiores informações, o site oficial do time é www.quilmesaclub.com.ar 

Apoie o time da sua cidade!