76- Camisa do Figueirense

A 76ª camisa da coleção novamente nos remete à Santa Catarina, mais especificamente à Florianópolis…

A camisa pertence a um dos mais tradicionais times do estado, o Figueirense!

O time foi fundado em 12 de junho de 1921 por Jorge Albino Ramos  e um grupo de amigos apaixonados por remo e pelo futebol, num momento em que o futebol passava por um momento de declínio em Florianópolis.

O nome Figueirense Futebol Clube foi uma homenagem ao local onde se reuniam para planejar a criação do clube,  a localidade da Figueira, onde por muito tempo havia uma enorme figueira .

Uma dos primeiros times que se tem registro iconográfiuco é o de 1924:

A década de 30 foi a década em que o maior número de títulos foram conquistados.

Um jogador que marcou a época foi Carlos Moritz, conhecido como Calico. Foi o jogador que por mais tempo vestiu a camisa do Figueirense.

Abaixo, Calico em foto no fim da década de 90. Ele viria afalecer no ano 2000.

A Década de 1940 também foi marcante na história do alvinegro, com novos títulos estaduais e Campeonato da Cidade.

Em 1945 o empresário e desportista Orlando Scarpelli, durante seu mandato como presidente do clube, doôu ao Figueirense a área onde seria construído o Estádio que leva seu nome, e se o Estádio é bem conhecido, que tal conhecer o Orlando original? Aí está…

Os anos 50 foram marcados pelas obras de construção do Estádio e consequentemente, houve  uma seca nos títulos.

A década seguinte truxe logo de cara a inauguração parcial do Estádio do Figueirense, em 1960 com o jogo: Figueirense 1 a 1 Clube Atlético Catarinense.

Nos anos 70, o Figueirense conquistou a vaga para disputar o brasileirão, tornando-se o primeiro clube catarinense a fazê-lo. Torcida e jogadores não podiam acreditar!

Assim, em 1973, o Figueira disputou o brasileirão com o time abaixo:

Além disso, nos anos 70, conquistou dois estaduais. O de 1972, tendo a taça levantada pelo capitão Casagrande:

E o de 1974, com o time abaixo:

A década de 80 levou o Figueirense à Taça de Prata, em 1985 e à Segunda Divisão do Campeonato Catarinense, em 1987.

Já os anos 90 trouxeram mais um título estadual, em 1994 e no ano seguinte o título do Torneio Mercosul, disputado por clubes catarinenses, paranaenses, uruguaios e paraguaios.

Em 1999, chega ao clube um modelo de gestão, focado na reorganização e modernidade administrativa, como presente, o clube conquista o Campeonato Catarinense, fazendo a final contra o seu maior rival Avaí. O time que venceu foi este aí abaixo:

A primeira década do século XXI trouxe logo de cara mais três estaduais (2002, 2003 e 2004), além do Vice-Campeonato da Série B de 2001, que garantiu o time de volta ao brasileirão do ano seguinte.

Daí em diante, parecia que o Figueirense havia acertado o pé!.

Passariam pelo time o atacante Evair, os meias Fernandes e Sergio Manoel, além do sempre polêmico Edmundo, o Animal.

Em 2006, veio mais um Campeonato Catarinense .

Mas o grande momento ainda estava por chegar. Em 2007 o time chegou à final da Copa do Brasil, contra o Fluminense. No primeiro jogo, um 0x0 em pleno Maracanã…

Mas… no jogo de volta, uma derrota em casa fez o sonho de disputar a libertadores ir por água abaixo…

Em 2008, outro título estadual, enfrentando na final, o Criciúma.

Entretanto, para a surpresa de todos, no final do ano o clube foi rebaixado à Série B do Campeonato brasileiro, onde está até o momento (ano de 2010).

Já que falamos sobre o Estádio Orlando Scarpelli, achei algumas fotos do estádio pela net, veja que bela cancha:

O Estádio está localizado no bairro Estreito, na parte continental da cidade de Florianópolis.

Sua capacidade é de 19.069 pessoas, mas já chegou a receber 26.660 pessoas em 1975, no jogo Figueirense 0x1 Vasco/RJ.

E por fim, uma mostra do fanatismo e dedicação de sua torcida:

O site oficial do clube é: www.figueirense.com.br

Apoie o time de sua cidade!

Na série A, B, C ou D…

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Sobre a bola do Paulistão 2010

Todo mundo que gosta de futebol gosta de bola, é claro.

E depois de muita correria, enfim consegui as informações sobre a bola oficial do Paulistão 2010, da Topper!

 

Segundo a marca, além de ter um design arrojado, ela foi desenvolvida com novo material exclusivo, que a deixa mais macia e com maior aderência.

A bola usada no campeonato é a KV 12 Campo 5th edition. (por quê um nome assim, né? Não podiam lançar umas bolas comemorativas … tipo… Inter de Limeira 1986…)

É o sétimo ano consecutivo que a Topper é a marca esportiva oficial da Federação Paulista de Futebol, fornecendo as bolas da competição (nas 4 séries, A1, A2, A3 e B).

A KV 12 Campo 5th edition tem as cores da bandeira do Estado de São Paulo, com destaque para os tons amarelo e vermelho.

O modelo é uma reestilização da bola do último Paulistão.

Os principais diferenciais na arte da nova KV 12 são a malha metalizada da Topper aplicada em seus gomos, tornando o produto com identidade mais proprietária da marca, e os grafismos com percepção de profundidade. 

A microfibra exclusiva é um material desenvolvido no Japão, oferecendo resistência e maciez aos chutes, cabeçeios, defesas e seja lá o que os atletas foram fazer…

Além disso, tem filamentos específicos que além de deixá-la mais macia, também proporciona maior aderência, permitindo aos pernas de pau um maior controle sobre a bola e oferecendo maior segurança aos goleiros.

Outro diferencial do modelo está na tecnologia technosoft, sistema exclusivo de amortecimento e redução de impacto que, localizado entre o forro e o laminado da bola, garante mais conforto e elasticidade na hora do chute.

Ah, e por ter apenas 12 gomos, a KV 12 tem também menor atrito e resistência ao ar, proporcionando assim maior eficiência no controle de passes, lançamentos e chutes de curta, média e longa distâncias. 

A estrutura da nova bola é confeccionada com fios de nylon em sistema radial, que asseguram excelente resistência à deformação ou ruptura.

A câmara de ar é desenvolvida em borracha butílica, composto que mantém a esfericidade e evita a perda de ar, garantindo assim maior impermeabilidade e a pressão ideal por mais tempo. Já o laminado que reveste o produto é fabricado em microfibra importada, que proporciona mais maciez.

Para os pobres mortais (no caso, ricos), o preço de venda sugerido é de R$ 199 …

Pra quem quer saber mais (pô, mas depois de cada detalhe que eu arrumei, o que mais você quer saber…), contate a própria Topper:  AMC – Atendimento Master ao Cliente  São Paulo: (11) 3045 5522 – Outras localidades: 0800 70 70 566 ou www.topper.com.br

Abraços!

Published in: on 28 de abril de 2010 at 6:09 PM  Comments (1)  
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Ramalhão na final…

Domingo, pude enfim vivenciar uma final de Campeonato Paulista, com o meu Santo André… Vários ônibus foram preparados para levar a “onda azul” até o Pacaembu, palco do primeiro jogo da grande final.

Após sairmos de diferentes locais, todos os ônibus se concentraram ao lado da CRAISA para a tradicional revista policial.

Em pouco tempo, estávamos na Avenida do Estado, em uma fila que parecia não ter fim, o sonho de todo torcedor Ramalhino…

A chegada foi tranquila, houve respeito mútuo (dentro dos limites) a cada cruzamento com torcedores do Santos. Em poucos minutos, a frente do portão de entrada do tobogã foi tomada por torcedores do Santo André…

As torcidas Fúria Andreense, TUDA e Esquadrão levaram as baterias para animar a festa.

Mas nem só de organizadas se fez a presença do torcedor. Centenas de carros foram do ABC até o Pacaembu, acompanhar o time do coração.

Não nego que novamente haviam muitos torcedores mistos, mas todos aqueles apaixonados pelo time estavam lá…

Veja como foi a ida ao estádio, no vídeo de “El Pibe” Gui:

Ali ao lado, a galera da Fúria levava o bandeirão pra dentro do Estádio.

Bandeirão que depois de aberto ficaria assim, às lentes de Gabriel Uchida (www.torcida.wordpress.com)

E lá estávamos nós…

Era até engraçado ver tanta gente tirando foto como que pra dizer “Existiu e eu estive lá!!!”

E eu e a Mari não podíamos deixar de registrar esse momento único até então em nossas vidas!

O Esquerdinha (um dos torcedores mais tradicionais do time) fez um trapo especial para o jogo!!

Não tenho dúvida que a emoção de ter participado da final contra o Santos, independente do resultado final, foi maior pro torcedor do Santo André do que um título paulista seria pra qualquer torcedor dos demais “grandes clubes”.

Foi bonito ver o encontro de diferentes gerações de Ramalhinos, os mais velhos recordando a caravana de 1981, quando mais de 10 mil pessoas sairam de Santo André para o Parque Antártica!

E o Pacaembu estava lindo! Dá pra se fazer cartão postal tirando foto de qualquer lugar, mas acho que o tobogã (embora tenha sacrificado a concha acústica do estádio) tem uma visão ímpar!

A torcida do Santos também fez bonito e presenteou o belo esquadrão santista com sua presença em massa!

Ali do nosso lado esquerdo estava muito engraçado.

Os caras começaram a pegar no pé de algum “gordinho  andreense” e me fez lembrar o vídeo do gordo do Rosário.

Até o pessoal do rolê psycho colou no jogo (aliás tinha de tudo na torcida domingo…)

O Mike (primo do Gui) conseguiu entrar em campo com os atletas. Fiquei com leve inveja…

E quanto mais lotava, mais bonito o palco ficava.

E lá vem o bandeirão do Santo André…

O tempo não passava, o jogo não começava, o sol queimava a beça e a gente ali… Esperando…

De repente, lá vai o Mike e o time pra campo…

O Santos demorou um pouco mais, aumentando a tensão, já extrema para os torcedores azuis…

Quando veio a campo, foi a vez da Torcida Jovem dar seu show, que bela bandeira, hein?

Bandeirão e várias bandeiras menores:

Como diz o Gui (e o Dead Fish), Somos nós contra todos! E por isso, o time entrou em campo com cara de estar bem unido!

Sabendo que nas arquibancadas, haviam alguns milhares de apaixonados pelo time de sua cidade…

Era tempo de começar o jogo… Por um momento todos se deram conta de quão longe havíamos ido e de quanta coisa o Santo André representava naquele momento.

Cada escanteio, cada ataque do Santo André (e foram muitos no primeiro tempo) mostrava a força do futebol dos chamados T-4 (times Paulistas menos os quatro grandes):

Me sentia como se representássemos um papel que merecia ser feito por torcedores do Inter de Limeira, do Xv de Piraciaba, do VOCEM, do Paulista de Jundiaí, da Ponte Preta, do Rio Branco, e de todos os clubes que marcaram suas presenças na história do Campeonato Paulista. Naquele momento não éramos apenas andreenses… 

Foi então que uma bola parada quase parou nossos corações… Bruno César fez Santo André 1×0.

Foi mais que um grito de gol.

Foi um grito de revolta a todos os jornalistas que durante a semana diziam que o Santo André não teria NENHUMA chance.

Não conseguia deixar de olhar o placar e imaginar o quanto os jornalistas teriam que se explicar. Afinal, o Santos era (e ainda é) o favorito, mas campeão, só após os dois jogos da final!

Fim do primeiro tempo, dá pra reunir a galera e fazer a foto histórica, do dia da final de 2010!

Começa o segundo tempo e… E vc sabe o que.

Em poucos minutos o Santos conseguiu virar o jogo, e ainda criar uma vantagem maior (3×1).

A torcida olhava e não podia acreditar…

Claro que sentimos o baque. Claro que o teto ruiu sob nossas cabeças. Não tem como não sofrer…

Do outro lado… Só felicidade.

O placar, agora triste, mostrava Santo André 1×3 Santos.

Aos poucos, o Santo André se recuperou em campo, mas logo perdeu o zagueiro Toninho, pelo segundo amarelo e consequentemente o vermelho.

O jogo seguiu truncado, e o Santo André, decidiu lançar-se ao ataque como um louco, o que abria as possibilidades do contra atauqe santistas.

E foi com esse brio, que o Santo André conseguiu o que ninguém esperava. Um gol. Os 3×2 para o Santos aumentou a vantagem do time do litoral, mas manteve viva a esperança do povo de Santo André.

Fim de jogo. Hora de voltar pra casa. Felizes e orgulhosos pelo feito. Uma derrota que por incrível quepareça, teve gosto de vitória. Ao sair do Pacaembu, olhei pra traz e vi quanta gente havia ido ao jogo…

Obrigado Santo André!

Obrigado Santos!

Nos vemos domingo!

Em busca do Estádio Perdido em Brasília…

É legal quando fuçando no meio de suas coisas antigas, você encontra fotos que te deixam orgulhoso do seu passado! 

Foi o que aconteceu semana passada, quando tentando livrar minha mãe de um caixote meu, que lembra o baú do Raul, encontrei meia dúzia de fotos de quando fui tocar em Brasília com minha banda, o TERCERA CLASSE

Uma viagem muito legal, que ficou gravada na nossa memória, mas na minha cabeça, tudo tinha girado tão somente em torno do Punk e tal, e não é que eu fui espertinho o suficiente pra registrar um rolê boleiro, em busca de um Estádio Perdido?
 

O Estádio Mané Garrincha foi inaugurado em 1974 e pertence ao Departamento de Esportes, Educação Física e Recreação do Distrito Federal. 

Uma homenagem, ainda em vida, para o jogador Mané Garrincha, porém, na época tinha 40 anos e, não estando em forma física ideal, não pôde atuar no estádio que leva o seu nome. 

Abaixo, numa foto com uma máquina beeeem tranqueira, Gustavo (hoje morando na Asutrália), eu (sigo no ABC) e o meu irmão Marcel (morando em Florianópolis): 

 

O Estádio foi usado como palco de alguns shows memoráveis, o primeiro deles em 1988, com a Legião Urbana, que ficou marcado como um dos mais polêmicos da banda, graças às várias tretas na platéia e às bombas caseiras lançadas no palco, o que culminou no fim do show. Centenas de jovens foram hospitalizados e os sobreviventes decidiram queimar em público os discos da Legião Urbana. Depois disso, a banda nunca mais se apresentou em Brasília, sua cidade natal. 

Foi lá também o último show dos Mamonas Assassinas. Após aquele show, eles pegaram o avião que se chocou contra a Serra da Cantareira, vitimando toda a banda. 

 

Mas em se falando de futebol, o Mané Garrincha é o principal Estádio do Destirto Federal e abrigou vários jogos do Gama e do Brasiliense. 

O estádio atualmente pode receber até 42.200 torcedores, mas já recebeu 51 mil pessoas, no jogo Gama x Londrina, em 1998. 

Para a Copa de 2014, planeja-se realizar as partidas sediadas em Brasília, para isso foi preparado um projeto de reforma, que irá durar três anos. 

Após as adaptações, a capacidade seria ampliada para 76.232 espectadores. 

 

Abraços!

Seguimos pelas canchas…. (aliás, em meia hora estamos indo pro Pacaembú ver a final…)

75- Camisa do Club Alianza Lima

A 75ª Camisa é mais uma das minhas camisas que veio do Perú, mais especificamente de Lima, capital do país.

E é incrível perceber como a cultura do “brasileiro padrão” sobre o futebol é tão limitada… Os times peruanos são praticamente desconhecidos pela maioria dos hinchas brasileiros.

Bom, é pra isso que eu escrevo esse blog… Então vamos à história do Club Alianza Lima.

O time foi fundado em 15 de fevereiro de 1901, com o nome de Sport Alianza, o nome Alianza Lima seria adotado posteriormente, por uma decisão popular.

É um dos clubes mais populares do Perú, mantendo acesa nos seus mais de 109 anos, a chama do amor no coração dos seus torcedores que o chamam carinhosamente de “Alianza Lima Corazón“…

No início de sua existência, a diversão era disputar partidas contra times como Atlético Chalacom, Independência, entre outros.

A primeira partida oficial, em 1929, foi contra o Jorge Chávez, no primeiro torneio organizado pela Liga Peruana de Futebol, numa década marcada pelas atuações do inesquecíveis jogador, “el maestro” Alejandro Villanueva, que junto de seus companheiros marcou a época como os “Negros Diablos“.

O sucesso internacional veio na década de 30, com um rolê feito pelo Chile, onde o clube teve ótimos resutados.

Os anos 40 apresentaram performances irregulares, somente em 1948 levantou uma taça.

Já os anos 50, marcariam o início do futebol profissional no Perú, destaque para a formação do time, de 1950:

Profissionalmente, a estréia do Alianza, em 1951 se deu numa vitória contra o Atlético Chalaco, por 2×1.

Os anos 60 trouxeram bons ventos ao time, já em 1962 trouxe um novo título nacional ao time, assim como seria em 1963 e 1965.

Em 1966, disputou a Copa Libertadores de América com o time abaixo:

Os anos 70 trariam uma nova geração de jogadores que conquistariam os campeonatos de 1975, 77 e 78.

O time de 1973:

O time de 1978:

Em 1976 disputou a Libertadores com o time abaixo:

A década de 80 foi marcada pelo triste acidente aéreo de 1987, onde faleceram todos os jogadores e comissão técnica, além de alguns torcedores. O time seguia bem para a conquista do título daquele ano.

Dez anos depois, em 1997, veio um novo campeonato.

O ano 2000 traz novamente a tristeza da morte ao clube, o volante Sandro Baylónes, também capitão da seleção Peruana sub 23 faleceu num acidente automobilístico.

2001 era o ano do Centenário, e além de vários reforços, o clube levou o brasileiro Paulo Autori para ser técnico do time, sem contar a presença do meio campo Palhinha. O time conquistou mais um Campeonato Nacional.

Em 2002, disputou a Libertadores no mesmo grupo de Cerro Porteño, Cobreloa e São Caetano, mas terminou em último, além disso foi convidado para disputar a primeira edição da Copa Sulamericana, sendo eliminado na terceira fase pelo Nacional, de Montevidéu.

Depois de 2002, ainda disputou a Copa Libertadores de América em 2003, 2004, 2005, 2007 e 2010, onde vem fazendo boa campanha, na liderança de seu grupo até o momento.

Destaque para a torcida Comando Svr, fundada ainda na década de 70:

Manda seus jogos no Estádio Alejandro Villanueva, com capacidade para 35.000 pessoas:

O site oficial do clube é www.clubalianzalima.com

Oi! Futebol na canela!

Não canso de rever esse clip…

Published in: on 21 de abril de 2010 at 9:08 PM  Deixe um comentário  
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Ramalhão na final do Paulistão

Pois é, eu evito ao máximo falar do meu time nesse blog (prefiro postar sobre o Ramalhão no blog da Globo), mas… acho que agora não tem jeito né?

O Santo André conseguiu desafiar os grandes e representa o orgulho dos clubes esquecidos pela mídia, numa final que todos insistem já ter o resultado definido.

Estivemos no jogo da semifinal para cobrir essa bela festa! “El Pibe” Gui, eu, a Mari e o Gabriel (esse pedaço de óculos no canto direito)!

O Grêmio Prudentino foi recebido com várias críticas ao modelo de Gestão adotado pela diretoria…

Mas, seus torcedores não se importam com isso, e viajaram quase 9 horas até Santo André para apoiar o forte time de Toninho Cecílio.

Com ingressos trocados por 1kg de alimento, ficou fácil encher o Estádio.

Acho legal a Prefeitura e a atual gestão mostrarem boa vontade para lotar nossas arquibancadas, mas só isso não é suficiente para formar torcedores de verdade!

Foi triste ver vários torcedores dos times grandes em nossas bancadas, num momento de festa… Mas, claro que ao mesmo tempo foi bonito ver o Estádio cheio. Quem sabe esse amor não se torna permanente…

A torcida do Ramalhão deu um belo show.

Destaque para a abordagem da Esquadrão Andreense assumindo-se oficialmente contrários ao Futebol Moderno.

Além das faixas, a Esquadrão entoou o já tradicional canto “Ódio Eterno ao Futebol Moderno” (por coincidência havíamos cantado o mesmo na Javari, no dia anterior (clique e veja como foi)

Fazia tempo que não via tanta gente na arquibancada…

Em campo, o Santo André levou um chocolate… Perdemos por 2×1, num jogo em que tudo deu errado…

De nada adiantava se pendurar na arquibancada e gritar pedindo raça…

E a torcida não apoiou na mesma quantidade que compareceu…

Foi um jogo terrível de se assistir… Mas, necessário… Acho que até para os jogadores foi importante se classificar assim…

El Pibe Gui, quase desmaiou de tanta pressão durante o jogo…

Mas… ao final do jogo… Ficou a festa do torcedor Ramalhino….

A fumaça dos fogos dava a impressão de estarmos num jogo no leste europeu…

O ingresso da semifinal, bem que podia ser mais legal né? Mais bonito, mais colecionável…

Por fim, achei interessante, embora um pouco ofensiva a proposta de alguns torcedores que não aguentam mais (assim como eu) ver os jogadores serem induzidos a comemorar seus gols com a Rede Globo, ao invés de irem vibrar com a torcida…

E fica registrada a imagem, num final de domingo, onde 3 andreenses deixaram mais do que gritos e cantos ao seu time…. Deixaram o amor de seus corações ao time que pela primeira vez chega a uma final…

A noite que não acabou

Muita gente me mandou email e comentou o post feito sobre a Camisa do Brasil de Pelotas (veja aqui o post), dizendo que se sentia muito triste pelo acidente sofrido pelo ônibus do time, em janeiro de 2009.

E pra quem, como eu mora no estado de São Paulo, onde a mídia limita-se a no máximo citar os acontecimentos de outros estados, ficaram várias dúvidas sobre o desfecho do clube pós acidente.

Por isso, fui atrás do livro “A noite que não acabou”, de Nauro Júnior e Eduardo Cecconi

Li em pouco mais de 2 dias. Chorei, me emocionei e me senti um pouco Xavante, num momento de tanta dor.

Recomendo a leitura, não, não, é leitura obrigatória parea osapaiuxonados por um futebol menos moderninho…

Para comprar o livro, clique aqui e caia direto no site da Editora Mundial, a responsável por este clássico!

Ah, e vale ver o vídeo que acabaram de mandar como comentário deste post, em homanegem a torcida Xavante:

Juventus, de bem com a torcida!

Sábado foi dia de conferir um confronto único no atual momento do futebol.

De um lado, vindo da Moóca, a tradição grená do Juventus, do outro, oficialmente vindo de Campinas, mas sem uma cidade a defender, a nova cara da administração esportiva, o Red Bull.

Comparar os dois times, é mais ou menos como comparar o tradicional caldo de cana…

Aos energéticos vendidos pela marca, em supermercados e lojas de conveniência…

Entre um e outro, a torcida juventina preferiu a cerveja mesmo, no aquecimento, ali ao lado do estádio…

Pra quem achava que a queda para série A3 iria estragar a relação com a torcida, as filas antes de jogo comprovam que há um novo momento de amor entre clube e torcedores!

Dessa vez, além da nossa pequena legião de andreenses (vale lembrar que mesmo sempre presentes, somos torcedores do Ramalhão), contamos com o Élcio, sua namorada e o Guga (que nos ajudou na dura missão de tentar eliminar os canoles da face da Terra, da maneira mais difícil…. comendo todos!)

A setor 2 estava presente em bom número. A “banda más loca da Moócca” vem se transformando num efervecente movimento cultural representando as várias facetas da juventude do bairro, vale a pena conhecer.

O pessoal que prefere não tomar sol (e tem feito bastante sol nos jogos do Juventus), lotou as numeradas e fez sua parte no belo cenário.

A marcação homem a homem não ficou só no campo. O goleiro adversário mereceu cuidado especial!

E mesmo atrás do outro gol (onde normalmente fica pouca gente) estava repleto. Pronto. Estava tudo certo pro Moleque Travesso brilhar!

Mas…  Em campo a batalha foi dura, e tudo o que o Juventus conseguiu foi um empate por 1×1, contra um adversário que tem uma estrutura invejável. Entretanto, segundo a torcida Juventina, amor não tem preço…

E se esse amor não se compra, o pessoal da Moóca tem se esforçado para reacender a chama dessa paixão nos moradores do bairro. Pra isso, o clima dentro do Estádio tem colaborado bastante.

Não dá pra entender como um morador do bairro prefira torcer para outro time, vivenciando o que tem acontecido nos jogos do Juve.

O amor transborda, a diversão também. Enfim, reflete o papel social mais nobre do futebol, que é a integração entre as pessoas.

E entre a família! Pai e filho confidenciam momentos inesquecíveis junto a um alambrado mágico!

Enquanto tremula ao vento a bandeira grená, que pouco representa para torcedroes dos chamados grandes, mas que devolve ao torcedor a grandeza do seu time, seja na A1, A2, A3…

E fica aí nossa presença em mais um estádio, em um jogo emocionante da série A3.

Um último momento de amizade em terras juventinas, antes de voltar ao ABC. El Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) convence Gabriel (www.fototorcida.com.br) a assistir Santo André x Prudentino.

Apoie o time da sua cidade!

As vezes sua cidade é seu bairro!

Enquanto isso, do outro lado do mundo…

Eles podem até falar uma língua difícil, mas protagonizam ótimos momentos no futebol, confira!

Published in: on 18 de abril de 2010 at 1:21 PM  Deixe um comentário  
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Futebol Terror!!

Pô… Ontem fomos entrevistar o fantástico cineasta brasileiro, José Mojica Marins.

Aproveitei pra fazer uma foto com a camisa que eu acabara de conseguir, da brava Itapirense.

Depois de se segurar na série A3, como postamos aqui, já deu pra ver que a Itapirense não tem medo de nada, nem do Zé do Caixão…

Published in: on 16 de abril de 2010 at 12:15 PM  Deixe um comentário  
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Punk Rock e Futebol Argentino

Pessoal, consegui uma entrevista com o pessoal da banda argentina “Los Violadores“, uma das mais antigas no cenário punk da América Latina, onde o foco do papo foi o futebol.

O site dos caras é www.violadores.com

Pra quem nunca ouviu, veja o clip:

Bom, mas vamos ao papo boleiro, que aconteceu graças a ajuda do Fernando Roca, empresário dos caras::

Os integrantes de Los Violadores gostam de futebol? Torcem por qual time?
LV- SOMOS DE BOCA, PERO NINGUNO ES FANATICO. NO VAMOS A LA CANCHA, SOLO VEMOS LOS PARTIDOS POR TV.

No Brasil, o futebol é uma coisa muito distante do rock, as pessoas acreditam que o estilo musical do futebol é o samba. Como isso se dá na Argentina? Há Rock nas arquibancadas? Há uma cultura do futbol nos shows?
LV- HUBO MUCHAS CANCIONES DE ROCK, CANTADA EN LAS CANCHAS A LO LARGO DE LA HISTORIA, LAMENTABLEMENTE EN LOS ULTIMOS AÑOS CON EL INGRESO DE LA CUMBIA Y REGGETON EL ROCK ESTÁ PERDIENDO ESPACIO EN LOS ESTADIOS.
EN LOS RECITALES , HACE ALGUNOS AÑOS SE EMPEZÓ A GENERAR LA MISTICA DEL PUBLICO LLENDO CON BANDERAS, Y TAMBIEN DESDE SIEMPRE EXISTEN LAS CANCIONES PARA “ALENTAR” AL GRUPO, PARA NOSOTROS NO HAY NADA MAS LINDO QUE ESCUCHAR A NUESTRO PUBLICO CANTANDO, ANTES DE SALIR A TOCAR.

Há alguma música dos Violadores sobre futebol? É uma temática que a banda gostaria de escrever?
LV- SI, PERO NO HABLA MUY POSITIVAMENTE. LA CANCION ES “REPRESION” ES DEL AÑO 1981, Y HABLA DE COMO, LA DICTADURA MILITAR DE NUESTRO PAIS, USÓ AL FUTBOL, PARA “IDIOTIZAR” A LA GENTE. ACTUALMENTE PASA LO MISMO. NUESTRO GOBIERNO MANEJA LA TELEVIZACION DEL FUTBOL PARA “ADORMECER” AL PUEBLO, O DISTRAERLO.
EN “REPRESION” LA CANCION DICE “FUTBOL, ASADO Y VINO” SON LOS GUSTOS, DEL PUEBLO ARGENTINO”

Quase 30 anos de punk rock!

Alguma história interessante de alguem que teve problemas para conciliar as obrigações da banda e a paixão pelo futebol?
LV- EL MANAGER Y NUESTRO OPERADOR DE SONIDO QUE SON HINCHAS DE RACING CLUB Y SUELEN IR A LA CANCHA, SI UN SHOW COINCIDE CON UN PARTIDO CLASICO, LO MAS PROBABLE ES QUE EL MANAGER CAMBIE LA FECHA DE NUESTRO SHOW JAJAJA…

O que vocês acham da rivalidade criada pela mídia entre Brasil e Argentina? No Brasil já tem muita gente que gosta da seleção, dos clubes e das torcidas argentinas. Ainda há poucas pessoas que conhecem as bandas portenhas (A77aque, Argies, Doble Fuerza, Muerte Lenta e Los Violadores), vocês acham que esta rivalidade acaba separando dois povos que poderiam ser mais hermanos?
LV-CREEMOS QUE EL MAYOR MOTIVO DE NO CONOCER BANDAS ARGENTINAS, ES EL IDIOMA. LA DIFERENCIA DE IDIOMA ES UN IMPEDIMENTO IMPORTANTE, PERO NO CREEMOS QUE LA RIVALIDAD DEL FUTBOL TENGA ALGO QUE VER, SINO EN ARGENTINA SERIA IMPOSIBLE IR A VER UN GRUPO INGLES, Y ESO NO SUCEDE…
 

Deixe sua mensagem pro pessoal do Brasil e confirme se é verdade que Los Violadores podem mesmo vir tocar aqui, este ano!
LV-ES CIERTO QUE EXISTE UNA POSIBILIDAD DE IR A BRASIL ESTE AÑO. SERIA UN SUEÑO PARA NOSOTROS. EXISTE LA POSIBILIDAD DE IR JUNTO A MARKY RAMONE, Y SI NO ES CON EL, NOS ENCANTARIA IR IGUAL. OJALA SE CONCRETE.
SALUDOS PARA TODO BRASIL Y SOBRE TODO, A LOS FANATICOS DEL PUNK ROCK!!

74- Camisa da Funilense

A 74ª camisa do blog pertence ao time da União Esportiva Funilense, da cidade de Cosmópolis (onde a Mari morava antes de vir pro ABC).

Foto do site da prefeitura

O time foi fundado em 01 de novembro (mesmo dia do meu aniversário) de 1933, sob o nome de o nome de União Funilense de Esportes e foi originado de três outros times que costumavam se enfrentar na Usina.

esportiva_funilense_1

O time passou a disputar os torneios amadores da chamada “Zona Funilense”.

Anos depois, o nome do time pasou a ser União Esportiva Funilense.

esportiva_funilense_1

Jogou profissionalmente de 1978 até 1987, desde então, nunca mais voltou ao profissionalismo, atuando somente em partidas e torneios amadores da região.

Em 1978 fez sua  estréia na Quinta Divisão Paulista.

Em 1979 montou um bom elenco, com o time abaixo:

funilense 1979

Em 1980 o futebol paulista passou por uma reformulação e assim o clube começou a disputar a Terceira Divisão.

Em 1985 fez uma boa campanha pela Terceirona.

Na primeira fase teve os seguintes resultados:

[16 / Jun] Guarani Saltense 0x4 Funilense
[29 / Jun ] Funilense 1×1 Itapira
[7 / Jul ] Paulistano 2×2 Funilense
[Jul /14] Funilense 1×0 Guapira
[21 / Jul ] Serra Negra 1×0 Funilense
[28 / Jul ] Funilense 2×0 Monte Negro
[4 / Ago] Funilense 5×0 Guarani Saltense
[18 / Ago ] Itapira 1×0 Funilense
[25 /Ago] Funilense 1×0 Paulistano
[1/ Set ] Guapira 3×0 Funilense
[8/Set] Funilense 1×1 Serra Negra
[15/Set] Monte Negro 0x4 Funilense

Assim, o clube se classificou para a 2a fase, em terceiro lugar, junto do Itapira, Serra Negra e Guapira.

Na segunda fase, ficou em último, com a campanha

[22/Set] Guapira 1×0 Funilense
[29/Set] Funilense 1×1 Serra Negra
[6/Out] Funilense 1×3 Itapira
[13/Out] Itapira 3×1 Funilense
[20/Out] Serra Negra 3×0 Funilense
[27/Out] Funilense 3×1 Guapira

Em 1986, fez razoável campanha, tendo ficado em terceiro, mas só os dois primeiros se classificavam:

[27/Jul] Comercial (Tietê)  1×0 Funilense
[3/Ago] Funilense 2×0 Estrela
[10/Ago] Guarani Saltense 1×1 Funilense
[24/Ago] Funilense 2×1 Itapira
[31/Ago] União Bom Retiro 1×1 Funilense
[7/Set] Funilense 2×0 Ararense
[14/Set] Gazeta 1×0 Funilense
[21/Set] Funilense 3×1 Iracemopolense
[28/Set] Funilense 2×2 Comercial
[5/Out] Estrela 2×0 Funilense
[12/Out] Funilense 0x0 Guarani Saltense
[26/Out] Itapira 0x0 Funilense
[2/Nov] Funilense 5×1 União Bom Retiro
[9/Nov] Ararense 1×2 Funilense
[23/Nov] Funilense 2×1 Gazeta
[26/Nov] Iracemopolense 1×1 Funilense

Os classificados foram o Gazeta (de Ourinhos) e o Comercial (de Tietê).

Em 1987, disputou seu último ano no Campeonato Paulista.

Manda seus jogos no Estádio Dr. Sergio L. Coutinho Nogueira, com capacidade para cerca de 500 torcedores. Estamos falando de um estádio único, acredite.

Estive por lá no começo do ano para fazer umas fotos e é impressionante…

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Pra começar, o estádio fica dentro da Usina Ester, fundada em nada mais, nada menos que… 1898!!

E ela funciona até hoje, aliás, da modesta arquibancada do estádio se vê a fumaça saindo pela chaminé…

 No dia em que estivemos lá, a Funilense enfrentava um adversário de Campinas, em seu tradicional campo! 

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Dá um pouco de tristeza em ver as arquibancadas vazias e deixadas de lado, num local onde outrora tantos torcedores já devem ter estado…

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O clima chega a ser sombrio, principalmente se você for lá de manhãzinha, e pegar a neblina que não deixa você ver nada a mais de alguns metros a sua frente…

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Mas ao mesmo tempo assistir um jogo no Estádio da Funilense tem um aspecto nostálgico, de um tempo que infelizmente parece não voltar mais.

O Estádio é muito parecido com os tradicionais campos de várzea, onde praticamente não há espaço entre torcida e atletas.

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Além disso, o campo fica numa localização única, entre a usina e muito verde. 

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Fica nosso agradecimento ao pessoal do time, ao Duzão e ao pessoal da The Wall, a confecção que me arrumou a camisa! 

 

Apoie o time de sua cidade!

Participe, interaja. Ele é do tamanho do seu esforço…

Itapirense se garante na A3 com emoção ao máximo!

Conforme prometido, ontem (11/abril/2010) fomos até Itapira acompanhar o último jogo da Sociedade Esportiva Itapirense pela série A3-2010.

Chegamos fácil no Estádio (fica bem perto da entrada da cidade), e os carros estacionados na rua mostravam que teríamos um bom público no jogo.

Também… Prometia ser um belo jogo!

A Itapirense enfrentava o Taubaté e precisava de uma vitória para escapar do rebaixamento para a terrível e temível série B do Campeonato Paulista.

A torcida local aparentava estar chateada com a má campanha do clube neste ano, e pegou no pé dos jogadores da casa o tempo todo.

A raiva atingiu o limite quando o Burro da Central abriu o placar, num contra ataque, após uma sequência de bons lances mal aproveitados pelo ataque da Esportiva.

Mesmo assim, em meio às reclamações e cobranças, a torcida seguia apoiando e ajudando o time a pressionar o Taubaté!

É interessante como a torcida se identifica com o jogador Joel, zagueiro e capitão do time.

O Estádio já é de bom porte (cabem quase 5 mil pessoas), mas mesmo assim, já iniciou-se a construção de uma nova arquibancada atrás do gol.

O símbolo do time, e as cores vermelho e branco estão espalhados por todo o Estádio.

Ah, mais uma vez, enfrentamos um belo calor (jogo às 10hs tem disso…), e o jeito foi experimentar os sorvetes de Itapira!

O clima do estádio era muito bom, mesmo com a derrota.

Como eu sempre digo, o futebol tem coisas muito mais importantes do que o resultado.

É uma sensação única poder ver a cidade reunida em torno de um mesmo fato!

Muita gente que acompanha o time há bastante tempo estava lá pra ver o “Coelho” manter-se na A3.

Falando em Coelho, o pessoal da “Kueio Loko” também compareceu em peso e animou a festa!

Veio o intervalo e fomos conhecer o pessoal da diretoria e da imprensa do clube. Acabamos batendo um bom papo com o Humberto Butti (do excelente site www.esporteitapirense.com.br ) e até com o prefeito, um cara super simples e gente boa, que é sobrinho do Belini, o capitão da seleção de 1958, que enxia os olhos com sua garra em em campo! 

Assim, o tempo passou rápido e quando vimos o segundo tempo já havia começado, e ali estavam os últimos 45 minutos do jogo, para a Itapirense marcar 2 gols, virar o jogo e manter-se na A3.

E não é que logo de cara a Esportiva mandou 1×0 pra cima do Taubaté, colocando fogo no jogo!!! 

E quando tudo parecia caminhar para um final feliz para a torcida de Itapira, o Taubaté mostrou porque ainda sonhava em ocupar a 8a vaga do G8. Gol do Taubaté…

A tristeza caiu como chuva na cabeça das pessoas que minutos antes tinham certeza na virada. Muitos se levantaram e começaram a deixar o Estádio, menosprezando qualquer reação do time da casa.

A equipe 10 de esporte da 91,1 FM não podia acreditar.

O jogo ficou triste, sem graça, teve até cachorro entrando em campo, a torcida ficara quieta, como se aguardasse o passar do tempo para assumir a sentença proferida… A queda para a série B…

Foi quando poucos acreditavam, que o milagre começou… O pessoal do Kueio Loko, já tava quase dentro de campo, ali no alambrado e demorou até acreditar…

Era penalty para a Itapirense… O goleiro foi expulso, um jogador da linha foi para o gol do Taubaté

E gol da Itapirense!

Mas já eram 45 minutos do segunto tempo… Eu e a Mari já registrávamos nossa presença em mais um estádio do interior paulista quando o improvável aconteceu…

Nem lembrei de fotografar o que vivíamos… Não dava pra acreditar…

Joel… o herói da torcida fez o gol de desempate…

Gente chorando, gritando, pulando no alambrado…

Foi o grande momento do ano até o momento.

Pra entender melhor, veja os melhores momentos do jogo em: www.hbrtv.com.br/Programas/Ultimas_noticias/11042010B.htm

Nos vemos pelos estádios….

73- Camisa do Desportivo Cruz Azul

A 73ª camisa de futebol da coleção do blog As mil Camisas vem lá do México, de um daqueles times cuja história se mistura à do próprio povo. Foi presente do amigo Guga (que agora tem se transformado no maior seguidor do basquete do Clube Pinheiros)

Trata-se do Desportivo Cruz Azul.

O Cruz Azul está sediado em “Ciudad de México“.

Mas a história do clube é bastante confusa, porque se parece com o que tem começado a acontecer com alguns clubes brasileiros, que nascem em uma cidade e mudam-se para outra (casos de Grêmio Barueri, Campinas e Votoraty).

O time foi fundado em 22 de maio de 1927, pelos trabalhadores da fabrica Cemento Cruz Azul, da cidade de Jasso, que viria a ser chamada de Ciudad Coopertiva Cruz Azul, tamanha a influência da indústria de cimento na região.

No início disputou torneios amadores e algumas vezes, jogava contra equipes reservas dos times profissionais.

Com os bons resultados da equipe, a empresa de cimento decide construir um Estádio para o time, em Jasso.

Começava a nascer o Estádio 10 de diciembre, permitindo ao clube a disputa da 2a divisão do futebol Mexicano.

Quatro anos mais tarde, na temporda 1963/64 conquistou o ascesso à primeira divisão.

O time que disputou o primeiro ano na primeira divisão:

Quatro anos depois de estreiar, o Cruz Azul sagrou-se campeão da primeira divisão, na temporada 1968/69, com o time:

No início dos anos 70, a diretoria fechou um acordo para mandar seus jogos no Estádio Azteca, por 25 anos, mudando-se assim para a capital Mexicana.

O Cruz Azul se tornou a equipe mais bem sucedida do México de 1970, vencendo o torneio da liga seis vezes entre 1970 e 1980, valendo lhe o apelido de La Máquina Celeste, o time de 1972:

A temporada 1978/79 trouxe a 6a estrela pro distintivo do Cruz Azul com o time:

Em 1979, veio o último título da época, com a equipe:

Daí em diante, vieram longos anos “ressaca”, talvez pelos inúmeros títulos conquistados nos anos 70.

A década de 80 passou magra, abaixo, a equipe de 1987/1988:

Os anos 90 também demoraram pra “esquentar”.

Em 1996, o time passou a mandar seus jogos no Estádio Azul.

Apenas em 1997, veio o oitavo campeonato nacional:

Nos anos 2000, o clube chegou a disputar várias finais, mas não levou nenhum título.

Destaque para a participação do time na Copa Libertadores de América, de 2001, quando chegou à final contra o Boca Juniores, decidida nos penaltys.

Em 2003, também se classificou para a Libertadores, sendo eliminado nas quartas de final, pelo Santos.

Atualmente, o clube mexicano possui 8 Campeonatos da Liga, 8 vice campeonatos, 5 Campeonatos da CONCACAF, além do vice campeonato da Copa Libertadores de 2001.

No torneio Clausura 2009, o Cruz Azul terminou pela primeira vez em sua história no último lugar.

Ainda assim, pode se considerar o Cruz Azul como um dos três times mais populares do México junto do Chivas Guadalajara e do América.

E a torcida dos caras? Interessante ver como tem uma onda “anti racista” nas bancadas mexicanas…

O site oficial do clube é o www.cruz-azul.com.mx

  • O Cruz Azul é o terceiro time mais popular do México. O primeiro é o Chivas Guadalajara e o segundo o América.# O Cruz Azul é o terceiro time mais popular do México. O primeiro é o Chivas Guadalajara e o segundo o América.

Uma coisa interessante é que o time possui outros afiliados (Cruz Azul Hidalgo, Cruz Azul Jasso, Cruz Azul Dublan, Cruz Azul Xochimilco e Cruz Azul Lagunas).

Apoie o time de sua cidade!

E lute para que ele não seja comprado por empresários que um dia podem ter a brilhante ideia de se mudar para outra cidade.

Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Puxa, tem tanta coisa pra eu escrever e ainda não acabei de contar como foi nosso rolê pela Argentina.

Bom, vamos a mais um dia, dessa vez contar rapidamente sobre nossa visita ao Estádio da Bombonera, do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara que faz as fotos do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.

O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 

Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors em La Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.

Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 

Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.

Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus párceirosde rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção. Sair com um shorts do Autonomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras. 

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

Em busca do Estádio Perdido em Itapira

Em mais uma de nossas andanças pelo interior de São Paulo, chegamos à cidade de Itapira, localizada há pouco mais de 150km da cidade de São Paulo, entre Mogi Mirim e Águas de Lindóia.

Desde o século XVIII já haviam moradores na região onde a cidade se formaria, mas foi de 1800 a 1825 que se iniciou a colonização efetiva da cidade.

A data de fundação da cidade é considerada 24 de outubro de 1820, quando foi derrubada a mata que daira lugar  a uma igreja. Somente em 1858, tornou-se município.

O nome da cidade já foi Penha do Rio do Peixe, alterado para Itapira em 1890.

Itapira possui as qualidades necessárias para alavancar o desenvolvimento em todas as áreas, seja industrial, comercial, de prestação de serviços ou agricultura.

Mas ainda assim mantém seu jeito de cidade do interior, preservando a mata e uma série de cachoeiras, ideal para prática de esportes radicais.

Possui também uma série de festas típicas legais, e conseguiu manter preservada um pouco de sua origem.

Itapira aparenta oferecer uma qualidade de vida muito boa. Mas não seria 100% se não tivesse um time e um estádio e é aí que entra a Sociedade Esportiva Itapirense!

Em breve eu vou falar mais do time (estou indo atrás da camisa, vamos ver se eu consigo), por hora vou falar do Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira, que conheci num dia em que tentei assistir a um jogo contra o XV de Jaú, mas fui a tarde e o jogo havia sido de manhã…

Ao menos tirei umas fotos do entorno do Estádio…

Como estava fechado, o jeito foi fazer as fotos por meio das grades…

O Estádio, também chamado de Chico Vieira é onde a Sociedade Esportiva Itapirense manda seus jogos, atualmente pela série A-3 do Campeonato Paulista de Futebol.

Sua capacidade é de 4.285 torcedores.

O estádio tem esse nome, pois foi o Coronel Francisco Vieira que cedeu as terras para sua construção.

Se tudo der certo, devemos ir ao último jogo da Itapirense pela A3 de 2010, valendo a permanência do time nessa série, se eu for, posto aqui as fotos do estádio “vivo”.

Abraços!

72- Camisa do CSA

 

A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.

Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).

O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.

O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.

Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.

Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:

O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.

Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas  Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?

O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.

Garrincha é o 2o agachado da esq para a dir.

Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).

Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :

Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:

Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.

A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:

No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:

O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.

O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.

Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.

O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.

Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.

Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.

Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.

O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas.  E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.

Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.

O mascote do CSA é o Azulão:

Ouça o hino no link abaixo:

Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o http://www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/

Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!

Apoie o time de sua cidade!

Ainda que sua praia tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!

Sandro Gaúcho e o Vulcão

Páscoa!! Data de chocolate, diversão e … Rolê Boleiro, pra quem não vive sem FUTEBOL!

Aproveitamos o feriado e fomos até Poços de Caldas, para assistir ao jogo do Vulcão, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro. Vulcão é o apelido do time Poços de Caldas Futebol Clube, já escrevemos sobre o time, clique aqui e relembre como foi!.

Antes de chegar lá, demos uma parada em Cosmópolis (terra natal da Mari) e depois, em Águas da Prata (também já escrevemos sobre o Estádio da cidade, clique aqui para lembrar!).

O detalhe é que na volta passamos lá de novo e deu pra vermos os macacos que habitam a região, bem próximo das barracas de alimentos.

Já em Poços de Caldas, antes de mais nada fomos até a tradicional fonte de água sulfurosa pra relembrar o quão fétida ela é…

Apesar do cheiro e da temperatura (ela é quente mesmo com o frio que estava), como dizem que ela tem diversas propriedades terapêuticas, encaramos o desafio e até tomamos um pouco…

Antes de irmos ao Estádio Ronaldo Junqueira, o Ronaldão, passamos ali pela praça e encaramos um belo lanche em um dos diversos traillers ali no centro.

Claro que escolhemos um trailler que tivesse uma cara mais boleira… Se liga no nome dos lanches:

A Mari preparou até um esmalte especial pra torcer pro Vulcão, cujas cores são laranja e preto (aliás, ela acabou de escrever sobre esmaltes, no blog dela, leia aqui).

Infelizmente, chegamos à cidade, junto do frio e da garoa, e pelo número de carros estacionados em frente ao Estádio, o público parecia não ser muito grande, mesmo sabendo que o Vulcão dependia do resultado para passar de fase e lutar pelo acesso à primeira divisão.

Nas bilheterias, descobrimos que o preço dos ingressos variava de R$2,5 (meia entrada da arqubancada descoberta) a R$ 15 (entrada integral para a arqubancada coberta – que não é toda coberta).

Logo na entrada a primeira diferença dos estádios mineiros para os paulistas: O uniforme da polícia militar (sei que não dá pra ver muito bem, mas os policiais estão ali no fundo…)

Como já esperávamos, devido à chuva, o público era pequeno…

Fica registrada nossa presença em mais um estádio!

Ali, o pessoal da KuatiLoko, esperando o jogo começar!

E ali, próximo ao gramado, a famosa “Galera do alambrado“, infernizando o técnico adversário com sua poderosa buzina!

O mascote do time fica ali, atrás do gol, protegendo o time do Vulcão.

O tempo era frio, mas o jogo começou quente. Várias faltas e lances mais “pegados” caracterizaram a partida.

O técnico do Vulcão é Sandro Gaúcho, emprestado , assim como boa parte do time, pelo Santo André, para a disputa da segunda divisão Mineira.

Imagem retirada de blogdovulcao.blogspot.com

Ah, dê uma olhada você mesmo em como é o campo:

A galera que ficou na arqubancadado outro lado, pagou menos, mas deve ter sofrido com o frio e a garoa que caia.

Do outro lado, uma parte do estádio coebrta, assegurava ao menos lugares secos pra se sentar.

Fiquei com medo de ser visto como pé frio, porque após um contra ataque do Araxá, não é que os visitantes fizeram 1×0, tentando escapar do rebaixamento? 

O Vulcão, que já esteve isolado na liderança vinha em queda, após uma sequência de 4 jogos sem vitória (1 empate e 3 derrotas). A própria torcida já começava a perder a paciência, quando o treinador Sandro Gaúcho colocou em campo o jogador Evandro.

E não é que o cara resolveu os problemas do treinador? Além de arriscar chutes de longa distância ele cadenciou o jogo no meio campo e ainda bateu o penalty sofrido ainda no primeiro tempo, igualando o palcar.

Mas ainda era pouco para um time que iniciou tão bem o campeonato. Mais uma vez, jogada de Evandro, que recebou no meio campo, avançou e cruzou na área para o cabeçeio de Luciano, alterar o placar!

Ufa, pensei que a camisa que eu ganhara ano passado iria dar azar…

No segundo tempo, a chuva apertou. Nem a bateria da torcida resistiu ao frio e à água…

Ah, mas em campo, o tempo esquentou. Faltas violentas, reclamações constantes e até um princípio de desentendimento entre os atletas.

E ali, em frente à área, mas sem deixar de atacar junto do time, o herói da torcida Andreense e agora também, do pessoal do VulcãoSandro Gaúcho!

Os 2×1 praticamente classificaram o time com uma rodada de antecedência. Vamos ver se além disso, Sandro consegue dar o acesso tão sonhado ao time de Poços de Caldas. Leia mais notícias em: http://blogdovulcao.blogspot.com/

Apoie o time da sua cidade!

Valorize sua gente e sua história, antes que você não tenha mais história…

Cante Diego…

Ya conocia la cancion, pero nunca me habia escuchado siendo cantada por el própro Dios…

Chega a me lembrar dos sons punks, no ABC, na época que o Subviventes não conseguia tocar, de tanta gente que queria subir no palco e cantar junto…

Ole ole ole oleeeeeeeeeeee Diegooooooooooooo

Ole ole ole oleeeeeeeeeeee Diegooooooooooooo

Ole ole ole oleeeeeeeeeeee Diegooooooooooooo

Ole ole ole oleeeeeeeeeeee Diegooooooooooooo

Published in: on 2 de abril de 2010 at 10:12 AM  Comments (3)  
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