82- Camisa do XV de Piracicaba

A 82ª camisa da coleção, presente da minha concunhada Júlia, vem do interior paulista, da tradicional cidade de Piracicaba, nome de origem tupi guarani que significa “Lugar onde o peixe para”, em citação ao famoso rio da cidade.

A história do time, nos leva ao início do século XX, quando existiam dois times amadores muito fortes na cidade, o Esporte Clube Vergueirense e o 12 de Outubro.

Em 1913, as famílias que comandavam estes times (os “Pousa” e os “Guerrini”) decidiram montar um time para representar Piracicaba. Carlos Wingeter foi escolhido como primeiro presidente, com a exigência de que o nome do time fosse XV de Novembro em Homenagem à data da proclamação da República.

Nascia assim o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Atualmente, o brasão do time passou por uma reformulação, apresentando-se assim:

Já na década de 20, o clube começou a mostrar sua força disputando os campeonatos regionais promovidos pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), mandando seus jogos no Estádio da rua Regente Feijó, hoje, pasmem, transformado em um supermercado! (aliás, vale ler sobre a construção do estádio em www.aprovincia.com/padrao.aspx?texto.aspx?idcontent=377208).

Para quem não teve a chance de conhece-lo, que oficialmente chama-se Estádio Roberto Gomes Pedrosa, a “panela de pressão” do XV:

O XV chegou a sagrar-se campeão regional em 1922.

Na década de 30, disputou o tradicional Campeonato do Interior, do qual sagrou-se campeão, em 1931.

Com o profissionalismo chegando ao futebol, o XV conquistou o 1º Campeonato Profissional do Interior, em 1947, ainda sem acesso à Primeira Divisão.

No ano seguinte, foi bicampeão conquistando finalmente o acesso para a 1a Divisão da Federação Paulista de Futebol.

Assim, em 1949 o XV de Piracicaba estreiava no Campeonato Paulista da Primeira Divisão e logo de cara surreendeu. O time ganhou o Torneio Início da FPF (competição relâmpago que ocorria antes dos campeonatos).

Aqui, um apanhado sobre os troféus históricos conquistados nos primeiros anos de sua história:

E uma imagem do time de 1950:

Abaixo, o time de 1960:

E o do ano seguinte, 1961:

Achei um vídeo interessante deste time enfrentando o Santos:

Como curiosidade, vale citar a excursão que o time fez, em 1964, pela Europa e pela Ásia, jogando na Suécia, na Polônia, na Alemanha, na Dinamarca e nas então repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e Uzbequistão.

O time de 1965:

Em 1967 mais uma conquista da segunda divisão, trazendo o de volta à primeirona.

Em 1976, foi vice campeão, perdendo o título para  Palmeiras. 

Esse era o time de 1979:

Em 1983, conquistou o acesso de volta para a Primeira Divisão do futebol paulista.

Em 1995 foi Campeão Brasileiro da 3ª divisão, e foi nesse ano que o clube fez sua última participação (até o momento, em 2010) na primeira divisão do futebol paulista.

Depois desceu para a segunda e posteriormente para a terceira divisão.

Em 2005, o time conseguiu voltar para a segunda divisão, porém, novamente foi rebaixado.

Em 2008, o acesso no campeonato paulista da série A3 era mais do que esperado, mas mais uma vez o time não conseguiu… 

No segundo semestre o clube chegou à final da Copa Paulista, sendo derrotado pelo Atlético de Sorocaba no Barão de Serra Negra por 3×2.

O time manteve a base para o ano de 2009, mas… Novamente não deu… O time caiu na fase final da série A3 e o acesso outra vez escapou.

Até que em 2010, depois de um início irregular o XV finalmente alcançou o acesso à série A2.

O time possui váras torcidas como a Torcida Uniformizada Esquadrão Alvinegro e a Super Raça Quinzista.

Manda seus jogos no Estádio Barão de Serra Negra, inaugurado em 1965 em partida contra o Palmeiras, que terminou num 0 a 0, frente a mais de 15 mil torcedores piracicabanos.

O macote do XV de Piracicaba é o Nho Quim, mostrando com orgulho o caráter interiorano da população. Uma pena que atulmente tantas pessoas achem que ser caipira é algo perjorativo. Eu sou caipira!

E já que falamos em “caipirês”, que tal ouvir o hino:

O site oficial do Xv de Piracicaba é o www.xvpiracicaba.com.br e pra quem prefere a linguagem dos blogs, acesse  www.amaiordointerior.com feito pela torcida!

Olha a gente no Diário do Grande ABC!!!

Matéria de 17/06/2010, no Diário do Grande ABC, veja em: www.dgabc.com.br/News/5816444/site-imortaliza-lado-obscuro-do-futebol.aspx

Published in: on 17 de junho de 2010 at 11:20 AM  Comments (4)  
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81- Camisa do Ipatinga

A 81ª camisa da coleção vem do Estado de Minas Gerais, da cidade de Ipatinga.

Ipatinga é uma cidade relativamente próxima de Belo Horizonte, e é comum que Atlético Mineiro e Cruzeiro mandem seus jogos no Estádio da cidade, o Ipatingão, quarto maior estádio de Minas Gerais.

Com uma cidade acostumada a vivenciar o dia a dia do futebol e com um estádio desses, era questão de tempo até um clube surgir para defender as cores da cidade. É assim que surge o Ipatinga Futebol Clube.

O projeto Ipatinga Futebol Clube nasceu pela iniciativa de Itair Machado, ex jogador do Atlético e Cruzeiro, que até então vinha atuando no Social F.C., da cidade de Coronel Fabriciano, também do Vale do Aço.

A data de fundação do clube é considerada 21 de maio de 1998, quando a Federação Mineira concedeu ao Novo Cruzeiro Futebol Clube o registro de clube profissional, passando a se chamar Ipatinga Futebol Clube.

O sucesso apareceu rápido. Já em 2005, conquistava o título de Campeão Mineiro, com boa parte do time emprestado do Cruzeiro. O time campeão:

No ano seguinte, perdeu o título para o Cruzeiro, no mata-mata final, ficando com o vice-campeonato por diferença de um gol.

Ainda em 2006, o Ipatinga participou da Copa do Brasil, sendo eliminado nas semifinais da competição, pelo Flamengo, que seria o campeão.

Mas o ano ainda não se acabara e o Ipatinga ficaria em terceiro lugar no Brasileiro da Série C, subindo para a Série B.

E parecia que o Ipatinga estava mesmo predestinado ao sucesso, otime nem esquentou na série B e já no seu primeiro ano conseguiu o acesso à Série A, com um vice-campeonato, para a festa da torcida:

Mas, a festa teve uma parada em 2008.

Já no Campeonato Mineiro, a primeira má notícia. Inacreditável, mas o time que vinha como sensação dos anos anteriores acabou rebaixado.

Pra piorar, em sua estréia na Série A o Ipatinga também acabou caindo para a série B, mesmo com jogadores brigadores, como Pablo Escobar.

Em 2009, o clube começa a se reerguer e se sagra campeão do Módulo II do Mineiro, voltando à primeira divisão estadual, entretanto sua participação na Série B é mediana, e não consegue o acesso.

Este ano, mais uma evolução. O time voltou a disputar uma final do Campeonato Mineiro, mas perdeu o título para o Atletico Mineiro.

O mascote do Ipatinga, escolhido pelos próprios torcedores é o tigre.

O time possui várias torcidas, das quais pode se destacar a Raça Jovem, a Independente Ipatinguense e a Orkutigre, entre outras, quefazem a festa no Ipatingão, ou onde for preciso!

O Ipatinga manda seus jogos no Estádio Epaminondas Mendes Brito, também chamado de Ipatingão, com capacidade para cerca de 24.500 pessoas.

O site oficial do Ipatinga é o www.ipatingafc.com.br

A torcida do Ipatinga faz coro no nosso lema…

Apoie o time da sua cidade!!!

Dérbi em Limeira!

12 de junho, dia dos namorados…

Uma noite que merece um passeio especial para comemorar…

Assim, não tive dúvidas em escolher como programa romântico, uma ida até Limeira para assistir a Independente x Internacional, pela segunda divisão, no Estádio Comendador Agostinho Prada:

Chegamos um pouco atrasados, e acabamos nos assustando com a bilheteria fechada…

Tivemos que convencer o pessoal a nos vender dois ingressos, afinal, estávamos vindo de Santo André só para o dérbi…

Chegamos no estádio e o público até que nos surpreendeu, de ambos os lados:

Aliás. o estádio do Independente me surpreendeu. Além de ser maior do que eu estava esperando, ele também está muito bem estruturado.

As torcidas do Independente estiveram presentes com suas faixas e cantos:

Até uma faixa no estilo europeu hooligan, apareceu por lá…

E também não faltou provocação ao rival local…

A galera gritou e apoiou bastante, deixando pra lá a atual má fase que passa o time do Independente.

Lá do outro lado, a torcida da Internacional também fazia sua festa, com direito a um belo bandeirão.

E se o jogo estava quente, o mesmo não podia se dizer do tempo… Um ventinho gelado fazia a temperatura parecer ainda mais baixa do que estava… 

A gente tentou fugir do frio, apelando pra pipoca, mas… Estava mais pra sorvete do que para pipoca…

Mas o pessoal da Guerreiros não desanimou nem mesmo com o frio e seguiu apoiando o jogo todo!

E em campo, o bicho pegou! Nenhum dos dois times aceitava perder o dérbi…

Todo mundo colocou a canela na dividida, mostrando que a rivalidade entre as duas equipes já contagia o gramado!

E se a rivalidade tá assim no gramado, como é que andam as arquibancadas?

Bom, mas o jogo rolou sem nenhum problema extra campo.

Quer dizer, ao menos pro torcedor da Internacional, as coisas sairam bem, já que a Inter marcou 1×0 e decretou mais uma vitória em sua brilhante campanha feita até o momento, com incrível marca de 100% de aproveitamento em 6 jogos.

Ao torcedor do Independente, valeu a presença do torcedor, e valeu também reclamar junto ao alambrado!

Ou ao menos aproximar-se do alambrado para comprar um quitute, para o capítulo “Gastronomia de Estádio”…

Pra nós, valeu mesmo é ter participado de mais um capítulo importante da história do futebol, estando presente a um estádio maravilhoso, e vivenciando um dérbi, que já tem uma rivalidade enorme!

Apoie o time da sua cidade!!!

Amparo 1×2 Primavera (Mais segundona!!!)

Fim de semana corrido!

No sábado fomos a Sumaré, ver Sumaré x Elosport, e no domingo, a convite de um torcedor local, fui a Amparo, assistir Athlético Amparo x Primavera, de Indaiatuba.

Mais uma vez tentando colaborar com o futebol das divisões de acesso. Participando como torcedor que paga ingresso e vai pra arquibancada ver e se maravilhar.

Nas arquibancadas, uma surpresa.

Como eu disse no vídeo acima, dos jogos da série B que eu acompanhei este ano, este foi o que teve  mais forte presença da torcida local.

Presença que coloca ainda mais vida no belo e tradicionalíssimo Estádio José Araújo Cintra

Para você entender como ele é disposto, existe uma arquibancada descoberta (a esquerda de quem adentra ao campo) e uma coberta (do lado direito).

O campo é cercado de um alambrado baixo e mantém aquela boa e velha proximidade com os jogadores que eu tanto valorizo para um estádio.

A rádio local disponibiliza duas caixinhas de som, que permitem à galera das cadeiras cobertas acompanharem o jogo ouvindo a narração (muito boa, aliás, queria descobrir o nome do amigo narrador).

E dali, das numeradas senhores, senhoras filhos e filhas acompanham o orgulho da cidade, em campo, o Athlético Amparo.

Vou guardar a história do time para quando eu conseguir a camisa, mas olhando para as arquibancadas povoadas, mesmo na segunda divisão, dá pra ver que a cidade entende a importância histórica do time.

O que não significa que eles não peguem no pé dos jogadores, a cada lance perdido…

Aliás, quantos lances perdidos pelo time local… Alguns torcedores foram a loucura!

Mas o que era reclamação num primeiro momento, vira apoio, logo em seguida…

E já que mostrei o lado direito, vejamos o outro lado do campo…

E um pouco do lado de dentro, junto dos reservas e do próprio bandeira…

Ou prefere ficarmos ali dando uma mão pro 4o árbitro? Dá pra ver que o desfibrilador, obrigatório em partidas oficiais, estava ali!

Dando um rolê pelo estádio, vi a grande lanchonete (desta vez não comi nada, então não posso falar sobre a gastronomia futebolística de Amparo…)

Aqui dá pra se ter uma ideia de como é o lado coberto da cancha!

Ah, olhando pro jogo um pouco, o time do Amparo é valente, mas levou azar nas finalizações. Já o Primavera (que também pretendo ver jogar em casa, em Indaiatuba) com uma forte marcação, ficou no contra ataque, levando perigo constante ao gol local.

E se vida de goleiro já é difícil, goleiro na série B do Paulista tem que fazer mais do que milagre…

Aproveitei o início do segundo tempo ainda morno, pra dar uma olhada no lado descoberto do estádio, que também recebeu bom público.

Ali, encontrei algumas faixas, bandeiras e o pessoal da Torcida “Leões da Montanha“.

Do lado descoberto pode se ver como é bonito o Estádio!

E a coincidência veio ao tirar a foto da camisa de um dos torcedores e descobrir que se tratava do João Vitor, amigo que me convidou para conhecer o Athlético Amparo.

Além dessa coincidência, também teve o fato do assessor de imprensa “Iberê” ter sido meu colega de Faculdade, uns 10 anos atrás, e de ter trabalhado no Santo André, na última temporada. Aliás, não é por ser amigo do cara, mas o trabalho em Amparo está sendo muito bem feito.

Amizades feitas, amizades renovadas, é hora de marcar nossa presença no estádio, em mais uma aventura boleira!

O jogo terminou 2×1 para o Primavera, de Indaiatuba, resultado que decepcionou a torcida local…

Nem por isso, a honra e a força da bandeira do time foram manchadasPara quem é apaixonado por um time, as dores da derrotas transformam-se em estatísticas em pouco tempo.

Desta aventura, ficou o orgulho de ver um time apoiado pela população local, e a alegria de poder conhecer mais um estádio!

Apoie o time de sua cidade!

79- Camisa do Campinense

79ª Camisa da Coleção vem do Estado da Paraíba, mais especificamente da cidade de Campina Grande, na Paraíba.

O clube dono da camisa é o Campinense Clube, o time das 6 estrelas (referência aos seis títulos estaduais seguidos conquistados de 1960 a 1965)!

O Campinense foi fundado em 12 de abril de 1915, pelos aristocratas da época e inicialmente era o lugar onde se reuniam para dançar, somente em 1919, foi criado o departamento de futebol.

Entretanto, o futebol gerava muitas brigas após as partidas e por isso, em 1920, o departamento foi fechado.

Foram necessários mais de 30 anos, para em 1954, o futebol voltar a ser uma realidade no clube.

4 anos depois, em 1958, o Campinense se profissionalizou e a partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano, conquistando logo no primeiro ano o título estadual, com o time:

Nos cinco anos seguintes, de 1961 a 1965, também sagrou-se campeão, transformando-se no primeiro (e único) hexacampeão da Paraíba. Em 1961, ainda disputou a Taça Brasil, com o time:

Em 1971, foi a vez de enfrentar a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, competição da qual seria vice campeão, no ano seguinte.

Mas a maior glória veio em 1975, quando se tornou a primeira equipe paraibana a participar da Primeira Divisão.

Em 1979, teve a melhor defesa do Brasileirão e conseguiu o bicampeonato Paraibano (1979/1980).

No entanto, a década de 80 trouxe um jejum de 11 anos sem títulos, só terminando em 1991 com a conquista do estadual!

Em 1995, numa manobra estranha e desafiadora, o clube se desfiliou do profissionalismo, voltando somente dois anos depois ao Campeonato Paraibano.

2003, foi o ano em que eu fui apresentado “pessoalmente” ao Campinense. Após heróica campanha, o time chegou à fase final da Série C, junto do Ituano, Botafogo-PB e do Santo André, deixando o acesso escapar por entre os dedos, no último jogo, em casa, diante do Ramalhão.

Mas o acesso viria, 5 anos depois, em 2008, com a 3ª colocação na Série C. Além da classificação, o clube obteve a marca de maior público da competição.

O Campinense utilizava o Estádio Municipal Plínio Lemos como seu campo oficial, e também (a partir de 1975) o estádio O Amigão, para jogos que precisavam de maior capacidade.

Em 2006, o Campinense inaugurou seu próprio estádio, O Estádio Renato Moura de Cunha, o Renatão.

O mascote do time é o Raposão, brincadeira que surgiu no início dos anos 60 quando o Campinense venceu seguidamente seu maior rival, o Treze. Como o símbolo do rival era um galo, e quem caça o galo é a raposa, essa passou a ser oficialmente a mascote do clube.

As cores de seu uniforme (preto e vermelho) são homenagem à bandeira da Paraíba.

Suas principais torcidas são a Facção Jovem e o Movimento Amor ao Campinense Clube.

Se liga na torcida:

Encontrei um blog muito legal sobre o time, confira: www.campinensenews.blogspot.com/

O site oficial do time é  www.campinenseclube.net

Apoie o time de sua cidade!

Futebol também é cultura.

78- Camisa do Olimpia do Paraguai

A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, entre outras coisas, o belo Palácio Presidencial. É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!

O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país (senão a primeira) fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens paraguaios.

Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.

A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito.

O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000.

Para se ter ideia da importância histórica do Olimpia, o time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional.

A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio.

Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.

Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.

O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta.

Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:

A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983).

A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental.

No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colombia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.

Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos.

Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.

Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys:

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Seu maior rival é o Cerro Porteño. 

Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!

Se liga nele marcando um gol:

Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada!

O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/

Por hora é isso!

Abraços!

76- Camisa do Figueirense

A 76ª camisa da coleção novamente nos remete à Santa Catarina, mais especificamente à Florianópolis…

A camisa pertence a um dos mais tradicionais times do estado, o Figueirense!

O time foi fundado em 12 de junho de 1921 por Jorge Albino Ramos  e um grupo de amigos apaixonados por remo e pelo futebol, num momento em que o futebol passava por um momento de declínio em Florianópolis.

O nome Figueirense Futebol Clube foi uma homenagem ao local onde se reuniam para planejar a criação do clube,  a localidade da Figueira, onde por muito tempo havia uma enorme figueira .

Uma dos primeiros times que se tem registro iconográfiuco é o de 1924:

A década de 30 foi a década em que o maior número de títulos foram conquistados.

Um jogador que marcou a época foi Carlos Moritz, conhecido como Calico. Foi o jogador que por mais tempo vestiu a camisa do Figueirense.

Abaixo, Calico em foto no fim da década de 90. Ele viria afalecer no ano 2000.

A Década de 1940 também foi marcante na história do alvinegro, com novos títulos estaduais e Campeonato da Cidade.

Em 1945 o empresário e desportista Orlando Scarpelli, durante seu mandato como presidente do clube, doôu ao Figueirense a área onde seria construído o Estádio que leva seu nome, e se o Estádio é bem conhecido, que tal conhecer o Orlando original? Aí está…

Os anos 50 foram marcados pelas obras de construção do Estádio e consequentemente, houve  uma seca nos títulos.

A década seguinte truxe logo de cara a inauguração parcial do Estádio do Figueirense, em 1960 com o jogo: Figueirense 1 a 1 Clube Atlético Catarinense.

Nos anos 70, o Figueirense conquistou a vaga para disputar o brasileirão, tornando-se o primeiro clube catarinense a fazê-lo. Torcida e jogadores não podiam acreditar!

Assim, em 1973, o Figueira disputou o brasileirão com o time abaixo:

Além disso, nos anos 70, conquistou dois estaduais. O de 1972, tendo a taça levantada pelo capitão Casagrande:

E o de 1974, com o time abaixo:

A década de 80 levou o Figueirense à Taça de Prata, em 1985 e à Segunda Divisão do Campeonato Catarinense, em 1987.

Já os anos 90 trouxeram mais um título estadual, em 1994 e no ano seguinte o título do Torneio Mercosul, disputado por clubes catarinenses, paranaenses, uruguaios e paraguaios.

Em 1999, chega ao clube um modelo de gestão, focado na reorganização e modernidade administrativa, como presente, o clube conquista o Campeonato Catarinense, fazendo a final contra o seu maior rival Avaí. O time que venceu foi este aí abaixo:

A primeira década do século XXI trouxe logo de cara mais três estaduais (2002, 2003 e 2004), além do Vice-Campeonato da Série B de 2001, que garantiu o time de volta ao brasileirão do ano seguinte.

Daí em diante, parecia que o Figueirense havia acertado o pé!.

Passariam pelo time o atacante Evair, os meias Fernandes e Sergio Manoel, além do sempre polêmico Edmundo, o Animal.

Em 2006, veio mais um Campeonato Catarinense .

Mas o grande momento ainda estava por chegar. Em 2007 o time chegou à final da Copa do Brasil, contra o Fluminense. No primeiro jogo, um 0x0 em pleno Maracanã…

Mas… no jogo de volta, uma derrota em casa fez o sonho de disputar a libertadores ir por água abaixo…

Em 2008, outro título estadual, enfrentando na final, o Criciúma.

Entretanto, para a surpresa de todos, no final do ano o clube foi rebaixado à Série B do Campeonato brasileiro, onde está até o momento (ano de 2010).

Já que falamos sobre o Estádio Orlando Scarpelli, achei algumas fotos do estádio pela net, veja que bela cancha:

O Estádio está localizado no bairro Estreito, na parte continental da cidade de Florianópolis.

Sua capacidade é de 19.069 pessoas, mas já chegou a receber 26.660 pessoas em 1975, no jogo Figueirense 0x1 Vasco/RJ.

E por fim, uma mostra do fanatismo e dedicação de sua torcida:

O site oficial do clube é: www.figueirense.com.br

Apoie o time de sua cidade!

Na série A, B, C ou D…

Juventus, de bem com a torcida!

Sábado foi dia de conferir um confronto único no atual momento do futebol.

De um lado, vindo da Moóca, a tradição grená do Juventus, do outro, oficialmente vindo de Campinas, mas sem uma cidade a defender, a nova cara da administração esportiva, o Red Bull.

Comparar os dois times, é mais ou menos como comparar o tradicional caldo de cana…

Aos energéticos vendidos pela marca, em supermercados e lojas de conveniência…

Entre um e outro, a torcida juventina preferiu a cerveja mesmo, no aquecimento, ali ao lado do estádio…

Pra quem achava que a queda para série A3 iria estragar a relação com a torcida, as filas antes de jogo comprovam que há um novo momento de amor entre clube e torcedores!

Dessa vez, além da nossa pequena legião de andreenses (vale lembrar que mesmo sempre presentes, somos torcedores do Ramalhão), contamos com o Élcio, sua namorada e o Guga (que nos ajudou na dura missão de tentar eliminar os canoles da face da Terra, da maneira mais difícil…. comendo todos!)

A setor 2 estava presente em bom número. A “banda más loca da Moócca” vem se transformando num efervecente movimento cultural representando as várias facetas da juventude do bairro, vale a pena conhecer.

O pessoal que prefere não tomar sol (e tem feito bastante sol nos jogos do Juventus), lotou as numeradas e fez sua parte no belo cenário.

A marcação homem a homem não ficou só no campo. O goleiro adversário mereceu cuidado especial!

E mesmo atrás do outro gol (onde normalmente fica pouca gente) estava repleto. Pronto. Estava tudo certo pro Moleque Travesso brilhar!

Mas…  Em campo a batalha foi dura, e tudo o que o Juventus conseguiu foi um empate por 1×1, contra um adversário que tem uma estrutura invejável. Entretanto, segundo a torcida Juventina, amor não tem preço…

E se esse amor não se compra, o pessoal da Moóca tem se esforçado para reacender a chama dessa paixão nos moradores do bairro. Pra isso, o clima dentro do Estádio tem colaborado bastante.

Não dá pra entender como um morador do bairro prefira torcer para outro time, vivenciando o que tem acontecido nos jogos do Juve.

O amor transborda, a diversão também. Enfim, reflete o papel social mais nobre do futebol, que é a integração entre as pessoas.

E entre a família! Pai e filho confidenciam momentos inesquecíveis junto a um alambrado mágico!

Enquanto tremula ao vento a bandeira grená, que pouco representa para torcedroes dos chamados grandes, mas que devolve ao torcedor a grandeza do seu time, seja na A1, A2, A3…

E fica aí nossa presença em mais um estádio, em um jogo emocionante da série A3.

Um último momento de amizade em terras juventinas, antes de voltar ao ABC. El Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) convence Gabriel (www.fototorcida.com.br) a assistir Santo André x Prudentino.

Apoie o time da sua cidade!

As vezes sua cidade é seu bairro!

72- Camisa do CSA

 

A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.

Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).

O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.

O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.

Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.

Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:

O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.

Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas  Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?

O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.

Garrincha é o 2o agachado da esq para a dir.

Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).

Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :

Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:

Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.

A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:

No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:

O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.

O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.

Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.

O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.

Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.

Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.

Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.

O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas.  E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.

Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.

O mascote do CSA é o Azulão:

Ouça o hino no link abaixo:

Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o http://www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/

Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!

Apoie o time de sua cidade!

Ainda que sua praia tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!

Palestra 1×1 Desportivo Brasil

Mais uma noite de futebol, pelo ABC. Aproveitando que acabei de postar sobre a camisa do Palestra de São Bernardo

Eu, a Mari e o Gui fomos até o Estádio do Baetão para assistir ao jogo Palestra x Desportivo Brasil, pelo Campeonato Paulista, série B.

A entrada dos jogos no Baetão é meio triste. Sem ingressos, sem ninguém… Mas vale a pena!

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Que droga… Exatamente o mesmo jogo que havíamos assistido na fase anterior (veja aqui o post sobre aquele jogo), mas tudo bem.

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A noite chuvosa não esfriou os ânimos dos atletas. Foi um jogo bem pegado, as duas equipes são bem montadas e tem grande chance de chegar à série A3 de 2010.

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Dessa vez, como chovia demais, preferi ficar nas numeradas e assistir o jogo quase na grade que separa o campo.

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Encontramos nosso amigo “Toninho” por lá. O Toninho é o dono de uma banca de discos e livros ali perto da estação de Santo André e uma das pessoas que eu mais gosto de debater futebol, rock, política e rolês de rua.

A hinchada “Loucos do Palestra” também compareceu, cantou o tempo todo (mesmo embaixo de chuva) e ainda fez a festa com fogos de artifício.

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 A chuva vinha e parava, atrapalhando o bom andamento do jogo, ainda mais pra duas equipesque tocam a bola como Palestra e Desportivo.

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O público foi pequeno, mas o campeão do desânimo foi o gândula quase dormindo na grade…

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Torcedor solitário… Jogo duro… Garoa… É assim a realidade da última divisão do Campeonato Paulista, e vale a pena, acredite!

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Mesmo a pequena arquibancada coberta não estava cheia e nem muito empolgada com o jogo.

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Pra dizer que não houve emoção, ainda no primeiro tempo, uma lâmpada da cabine de imprensa estourou e levantou a torcida.

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Vale lembrar que o principal diferencial do Estádio do Baetão é que o gramado é sintético:

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 Chuva, jogo pegado… Falta pra todo lado. Num dia desses, os que usam a 10 ficam mais no chão do que em pé.

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 Um momento “artístico”. O lateral do Desportivo segura a bola e olha para o vazio enquanto espera o juiz autorizar o reinício da partida.

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No segundo tempo as cadeiras cobertas ficaram mais cheias porque a chuva apertou, e foi dali que viram os dois gols da partida (primeiro do Desportivo e depois do Palestra).

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 Uma visão final do jogo…

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Ah, e um detalhe legal, o pessoal do São Bernardo, outro time da cidade estava por lá para acompanhar o jogo.

Abraço ao pessoal e fica aqui a promessa de em breve irmos assistir um jogo do Tigre. Ah, e estou buscando uma camisa do São Bernardo, assim que der posto ela por aqui.

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Abraços a todos!