Juventus 1×2 Comercial

Sabadão pela manhã, a Mari tinha que ir pro centro de SP, pra ver umas roupas e tecidos pra ela postar no blog dela (www.pencefundamental.com.br).

Eu, que não sou assim muuuuuuito chegado a moda, aproveitei e dei um pulo na Javari, pra ver Juventus x Comercial, bom jogo, entre duas equipes que tem grandes chances de subir pra A2, consequência… fila pro ingresso…

Nada que tomasse mais de 10 minutos. Logo, já estava na mais romântica as canchas de São Paulo, ouvindo cantos que evocam os operários da Moóca e mostra ao time que a sua gente está ali pra apoiar, independente do que acontecer no placar…

Fico me perguntando se um dia a Federação não podia ser corajosa e liberar um jogo contra um time tradicional de São Paulo, ali na Javari. Já pensou um Juventus x Corinthians, ou Juventus x Palmeiras… Ingressos limitados… A Federação podia ter essa coragem.

O pessoal da Setor 2 me faz lembrar minha banda (Tercera Classe). Certa inocência proposital nas músicas, que não chegam a ser gritadas, são cantadas com o coração, deixando ainda mais doloroso o ato de amar ao extremo seu time.

A rapaziada de Ribeirão Preto também compareceu e em bom número. A Mancha Alvi Negra mostrou que se dependesse da torcida, o Comercial seria o mesmo glorioso time que fazia oa chão tremer pelo interior.

E dá lhe faixas! A da esquerda ali, com direito a letra do Iron Maiden e tudo!

Foi bom poder ver um jogo do Comercial, sem ter que viajar tanto, mas ainda quero ir pra Ribeirão pra mostrar os caras, em casa!

Aliás, torcida visitante na Moóca é quem pressiona o bandeira!

Ah, finalmente descobri de quem é a faixa “JUVEGAN“.

Como eu também sou vegetariano, sempre me perguntei quem teve a excelente ideia de juntar as duas coisas.

Aliás, fiquei ainda mais contente porque ganhei uma camisa dos caras! E uma camisa muito bem feita com diretio a etiqueta contando o nascimento da ideia, quando, o Juventus sagrou-se campeão da Copa Federação Paulista, com um gol no último minuto,  ao derrotar o Linense, até então patrocinado por um matadouro.

O jogo foi bem corrido, e as equipes mostraram porque estão mesmo na briga pelo acesso.

Comparando aos outros jogos que vi do Juventus, achei o time um pouco mais “sonolento” do que o normal, tanto é que saiu perdendo por 1×0, num gol em que o preparador de goleiros devia ter ido comprar um canole e não gritou com o goleiro Gustavo pra ele sair numa bola “chuveirada” verticalmente na área e que acabou sendo cabeçeada por um atacante (até meio baixinho) do Comercial.

A setor 2 não deu a mínima e seguiu apoiando a razão do seu viver…

Engraçado, como depois de assistir tantos jogos do lado da Setor 2, o outro lado do estádio parece meio estranho.

O Comercial seguia vencendo, mas nas pequenas bancadas da Javari, fosse pela revolta (o juiz expulsou um atleta juventino, num lance que poderia ter expulsado também o goleiro adversário) ou pelo amor, o que se via era muita agitação…

O segundo gol do time de Ribeirão Preto, praticamente acabou com as chances do Juventus, mas foi muito legal ver o jogador que fez o gol indo cumprimentar a torcida que viajou tanto pra vê-los jogar. Chupa Tiago Leifert e sua triste campanha para fazer os jogadores comemorarem seus gols com a Globo e não com a hinchada!

Ao fim do jogo, ainda com 2×0, o polêmico, irreverente e já lendário “Toro” escalou os alambrados pedindo “Ponga huevos!!”. Sequer se importava com a possibilidade de ser retirado pela Federal. ” No me importa nada!!!” bradava!

Bom, saí momentos antes do Juventus marcar seu gol, e fui encontrar a Mari no mercadão (puta dia de passeios paulistanos, meo!). Ah, já vestindo o presente!!

Apóie o time de sua cidade!

Mesmo que o teu bairro seja a sua cidade!

Anúncios

71- Camisa do Nueva Chicago

A 71a camisa de futebol vem novamente da Argentina, onde  passamos o carnaval (e ainda nem consegui terminar de contar tudo…).

O time defende o bairro de Mataderos (no extremo sudoeste da Capital Federal), cujo desenvolvimento se caracterizou pela presença da indústria da carne.

Existe no bairro, uma famosa feira que acontece há mais de 20 anos, criada para ser um espaço de produção e difusão das raízes culturais do povo do bairro.

Eu confesso que nunca fui, por medo de só ter coisas de carne – sou vegetariano- mas me disseram que tem de tudo um pouco por lá…

O principal incentivador do futebol no bairro foram as escolas que trouxeram vários jovens  e consequentemente a prática esportiva.

Foi um grupo de jovens estudantes, do bairro que fundou o time, em 1 de julho de 1911, na época, como Football Club Los Unidos de Nueva Chicago.

Nueva Chicago é quase que um sinônimo para o nome do bairro, tamanha a ligação dos moradores de Mataderos e o time.

O time começou modesto, com reuniões nas próprias ruas, um uniforme comprado numa loja do próprio bairro, e tendo como campo, um terreno baldio, onde foram instaladas traves de madeira (a mesma madeira usada nos matadouros para segurar o gado.

No seu início, disputou ligas inter bairros, mas em 1913 se associou à Associación Argentina, disputando o Torneio da segunda divisão.

Jogar em Mataderos sempre foi um problema para os adversários e para a torcida visitante, tanto que em 1915, o clube foi expulso da liga por problemas ocorridos num jogo contra o Nacional, e só pode voltar a jogar em 1917.

Em 1919, alcançou a primeria divisão, numa época pré AFA (Associacion del Futbol Argentino). No ano seguinte, a AFA estava criada e “de presente” para Mataderos, rebaixou o time no tapetão. 

Em 1937, caiu para a terceira divisão, de onde retornou em 1940, com a conquista do Campeonato Argentino Terceira Divisão, com o time:

Muito anos mais tarde, conquistou o Campeonato Argentino da Segunda Divisão, em 1981, chegando à primeira divisão, com o time abaixo:

Em 1983, caiu para a então “Primeira B”, só retornando à primeira divisão em 2001, com o time:

Vale a pena ver a matéria sobre este acesso:

Infelizmente, em 2004 o time caiu novamente, mas já em 2006 conseguiu voltar à primeira divisão, num jogo histórico contra o Belgrano, conseguindo reverter um placar de 3 gols adversos, como pode se ver no vídeo:

Atualmente (2010), o Nueva Chicago disputa a Primeira B, sonhando em retornar rápido ao lugar que se aconstumou, a primeira divisão!

O Estádio fica numa região bastante tranquila…

Mas, como já disse, em dia de jogo, nem sempre Mataderos é tranquilo para seus adversários…

Além do futebol existem outros esportes praticados no clube.

Aliás, o seu estádio leva o nome do time e tem capacidade para 23 mil hinchas!

Vale lembrar que o time possui grande rivalidade com o All Boys, que cresceu graças aos vários jogos disputados nas divisões de acesso.

O mascote do Nueva Chicago é o “Toro”:

Sua hinchada é fanática!

O site oficial do time é www.nuevachicago.com , mas existem vários outros sites dedicados ao time, como o www.primerochicago.com.ar

O Nueva Chicago representa muito bem os valores que tanto acredito de amor ao bairro…

Darío Dubois – Black Metal & Futebol

dario-en-micland

Darío foi um jogador que poderia ser visto pela grande mídia como apenas mais um número nas estatísticas, sem nunca ter chegado a um clube ou conquista de grande expressão.

Foi zagueiro de equpes como Yupanqui, Lugano, Ferro Carril Midland, Deportivo Laferrere, Deportivo Riestra, Cañuelas, Deportivo Paraguayo e Victoriano Arenas, entre outros.

Mas Darío foi muito mais que isso.

Seus atos o transformaram em uma daquelas lendas do futebol, cada vez mais raras nos tempos atuais.

Diferente da maiora dos boleiros, Darío era o mais “metaleiro” dos jogadores argentinos.

dario-en-micland2

Até ser proibido pela Federação Argentina, frequentemente, jogava com a cara pintada, conforme a foto acima para demonstrar sua devoção e fanatismo ao black metal.

Sua prova de amor ao metal também era mostrada por meio de sua banda “Tributo Rock“, formada por outros jogadores de equipes do acesso. 

O adeus ao futebol profissional se deu precocemente, aos 34 anos, quando sofreu uma ruptura nos ligamentos cruzados, e não teve condições financeiras de realizar uma cirurgia reparativa.

Além de um gosto musical diferente, o jogador também demonstrava uma atitude diferenciada.

Por isso, mesmo após abandonar os campos, e até hoje, uma série de “causos” são contados sobre o jogador, conhecido por jogar muito mais por amor ao futebol do que pelo dinheiro.

Contam, por exemplo, que quando atuou pelo Lugano chegou a cobrir o nome do patrocinador do uniforme, devido aos calotes que a empresa dava ao clube. O detalhe é que ele pretendia fazer isso com fita adesiva, mas no dia do jogo (contra o Acassuso) esqueceu a fita e acabou passando lama sob a marca, tornando a “invisível”.

Também ficou muito conhecido quando denunciou um político, dirigente do Juventud Unida, que segundo ele, em busca de maior popularidade, tentou suborná-lo.

”Era una rata inmunda” – Darío sobre o tal dirigente.  

Por essas e outras, o jogador gerava um certo medo em dirigentes e treinadores, acostumados a mandar e reinar sob os jogadores de equipes menores.

Por outro lado, conquistou o coração de torcedores, que independente do time também amam o futebol acima de tudo.

Assim, ainda hoje ele é visto por vários torcedores como símbolo do futebol de acesso.

Um inadaptado ao futebol moderno que reina hoje em dia.

“Un payaso que se pinta la cara, pero que se mata por la camiseta” – Dário Dubois  

duboisdario

Em uma de suas últimas aparições na mídia, Darío se mostrava esperançoso de voltar de conseguir realizar a operação e assim retornar ao futebol.

Entretanto, ele não viveu para realizar esse sonho…  

Faleceu em 17 de março de 2008, com 37 anos, vítima de um assalto.

Passou dez dias internado lutando pela vida, mas não resistiu as hemorragias internas em decorrência de dois tiros sofridos.

O ex-zagueiro jogou ao todo 146 partidas e marcou 13 gols.

Outros blogs comentando sobre o jogador:

www.fotolog.com.ar/dionisos_69/photos/445218/

www.enunabaldosa.com/?p=259 

Rolê em Buenos Aires parte 4- Chacarita e Vélez

Voltando ao nosso rolê pela Argentina (depois eu dou um jeito de deixar todos eles em sequência, pra ficar mais fácil de ler), vamos contar como foram nossas “enxarcadas experiências” com o Vélez e com o Chacarita!

Era mais uma quente sexta feira. O Chacarita enfrentaria o Cólon, as 16h, e assim fizemos nosso rolê pela manhã, almoçamos e já estávamos caminhando pro ponto de ônibus quando percebemos uma verdadeira tormenta se aproximando.

Como já havíamos pego uma inundação na segunda feira, na volta do jogo do All Boys, decidimos voltar e esperar um pouco.

Fizemos bem. Dá uma olhada no resultado das chuvas:

Do hotel, ficamos sabendo que o jogo seria adiado, e resolvemos aproveitar para descansar. Cerca de uma hora depois, ao ligar a tv, percebemos que o jogo havia sido adiado apenas por uma hora…

Pronto. Ficamos tristes, putos, chateados, nervosos, e tudo o que dava pra sentir…

O jeito foi deixar o derrotismo de lado e assistir ao jogo pela tv. O Chacarita ainda perdia por 1×0, quando o Gui propôs que desafiassemos o trânsito caótico (o jogo transcorria, mas a cidade estava alagada e parada, segundo a tv) e fossemos até o estádio do Vélez ver o jogo contra o Independiente.

Dei uma última olhada na tv, naquela cama confortável e no quarto quentinho, em pleno bairro de San Telmo, e num momento de delírio, topamos atravessar quase que a cidade toda até o Estádio Jose Almafitani… Era sem dúvida uma ideia estúpida, mas fantástica ao mesmo tempo.

Bom, a parte mais emocionante do relato não tem fotos.  Vou contando enquanto mostro como é o Estádio do Velez (na minha opinião um dos mais bonitos Estádios que já estive).

Aí embaixo, a gente um pouco molhado, depois de quase 1 hora de taxi. Não se assuste, saiu R$ 25 a viagem e como estávamos em 4, deu menos de R$ 7 por pessoa.

Teria valido totalmente a pena se tivéssemos descido do lado da entrada do Vélez e não no meio da torcida do Independiente. Menos mal que não estávamos com camisa de time, mas de onde descemos até chegar a entrada foi uma longa caminhada.

O detalhe é que para chegarmos lá, tivemos que voltar uma quadra para longe do estádio, atravessar a linha do trem e andar mais umas 4 quadras, tudo isso com uma garoa forte e sem energia.

Tava um breu e não tinha ninguém na rua. Resultado…. Um nóia portenho veio intimar misturando uma tentativa de venda de drogas a uma pequena extorsão.

Por sorte estávamos quase no estádio e deposi de algumas negociações pouco habilidosas conseguimos despistar o cara.

Embora ainda um pouco tensos, já estávamos dentro do Estádio e o negócio agora era aproveitar…

Eu e a Mari aproveitamos para oficializar nossa presença em mais um estádio!

A torcida do Vélez fez uma festa muito bonita! Cantaram o tempo todo, festejando o bom momento que o time vive tanto no campeonato nacional, quanto na Libertadores.

Se liga no penalty para o Velez:

A forte chuva colaborou para um número menor de torcedores na partida.

A torcida do Independiente compareceu em bom número!

Olha o que eu falo… Por que nos Estádios brasileiros as barraquinhas de venda de material do time tem que ficar do lado de fora?

Acho que já deu pra perceber que o estádio tem arquibancadas dos 4 lados.

Sendo que a da frente é beeeeeem alta…

A barra fica atrás do gol, do lado direito daquela arquibancadona alta.

A Mari assistia atentamente à partida… (até porque não tina muitas opções gastronômicas, que é uma das coisas que normalmente nos tira um pouco da atenção do jogo…)

O jogo foi bom, mas o Vélez soube aproveitar melhor as oportunidade criadas.

A gente ficou numa parte que é bem perto do campo, e tinha até uma parte coberta, mas como já estávamos molhados, preferimos ficar ali mais perto do jogo.

E dá lhe tirantes, e trapos!

Idem para a outra hinchada!

As cores originais do time (vermelho, branco e verde) são sempre relembradas nas arquibancadas.

Filma nóis, Galvão!

O placar tinha uma baita resolução…

E outro gol!! (Clica na foto que ela amplia e dá pra ver mais detalhes da comemoração).

Fim do primeiro tempo. Dá quase pra conversar com os jogadores de tão perto que eles passam.

O futebol tem se tornado algo inexplicável para mim. É incrível como me sinto bem num estádio, com mesu amigos ao lado e conhecendo novos torcedores e apaixonados por um esporte que luta não contra seus adversários, mas contra todo um sistema econômico cultural que nos sufoca a cada dia!

Como já disse em outros posts, as faixas são bem menos “institucionais” do que as que vemos aqui no Brasil, sendo feitas pelos próprios torcedores, muitas vezes à mão mesmo. Essas até que são bonitinhas demais para terem sido feoitas assim…

O intervalo passa depressa quando se está tão entretido com cada pedaço do Estádio e de sua torcida…

Essa parte de traz até lembra as numeradas de estádios menores, como a Javari.

Esse a esquerda é o Gabriel, o cara que faz as fotos pro www.torcida.wordpress.com, aliás, ele postou mais fotos deste e de outros jogos que foi com a gente por lá!

Cara, que festa!

Tá na cara que o orgulho e admiração pelo time é um dos sentimentos que mais aflora por Buenos Aires, ainda que esteja passando pelo mesmo que acontece aqui no Brasil: Concentração de torcedores nas bancadas dos chamados “grandes times”…

Assim termina mais uma parte das nossas aventuras por Buenos Aires. Ainda falta relatar os jogos do All Boys e do Racing.

Fique ligado!

Dia triste em Guarulhos…

Domingo de manhã é momento de futebol, independente do rolê do dia anterior.

Assim, eu e a Mari (O Gui alegou esgotamento físico e não foi, e o Gabriel foi pra Moóca ver Juventus x Penapolense) fomos até o Estádio Municipal de Guarulhos, guiados pelas placas, para ver Flamengo x Atlético Sorocaba, pela série A2.

 

O Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira é também chamado de “Ninho do Corvo“, ou simplesmente “Estádio do Flamengo“.

Lá chegando, a primeira surpresa… Uma bela lanchonete (tão dificil de se encontrar nos estádios de São Paulo…).

Mais que salgadinhos e bebidas, na parede da lanchonete fotos históricas do rubro negro de Guarulhos!

A estrutura do Estádio é de dar inveja a muitos times da primeira divisão. Banheiros impecáveis e todo o estádio muito bem pintado com as cores do Flamengo!

 

Atualmente, possui a capacidade de 15 mil lugares.

Dá uma olhada no “todo” do Estádio:

Vale lembrar que mandam jogos neste estádio, tanto A.A. Flamengo quanto o A.D. Guarulhos.

Os dois times entraram em campo com a difícil missão de seguir na luta contra o rebaixamento para a série A3.

O Flamengo vêm ganhando força no cenário  estadual, seja com os recentes acessos, seja com a participação na Copa Federação Paulista ou Copa São Paulo de Futebnol Júnior, da qual foi uma das sedes, este ano. 

 

Entretanto, este ano, o time não tem dado muita sorte. e os resultados acabaram não aparecendo, por isso, alguns torcedores, puseram suas faixas de ponta cabeça, em sinal de protesto, pela má campanha.

 

 

 

Encontramos o presidente do clube, Edson David, que se mostrou bastante chateado pelo desempenho do clube, mas lembrou que o time sofreu principalmente por vários jogadores terem ficados afastados pelo departamento médico.

A torcida tem todo o direito de cobrar, mas é preciso saber valorizar o esforço da atual gestão, que tem trabalhado pelo clube e que mostrou-se presente mesmo nos momentos difíceis.

Reconheço que não deve ser fácil ser dirigente esportivo no Brasil, principalmente de times independentes.

O próprio púbico, assim como ocorre em todo interior, praticamente abandonou o time, só os mais fanáticos compareceram.

Falando um pouco do jogo, o Flamengo fez o que tinha de fazer e começou indo com tudo pra cima, abusando das bolas aéreas e jogadas de bola parada.

Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, festanas bancadas. Penalty para o Flamengo. Mas quando a fase é difícil, nem assim… Além de perder a cobrança, o Corvo (apelido do Flamengo) levou o gol no contra ataque. Pequena festa na ainda menor torcida sorocabana que compareceu em Guarulhos.

Conversamos um pouco com o pessoal da Comado Rubro Negro, também chateados pela situação do time, e um pessoal muito gente boa!

No segundo tempo, após um início meio morno, o jogo foi ficando mais emocionante, afinal, com esse resultado o Flamengo voltaria à série A3, e o time local se jogava para o ataque como podia…

E bola na área, e escanteio, e pressão do Flamengo… E nada do empate aparecer…

Jogo quente, hora de esfriar a cabeça… Voltando ao capítulo “Gastronomia de Estádio”, dá lhe picolé a R$1!!!

Aliás, cabeça quente teriam os reservas do time visitante se a torcida quisesse fazer uma pressão nos caras… Olha como é perto!

Faltavam poucos minutos, e não havia pressão que desse jeito de mudar o placar do Estádio Antonio Soares de Oliveira

Não conseguiu ler? Veja mais de perto:

Opa, antes que o jogo termine é hora da  “foto oficial” da gente em mais um estádio!

E embora eu e a Mari estivéssemos contentes por mais um jogo assistido, no fundo estávamos tristes por presenciar a queda do Flamengo de Guarulhos para a série A3…

Se bem que pro Tévez, mascote do time, parece que era tudo festa…

O jeito foi encher a cara de cana (calma, é que na frente do estádio vende caldo de cana, mesmo) e encarar uns pastéis pra voltar para Santo André já almoçados!

E assim, termina mais uma manhã de domingo… Com várias boas cenas na memórias, novos amigos…

Apóie o time da sua cidade!

Esteja ele na divisão que estiver…

70- Camisa da Ferroviária de Araraquara

A 70a camisa tem o peso de uma das equipes mais tradicionais do interior paulista. Trata-se da Associação Ferroviária de Esportes, a Ferrinha!

E a camisa, não é uma qualquer, é a comemorativa à inauguração do Estádio Fonte Luminosa, após as reformas.

Fundada em 1950, por um grupo de trabalhadores da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), o distintivo do time é o mesmo da EFA, com as letras ao contrário.

A cor Grená, segundo historiadores, foi adotada por ser a cor que distinguia as locomotivas da EFA.

Logo, foi iniciada a construção do estádio de futebol, que mais tarde levaria o nome “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, conhecido como “Fonte Luminosa”.

Há inclusive um livro sobre o Estádio (compre-o aqui! se quiser)

Em 1951, no ano seguinte à sua fundação, a Ferroviária disputou sua primeira competição oficial, o Campeonato Paulista da Série A2 não conseguindo a vaga para a próxima fase.

Time de 1951

Em 1952, perdeu o acesso para o Linense, que goleou a ferrinha por 3 a 0 na final disputada no Pacaembu. (aliás, fomos ver o Linense semana passada, confira aqui!).

Em 1953, terminou em 2° lugar no hexagonal final conquistado pelo Noroeste.

Em 1954 o time de Araraquara sequer passa da 1ª Fase.

Somente em 1955, o sonho se torna realidade.

Num campeonato que só foi terminar em abril do ano seguinte, a Ferroviária goleou seu maior rival, o Botafogo por 6 a 3, na Fonte Luminosa lotada e assim, garantiu o acesso à Série A1 do Paulista conquistando seu primeiro título na história.

Em 1959, a Ferroviária fez sua melhor campanha num Campeonato Paulista da Primeira Divisão, alcançando o terceiro lugar.

No início dos anos 60, a Ferroviária consquitou destaque no cenário esportivo do país.

Foi a época de ouro do time, quando sua torcida criou raízes e suas cores começaram a ser temidas pelos adversários.

Em 1960, vencera o famoso time do Santos de Dorval, Zito, Pagão, Pelé e Tite. Tomaram de quatro a zero com Pelé e tudo.

Ainda em 1960, excursionou pela África e Europa e em 1963 e 1968, pelas Américas Central e do Sul.


Nos anos 70 o time manteve as boas atuações pelo paulista, oscilando grandes times, como o de 1971, 77 e 78 e times fracos como o de 1972.

Time de 1971

Os anos 80 começam com tudo, e logo em 1980, na disputa da Taça de Prata (a série B da época), o time realizou uma boa campanha chegando às disputas de uma das semifinais contra o CSA. Disputou essa competição também em 81.

Em 1983, o time disputou a série Ouro (o brasileirão), e ficou em 12o lugar, entre 40 equipes.

Os anos 90 trouxeram a realidade do futebol moderno para Araraquara. Enquanto o sistema de transporte extinguia as linhas ferroviárias, os custos do futebol quase acabaram com o time.

Em 1994 foi vice campeã da série C, disputando a série B em 1995 e 1996, quando desistiu de disputar a série B.

Ainda em 96, a Ferroviária venceu apenas uma partida np paulistão e foi rebaixada para a Série A2. Achei um vídeo de uma derota para o Palmeiras:

Na Série A2, em 1997, a Ferrinha continuou em queda livre e foi rebaixada para a Série A3 em 1998, com o time:

Time de 1997

A pane na locomotiva não parou por aí, e por mais dificil que fosse acreditar, a Ferroviária alcançou a série B1 (quarta divisão).

A virada  começou em 2001, com o acesso à A3. Mas empacou em 2003, com o retorno à B1.

Os anos 2000 pareciam fulminar o futebol em Araraquara, e como resposta, em 2004, o clube se tornou empresa, denominada Ferroviária S.A.

A primeira campanha sob a nova direção foi marcada por goleadas e assim, o time garantiu o acesso à Série A3.

Em 2006 conquistou o título da Copa Federação Paulista, com acesso à Copa do Brasil no ano seguinte.

Em 2007, conseguiu deixar a Série A3 do Campeonato Paulista e depois de 10 anos, voltou para a Série A2.

Em 2009 foi novamente rebaixado, disputando a Série A3 atualmente (2010), com o time abaixo:

O mascote da Ferroviária, como não poderia deixar de ser, é uma locomotiva:

O tradicional Hino da Ferroviária pode ser ouvido no vídeo abaixo:

O estádio Fonte Luminosa, onde a Ferroviária manda seus jogos agora é municipal.

Recentemente passou por grandes reformas transformando-se numa arena multiuso. A nova capacidade é de mais de 20.000 torcedores, todos os lugares com cadeiras.

Vale a pena ver a torcida apoiando o time:

Apóie o time da sua cidade

Antes que alguma grande rede de supermercados o compre!

Dia inesquecível em Votorantim

De volta à pequena, bela e acolhedora cidade de Votorantim, para assistir uma partida histórica, num dia que deve ficar marcado na memória dos torcedores do Votoraty!

Da última vez que estivemos por lá, vimos o Votoraty ser campeão da copa Estado de São Paulo (Veja aqui como foi).

A cidade toda estava mobilizada para ver o time, logo em sua primeira participação na Copa do Brasil, enfrentar o poderoso e copeiro Grêmio!

Grêmio que trouxe alguns ônibus do Sul e vários torcedores das redondezas.

O jogo quase começando e a torcida gremista não parava de chegar.

Eu e a Mari registramos nossa presença em mais uma partida inesquecível!

Vale lembrar que a torcida gremista segue o estilo das barras arentinas, com direito a muitas faixas, trapos e canções cantadas de um jeito bem peculiar.

A diretoria do Votoraty foi muito legal com a torcida gremista, vendendo os ingressos a um preço relativamente baixo (R$ 20 e R10 a meia entrada), e possibilitando uma estadia bastante tranquila. As arquibancadas eram aquelas “removíveis”, mas que oferecem o mesmo conforto de qualquer arquibancada de cimento.

A torcida do Grêmio também teve um bom comportamento. Era possível ver famílias e pessoas que nunca haviam visto o Grêmio jogar, vendo-o ali, pela primeira vez.

E dá lhe tirantes e trapos do pessoal da Geral!

E claro, a banda!

E com a banda, a festa…

Para a maior parte dos torcedores que vieram do Sul, o Votoraty é uma grata novidade no futebol brasileiro, que merece todo o respeito em campo e fora dele.

Do outro lado, era dia de festa. Mais que isso, era diade colocar o nome do time, da cidade e dos torcedores num outro nível. Até os jogadores pareciam ansiosos para o início do jogo!

O pessoal da Grená Manguaça já pratiamente lotava aarquibancada, quase meia hora antes do jogo começar!

Dê uma olhada como estava o clima por lá, antes do jogo começar:

Outra torcida lá presente era a Geração Votoraty!

O Estádio Domênico Paolo Mettidieri é um daqueles estádios encrustados na cidade. Veja como é próximo do terminal de ônibus:

A entrada do time recebeu uma bela nuvem de fumaça colorida da torcida:

Veja como foi :

Fiquei contente de poder presenciar esse momento histórico tanto pro Votoraty quanto pro Grêmio.

Mas foi emocionante aocmpanhar um jogo em que ambas as torcidas cantaram e apoiaram seus times. O pessoal de Votorantim multiplicou suas vozes tentando apoiar o time local. E parece que deu certo!

O time da casa foi pra cima e imprimiu um bom ritmo, principalmente no primeiro tempo, calando aqueles que não acreditavam no potencial do time. Vale relembrar que esse tipo de comportamento foi mais da imprensa, do que da própria torcida ou equipe gremista.

O jogo foi assistido e curtido pelas duas torcidas.

E mesmo que reclamem do estádio do gramado, foi muito legal tanto da Federação Paulista, quanto da própria CBF e até do Grêmio, terem aceitado o estádio como o local do jogo. Porque futebol é isso, é paixão de bairro, paixão de quem mora ail, e vivenciou 90 minutos de magia, talvez nunca imaginado como possível, alguns anos antes.

Agora, mesmo não sendo tarefa simples, a prefeitura e a diretoria podem dar uma melhorada em algumas partes
do campo, né?

Alguns jornalistas da chamada “grande imprensa” podem até reclamar, mas a torcida agradeceu!

O primeiro tempo virou 0x0, com boas chances para ambos os lados.

Além de mim e da Mari, el Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) esteve por lá, e fez uma matéria para o blog dele:

O Gabriel, do blog http://www.torcida.wordpress.com também esteve por lá. Em breve deve postar suas fotos.

Infelizmente para os torcedores locais, o segundo tempo trouxe o gol do Grêmio, e selou a derrotado time grená por 1×0, ao menos garantindo a não menos histórica partida entre as duas equipes no estádio Olímpico, no dia 1o de abril.

Fica nosso agradecimento ao pessoal de ambas as torcidas e o desejo de boa sorte! Para quem acha que a disputa já está definida, vale aguardar…

E valeu Votorantim! Por conseguir manter-se interiorana, natural e com um time como o Votoraty!

Apoie o time de sua cidade

Ou passe todas as 4as feiras a tarde da sua vida trabalhando.

Rolê em Buenos Aires parte 3 – Visitando Avellaneda

Assim como o bairro “La Boca” deu nascimento aos dois “gigantes” de Buenos Aires (Boca e River – lembrando que o River mudou de bairro, anos depois), o bairro de Avellaneda abriga outras duas grandes forças do futebol argentino, Racing e Independiente.

Nessa viagem, além de assistir a um jogo de cada time, passeamos pelo bairro e visitamos os dois estádio, a começar pelo Estádio “Libertadores de América”, de los rojos (Independiente):

O Estádio ainda está passando por uma grande reforma e por isso tem uma cara meio sinistra. Como não era dia de jogo, também estava tudo meio parado por lá.

O Estádio era chamado de “La Doble Visera” (pelo seu formato), e foi inaugurado em 4 de março de 1928.

Em outubro de 2009, foi reinugurado, após a primeira série de obras, num jogo contra o Colón de Santa Fé, vencido pelos “Diablos Rojos” por 3×2.

Foto no dia do jogo (2009)

Devido às obras, não conseguimos autorização para entrar no estádio, então tivemos que nos contentar com fotos externas.

Fica registrado mais um estádio na nossa coleção!

Dias depois iríamos assistir a uma partida de los Diablos, fora de casa, contra o Velez.

Ficamos um pouco tristes por não poder adentrar ao estádio num dia de jogo ou mesmo treinamento, mas ao menos já deu pra sentir um pouco da casa do Independiente.

É engraçado visitar o Estádio em dias assim, nem parece que tem jogo mesmo…

Tava uma tarde meio sem graça, de garoa cair na vidraça, céu branco…. Faltavam cores, torcedores, mas já deu certa  alegria de poder ver, ali ao fundo, as arquibancadas.

Enfim, ficamos um pouco desanimados por não entrar, mas já nos animamos ao perceber que o Estádio do RacingPresidente Juan Domingo Perón“, ou “El Cilindro” ficava a poucas quadras dali.

Caminhamos um pouco e chegamos na entrada do estacionamento do Estádio.

Logo de cara já veio a decepção de novo, o cara disse que dificilmente conseguiríamos entrar no estádio…

O negócio então foi aproveitar e fotografar o lado e fora do Estádio, de todos os ângulos possíveis.

Claro, e registrar nossa passagem por mais um estádio!

O Racing parecia ter um cuidado maior com a imagem do Estádio (talvez por não estar em reformas).

O estádio lembra um pouco o Olímpico, do Grêmio.

Mas o mais legal dos dois estádios dá pra ver dessa foto, olha como são literalmente colados os estádios do dois maiores rivais Racing e Independiente:

Já tinha valido a pena, fizemos umas fotos legais, andamos pelo entorno, estivemos ali pertinho…

Mas quando preparávamos para ir embora, “El pibe” Gui, conseguiu falar com um pessoal que havia contatado daqui do Brasil. E aí…

Uma vez lá dentro, pudemos tirar mais fotos e aproveitar aquele local sagrado só para a gente…

Vale fazer pose…

E mais pose…

E posar de gangue…

O rolê era esse mesmo… Andar, olhar, fotografar, respirar o ar del Cilindro…

Olhando pelo chão, encontrei um panfleto de uma campanha para escolher o que iria escrito na camisa do Racing este ano, a frase escolhida foi “Racing, dueño de una passion” (mais informações sobre a promoção em: http://corazonacademico.com.ar/index.php?pagina=1 )

E olhando pela net achei essa foto, que mostra uma visão aérea de la cancha…

O Estádio é bem grande…

E dá praver que também é bem próximo do campo, né? O mais loco é que é quase na mesma altura…

Vamos adentrar e bater uma bola???

O Gui fez uma reportagem com o pessoal que cuida do departamento de torcedores.

Ah, veja como ficou o vídeo do Gui, ao som do Ataque 77:

Pra nós, esse rolê foi muito mais que uma viagem, foi uma vivência próxima entre 4 apaixonados pelo futebol e uma overdose de partidas, estádios, novos amigos…

Futebol pra nós é isso… É abrir as mentes, romper as amarras, e os arames farpados (vale??)…

Finalizamos com a Mari levantando a camisa do Cosmopolitano em plena cancha de Racing:

Assim deixamos Avellaneda e nos preparamos para mais uma aventura, publicada a seguir…

Paec x Linense

Domingo de automobilismo…

A Fórmula Indy pelas ruas de Sâo Paulo.

O nome Senna de volta à Fórmula 1.

Mas nós… Não abandonamos o futebol!

Fomos até a Javari (mesmo lugar que fomos na 4a feira) para assistir PAEC x Linense.

Pra quem não está acostumado com a nova cara do futebol paulista, pode achar que é um jogo fraco, mas saiba que estamos falando de duas equipes que provavelmente disputarão a 1a divisão de 2011.

O placar da Javari fica estranho sem o nome do Juventus, não fica?

Um jogo de dois times rápidos e técnicos, que se equivaleram na partida assim como fazem nessa série A2, ainda que tenham 2 modelos e históricos tão diferentes.

E se o jogo é na Javari, isso significa estar praticamente ao lado dos jogadores durante toda a partida.

Não dá pra tentar esconder nenhum lance, nem as escorregadas, como a do meia do time do PAEC.

Uma das difrerenças dos dois times é a torcida.

Mesmo Lins sendo uma cidade distante 445 km da capital, o “Elefante” (apelido do Linense) trouxe 4 onibus e vários carros de torcedores até São Paulo.

Méritos de um time tradicional e que vem sendo bem gerenciado há alguns anos, trazendo visíveis resultados.

Pudemos andar por todo o Estádio e fotografar os 4 lados do jogo!

A torcida do Linense cantou o jogo todo!

O sol castigava… o jogo começou as 10hs!

O jeito era baixar a temperatura com sorvetes e água!

A torcida do Linese marcou de perto o adversário! Mas não teve jeito, o PAEC saiu na frente.

Bandeiras e camisas encheram de vermelho e branco a Rua Javari!

Pra torcida do Linense, o jeito de fugir do sol, foi se amontoar embaixo da pequena marquise do estádio do Juventus.

O Gui fez um vídeo legal sobre a partida, confira:

Mas não teve batuque que fizesse a bola entrar!

O Linense criou chances incríveis de gol, mas não conseguiu vazar o adversário. A torcida ficou de cabeça quente, principalmente com o juizão que parecia dar uma forcinha pra equipe do PAEC.

Pra quem não conseguiu ler, o site da torcida do Linense é www.unidosdoelefante.com.br/ . No intervalo do jogo batemos um papo com o presidente da torcida (em breve o Gui posta no www.expulsosdecampo.blogspot.com).

Bom, mas independente do resultado ou dos times, fica registrada nossa presença em mais uma partida!  Maisdo queum jogo, uma vivência.

Ah, e não é que tinha bastante gentetorcendo pelo PAEC?? A maioria colaboradores ou familiares de colaboradores do Grupo Pão de Açúcar.

Sem dúvida um novo modelo de gestão e até de se conquistar torcedores, mas… faltam bandeiras e faixas pra torcida do PAEC.

Só encontramos 2 pessoas com camisas do PAEC nas arquibancadas, e uma acho que era um auxiliar técnico…

Fomos assistir o final do jogo no local onde normalmente a setor 2 assiste, e aproveitamos pra incentivar o goleiro do Linense a ir até a área tentar o empate. E não é que ele foi??

E quase marcou, chutando uma bola que sobrou de um escanteio.

Mas não deu pro Linense, que perdeu mesmo o jogo. Vamos ver se durante a semana sobra tempo para mais um jogo.

Rolê em Buenos Aires parte 2 – Argentinos Jrs

Bom, pra não perder o ritmo (até porque o futebol está a 200 km/hora esse ano), voltemos às nossas aventuras boleiras pela América do Sul.

O primeiro programa boleiro, logo na segunda feira em que chegamos a Buenos Aires, foi um jogo do Argentinos Jrs.

Vale lembrar que eu e a Mari já tinhamos feito um rolê nesse estádio há um ano, veja aqui como foi.

O nosso “guia” foi o amigo “Checho”, que além de torcedor e morador do bairro, é o responsável por uma loja que só vende punk rock, oi! e outros sonidos da rua.

A loja dele:

E a gente, mais punk, impossível…

O entorno do estádio mostra que a maior parte dos torcedores se conhecem, até porque são quase todos das redondezas. É o velho amor ao bairro que a gente tanto sente falta aqui no Brasil.

Ainda que as “grandes equipes” também estejam angariando o maior número de torcedores, o Argentinos Jrs mostrou que o sentimento de amor entre time-estádio-bairro-hinchas é muito forte.

O estádio é pequeno. Lembra um pouco a Javari, com alguns andares a mais.

Réplica da Camisa em frente o estádio: 35 pesos

Ingresso para o jogo: 20 pesos

Passar uma noite de segunda feira ao lado da namorada e dos amigos assistindo uma partida de futebol na Argentina… não tem preço!

Ah, fiz um vídeo pra você ter uma ideia do que é o Estádio Diego Armando Maradona por dentro:

Dentro do Estádio, o destaque vai para a loja do clube que vende uma infinidade de produtos relacionados ao time. Os vendedores são gente boa e dá a nítida impressão que é uma festa entre amigos.

A diferença podia sermenor com a realidade que vivemos no Brasil, não? É pedir demais ter uma dessa em cada estádio??

E muita gente da velha guarda lotando as arquibancadas do estádio que leva o nome do maior jogador do mundo, que defendeu as cores do “Bicho” (apelido do time) no início da carreira.

Dá pra ver o nome ali??

E dá lhe festa. Popular. Sem controle, sem comando. Festa de gente, feita pela gente, e pra gente…

A torcida do Newell Old Boys compareceu, mesmo estando há mais de 3 horas da capital. A banda só foi chegar no final do primeiro tempo

O estádio tem uma mística bem particular. Parece um pub, onde amigos se encontram e se divertem.

E alentam, cantam e embalam seus jogadores!

Mulheres e crianças bastante presentes (vale ressaltar que a barra do time fica atrás do gol, e eles cantam e pulam sem parar, por isso tem mais crianças na arquibancada lateral).

As árvores ao fundo dão um belo cenário pro estádio, não acha?

Essa é a barra do bicho:

O campo é tão perto, que as vezes parece que vc tá dentro dele (não falei que lembrava a Javari)…

E guarde registros e fotos e vídeos… Estar ali foi um momento inesquecível…

Aliás, veja como ficou o registro feito pelo Gui:

A Barra vista de frente…

Para nossa tristeza, o tempo começou a virar e um friozinho virou chuva, que virou tempestade que cancelou o jogo aos 20 minutos do segundo tempo e alagou a cidade.

Eu queria ter dado uma volta no estádio ao fim do jogo pra mostrar todos os lados, e por isso não deu… Sorte que fiz essa foto antes do jogo:

Bom, foi esse o nosso rolê pelo jogo do Argentinos Jrs, dali ainda fizemos um rolê pela cidade inundada (o busão foi corajoso!) e fomos dormir. Ainda tinhamos muitas aventuras pra viver, né não Gui?

Ah, para quem quer mais informações sobre o time, o site oficial do Argentinos Jrs é www.argentinosjuniors.com.ar/

e o blog: http://www.elblogdelbicho.com.ar/

Abraços e … vejam que belo exemplo… Apoie o time da sua área!!!!

Juventus, Juventus, eu estou aqui…

Pois é, aproveitei a oportunidade e estive na Rua Javari, em plena quarta feira a tarde, para cobrir o jogo Juventus x Palmeiras B, pela série A3.

Ambos os times com ótimas campanhas, mas confesso que o que mais me motivou a visitar a Moóca foram os Canoles do Estádio!

Chegamos no final do primeiro tempo, quando o Juventus já massacrava o Palmeiras B por 3×0.

Ficamos ali ao lado do pessoal da setor 2, onde temos grandes amigos!

Do lado da torcida visitante, apenas algumas crianças e alguns moradores locais.

O segundo tempo foi com o goleiro adversário ali pertinho da setor 2. Resultado… O cara foi execrado o jogo todo (uma das melhores coisas da Rua Javari!).

A Mari também curte esse estádio. “É bom poder xingar e ser ouvida”.

E como todo grande momento de amor em um estádio merece ser registrado, fica mais uma foto nossa em uma cancha!

Ah, e mais um registro de nossa paixão pela culinária de estádio! Além dos canoles, os sorvetes são campeões também!

E na Javari, tudo é festa, tudo é poesia. O alambrado é o apoio confortável e incentivador!

O jogo corria morno até que o Juventus decidiu matar o jogo e ligou os contra ataques contra o Palmeiras.

E com o Juve no ataque, a galera cantava em castelhano as mais belas canções dos estádios brasileiros…

Trapos (adoro) e bandeiras (hmmm, não me agradam tanto as que defendem o poder do estado) complementam a decoração local!

Ao fundo, o pessoal mais comportado, embaixo das cobertas da Javari, acompanhando mais um show juventino, anunciando sua volta à série A2!

E mais gente pendurada? É mais gol…

Fim de jogo,  5×0…

Festa nas bancadas…

Festa cantada, e bem cantada…

Aplaudida e memorada, pois para um juventino, todo jogo é memorável, fica na memória do bairro.

Aos amigos, nossa eterna amizade! Dá-lhe Piva, boxeador e boleiro de carreira possivelmente finalizada após séria contusão…

Já posa até com cara de boxeador aposentado…

E leva no braço e no coração seu amor pelo Juve!

Símbolos e instrumentos de um futebol que senega a ser vendido…

E que chega a acabar com a separação dentro e fora de campo…

Até breve Javari! Até sempre…

69- Camisa do Borussia Dortmund

Enquanto eu não acabo de escrever sobre o nosso rolê por Buenos Aires, vamos dar sequência às Camisas do blog. Mas fique tranquilo, que logo eu continuo a série “Rolê por Buenos Aires”… 

A 69a camisa de futebol da coleção, rumo às 1.000 camisas vem do outro lado do oceano, da terra da cerveja!

Trata-se da camisa do Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund, também chamado de Borussia Dortmund.

Borussia é o nome antigo do estado da Prússia, e Dortmund é o nome da cidade onde ele está sediado.

Dortmund é uma cidade antiga, grande e bastante diversificada culturalmente.

Parte siginificativa da população é formada por migrantes ou imigrantes que buscam universidade ou trabalho.

Combina aspectos tecnológicos de última geração com monumentos, igrejas e arquitetura de centenas de anos…

O Borussia Dortmund é considerado um dos grandes times da Alemanha, e conta com uma das maiores torcidas do país.

O clube já nasceu tendo que lutar contra as adversidades, uma vez que foi fundado por jovens católicos, em 1909, numa região de maioria protestante.

Durante as décadas iniciais ainda teve que conviver com o sucesso do seu rival, o Schalke 04, com quem faz o “Clássico do Vale do Ruhr”.

O Rodrigo, irmão da Mari, acompanhou o clássico em 2008, veja as fotos:

Muitas bandeiras pelas arquibancadas e até dentro do campo…

O estádio por lá está sempre cheio, é até um pouco difícil conseguir ingressos.

Voltando à históra do clube, é inegável a triste lembrança da época do Nazismo, quando o time foi tomado por pessoas do Partido Nazista e teve vários funcionários assassinados pela Gestapo por se oporem ao regime.

Em 1947, após o fim da guerra, as coisas começaram a melhorar. Veio o primeiro título importante, batendo o Schalke na final da Copa da Vestefália.

Nos anos seguintes, o Borussia ganharia mais três Campeonatos Alemães, em 1956, 1957 e 1963, além da Copa da Alemanha, em1965.

Com o título de 65, o clube teve acesso a disputar no ano aseguinte, a Recopa Européia, sagrando-se campeão (primeiro clube alemão a ganhar uma competição européia). Abaixo o ingresso da final:

Nos anos setenta e oitenta, o clube passou por uma série crise, chegando inclusive a disputar a segunda divisão.

Entretanto, em 1989, ganhou novamente a Copa da Alemanha, encerrando um longo período sem títulos.

Nos anos 90, venceu dois Campeonatos Nacionais (1995 e 1996), além da Liga dos Campeões de 1997 e o Mundial Interclubes no mesmo ano.

Foi a época mais gloriosa do clube. Como retorno para a torcida, o clube investiu fortemente na expansão do Westfalenstadion, construindo o maior estádio da Alemanha, com capacidade para 80.000 espectadores. É conhecido também como “A Casa de Ópera do Futebol Alemão”.

Em 2002, o time conquistou novamente, o Campeonato Alemão.

E vale lembrar que esse time, além dos brasileiros  Ewerton e do Amoroso que estão no poster acima, ainda contava com o Dedé.

Entretanto, após esse título, o Borussia entrou numa crise financeirae teve que vender vários jogadores, enfraquecendo o timemas ainda assim mantendo seus fãs, como mostra sua média de público, uma das maiores do mundo, com cerca de mais de 80 mil torcedores por jogo.

Outra consequência da crise foi a parceria com a Companhia de Seguros Signal Iduna, que agora dá nome ao seu Estádio.

O time tem como mascote a abelha Emma:

Que também comparece aos jogos…

O hino do time:

O site oficial do time é www.borussia-dortmund.com , mas caso prefira, existe um grupo de brasileiros que mantém um blog dedicado ao time: www.bvbbrasil.blogspot.com

Rolê em Buenos Aires – parte 1: “Vuelve a casa…”

Para nós, a idéia de “ir para Buenos Aires” já não faz mais sentido. Já há algum tempo, tratamos a viagem como “Voltar para Buenos Aires”.

Reencontrar amigos, lugares e sensações que nos fazem compreender cada dia mais nosso espiríto latino.

Pela 4a vez, ficamos no “Brisas del Mar”, um hotel residencial, em San Telmo, próximo do metrô, ponto de ônibus, mercearia, supermercado, quioscos…

Foi um rolê bastante boleiro, mas não deixamos de apreciar as demais facetas da cultura local. A começar pelo Tango portenho…

Também dedicamos uma boa parte do tempo ao punk rock Argentino. Dessa vez, a grata surpresa foi a possibilidade de estar no ensaio do Tango 14, banda Punk/Oi! que mistura a realidade do dia a dia suburbano portenho às emoções do futebol, com um certo teor alcoólico cervejeiro.

Resumindo: Os caras são gente boa pra caramba e o som divertidíssimo!

Dá pra ouvir um pouco do som dos caras pelo myspace: http://www.myspace.com/tangocatorce

As antigas amizades mantém sua força, por isso sempre agradecemos “El Maluko” Martin, hincha do River, um dos maiores conhecedores do punk latino e também do futebol!

Na hora de comer havia sempre a dúvida: Gastar e comer muito bem, ou economizar e comprar mais camisas de times?

Sem esquecer que eu, a Mari e o Gabriel somos vegetarianos (só o Gui ainda come carne).

Assim, revezávamos entre restaurantes de bairro, Burguer King (onde existe uma fantástica opção vegetariana), lanches em mercearias e até restaurantes “duvidosos”.

Na foto abaixo, estamos num restaurante “Chino”, no esquema “Pague para entrar e coma para sair”.

Ah, as largas ruas de Buenos Aires…

E a arquitetura diferenciada, encontrada não só no micro centro, mas também nos bairros. (Que cara é essa Gui?)

E como falar em Buenos Aires, sem lembrar das “Cabinas”, e dos “Quioscos”…

Momento terror cultural no cemitério da Recoleta (é coisa de turista, mas é divertido!):

Coisas estranhas para se fazer quando se está viajando… Acariciar um burro, por exemplo:

O Zôo de Buenos Aires é um passeio interessante (ainda que seja uma prisão como todos os demais zôos do mundo…), fica na parte mais chique, quase chegando no Estádio do River.

E teve a hora de lembrar de casa. Aqui, os Cosmopolenses apresentam seus times em plena Casa Rosada (Mari com a camisa do Cosmopolitano e Gabriel com a camisa da Funilense):

E o Gui representou a do Ramalhão!

Andar 20 km por dia, durante mais de uma semana faz você ter momentos como esse…

Grandes prédios, grandes coturnos…

E claro, grandes lugares, aqui, El Caminito, que fica a 3 quadras da Bombonera!

Ainda ali perto, Gabriel esfrega os óculos, para ver acreditar que não era o porto de Santos.

Coisas estranhas que se vendem assim, numa loja de rua, como se fosse mais um brinquedo…

Mais amigos. Mais que amigos. Nossa família portenha, nuestro hermano Hugo e a pequena Augustina, curtindo um colo da tia Mari!

Cresceu, hein menina?

Tio Gui tentando ensinar o hino do Santo André…

Punk Rock no berço! Aproveitamos para “devorarmos” o DVD do Doble Fuerza (Otra vuelta de Cerveza), banda em que o Hugo (papai da Augustina) canta:

Ao fundo, o Hugo encomendava nossa pizza…

Pra fechar, todos unidos!

Bom, pra gente não perder tempo, paro por aqui e continuo em breve…

Rolê em Montevidéu – parte 4: “Outras aventuras boleiras”

Bom, pra finalizar o tema Montevidéu, além dos dois jogos que assistimos e de toda a diversão cultural que eu falei na primeira parte deste relato, também vale citar algumas outras aventuras.

Por exemplo, passamos pelo Defensor Sporting Club, outro grande clube que fica na capital.

Ficamos tristes por não termos conseguido conhecer seu Estádio, o Luiz Franzini, que só depois descobrimos, fica próximo à praia.

Passamos também pelo ginásio do Club Atlético Cordón, que é um time de basquete, da cidade.

Ah, também vale o destaque para as 2 camisas que comprei (Nacional e Danúbio), e em breve posto aqui, oficialmente.

Para comprar as camisas rodamos várias lojas mais afastadas, principalmente no bairro Ciudad Vieja, onde encontramos melhores preços.

Aliás, tampouco pudemos conhecer o bélissimo Estádio “Jardines del Hipódromo”, do Danúbio, que é um pouco distante de onde estávamos…

Puxa, e acredite ou não, não consegui comprar a camisa do Peñarol…

Vou usar isso de desculpa para voltar pra Montevidéu um dia.

Outra coisa que fica pra próxima é maior atenção com os demais times da cidade, juro que tinhamos uma lista de times para conhecer, mas ficamos pouco tempo por lá…

Ah, faltou eu comentar os cd´s que eu peguei lá.

Os três, da esquerda para a direita são:

1- “Despues de la una”, coletânea tripla da Buitres, uma banda que fica entre o rock e o punk rock. Ouça um pouco no site deles: www.buitres.com.uy

2- “Montevideo Agoniza” clássico disco da banda punk “Los Traidores“. Esse play é de 1982, e lembro de escutar algumas músicas dele aqui no ABC por um amigo punk uruguaio que morava em Atibaia. Tem um site que não sei se é oficial, mas dá pra ouvir uns sons: www.lostraidores.cjb.net/

3- Por fim, o cd “Clase B”, de 1996, da banda Trotsky Vengaran, um pessoal mais… “moderninho” do rock uruguaio. O som é legal, um pouco barulhento demais pro meu gosto, mas o Gui pegou outro cd que eu achei melhor… Dê uma olhada no trabalho dos cara em www.trotskyvengaran.com

Bom… e foi isso, nossa estadia em Montevidéu. Para nós parece que foi um mês, de tantas coisas que conseguimos fazer.

Abaixo eu e a Mari curtimos os últimos momentos em pleno aeroporto de Montevidéu (aliás, belíssimo).

Aqui, já nos momentos de medo… Gui tenta disfarçar, mas não consegue. Só se acalma ao lembrar que os aviões da Pluna (Aliás, aprednemos que Pluna é sigla de Primera Lineas Uruguaias de Navegacio Aerea) são baratos e seguros.

Eu e a Mari ao lado do Gui, aguardamos a decolagem, rumo a nossa eterna Buenos Aires… que será o tema dos próximos posts…

Rolê em Montevidéu – parte 3: “Nacional”

Opa… Mudaram as cores, mas o local é o mesmo.

De volta ao Centenário, um dia depois do jogo do Peñarol, fomos agora conferir a movimentação em azul, vermelho e branco

Gente chegando de todo lado, trazendo as cores do Nacional ao Estádio!

Os vendedores trazem camisas, bandeiras, bonés e outros adereços a preços interessante!

Pra se ter uma idéia, uma camisa do Nacional (não oficial, mas muito melhor que as piratas que estamos acostumados por aqui) saía por R$35.

Dessa vez fomos na geral (ingresso mais barato), mas ao invés da violência que todos acham que marca o espaço, por causa das barras, o que encontramos foi um público  amistoso, e boa participação das mulheres, e até da melhor idade!

Os trapos também estavam presentes!

Mais uma vez dando voz às individualidades em meio à massa coletiva.

E novamente nota 10 para o ítem “comilança no estádio”. Além da já citada Torta Frita e dos churros, a opção do jogo eram “palitos de chocolate” vendidos por R$1! Isso mesmo R$1!!!

Mais uma vez o estádio esteve bem cheio.

E nós estivemos lá para registrar tudo!

Ah, enquanto a gente fotografava por ali, o Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) batia um papo com os “capos” da Barra.

Confira um pouco do trabalho do Gui:

E palmas para o tricolor uruguaio!

E palmas também para o Liverpool, que trouxe sua não menos barulhenta e colorida torcida ao Centenário!

Pra nós ficou claro que o torcedor uruguaio é tão aficcionado quanto nós pelo futebol, e obviamente pelo seu time.

Ah, é, também tem coisa legal acontecendo entre as 4 linhas… É que esse tipo de informação você acha em qualquer lugar, heheeh

O rápido time do Nacional entrou em campo e derrotou o Liverpool por 2×0.

Olha o vídeo do 2o gol aí:

O jogo foi tranquilo para o Nacional, a torcida não teve grandes preocupações.

Ah, e destaque também para a tranquilidade nas arquibancadas. Os Barra-bravas, ao menos nesse jogo, se preocuparam apenas em apoiar o time e nada mais.

Nosso adeus ao Estádio Centenário, mais uma vez num por do sol…