Amparo 1×2 Primavera (Mais segundona!!!)

Fim de semana corrido!

No sábado fomos a Sumaré, ver Sumaré x Elosport, e no domingo, a convite de um torcedor local, fui a Amparo, assistir Athlético Amparo x Primavera, de Indaiatuba.

Mais uma vez tentando colaborar com o futebol das divisões de acesso. Participando como torcedor que paga ingresso e vai pra arquibancada ver e se maravilhar.

Nas arquibancadas, uma surpresa.

Como eu disse no vídeo acima, dos jogos da série B que eu acompanhei este ano, este foi o que teve  mais forte presença da torcida local.

Presença que coloca ainda mais vida no belo e tradicionalíssimo Estádio José Araújo Cintra

Para você entender como ele é disposto, existe uma arquibancada descoberta (a esquerda de quem adentra ao campo) e uma coberta (do lado direito).

O campo é cercado de um alambrado baixo e mantém aquela boa e velha proximidade com os jogadores que eu tanto valorizo para um estádio.

A rádio local disponibiliza duas caixinhas de som, que permitem à galera das cadeiras cobertas acompanharem o jogo ouvindo a narração (muito boa, aliás, queria descobrir o nome do amigo narrador).

E dali, das numeradas senhores, senhoras filhos e filhas acompanham o orgulho da cidade, em campo, o Athlético Amparo.

Vou guardar a história do time para quando eu conseguir a camisa, mas olhando para as arquibancadas povoadas, mesmo na segunda divisão, dá pra ver que a cidade entende a importância histórica do time.

O que não significa que eles não peguem no pé dos jogadores, a cada lance perdido…

Aliás, quantos lances perdidos pelo time local… Alguns torcedores foram a loucura!

Mas o que era reclamação num primeiro momento, vira apoio, logo em seguida…

E já que mostrei o lado direito, vejamos o outro lado do campo…

E um pouco do lado de dentro, junto dos reservas e do próprio bandeira…

Ou prefere ficarmos ali dando uma mão pro 4o árbitro? Dá pra ver que o desfibrilador, obrigatório em partidas oficiais, estava ali!

Dando um rolê pelo estádio, vi a grande lanchonete (desta vez não comi nada, então não posso falar sobre a gastronomia futebolística de Amparo…)

Aqui dá pra se ter uma ideia de como é o lado coberto da cancha!

Ah, olhando pro jogo um pouco, o time do Amparo é valente, mas levou azar nas finalizações. Já o Primavera (que também pretendo ver jogar em casa, em Indaiatuba) com uma forte marcação, ficou no contra ataque, levando perigo constante ao gol local.

E se vida de goleiro já é difícil, goleiro na série B do Paulista tem que fazer mais do que milagre…

Aproveitei o início do segundo tempo ainda morno, pra dar uma olhada no lado descoberto do estádio, que também recebeu bom público.

Ali, encontrei algumas faixas, bandeiras e o pessoal da Torcida “Leões da Montanha“.

Do lado descoberto pode se ver como é bonito o Estádio!

E a coincidência veio ao tirar a foto da camisa de um dos torcedores e descobrir que se tratava do João Vitor, amigo que me convidou para conhecer o Athlético Amparo.

Além dessa coincidência, também teve o fato do assessor de imprensa “Iberê” ter sido meu colega de Faculdade, uns 10 anos atrás, e de ter trabalhado no Santo André, na última temporada. Aliás, não é por ser amigo do cara, mas o trabalho em Amparo está sendo muito bem feito.

Amizades feitas, amizades renovadas, é hora de marcar nossa presença no estádio, em mais uma aventura boleira!

O jogo terminou 2×1 para o Primavera, de Indaiatuba, resultado que decepcionou a torcida local…

Nem por isso, a honra e a força da bandeira do time foram manchadasPara quem é apaixonado por um time, as dores da derrotas transformam-se em estatísticas em pouco tempo.

Desta aventura, ficou o orgulho de ver um time apoiado pela população local, e a alegria de poder conhecer mais um estádio!

Apoie o time de sua cidade!

Sumaré 2×3 Elosport (Série B do Paulistão)

Fim de semana no interior, e após rever a família da Mari, em Cosmópolis, aproveitamos o sábado de sol, para dar um pulinho em Sumaré, cidade quase vizinha, para acompanhar uma tarde de Campeonato Paulista Série B.

Pegamos a Anhanguera e rapidinho estávamos chegando em Sumaré! 

O Estádio Municipal Vereador José Pereira nos brindava com o jogo “Sumaré x Elosport“, pela 5a rodada, do grupo 4.

O Estádio tem acesso dos dois lados do campo, é um daqueles modelos antigos, bem abertos. Dá pra se acompanhar o jogo de onde quiser.

O público compareceu em pequeno número, uma triste característica da segunda divisão paulista (essa divisão pode ser chamada de série B ou segunda divisão).

Aliás, existe uma comunidade do time no orkut, quem quiser participar: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98543036

O sol dificultava o trabalho do treinador do Elosport, que gritava o tempo todo com seus atletas, na beira do campo, estilo Muricy Ramalho.

Pra quem acha que é moleza escrever o blog, até o ingresso a gente paga!

Acolhida na arquibancada, a pequena mas marrenta torcida do Sumaré gritava com seus jogadores e pegava no pé do juiz!

Uma pena que a população de Sumaré ainda não acordou pra incentivar o time com a força que ele merece, independente dos resultados…

O pessoal do Elosport trouxe até narrador ao campo!

Pequeno, mas bem cuidado, o Estádio Vereador José Pereira tem o seu charme!

O jogo foi apenas regular, com muitos passes errados. As melhores chances sairam de bolas paradas.

Mas, para os apaixonados pelo time, jogando bem ou jogando mal, o importante é estar presente nas sagradas arquibancadas…

O mesmo vale para mim. É sempre um orgulho e muita emoção poder participar da história destes clubes, mesmo que seja como um torcedor a mais numa partida.

 O uniforme do Sumaré é de uma cor bastante diferente, um amarelo, quase dourado!

Ah, chamou minha atenção a presença de torcedores da chamada “melhor idade”. Fico me perguntando se essa nova geração vai deixar morrer o amor pelo futebol…

O primeiro tempo virou empatado em 1×1.

No intervalo pude batrer um papo com a atual diretoria do Elosport, que segue lutando contra todos os obstáculos para manter o time. Disseram que a média de público em Capão Bonito chega a quase 1.000 pessoas por jogo. Fica aqui o compromisso de ir até lá assistir um jogo!

Nem bem começou o 2o tempo e o Sumaré abriu vantagem num penalty:

Entretanto, para a tristeza dos torcerdores locais, o Elosport teve forças para virar o jogo em 3×2, e sair de Sumaré com mais 3 pontos.

De qualquer forma, fica mais uma partida da Segunda Divisão, registrada aqui no blog As mil Camisas!

E fica registrado mais um estádio, mesmo que não se possa bater bola, caminhar ou correr no gramado, ou mesmo andar de bike na pista, quanto mais passear com seu totó, por ali…

Apoie o time de sua cidade!

70- Camisa da Ferroviária de Araraquara

A 70a camisa tem o peso de uma das equipes mais tradicionais do interior paulista. Trata-se da Associação Ferroviária de Esportes, a Ferrinha!

E a camisa, não é uma qualquer, é a comemorativa à inauguração do Estádio Fonte Luminosa, após as reformas.

Fundada em 1950, por um grupo de trabalhadores da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), o distintivo do time é o mesmo da EFA, com as letras ao contrário.

A cor Grená, segundo historiadores, foi adotada por ser a cor que distinguia as locomotivas da EFA.

Logo, foi iniciada a construção do estádio de futebol, que mais tarde levaria o nome “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, conhecido como “Fonte Luminosa”.

Há inclusive um livro sobre o Estádio (compre-o aqui! se quiser)

Em 1951, no ano seguinte à sua fundação, a Ferroviária disputou sua primeira competição oficial, o Campeonato Paulista da Série A2 não conseguindo a vaga para a próxima fase.

Time de 1951

Em 1952, perdeu o acesso para o Linense, que goleou a ferrinha por 3 a 0 na final disputada no Pacaembu. (aliás, fomos ver o Linense semana passada, confira aqui!).

Em 1953, terminou em 2° lugar no hexagonal final conquistado pelo Noroeste.

Em 1954 o time de Araraquara sequer passa da 1ª Fase.

Somente em 1955, o sonho se torna realidade.

Num campeonato que só foi terminar em abril do ano seguinte, a Ferroviária goleou seu maior rival, o Botafogo por 6 a 3, na Fonte Luminosa lotada e assim, garantiu o acesso à Série A1 do Paulista conquistando seu primeiro título na história.

Em 1959, a Ferroviária fez sua melhor campanha num Campeonato Paulista da Primeira Divisão, alcançando o terceiro lugar.

No início dos anos 60, a Ferroviária consquitou destaque no cenário esportivo do país.

Foi a época de ouro do time, quando sua torcida criou raízes e suas cores começaram a ser temidas pelos adversários.

Em 1960, vencera o famoso time do Santos de Dorval, Zito, Pagão, Pelé e Tite. Tomaram de quatro a zero com Pelé e tudo.

Ainda em 1960, excursionou pela África e Europa e em 1963 e 1968, pelas Américas Central e do Sul.


Nos anos 70 o time manteve as boas atuações pelo paulista, oscilando grandes times, como o de 1971, 77 e 78 e times fracos como o de 1972.

Time de 1971

Os anos 80 começam com tudo, e logo em 1980, na disputa da Taça de Prata (a série B da época), o time realizou uma boa campanha chegando às disputas de uma das semifinais contra o CSA. Disputou essa competição também em 81.

Em 1983, o time disputou a série Ouro (o brasileirão), e ficou em 12o lugar, entre 40 equipes.

Os anos 90 trouxeram a realidade do futebol moderno para Araraquara. Enquanto o sistema de transporte extinguia as linhas ferroviárias, os custos do futebol quase acabaram com o time.

Em 1994 foi vice campeã da série C, disputando a série B em 1995 e 1996, quando desistiu de disputar a série B.

Ainda em 96, a Ferroviária venceu apenas uma partida np paulistão e foi rebaixada para a Série A2. Achei um vídeo de uma derota para o Palmeiras:

Na Série A2, em 1997, a Ferrinha continuou em queda livre e foi rebaixada para a Série A3 em 1998, com o time:

Time de 1997

A pane na locomotiva não parou por aí, e por mais dificil que fosse acreditar, a Ferroviária alcançou a série B1 (quarta divisão).

A virada  começou em 2001, com o acesso à A3. Mas empacou em 2003, com o retorno à B1.

Os anos 2000 pareciam fulminar o futebol em Araraquara, e como resposta, em 2004, o clube se tornou empresa, denominada Ferroviária S.A.

A primeira campanha sob a nova direção foi marcada por goleadas e assim, o time garantiu o acesso à Série A3.

Em 2006 conquistou o título da Copa Federação Paulista, com acesso à Copa do Brasil no ano seguinte.

Em 2007, conseguiu deixar a Série A3 do Campeonato Paulista e depois de 10 anos, voltou para a Série A2.

Em 2009 foi novamente rebaixado, disputando a Série A3 atualmente (2010), com o time abaixo:

O mascote da Ferroviária, como não poderia deixar de ser, é uma locomotiva:

O tradicional Hino da Ferroviária pode ser ouvido no vídeo abaixo:

O estádio Fonte Luminosa, onde a Ferroviária manda seus jogos agora é municipal.

Recentemente passou por grandes reformas transformando-se numa arena multiuso. A nova capacidade é de mais de 20.000 torcedores, todos os lugares com cadeiras.

Vale a pena ver a torcida apoiando o time:

Apóie o time da sua cidade

Antes que alguma grande rede de supermercados o compre!

Em busca do Estádio Perdido em São Francisco Xavier

O Estádio Perdido de hoje fica num lugar que parece ter esquecido os problemas do mundo afora.

Falamos de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (correção feita graças à colaboração de um dos leitores!).

Distante cerca de 50 km da cidade de São José dos Campos, possui várias cachoeiras lindas e cheias de energia, para quem anda numa fase cansada.

Eu e a Mari estivemos por lá no final do ano!

A paisagem do lugar é indescritível.

Nem mesmo as fotos conseguem dar a sensação de acolhimento que Serra da Mantiqueira oferece aos turistas.

E, claro…. Tem futebol!

O Estádio Arthur Eduardo Bose, inaugurado em 1997 abriga os jogos dos times da região, em especial do Clube Mantiqueira de Futebol.

O Estádio fica logo na entrada, ao lado do posto de gasolina.

Não tirei muitas fotos, porque começava a chover forte bem no momento em que estávamos por ali, mas dá pra notar que o Estádio está no meio da natureza, né?

Assim, eternizei minha presença em mais um Estádio.

Fico me perguntando como deve ser difícil prestar atenção nas jogadas com um cenário tão tranquilizante como este…

Já na cidade, conhecemos a sala de troféus do Clube Mantiqueira, fundado em 1956, e desde então disputando jogos pela região. 

O responsável pela sala de troféus é também o principal barbeiro/cabelereiro da cidade (me perdoe mas esqueci seu nome…)

Além dos troféus, o salão da barbearia é repleto de fotos do time de diferentes épocas, quase uma aula de história sobre o futebol local. 

Ficamos na Pousada Itaki (www.pousadaitaky.com.br) e recomendamos o lugar para quem quer passar um tempo longe da loucura da grande São Paulo. Abaixo uma das vistas da pousada:

Bom, por hora é só… Em breve mais camisas, mais estádios, mais rolês… Porque a vida é pra ser vivida.

Em busca do Estádio perdido em Águas da Prata

Mais um capítulo em nossa incansável busca por Estádios que não fazem parte da história comercial do Futebol.

Estádios esquecidos pela grande mídia, mas nem por isso menos valorosos.

Símbolos de um futebol local, de cidades do interior como a bela e pequena… Águas da Prata!!

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A cidade é conhecida por suas fontes de águas diferenciadas. Você pode até não lembrar, mas já bebeu uma água de lá, pode apostar!

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Pra quem não conhece a cidade, leia aqui sobre minha primeira passagem por Águas da Prata.

A visita dessa vez foi unicamente para registrar em imagens e em nossas memórias o Estádio Municipal Franco Montoro.

Situado bem em cima da montanha, ele tem um cenário bem bucólico, com direito a neblina e tudo!

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Conhecemos o administrador do Estádio, que jogou por diversas equipes amadoras e pelo Radium de Mococa.

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A pequena arquibancada me fez lembrar a da extinta AABB de Santo André:

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Mas o “redor” do campo é diferente de qualquer outro estádio, parece até que era um estádio numa cidadezinha européia…

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A Mari foi sentir o que era sair do vestiário subterrâneo :

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E eu preferi fazer pose…

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Aliás, o que não faltou foi pose pelo estádio…

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Uma vista mais distante…

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E até uma tentativa de barra nas traves do gol, detalhe para minha bermuda companheira de tantas aventuras que não resistiu e se rasgou no joelho…

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Mas o maior charme é a montanha e a neblina ao fundo…

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Enfim… Para nós fica a tristeza de ter um time na cidade que ocupe o estádio e leve o nome da cidade aos “escritos oficiais” da Federação Paulista de Futebol.

Não conseguimos obter informações do Associação Atlética Águas da Prata, se alguém souber de  algo, por favor, nos comunique!

ATUALIZAÇÂO (08/12):

Recebi um alo da galera do blog pratanarede.blogspot.com e eles fizeram um post só com fotos de times da cidade, confira: http://pratanarede.blogspot.com/2009/12/um-pouco-de-futebol.html

58- Camisa do Radium de Mococa

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A 58a Camisa de Futebol, do Radium Futebol Clube eu comprei dentro do próprio estádio, no intervalo da partida que ganhou de 3×0 contra o Sumaré, no dia 14 de junho, no mesmo rolê em que eu consegui a camisa da Guaxupé.

Como eu não tinha levado dinheiro, só tava com o cartão, o pessoal deixou eu fazer um depósito mais tarde. Confesso que demorei pra pagar porque não encontrava onde tinha anotado os dados da conta dos caras, mas já ta pago!! (meio caro, R$ 50, mas tá pago! hehehe)

Mococa é uma cidade bem próxima do sul de Minas, e ainda consegue manter uma cara de cidade de interior, bem mais tranqüila que a correria que estou acostumado aqui no ABC ou em São Paulo.

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O Radium é bem conhecido, mas confesso que briga de igual para igual com os deliciosos doces de leite para saber qual o “bem” mais importante da cidade.

doce de leite

No meu caso, Mococa é também a terra de um pessoal punk que era bem gente fina, quem sabe esse post chega até eles. Eu nunca mais tive noticias. Só lembro do nome de um deles, o “Joey”.

Mas falando do time, por que um time com esse nome tão diferente? A resposta é simples, esse foi o jeito que os fundadores arrumaram para homenagear o elemento químico descoberto pela cientista francesa Marie Curie, que pressupunha força, potência e energia.

radium

Foi fundado em 1º de maio de 1919, e times fundados nessa data (dia do trabalho), sempre possuem forte ligação operária, e provavelmente anarquista.

Manda seus jogos no Estádio Olímpico São Sebastião, com capacidade para aproximadamente 7 mil torcedores.

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Destaque para a lojinha do time, dentro do estádio:

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Em 2009 o clube comemora 90 anos de existência, por isso existe uma série de produtos comemorando o feito, de camisas à cervejas:

Os 90 anos do time tiveram direito até à cobertura da mídia:

O time é bem acompanhado pelos moradores da cidade, tem até uma organizada, a Fúria Verde, nascida em 2008, em uma roda de bar em Mococa.

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Disputa torneios profissionais desde 1949, o time daquele ano:

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Teve seu auge no início dos anos 50, quando conquistou o Campeonato Paulista do Interior e a Série A2 em 1950, disputando em 1951 e 1952 a primeira divisão.

Time de 1952:

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Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Primeira Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957.

radium 1957

No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual.

De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980. Ainda neste ano, realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita. Venceram por 4 a 1 .

Time de 1979:

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Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3), quando em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que disputou por quatro temporadas.

Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B.

Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas.

Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual.

Seu mascote é o Periquito e é também chamado de “Verdão da Mogiana”.

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Estivemos no Estádio São Sebastião acompanhando Radium x Sumaré, e o Radium venceu por 2×0.

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O placar não conseguiu acompanhar os gols…

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Para quem acha que rock e futebol não combinam, ainda mais no interior, se liga nas chamadas que os caras fizeram pros jogos desse ano, beeeeem roqueira!:

E a galera tem comparecido!

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A vista das arquibancadas revela um horizonte ainda típico do interior, com muito verde, árvores e montanhas… Vendo isso eu me pergunto até quando eu aguento viver no meio de tanto prédio e poluição…

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E como sempre, eu e a Mari imortalizamos nossa presença no Estádio!!

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Estou tentando conseguir o livro “Radium, o verdão da Mogiana”, para conseguir mais informações, mas por hora, quem quiser saber mais, acesse o site oficial do time é www.radiumfc.com.br

Existe também um blog muito legal falando sobre o time:  www.radiumfc.blogspot.com/

Pra finalizar, que tal um rolê embaixo do bandeirão da torcida??

50- Camisa do Rio Branco

Quase um ano de blog e chego à camisa de futebol de número 50. O que me faz pensar que 5% da missão já foi cumprida.

Se tudo continuar assim, é meu triste dever informar que em meados de 2029 eu devo finalizar este blog.

Só nos resta torcer para até lá ainda existir o futebol a internet, o wordpress, eu e você…

Enquanto esse dia não chega, vamos à Camisa de Futebol de número 50, que é do Rio Branco de Americana.

Aliás, uma camisa antiga, e que chegou a ser usada por um atleta. Ela é de algodão, daqueles modelos antigos, não sei se dá para perceber na foto:

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Essa camisa foi presente do amigo Gabriel Uchida, editor do blog “Torcida” com várias fotos legais. A camisa foi do tio dele, chamado Henry, que jogou no clube no final dos anos 70. O tio teria começado jogando em MG, SP, RJ e Portugal. Em Minas, teria jogado no Atlético, no início dos anos 80, com Toninho Cerezo, Reinaldo, Palhinha, entre outros.

Por coincidência, ele é o segundo Gabriel que me dá uma camisa de presente, veja qual foi o primeiro aqui.

Mas falando do time, o Rio Branco Esporte Clube defende o futebol da cidade de Americana (interior de São Paulo) desde o dia 4 de Agosto de 1913, quando foi fundado por João Truzzi e sua trupe.

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O time nasceu com o nome de Sport Club Arromba (em referência às comemorações das vitórias), mas já em 1917 passou para Rio Branco Football Club (em homenagem ao Barão do Rio Branco), como se vê no uniforme abaixo:

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Em 1961, adotou o nome atual: Rio Branco Esporte Clube.

Já nos anos 20 o clube conquistou os títulos de campeão da Região e campeão da Zona Paulista, além do bicampeonato do Interior, que permitiu a disputa do título estadual com o Corinthians, resultando em dois vice-campeonatos.

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O final da década de 40 trouxe o desligamento do clube do profissionalismo, e só retornou em 1979, graças à fusão entre com o Americana Esporte Clube.

Distintivo do Americana (Antigo Vasquinho)

Distintivo do Americana (Antigo Vasquinho)

Desde então, o clube tem disputado os campeonatos profissionais, chegando à 1ª Divisão do Futebol Paulista em 1990, com o vice-campeonato da Divisão Intermediário.

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O início da década de 90 foi de muita alegria para o clube e sua torcida, sendo que em 1993 a equipe chegou a disputar o octogonal final do Paulistão, terminando em sexto lugar.

O Rio Branco revelou vários jogadores como Marcelinho Paraíba, Flávio Conceição, Mineiro, Macedo, Marcos Senna, Sandro Hiroshi, Souza, entre outros.

Depois de vários anos disputando a série A1 do Paulistão, em 2007 o Rio Branco caiu para a série A2 do Campeonato Paulista, conquistando o acesso novamente este ano (2009).

O mascote do Rio Branco é o Tigre por causa dos instintos deste animal.

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A idéia do estádio do Rio Branco nasceu em 1920, quando foram emitidas ações para juntar verba para a construção do projeto. Entretanto somente mais de 50 anos depois, em 1971 é que surgiu o “Riobrancão”, que a partir de 81 passou a ser chamado “Décio Vitta”, em homenagem ao ex-presidente da diretoria do clube.

decio vita

O estádio possui capacidade de 15 mil pessoas. Algumas semanas atrás estive por lá para ver um jogo da Copa Estado de São Paulo e pude fazer umas fotos. Assim que eu as achar eu posto aqui no blog.

O maior rival do Rio Brancio é o União Barbarense, da cidade vizinha de Santa Bárbara d’Oeste.

Mas o Rio Branco também já duelou com times internacionais, em 1993 num amistoso contra o Fenerbahce, onde venceu por 2×0, em 1997 e num jogo treino contra a seleçao da China, onde fez 5×1.

O site do time é: www.riobranco.esp.br

Vamos curtir a arquibancada com os caras:

Fim de semana na segundona!

Já que na sexta feira tínhamos curtido um rolê na minha área, o ABC, assistindo ao jogo do Palestra contra o Desportivo Brasil (veja aqui), nada mais justo que retribuir a gentileza e ir assistir a um jogo da Segundona na área da Mari.

O jogo foi no bonito Estádio Luís Perissinoto, a casa do Paulínia, com capacidade de 5 mil pessoas.

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O Estádio possui 2 lances de arquibancadas e uma tribuna de honra. O gramado é muito bom, principalmente se levarmos em conta que o time ainda está disputando a 4a divisão estadual.

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Este é o segundo ano do Paulínia como profissional no Campeonato Paulista e pelo que eu ouvi, o time conta com um bom apoio da prefeitura (vale lembrar que há uma grande refinadora de petróleo na cidade que gera grandes receitas ao prefeito).

O site do time é http://www.pauliniafc.com.br .

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Como já joguei futebol (ainda vou postar as camisas dos dois times poronde passei, “Garotos Podres” e “Autônomos”), fiquei pensando como devem ter sofrido os atletas que jogaram às 15hs da tarde com um sol escaldante.

Na arquibancada da torcida local não havia uma sombra sequer…  Tanto que no segundo tempo, por uma questão quase de saúde, foi liberado o acesso a arquibancada dos visitantes, pega sombra o tempo todo.

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Antes que alguém diga que a gente está copiando a idéia do “Jogos Perdidos” deixo claro que sou fã do trabalho dos caras, e só depois de chegar em casa é que soube que eles também estiveram no jogo.

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O melhor do estádio é que eles tem uma pastelaria embaixo da arquibancada. Pena que pra ver um jogo as 15 hs eu já tinha saído almoçado.

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O Placar é um daqueles tradicionais, com os números trocados pelo plaqueiro.

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Literalmente sol de rachar concreto, retratado na lente poética do fotógrafo boleiro…

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Dava pra ver pela nossa cara que o calor estava insuportável né? Mas quem disse que a gente foi pro outro lado. Ficamos ali, com a arquibancada só pra nós enquanto o Paulínia sofria pra vencer o jogo.

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Ah, outro detalhe interessante do estádio é que ele não tem entrada para torcida local.

Quer dizer, tem, mas ela fica escondida dentro de um estacionamento em frente ao estádio.

Depois de dar umas 2 voltas nele, um ambulante me informou como fazer pra entrar no jogo.

O legal é que vc chega na arquibancada por um túnel que parece aqueles de acesso ao vestiário. Olha que legal é a visão, detalhe para os policiais no “fim do túnel”.

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O jogo era contra o C.A.L. Bariri, time que joga de azul, e que vinha bem nas fases anteriores da competição.

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Mas, jogando em casa, o Paulínia fez valer a força do mando e com um gol no final do jogo, venceu a partida por 3×2 e se recuperou na competição.

Confira os comentários sobre o jogo em si no próprio site do time, neste link.

Na hora de ir embora, pude comprovar exatamente o calor que sentíamos. 35o.

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Mas acredite. Faça chuva ou sol, é sempre um enorme prazer conhecer um novo estádio e assistir a uma partida das divisões intermediárias do campeonato paulista.

Apoie o time de sua cidade, vá ao estádio!

Camisa 32: Clube Atlético Guaçuano

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Essa é uma das camisas que consegui na minha última viagem de fim de ano (veja como foi aqui).

O Clube Atlético Guaçuano é um clube da cidade de Mogi Guaçu, interior do estado de São Paulo, próximo à Mogi Mirim, e foi fundado no dia 26 de fevereiro de 1929. O site oficial do time é o www.caguacuano.com.br .

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Popularmente chamado de “Mandi“, o time nasceu como amador, representando a cidade de Mogi Guaçu nos campeonatos oficiais do Estado, junto com o extinto Mogi Guaçu Futebol Clube. Seu mascote é o Mandi.

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Sua primeira participação no profissionalismo foi em 1975, quando assumiu a vaga deixada pelo Grêmio Guaçuano e disputou a Terceira Divisão do Futebol Paulista, mas dois anos depois caiu para a quarta divisão, retornando à Terceirona em 1980 e conqustando o acesso à Divisão Especial em 1981.

Permaneceu na Especial (antigo nome da série A2) por mais cinco anos,e só voltou pra lá em 1992, mas não pode disputar a competição, pois o estádio municipal Alexandre Augusto Camacho, não obedecia à capacidade mínima de dez mil espectadores. Eu estive visitando o estádio e posso dizer que é um daquels alçapões, capazes de garantir um resultado. Mas ainda só comporta pouco mais de 5 mil torcedores. Uma pena que a prefeitura ou a iniciativa privada nâo souberam ajudar a equipe quando mais se precisou.

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Além disso, o clube passou por uma crise financeira que impediu os investimentos necessários para disputar a competição.

Por estas razões, o Guaçuano voltou à última divisão do futebol paulista em 1994, onde permaneceu por muitos anos. Em 1996, o clube chegou ao quadrangular final da competição, mas não conquistou nenhuma das duas vagas. Em 2001, conseguiu acesso para a quinta divisao, após remanejamento realizado pela Federação Paulista de Futebol. A equipe permanece na Segunda Divisão neste ano.

O Hino do clube:

Sou Guaçuano
Atleticano pra valer!
Atlético eu sou…

Prô meu mandi
Em qualquer canto eu vou torcer!
Atlético!…Atlético!…

É o verde e branco do meu coração
Sua bandeira eu trago em minhas mãos…
Vai tremulando, agitando,
Conquistando a multidão
E sempre, sempre
Hei de vê-lo campeão!

Em sua história no passado
Tantos craques revelou
Atlético!…Atlético!…

Onde estiver estou contigo
Sou mais que amigo, sou torcedor
Meu Clube Atlético Guaçuano
Eu não me engano
Tu és meu amor…

Uma foto do time que disputou a segunda divisão em 2008: 

time

E pra quem gosta de ver como é assistir um jogo com a torcida lcoal, veja a “Torcida do barranco” comemorando o gol:

Além da turma do barranco existe a Fúria Jovem Mandi.

E pra quem gosta do time, existe no orkut a comunidade http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=12332475

Abraços!