Rolê boleiro em Buenos Aires parte 7 – All Boys!

Aproveitando o tão sonhado acesso do All Boys (veja mais aqui), falarei sobre como foi meu reencontro com o querido time do Bairro Floresta!

Recordando… No último post, estávamos nós, os 4 patetas, em pleno Monumental de Nuñez, visitando o estádio.

Agora, havia chegado o final de semana e era hora de assistir a uma partida em La B, a segunda divisão do futebol argentino… Vamos nessa??

Nem bem chegamos e já vimos a festa feita pelos Albos! O bairro parou para o jogo!

O Estádio fica no coração de Floresta, um bairro que fica há 1 hora (de ônibus) do centro de BsAs.

Seu nome é Islas Malvinas e é cheio de grafites.

Recentemente passou por uma ampliação ganhando mais 10 mil lugares.

Assim, apresenta arquibancadas em todos os lados do campo.

Olhando desse ângulo (estamos atrás do gol), do lado direito ficam as barras do time, no lado esquerdo e onde estamos os “torcedores comuns” e atrás do outro gol, o pessoal da imprensa que veio cobrir o jogo.

Esse é um estádio especial, pois foi a primeira cancha argentina que conheci pessoalmente!

A Mari também gosta, porque Floresta é um bairro com uma cara de interior, lembrando até Cosmópolis! 

Por coincidência, encontramos os amigos da banda “Tango 14” nas bancadas!

A barra “Peste blanca” além de muito barulho, também faz uma bonita festa visual, com trapos, faixas e centenas de bobinas de papel que são lançadas na entrada do time, em campo.

E os torcedores locais também participam da festa com seus trapos e cantos!

E mais uma vez, ficamos felizes em poder participar da história do futebol. Principalmente porque mesmo perdendo a partida por 1×0, o All Boys viria a subir para a primeira divisão.

Ah, um detalhe que merece explicação a parte. Na segunda divisão argentina, não é permitida a presença da torcida visitante. Assim, os torcedores mais malucos simplesmente ocupam (com vistas grossas de ambas diretorias) a parte que seria reservada à imprensa.

Assim, essa galera ali atrás do gol não é jornalista, nem nada, mas torcedores do Belgrano.

Como quase todas as torcidas fazem isso, geralmente não ocorrem maiores problemas de violência com essa galera. Aliás, mesmo com a derrota, a festa imperou pelo estádio naquela tarde de fevereiro.

Até os metaleiros do bairro compareceram!

Ah, como pode um jogo ser tão importante? O futebol une o bairro, a família…

Mesmo que em campo o jogo seja pegado!

Uma partida dessa oferece momentos eternamente guardados em nossas memórias. Mais do que ataques e defesas…

E quanta gente, hein?…

Já estávamos no fim de nossa temporada argentina, e no intervalo até sentamos um pouco pra descansar…

Ao fundo, uma singela homenagem da torcida a Pato Sgarra, torcedor símbolo do time, que faleceu em fevereiro de 2009.

Falando um pouco sobre o jogo, o All Boys esteve numa tarde inspirada, mas com más finalizações.

Foram várias chances perdidas.

E pra quem acha que é fácil jogar como visitante nos estádios portenhos…

Outra coisa que me agrada é estar ali próximo ao goleiro e ídolo Nicolas! O cara é gente boa e lembra aqueles jogadores antigos.

O jogo foi chegando ao fim e certa tristeza nos bateu. Eram os últimos dias em Buenos Aires e mais do que isso, muitos dias, semanas, meses até voltarmos a Floresta…

Mas, como diria o poeta…

Yo volverei a las calles…

Sei que mi barrio esperará…

Apoie o time da sua cidade!

Apoie o time do seu bairro!

Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Puxa, tem tanta coisa pra eu escrever e ainda não acabei de contar como foi nosso rolê pela Argentina.

Bom, vamos a mais um dia, dessa vez contar rapidamente sobre nossa visita ao Estádio da Bombonera, do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara que faz as fotos do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.

O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 

Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors em La Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.

Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 

Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.

Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus párceirosde rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção. Sair com um shorts do Autonomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras. 

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

Rolê em Buenos Aires – parte 1: “Vuelve a casa…”

Para nós, a idéia de “ir para Buenos Aires” já não faz mais sentido. Já há algum tempo, tratamos a viagem como “Voltar para Buenos Aires”.

Reencontrar amigos, lugares e sensações que nos fazem compreender cada dia mais nosso espiríto latino.

Pela 4a vez, ficamos no “Brisas del Mar”, um hotel residencial, em San Telmo, próximo do metrô, ponto de ônibus, mercearia, supermercado, quioscos…

Foi um rolê bastante boleiro, mas não deixamos de apreciar as demais facetas da cultura local. A começar pelo Tango portenho…

Também dedicamos uma boa parte do tempo ao punk rock Argentino. Dessa vez, a grata surpresa foi a possibilidade de estar no ensaio do Tango 14, banda Punk/Oi! que mistura a realidade do dia a dia suburbano portenho às emoções do futebol, com um certo teor alcoólico cervejeiro.

Resumindo: Os caras são gente boa pra caramba e o som divertidíssimo!

Dá pra ouvir um pouco do som dos caras pelo myspace: http://www.myspace.com/tangocatorce

As antigas amizades mantém sua força, por isso sempre agradecemos “El Maluko” Martin, hincha do River, um dos maiores conhecedores do punk latino e também do futebol!

Na hora de comer havia sempre a dúvida: Gastar e comer muito bem, ou economizar e comprar mais camisas de times?

Sem esquecer que eu, a Mari e o Gabriel somos vegetarianos (só o Gui ainda come carne).

Assim, revezávamos entre restaurantes de bairro, Burguer King (onde existe uma fantástica opção vegetariana), lanches em mercearias e até restaurantes “duvidosos”.

Na foto abaixo, estamos num restaurante “Chino”, no esquema “Pague para entrar e coma para sair”.

Ah, as largas ruas de Buenos Aires…

E a arquitetura diferenciada, encontrada não só no micro centro, mas também nos bairros. (Que cara é essa Gui?)

E como falar em Buenos Aires, sem lembrar das “Cabinas”, e dos “Quioscos”…

Momento terror cultural no cemitério da Recoleta (é coisa de turista, mas é divertido!):

Coisas estranhas para se fazer quando se está viajando… Acariciar um burro, por exemplo:

O Zôo de Buenos Aires é um passeio interessante (ainda que seja uma prisão como todos os demais zôos do mundo…), fica na parte mais chique, quase chegando no Estádio do River.

E teve a hora de lembrar de casa. Aqui, os Cosmopolenses apresentam seus times em plena Casa Rosada (Mari com a camisa do Cosmopolitano e Gabriel com a camisa da Funilense):

E o Gui representou a do Ramalhão!

Andar 20 km por dia, durante mais de uma semana faz você ter momentos como esse…

Grandes prédios, grandes coturnos…

E claro, grandes lugares, aqui, El Caminito, que fica a 3 quadras da Bombonera!

Ainda ali perto, Gabriel esfrega os óculos, para ver acreditar que não era o porto de Santos.

Coisas estranhas que se vendem assim, numa loja de rua, como se fosse mais um brinquedo…

Mais amigos. Mais que amigos. Nossa família portenha, nuestro hermano Hugo e a pequena Augustina, curtindo um colo da tia Mari!

Cresceu, hein menina?

Tio Gui tentando ensinar o hino do Santo André…

Punk Rock no berço! Aproveitamos para “devorarmos” o DVD do Doble Fuerza (Otra vuelta de Cerveza), banda em que o Hugo (papai da Augustina) canta:

Ao fundo, o Hugo encomendava nossa pizza…

Pra fechar, todos unidos!

Bom, pra gente não perder tempo, paro por aqui e continuo em breve…