Looking for Eric

Graças a a minha hiperatividade, levo uma vida a mil por hora, quase sempre fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo.

Entretanto, tem horas que é preciso abrir mão de uma coisa em previlégio de outra, e foi o que fiz com a 33a Mostra Internacional de Cinema. Não asssiti a um filme e agora estou caçando pelo site deles os mais interessantes.

Looking for Eric foi o que mais me chamou atenção e por isso o primeiro a ser assistido.

O filme conta a história de Eric, um carteiro de meia idade que viu sua vida desmoronar, desde que há 30 anos abandonou o amor de sua vida, Lily, por medo da responsabilidade envolvida.

Mora num típico subúrbio inglês, com dois enteados “forgados”, que parecem não dar a mínima para ele, e vão levando a famosa “vida loka”.

Os amigos até procuram ajudar Eric a esquecer o passado, mas parece que não tem jeito, ele vai ficando cada vez pior.

Mas quando tudo parece perdido, um “anjo da guarda” homônimo, mas completamente diferente dos padrões, surge para ajudar Eric.

Só pra te ajudar a lembrar de um momento fabuloso desse anjo:

É o que o carteiro Eric precisava para começar a se reerguer. Daí pra frente a história ganha em ação e mostra o renascimento do personagem.

Veja o trailer do filme (incrível, mas não achei um com legendas em português, mas é bom ouvir um pouco do “Cockney English”… Oi! Oi!):

O mais legal é a história por traz do drama, que mostra um pouco da realidade do cidadão comum seja na Inglaterra, seja no Brasil.

Talvez soe inocente, para quem viva a fantasia do mundo moderno, onde o que importa é ter um carrão, e estar bem na próxima balada.

Mas soa mágico para quem encara o mundo como ele é, de verdade.

Para quem vive a realidade, onde tudo o que se tem são seus amigos, seja você punk, skin, hooligan, rapper, mano, nóia, ou simplesmente mais um trabalhador como Eric…

Onde o fracasso parece estar muito mais presente que o sucesso, e o verbo mais utilizado é batalhar. Seja por um novo emprego, seja pelo seu time, pelos seus amigo…

Nada é fácil. Mas estamos juntos! Nos estádios, nos shows, no boteco…

A vida do carteiro Eric é assim. O diretor Ken Loach está acostumado a construir personagens assim. Talvez por isso seus filmes encante algumas pessoas, mas seja visto como “sujos” por outros.

No final das contas, é difícil saber com qual dos dois Erics a gente se empolga mais. Não só pelas conquistas de cada um, mas pela vida real e dramática que cada um teve (releia um pouco sobre Cantona, vale a pena).

Talvez o que falte para a maioria das pessoas é apenas que sua história seja contada.

Asssista!

Dica de filme

Desde que voltei da Europa, começei a procurar pela internet filme sobre futebol que eu ainda não tenho.

salir pitando

“Salir Pitando” é um deles.

No Brasil, saiu com o nome “Apito final”, e conta a história de um árbitro que volta a apitar após ter passado vários meses em depressão.

E sua volta é logo no jogo onde se vai decidir o campeão da Liga.

Segundo o cara que descreve os filmes da sessão da tarde, na Globo, vai dar “muita confusão” ao soar o apito inicial.

Dê uma olhada no trailler:

Abraços