16a- Camisa do Beitar Yerushalaim

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A 16a camisa veio lá de Israel graças ao amigo, guitarrista, zagueiro no futebol e asa no rugby, torcedor da portuguesa e admirador do Nacional, frequente presença no Brunão, dando uma força ao Ramalhão, economista e gente boa “Rodrigo Lusa”.

Confesso que demorei pra identificar, porque possui um distintivo onde está escrito “Batash Sport” e eu pensava que esse era o nome do time, mas consultando o pessoal do Portal Kadur soube que é uma camisa antiga do Beitar Yerushalaim, um dos times mais tradicionais de Israel, e que tem uma das maiores torcidas no país. O escudo atual deles é:

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Mas já foi esse que tem desenhado na camisa, no início dos anos 90:

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O time, conhecido como os “leões da capital” tem feito muitos investimentos graças ao seu “proprietário”, o milionário russo-israelita (que também tem título de cidadão frances) Arcadi Gaydamak, acusado de uma série de “desvios comportamentais” coomo envolvimento com o tráfico de armas, entre outras cositas… 

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Particularmente não me agrada essa tendência de um time de futebol depender de um “figurão” cheio de dinheiro, para poder sobreviver, mas a coisa é mais comum do que se parece, principalmente nos países onde o futebol ainda não se desenvolveu muito profissionalmente.

Aliás, que paradigma não? Se evolui perde a graça, se não evolui, aparecem os tais figurões endinheirados e dominam o clube.

E pra quem pensa que falamos de um clube novo, vale dizer que o Beitar Yerushalaim é um clube bastante tradicional, fundado em 1936.

Segundo o ótimo livro “The ball is round: A Global History of Football” (compre aqui), o futebol chegou a Jerusalém com o exército britânico e logo se envolveu nos conflitos amargos da cidade.

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Em 1929, um menino judeu chutou uma bola em um jardim árabe. Na briga que se seguiu, o menino foi morto e seu funeral foi o estopim para grandes tumultos.

Os judeus de Jerusalém assumiram a organização do futebol no início dos anos 30, e as equipes da cidade se dividiram segundo as mesmas linhas políticas que caracterizavam outros aspectos do sionismo (movimento que defende a existência de um Estado judeu).

Três times caracterizam os extremos ideológicos, o Hapoel a esquerda, o Maccabi o centro, e o Beitar a direita.

Com a guerra dos seis dias , Jerusalém se expandiu e transformou-se na “capital eterna” de Israel, o que ajudou o Beitar a chegar à primeira divisão, fazendo com que, apesar de toda sua marginalidade autodeclarada, o time se tornasse popular.

Mas o Beitar ainda não conseguia chegar ao topo do futebol israelense. A velha guarda, como o Maccabi Haifa e o Maccabi Tel Aviv, mantiveram sua vantagem, continuando a estimular o senso de marginalidade da torcida do Beitar. Somente com a chegada de Arcadi Gaydamak, é que foi póssível conquistar o campeonato.

O time joga no Teddy Stadium, com capacidade para 21.600. A própria seleção israelense costuma mandar seus jogos lá.

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Alguns jogadores que passaram e marcaram época foram Sebastian ‘El loco’ Abreu, atacante uruguaio e o brasilerio Rômulo. Segundo João Vitor, leitor e colaborador do blog, Sebastian voltou pro River e o Rômulo voltou pro Cruzeiro.

Os torcedores do Beitar se mostram cada vez mais como militantes antiárabes e pró-assentamentos. Sua torcida organizada é a La Familia, ultras que importaram as técnicas aperfeiçoadas no futebol italiano.

Segundo Guy Israeli, o “chefão” do La Familia “O governo espera que o futebol promova a paz. Mas nós não queremos paz. Nós queremos guerra. Não é possível obter paz sem guerra.

Todo esse ódio, além da chegada de Gaydamak e o aumento do racismo vêm minando o verdadeiro amor dos antigos torcedores com o time. Triste não?

Como sempre, segue um vídeo com a visão das arquibancadas de lá:

E que o amor ao futebol fale mais alto que o ódio aos inimigos étnicos, culturais, políticos e religiosos. E que cante mais bonito que as guerras.

Blog do dia??

Po, quem diria, esse blog foi o 13o Blog do dia, segundo o wordpress. Confira:

http://botd.wordpress.com/2008/11/20/growing-blogs-937/

Valeu a todos que nos visitaram e aos que nos linkaram!

Abraços

Published in: Sem categoria on 25 de novembro de 2008 at 12:27 AM  Comments (1)  
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A história da bola no Brasil

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Muita gente acha que o Brasil é o país do futebol, mas cada vez mais percebo que o brasileiro não gosta de futebol, ele gosta é do time dele, e quando está ganhando, caso contrário, ao invés de ver o jogo ele prefere sair com o pessoal e se divertir.

O próprio presidente do Corinthians foi flagrado almoçando outro dia enquanto o timão fazia seu jogo da volta à série A (veja essa história no blog do Juca, num post do dia 10/11, clique aqui para ler).

Além disso, repare quão pequena é cultura nacional gerada em torno do esporte. Ainda são pouquíssimos livros, filmes e estudos abordando a tal “paixão nacional”.

Tentando colaborar nesse sentido, esse post nasce com a idéia de se contar um pouco sobre a história da bola de futebol aqui no Brasil.

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A história que se é contada e repetida pela imprensa paulista é que as primeiras bolas teriam sido trazidas ao Brasil por Charles Miller e Hans Nobiling em 1894.

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Charles trabalhava na São Paulo Railway Company (que depois viria a ser a Estrada de Ferro Jundiaí – Santos, que atualmente liga a capital ao ABC). Baseado nisso, alguns historiadores citam o campo do Lira Serrano, de Paranapiacaba como um dos primeiros do país.

Porém, também dizem que em 1872, os padres do Colégio São Luís, em Itu, no interior de São Paulo, já organizavam partidas entre seus alunos.

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Já no Recife, Guilherme de Aquino Fonseca, pernambucano que viveu por muitos anos na Inglaterra, teria sido o responsável pela primeira bola da região.

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No Rio de Janeiro se fala em Oscar Cox como o responsável por trazer a pelota em 1897 (ano que chegou ao país). Mas ainda em 1878, teria ocorrido uma partida no Rio, em frente à residência da princesa Isabel, entre marinheiros britânicos que ao final do jogo levaram a bola embora.

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 Fala-se também em Thomas Donohoe, um inglês contratado pela fábrica Bangu que teria trazido uma bola por volta de 1891.

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E foi no Rio de Janeiro, mais precisamente em Petrópolis, no começo do século 20, que surgiu o primeiro fabricante de bola de couro cru do Brasil, obra do sacerdote Manuel Gonzales, do Colégio Vicente de Paula.

No sul, as primeiras bolas de futebol apareceram na cidade portuária de Rio Grande e cidades próximas da fronteira com o Uruguai. Existem relatos de jogos nas cidades de Uruguaiana e Santana do Livramento antes de 1900. Podemos citar o alemão Johannes Christian Moritz Minnemann e Cândido Dias da Silva como pioneiros.

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As bolas daquela época eram bem diferentes das nossas atuais. Tinham uma abertura por onde entrava uma câmera inflável de borracha, e pra fechar tal abertura era usado um cadarço que ficava amarrado para o lado de fora, dando chance dos jogadores se machucarem nas cabeçadas, por isso era tão comum se utilizar aquelas touquinhas. Abaixo duas fotos de bolas da época:

 

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Nos anos 40, as bolas passaram a ter costura interna, sem a abertura e o cordão. Mas seu couro encharcava nos dias de chuva, tornando-as extremamente pesadas, lembrando as bolas de capotão que a molecada usava na década de 80.

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Em 1962, estreou a pelota com 18 gomos, mais leves e estáveis.

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Na copa de 70 foi usada uma bola com 32 gomos, totalmente de couro e costurada a mão.

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Em 78 surgiu o grande ícone, a bola “Tango” produzida pela Adidas para a Copa do mundo, e que foi base pras todas as bolas desenvolvidas até 2002.

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A partir dos anos 90, muito se inventou na área da tecnologia, para melhorar a performance dos chutes, e velocidade da bola, assim como os modelos utilizados. A Copa de 2002 usou a Fevernova:

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 Na Copa de 2006, foi a vez da Teamgeist:

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Para constar, a bola oficial de futebol, como determina a regra, deve ter uma circunferência superior a 68cm e inferior a 70cm.

Seu peso, no início da partida, deverá ser de 450g no máximo e de 410g no mínimo. A pressão deverá ser igual a 0,6 -1,1 atmosferas (600 – 1.100 g/cm²) ao nível do mar.

Isso na teoria, porque na prática, pra quem ama futebol, a bola é o de menos, valem latinhas massadas, limões, bola de plástico e o que mais se quiser usar pra atender aos chamados e a vontade dos deuses do futebol.

15- Camisa do Yokohama Flugels

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 A 15a camisa vêm de longe, do Japão, país que começou a trabalhar o futebol com maior intensidade somente no inicio dos anos 90, depois da ida do craque Zico para lá. Ganhei de um novo amigo que trabalha comigo, o Oliver.

O time é o Yokohama Flügels, que nasceu como o time da Agência Aérea do Japão (ANA), por isso o nome “Flügels” (asas em alemão) e a forma do seu distintivo (lembra um avião, dá uma conferida abaixo).

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Disputou a liga  anterior à profissionalização do futebol japonês e depois a primeira divisão da J. League entre 1993 e 1998. Em 1999, em meio a uma crise, seu patrocinador mor (ANA) decidiu em reunião com o patrocinador do seu rival local Yokohoma Marinos a união dos dois, formando um único time, o Yokohoma F. Marinos.

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Dá pra imaginar o que aconteceria se, por exemplo, Comercial e Botafogo de Ribeirão Preto se fundissem? Impossível? Vale dizer que aqui no Brasil o Paraná passou por um processo parecido, com os clubes Pinheiros e Colorado, lembra-se?

Porém, os torcedores e dirigentes não se sentiram satisfeitos com a fusão e fundaram em 1999 o primeiro time japonês que funciona com o sistema de sócios (como o Barcelona), chamado Yokohama F.C. que atualmente disputa a segunda divisão da J. League.

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Bom, mas enquanto Yokohama Flügels, por lá, jogaram César Sampaio, Edu Marangon, Zinho e Evair, só pra citar alguns dos jogadores mais conhecidos.

No Japão o futebol tentou surgiur com uma cara de espetáculo, como o basquete nos EUA,então era comum ver os times adotando mascotes com caras comuns e que entravam em campo (como está começando aqui no Brasil). O mascote do Flugels era esse Mickey aí (boniiiiiiiiito):

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Seu estádio é o Mitsuzawa Stadium, com capacidade na época pra 15.046 pessoas.

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Mesmo nunca tendo chegado ao título da J. League, eles sempre tiveram bons elencos, e venceram, por exemplo a Copa do Imperador, a Super Copa da Asia e a Copa dos Campeões da Ásia.

Mas pra muitos, sua maior conquista foi não ter aceitado a fusão com seu rival, preferindo iniciar na segunda divisão um novo clube, do que perder sua individualidade cultural.

14: Camisa do Sport

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Antes de mais nada, se você ainda não entendeu o que é esse blog, leia o post inicial.

A 14a camisa é a do Sport Club do Recife, time que conquistou a Copa do Brasil de 2008 numa das finais mais emocionantes dos últimos anos. Aliás, não só a final, toda a campanha do Sport foi emocionante e um jogador (que nem pode disputar a tal final) representou bem esse espírito, Romerito (um dia ainda entrevisto ele por blog).

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Possui dois grandes sites, o www.sportrecife.com.br/ , ou o www.siteoficialdosport.com.br/ .

Falando de história, o Sport Club do Recife, foi fundado em 13 de maio de 1905 (mais de 100 anos de tradição, é mole?) por Guilherme de Aquino Fonseca, pernambucano que viveu por muitos anos na Inglaterra , e que regressou trazendo consigo a paixão pelo novo esporte daquele país, o futebol.

Dizem que na própria festa de inauguração do clube, já aconteceu uma partida de “football” entre os sócios do Sport e do English Eleven.

Convite para o primeiro jogo

Convite para o primeiro jogo

Em 1916, o Sport disputa pela primeira vez o campeonato Pernambucano e chega ao título em cima do que será seu eterno rival, o Santa Cruz. Dali em diante o Sport inauguraria uma comemoração bastante comum em sua história, ser campeão estadual. Seu primeiro escudo era bem diferente do atual:

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Em 1919 chega a atual versão do seu escudo, devido ao troféu Leão do Norte, disputado contra um combinado do Remo/Payssandú e que possuia a escultura de um leão. A torcida paraense inconformada teria tentado retomar o cobiçado troféu, ocasião em que a cauda do leão foi partida. O troféu é mantido até os dias de hoje, com sua cauda partida, unida por um laço, na Sala dos Troféus, na sede do Clube.

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Com isso, o leão acaba se tornando seu mascote também.

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Em 1937, inaugura seu estádio, a Ilha do Retiro, construído sobre uma ilha e aterrada em torno. A Ilha viria a sediar o jogo Chile x EUA na Copa do Mundo de 1950.

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Em 1987 o Sport conquista o campeonato brasileiro, num torneio cheio e plêmicas, uma vez que o campeão deveria sair de um confronto final entre o módulo amarelo (Sport e Guarani) e do módulo verde (Flamengo e Internacional), mas os cariocas e gaúchos recusaram-se em jogar as finais dando o título ao Sport (reconhecido pela FIFA). Na sua participação na Libertadores no ano seguinte, o Sport não conseguiu se classificar para segunda fase.

Para 2009 as expectatvas são grandes para a disputa da Libertadores, afinal o time ganhou muito respeito pela conquista da Copa do Brasil.

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Sempre que jogou contra o Santo André, eu ouvia um grito diferente de sua torcida e só depois soube que era o famoso Cazá, grito de guerra do Sport, iniciado em 1938 segundo seus torcedores. Sendo assim, seria anterior ao grito similar entoado pela torcida do Vasco, que teria aprendido com o ex jogador do Sport Ademir Menezes. Veja como é:

Cazá, cazá

Pelo Sport nada?
Tudo!
Pelo Sport nada?
Tudo!
Então como é, como vai ser e como sempre será?

Cazá! Cazá! Cazá, cazá, cazá!
A turma é mesmo boa!
É mesmo da fuzarca!
Sport! Sport! Sport!”

Falando de torcida e rivaldades, vale lembrar que o time faz com o Náutico o chamado “Clássico dos clássicos”, e com o Santa Cruz, o “Clássico das Multidões”.

Além disso, fiquei sabendo que está acontecendo desde 2007 um movimento chamado “Brava Ilha”, uma torcida que foge dos padrões das organizadas brasileiras e que mostra influência das barra-bravas latinoamericanas, veja o detalhe pra faixa criticando o senado:

Mas a torcida jovem também, segue firme e forte com seu bandeirão:

Boa sorte em 2009!

Meu adeus ao Chicão – o homem que pararia Pelé.

É, tudo na internet é em tempo real, mas precisei de um tempo pra conseguir escrever esse post. Mais de um mês após sua morte (8 de outubro) essa é minha homenagem. 

Como já disse aqui, tenho uma visão diferente das coisas, do mundo e do futebol. Alguns dirão que é porque nunca fui um jogador habilidoso, no máximo um razoável goleiro e um zagueiro brucutu esforçado (tipo o Camilão do Santos, lembra?).

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Seja lá o motivo, eu sempre valorizei muito mais quem tivesse coragem vontade e amor à camisa do que quem simplesmente gosta de driblar, e muitas vezes parece descompromissado com o time.

Assim, Chicão era um dos meus grandes ídolos, mesmo sem tê-lo visto jogar ao vivo. (Sou de 77, ano em que ele estava no auge).

Francisco Jesuíno Avanzi, o “Chicão” nasceu em Piracicaba, em 30 de janeiro de 1949, e jogou no XV de Piracicaba, Ponte Preta, São Paulo, São Bento, Atlético Mg,  União Barbarense-SP, Mogi Mirim-SP, Londrina-PR, Santos, Botafogo-SP, Goiás e Lemense. No São Paulo, alcançou o auge da sua carreira. Foi símbolo de garra, incansável no desarme.

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Pela maneira viril com que jogava adquiriu um problema crônico do nervo ciático, mas nem parecia que isso o atrapalhava. Além disso, tinha personalidade tão forte, que chegou a levar um cartão amarelo antes do jogo, começar quando gritou para o árbitro José de Assis Aragão “Apita direito essa porcaria! “.

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Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Chicão, há cerca de 10 anos, num clube chamado Satélite, em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, e foi por várias vezes que pude bater longos papos e me deliciar ouvindo suas histórias, verdadeiras epopéias perdidas no tempo.

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O Chicão pessoa não tinha nada a ver com o volante. Era calmo, voz mansa. A notícia de sua morte me pegou de surpresa… Sequer sabia que estava internado, ou que tivesse câncer. Como as coisas são… Nunca pensei em tirar uma foto ao lado dele, afinal… eu o via com certa frequência…

Bom, vale relembrar algumas histórias que ele me contou, por exemplo sobre sua mágoa com a imprensa que criticou sua escalação pra copa de 78 (onde foi um monstro marcando Kempes, da Argentina no 0x0 que eliminou o Brasil).

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Além disso, ele sempre fez questão de desmentir a historia de que foi ele quem quebrou o joelho do Angelo, jogador do Atlético MG na final de 77. Ah, pra quem gosta, tem uma entrevista dele após esse jogo em: Chicao2_SP_CAM_77.wma, e outra no youtube em:watch?v=4DFSh0G_8-g 

Mas o que eu mais gostava de ouvir, nem era bem uma história… Se era, confesso que fui eu quem a criou. O fato é que sempre que ele se animava relembrando seus feitos eu o desafiava com a pergunta:

“Chicão, mas cá entre nós, se você tivesse chance de enfrentar o Pelé, ambos no auge de suas fases em uma partida decisiva (e digo isso porque eles chegaram a se enfrentar em um jogo que não valia muita coisa) o Pelé ia ter chance de fazer muita coisa??”

No começo essa pergunta o incomodava, porque ele achava que era uma provocação minha, mas com o tempo (eu perguntei isso umas 10 vezes, em cerca de 5 anos, juro) ele parava, como que imaginando o momento e….

Sorria… Apenas isso. Ele dizia…. ” O negão jogava demais”. Eu insistia e dizia: “Mas você é o Chicão, aposto que ele ia ter medo de você.” E na mais ousada de suas respostas uma vez ele disse.. “Vai saber né? Num jogo decisivo… Eu podia aprontar alguma coisa”.

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Pronto. Pra mim estava perfeito. Daquele momento em diante Chicão não era apenas mais um grande jogador pra mim, mas uma lenda. O homem que pararia Pelé.

Adeus Chicão, e muito obrigado por tudo.

13- Argentina

A camisa 13 é bastante representativa. Nas últimas décadas, a seleção Argentina substituiu o Uruguai como ícone de uma enorme rivalidade com o futebol brasileiro.

Muito disso foi causado pela mídia burra e manipuladora que insiste em transformar grandes jogos em grandes brigas.

Mas acredito que cada vez mais isso está diminuindo, e a prova maior disso é o número de camisas da seleção e dos clubes argentinos que se pode ver nas ruas das cidades brasileiras.

As duas camisas acima são da Argentina, porém a de número 10 é uma camisa comemorativa ao título mundial de 1986 (aliás, ela foi presente do grande amigo Guga, talentoso redator, brilhante profissional de Marketing, além de basqueteiro falido e baterista esperançoso).

Campeões de 1986

Campeões de 1986

Eu confesso me identificar muito com o jeito do jogador argentino, que valoriza mais a identificação e dedicação do que a “firula” e a humilhação. Mas não sou inocente de não perceber que a seleção argentina também passa por um momento delicado e já conta até com uns jogadores que as vezes dão uma de “estrelinha”.

Como superar isso? Que tal chamar a maior lenda do futebol para dirigir a seleção? Para alguns parece piada, pra mim, parece mágica, é ótimo poder vê-lo dentro de campo em pleno século XXI.

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Bom, só pra constar, na minha última ida à Buenos Aires e influenciado pelo meu curto mas esforçado tempo de treino de rugby, comprei a camisa do PUMAS (a eleção Argentina de Rugby), segue-a:

E pra terminar, como sou um profissional da publicidade acho que consigo através de uma pequena sequência de comerciais mostrar um pouco da diferença entre nossa cultura. Se para muitos soa estranho fazer propaganda de cerveja sem apelar pro clichê machista da mulher em biquíni, veja como se cria uma marca de cerveja!

Essa última, da Coca  Cola todos achavam ter sido feita pro Brasil…

Em defesa do Londrina

Escrevi o texto abaixo como comentário de um post feito pelo amigo Felipe no blog “De primeira”.

Veja o post em www.interney.net/blogs/deprimeira/2008/11/05/o_londrina_e_seus_2000_vagabundos/

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Ah, esse mundo onde as pessoas valorizam cada vez mais os comportamentos óbvios e esperados…

Felipe, vc sabe, sou torcedor do Santo André, Talvez não o time dos 2000 vagabundos e bebados , mas sem dúvida um time também marginalizado em sua própria cidade.

Saudades de uma época em que amar o time da sua cidade era como dar sequência ao amor que se tem pela própria família, pelos amigos, e pela sua própria história.

A tal globalização coloca todo mundo numa mesma panela, e como quem manda é o dinheiro, é óbvio que os mais ricos saem na frente. Aqui no estado de São Paulo é considerado estranho qualquer um que não torça para o trio de ferro (São Paulo, Corinthians ou Palmeiras) ou para o Santos.

Por hora esses times riem e acham que estão ganhando, mas num segundo momento, vão ver o que criaram, porque as crianças de hoje já não querem sequer os grandes brasileiros.

Querem o grandes “de verdade”, os Chelseas, Milans e Barcelonas da vida.

Futebol é um reflexo da sociedade, não deixemos banalizar ou venderem nossos sentimentos de amor às nossas pequenas coisas e causas. Cresca, evolua, mas nunca esqueça do seu bairro, das suas origens..

Sigo torcendo pelo Santo André, mas o Tubarão tem minha total admiração, pois sua simples insistência em existir representa um pouco da nossa luta do dia-a-dia de sermos nós mesmos, e não atores de um grande filme de hollywood.

Abraços

Published in: on 15 de novembro de 2008 at 2:18 AM  Deixe um comentário  
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12- Camisa do V.O.C.E.M.

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A 12a camisa é muito especial, pois é do VOCEM, time de Assis, cidade de origem da minha família por parte de pai.

Atualmente o clube está licenciado do futebol de campo profissional, o que é muito triste pela tradição que esse brasão carrega. Pelo que vi, o nome segue apenas no futebol de salão.

O time foi fundado pelos religiosos da Vila Operário (daí o significado da sigla: Vila Operário Clube Esportivo Mariano), e as cores do uniforme (branco e grená) representam o pão e vinho. Era chamado de “Marianinho”.

Outro fato legal é que meu pai conta que chegou a jogar pelo VOCEM e até ajudar na organização do time (na época restrita ao padre Belini da igreja que ficava em frente a casa da minha vó Luzia, já falecida). Coincidência ou não, o time foi fundado em 21 de julho de 1954 e meu pai nasceu em 22 de julho.

Esses dias folheando o livro “Assis de A a Z”, do Marcos Barrero, li um belo texto contando a fatídica história do VOCEM, que em 1984 chegou ao quadrangular final da divisão de acesso, mas perdeu todos os jogos, sendo o último uma goleada de 7×1 para o Paulista de Jundiaí.

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Achei uma imagem meio distorcida do distintivo do time:

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Enfim, o VOCEM se tornou uma ligação muito especial pra mim, por lembrar minha infância, quando passava o Natal em Assis. Além disso tem uma coisa bem engraçada, o apelido do estádio é Tonicão, e meu avô era chamado de Tonico, e aqui em Santo André, o estádio é o Brunão e meu avô por parte de mãe que aqui vive, chama-se Bruno. Coincidência, não? Em breve prometo um post com fotos dos dois estádios e dos dois vôs.

Abraços!!!

São Caetano muda mascote

Sou andreense de coração e consequentemente “rivalíssimo” do time da cidade vizinha, São Caetano, mas sempre tentei levar essa rivalidade de modo ético.

Até porque esse sentimento é bastante recente, há pouco mais de 10 anos atrás era comum ver o pessoal nas arquibancadas do Brunão acompanhando via rádio os jogos deles, e os torcedores da “velha escola” sequer haviam migrado a rivalidade que existia com o extinto SAAD (também da cidade de São Caetano) para a A.D, São Caetano.

Talvez uma das coisas que mais me incomode seja o fato deles terem roubado um dos nossos mascotes, afinal o Santo André era o azulão do ABC (no início da década de 90, o São Caetano usava camisas vermelhas).

Exatamente por isso, fiquei feliz ao ouvir que o time da cidade vizinha havia promovido mudanças no visual e mascote do time.

Pensei… Podiam adotar o baianinho, afinal as Casas Bahia e eles já são bastante próximos e daría pra diferenciar bem os dois times da região.

Mas não…. Ao completar seus 20 anos de existência com o objetivo de tentar valorizar um pouco a marca, foram acrescentadas três estrelas ao escudo, referentes aos títulos Paulista de 2004, campeão paulista da série A-2, em 2000 (estranho né???), e campeão paulista da série A-3 (1991 e 1998) (nossa… recordar é viver…, mas.. A3???). E ficou assim:

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E a mudança do mascote que eu tanto aguardava simplesmente substitui o passarinho azul com cara de bonzinho por um com cara de bravo e traços mais modernos. Os anos de série B terão deixado o pássaro bravo?

Agora vai!

Agora vai!

Brincadeiras e rivalidades a parte, o que você acha?

Published in: on 7 de novembro de 2008 at 8:34 PM  Comments (1)  
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11- Camisa do Universidad Católica (Chile)

Essa é especial, pois foi a primeira camisa que consegui após iniciar o blog, e veio diretamente do Chile.

Quem me deu foi o Matheus, um dos Diretores de Arte da Cappucino (www.cappuccinodigital.blogspot.com/) e só me resta agradecer !! Valeu mesmo cara!

 

Presente bom, não acha?

Presente bom, não acha?

 O Club Deportivo Universidad Católica foi fundado em 21 de abril de 1937, na cidade de Santiago, no Chile, e é uma das equipes mais conhecidas pelos brasileiros, pelas participações em copas Libertadores de América.

Seu estádio é o San Carlos de Apoquindo, com capacidade para 20 mil espectadores e muito bem localizado (veja abaixo).

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Veja mais de perto! Achei essas imagens no www.worldstadiums.com, se você gosta de estádios, dê uma conferida! 

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Já conquistou nove Campeonatos Chilenos, dentre outros títulos, como os de Copa Chile Libertadores. Chegou à final da Taça Libertadores de América em 1993, quando perderam para o São Paulo, mas no ano seguinte (1994) levaram a Copa Interamericana.

Seu site oficial é: http://lacatolica.terra.cl/ Seu escudo é bastante diferente não acha?

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E como o pessoal já se acostumou, aí vai um vídeo caseiro da hinchada:

Abraços e até mais!

E a fórmula 1 teve seu dia de futebol

Outro breve comentário sobre o fim de semana.

Até eu, que nunca fui muito fã de acompanhar a fórmula 1 (nem qualquer outra corrida automobilística) acompanhei volta a volta todo o Grande Prêmio de Interlagos.

Parece que Felipe Massa vem mesmo trazer emoção ao esporte que andava meio sem graça. E quem diria, na final do campeonato um gol no último segundo decidindo o campeão… 

Sorria, Galvão!

Sorria, Galvão!

Published in: on 4 de novembro de 2008 at 10:24 PM  Deixe um comentário  
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Tuna luso campeã

Notícia rápida sobre uma das camisas que já passaram pelo blog…
A Tuna quebrou um jejum de mais de uma década sem títulos e levou o título da Copa Centenário, após o empate sem gols diante o União Esportiva, no Mangueirão.
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10: Camisa do União São João de Araras

A décima camisa é de uma equipe do interior de São Paulo, o União São João de Araras, fundado em janeiro de 81, e que ficou mundialmente conhecido por ter revelado o cantor lateral Roberto Carlos. Além disso, foi o primeiro time brasileiro a se tornar clube-empresa. O site oficial do time é www.uniaosaojoao.com .

Peguei essa camisa lé em Araras, num dia que fui apresentar um projeto para uma empresa local (o laboratórios Zurita). Rodei a cidade toda e não encontrava nem pirata nem original, fui encontrar essa última como peça de mostruário e num preço bem salgado. Além disso, ao sair da loja, meu carro havia sido multado (tinha parado na zona azul e nem tinha percebido).

Como a cidade possuia uma grande quantidade de Araras às margens dos belos rios e bosques, desde sua formação (segunda metade do século XIX), o mascote do time (e o nome da cidade) acabou sendo a própria ave.

 

O próprio distintivo leva a Arara estilizada (numa versão mais moderninha):

 

 

Em 1996, o União conquistou a série B do brasileiro, seu título mais importante que o levou a disputar a série A em 1997. Infelizmente a partir daí foram apenas quedas. Em 97 caiu pra série B e em 99 pra série C. Atualmente (2008) na A2 do paulista, não disputará a série C 2009.

 

 

Time campeão em 1996

Time campeão em 1996

 

Uma pena para um time que chegou a montar um ótima estrutura para o futebol. Aliás, o estádio do União chama-se Doutor Herminío Ometto Raimundo e tem capacidade para 22 mil pessoas (embora , com as novas normas de segurança nos estádios, não receba mais que 16 mil). Foi nesse estádio que Rogério Ceni marcou seu primeiro gol, em 1997.

 

 

Um outro site interessante sobre o futebol de araras é o : http://futebolararense.sites.uol.com.br/

E só pra citar, não sei se o pessoal da Unigarra ainda está na ativa, mas era a principal torcida organizada do time. Abraços aos torcedores de Araras (que sempre nos receberam tão bem quando o Santo André jogou lá).