72- Camisa do CSA

 

A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.

Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).

O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.

O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.

Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.

Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:

O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.

Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas  Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?

O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.

Garrincha é o 2o agachado da esq para a dir.

Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).

Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :

Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:

Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.

A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:

No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:

O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.

O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.

Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.

O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.

Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.

Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.

Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.

O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas.  E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.

Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.

O mascote do CSA é o Azulão:

Ouça o hino no link abaixo:

Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o http://www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/

Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!

Apoie o time de sua cidade!

Ainda que sua praia tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!

Rolê boleiro em Maceió – parte 2

Dando sequência aos posts sobre nossa viagem à Maceió, depois te ter falado sobre o CRB, vamos falar sobre os outros times e estádios de Maceió.

Relembro que como perdemos nossa câmera no último dia da viagem, a gente finge que as fotos apresentadas são as que a gente tirou ok??

Bom, o maior rival do CRB é o CSA. A começar pela “guerra de cores” dos uniformes. Se o CRB é o time vermelho, o CSA é o azul de Maceió.

 E a cidade se divide mesmo.

Como estávamos no Pajuçara vivenciamos mais o lado CRB da cidade, e não chegamos a conhecer o estádio do CSA, no bairro Mutange, que fica distante quase 1 hora dali (lembre-se que dependíamos de busão…) mas ficam algumas fotos para conhecê-lo:

Comprei a camisa do CSA numa loja de esportes (paguei R$ 60 num modelo antigo de uma camisa oficial), em breve posto a camisa por aqui.

Continuando o rolê, fomos conhecer o Estádio Rei Pelé, atualmente em reformas.

O Estádio é o maior da cidade e é muito bonito, uma pena não ter as fotos que fizemos lá… (Aliás as últimas fotos que tirei com a câmera…).

No Estádio Rei Pelé fica o Museu do Esporte, cheio de fotografias, revistas, jornais, camisas, taças, medalhas e outros objetos que contam a história do futebol.

Confesso que achei poucos torcedores do Corinthians de Alagoas, e mesmo os que encontrei eram torcedores mixtos.

Antes de ir embora consegui encontrar uma camisa do ASA de Arapiraca (eternamente reverenciado por ter eliminado o Palmeiras na Copa do Brasil de 2002). Não havia encontrado um único torcedor do ASA até o último minuto na cidade.

Quando estávamos esperando nosso vôo, às 3 da manhã, do nada apareceram 6 torcedores fardados do ASA, até agora não entendi o que faziam ali, foi surreal, mas muito bom.

Assim, termino essa experiência muito legal que foi conhecer Maceió e vivenciar um pouco do futebol da cidade. Boa sorte aos clubes e torcedores que conhecemos!!

Published in: on 14 de janeiro de 2010 at 7:45 PM  Comments (3)  
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Viajando pelo Brasil…

Bom, além de reunir camisas de futebol, eu também adoro viajar para conhecer novos times, ouvir novas histórias e conhecer novas pessoas (de preferência que gostem de futebol também).

Por isso mesmo, foi com muita empolgação que acertei com a Mari a nossa viagem natalina de 2009.

Assim como no ano passado, a idéia foi visitar um lugar que ainda não conhecessemos, aproveitar sua cultura e aprender um pouco mais sobre o futebol local.

No ano passado, fomos para o interior de SP e Sul de Minas Gerais, lembra? Veja aqui como foi

Esse ano, fomos mais audaciosos e decidimos conhecer o estado de Alagoas, um verdadeiro paraíso tropical.

Nossa base foi a capital, Maceió. Ficamos no Pajuçara Hotel (o primeiro hotel com piscina na frente, na foto abaixo).

Logo na ida, uma agradabilíssima surpresa para os amantes do futebol!

Ficamos quase 2 horas esperando o nosso vôo sentados ao lado de Dorival Júnior, que estava em viagem também.

Dorival foi muito gentil e simpático e nos aguentou até a hora do embarque.

Bom, agora eu tenho que adiantar uma parte da história antes que você me pergunte “Pô, por que não tirou uma foto ao lado do cara??”.

Eu tirei.

E tirei fotos de todas as praias e passeios que fizemos.

E também das aventuras boleiras, dos estádios  e do jogo do CRB.

Mas essas fotos não estarão nesse post porque consegui perder a câmera no último dia do passeio. Foda né?

Ainda não sei se a deixei cair em um dos taxis que pegamos no último dia, quando fomos conhecer o centro de Maceió, ou se fui furtado (o que não consigo aceitar, já que fiquei o tempo todo prestando atenção à mochila que estava comigo e onde levava câmera e carteira).

Bom, mas deixemos as lamentações pra lá, o que eu vou fazer é colocar fotos que estão aí pela internet pra ilustrar o que fizemos, e vc e eu fingimos que são as que eu havia tirado com a minha câmera, ok?

Então, pra resumir a parte “não boleira” da viagem, os passeios que fizemos (e recomendamos) foram: 

Praia do Pajuçara

Era a praia em frente ao hotel que a gente estava. Assim como quase todas as praias de Maceió, oferece passeios de jangada até as piscinas naturais formadas pelos corais e recifes.

Praia do Francês

Todo mundo disse “Se for pra desistir de um passeio, escolha a Praia do Francês”. Mas como não costumamos dar ouvidos sem antes ver com nossos próprio olhos, lá fomos nós à Praia do Frances, uma praia bonita e bem próxima de onde estávamos.

Tem como diferencial, a presença de um grande recife a poucos metros da orla, que praticamente divide a praia em duas partes.

Conseguimos emprestado um par de snorkels (é assim que escreve??) e ficamos quase 3 horas mergulhando e vendo os peixes.

Almoçamos num quiosque em frente a praia (opções para vegetarianos: purê de batatas, arroz e feijão, batata frita e saladas).

Paripuera

Paripuera é uma praia ao norte, pouco mais de meia hora de carro da Pajuçara.

É uma daquelas praias meio isoladas e consequentemente, com poucas pessoas.

Fomos mergulhar nas piscinas naturais lááááá no meio do mar (fomos de scuna). Um passeio bonito e inesquecível.

Depois do passeio, já em terra, fomos almoçar num restaurante que serve como ponto de base dos turistas que vão à praia.

Conhecemos dois casais muito gente boa. Um de argentinos (torcedores do Independiente) e outro de paraguaios (hinchas do Cerro). O paraguaio inclusive me prometeu uma camisa do Cerro Portenho, mas não o encontrei depois para cobrar a promessa hehehe.

Maragogi

Maragogi é uma Paripuera aina melhor, principalmente pela cor da água.

A grande dica são os sequilhos vendidos na praia. Deliciosos!

O rolê de buggy também é bacana (eu preferi pegar o pequeno e eu mesmo ir dirigindo, mas confesso que não vale muito a pena… Vai com o maior só curtindo mesmo).

Ah, e depois dê uma caminhada pro lado direito (pra quem olha pro mar) para ver o encontro da água de um rio com o mar. 

Praia do Gunga

Cara, acho que esse é o lugar mais maravilhoso, daqueles que parecem filmes.

Pequeno, com estrutura simples, mas tranquila, a maré sobe e baixa a cada 6 horas, então você começa com guarda sol praticamente dentro da água e sai dali com a água longe.

Levei uma queimada de “Cebola” (um tipo de água viva). Dói pracaramba.

Ao redor, só plantação de coqueiros.

Pra se chegar vai de barco ou de carro. Nós fomos de barco.

O que enjoa é que só toca forró. E eu não gosto de forró. Nem um pouco.

Bordadeiras e Rendeiras do bairro Pontal da Barra

Como a Mari é uma profissional da moda, na volta da praia do Gunga paramos no Pontal da Barra para conhecer o tão comentado trabalho das Bordadeiras.

Muito legal. Fiquei sabendo inclusive que o movimento anarquista da região atua por ali com os pescadores.

Feira do Rato

Bom, a gente ainda procura manter uma atitude mais punk e ao invés de só fazer o rolê de turista, tentamos conhecer um pouco do verdadeiro dia a dia das pessoas.

Assim, ao invés de fazermos um últimos passeio, decidimos tirar o dia para conhecer os museus e também para conhecer o centro da cidade.

O primeiro destino: “A feira do Rato”, também conhecida como “Feira do trem” pois a mesma é montada em cima de um trilho e quando o trem passa… É aquele corre.

O lugar é legal, mas vc tem que estar ligado, porque é mais ou menos como uma 25, só que sem nenhum policiamento.

Ao lado da feira estão o mercado de artesanatos e o mercado municipal. Fomos nos dois, mas sofremos um pouco porque entramos pelo lado do açougue no mercadão e para dois vegetarianos não é assim o melhor dos passeios.

Centro de Maceió

Centro é centro. Não tem segredo.

Camelódromos, vendedores ambulantes, gente apressada…

Museus

Visitamos quase todos os Museus do Centro da cidade, e embora as empresas de turismo não dêem muita atenção (alegam que é o próprio turista que não quer ver museu, quer ir pra praia) nós recomendamos um dia para se visitar a cidade e ao menos conhecer por fora os Museus.

Destacamos o Museu doPalácio Floriano Peixoto, o Museu Théo Brandão, o Museu de Arte Brasileira e o Museu da Imagem e do Som – MISA, que se vê na foto acima.

Bom, como tá um pouco tarde, até o final dessa semana eu escrevo um novo post contandoo sobre a parte boleira do nosso rolê!!! Aguarde…

Apoie o time da sua cidade!!!