81- Camisa do Ipatinga

A 81ª camisa da coleção vem do Estado de Minas Gerais, da cidade de Ipatinga.

Ipatinga é uma cidade relativamente próxima de Belo Horizonte, e é comum que Atlético Mineiro e Cruzeiro mandem seus jogos no Estádio da cidade, o Ipatingão, quarto maior estádio de Minas Gerais.

Com uma cidade acostumada a vivenciar o dia a dia do futebol e com um estádio desses, era questão de tempo até um clube surgir para defender as cores da cidade. É assim que surge o Ipatinga Futebol Clube.

O projeto Ipatinga Futebol Clube nasceu pela iniciativa de Itair Machado, ex jogador do Atlético e Cruzeiro, que até então vinha atuando no Social F.C., da cidade de Coronel Fabriciano, também do Vale do Aço.

A data de fundação do clube é considerada 21 de maio de 1998, quando a Federação Mineira concedeu ao Novo Cruzeiro Futebol Clube o registro de clube profissional, passando a se chamar Ipatinga Futebol Clube.

O sucesso apareceu rápido. Já em 2005, conquistava o título de Campeão Mineiro, com boa parte do time emprestado do Cruzeiro. O time campeão:

No ano seguinte, perdeu o título para o Cruzeiro, no mata-mata final, ficando com o vice-campeonato por diferença de um gol.

Ainda em 2006, o Ipatinga participou da Copa do Brasil, sendo eliminado nas semifinais da competição, pelo Flamengo, que seria o campeão.

Mas o ano ainda não se acabara e o Ipatinga ficaria em terceiro lugar no Brasileiro da Série C, subindo para a Série B.

E parecia que o Ipatinga estava mesmo predestinado ao sucesso, otime nem esquentou na série B e já no seu primeiro ano conseguiu o acesso à Série A, com um vice-campeonato, para a festa da torcida:

Mas, a festa teve uma parada em 2008.

Já no Campeonato Mineiro, a primeira má notícia. Inacreditável, mas o time que vinha como sensação dos anos anteriores acabou rebaixado.

Pra piorar, em sua estréia na Série A o Ipatinga também acabou caindo para a série B, mesmo com jogadores brigadores, como Pablo Escobar.

Em 2009, o clube começa a se reerguer e se sagra campeão do Módulo II do Mineiro, voltando à primeira divisão estadual, entretanto sua participação na Série B é mediana, e não consegue o acesso.

Este ano, mais uma evolução. O time voltou a disputar uma final do Campeonato Mineiro, mas perdeu o título para o Atletico Mineiro.

O mascote do Ipatinga, escolhido pelos próprios torcedores é o tigre.

O time possui várias torcidas, das quais pode se destacar a Raça Jovem, a Independente Ipatinguense e a Orkutigre, entre outras, quefazem a festa no Ipatingão, ou onde for preciso!

O Ipatinga manda seus jogos no Estádio Epaminondas Mendes Brito, também chamado de Ipatingão, com capacidade para cerca de 24.500 pessoas.

O site oficial do Ipatinga é o www.ipatingafc.com.br

A torcida do Ipatinga faz coro no nosso lema…

Apoie o time da sua cidade!!!

Camisa 80- XV de Caraguatatuba

A 80ª Camisa da coleção vem da praia. E de uma praia paulista, Caraguatatuba, destino comum a quem mora no interior ou mesmo na capital do estado.

O time dono da camisa é o Esporte Clube XV de Novembro de Caraguatatuba, que infelizmente está licenciado do Campeonato Paulista (ao menos quando escrevo este post, em 2010).

 

O detalhe é o número da camisa… “16”, relembrando o meu irmão Murilo, que jogava com esse número.

Consegui a camisa no próprio Estádio e parecia ser uma das últimas!

O XV de Caraguatatuba foi fundado em 18 de fevereiro de 1934, pelo espanhol Prudêncio Baeta, para disputar jogos do futebol amador, na cidade.

De 1940 a 1947 as atividades do XV ficam suspensas devido à II Guerra Mundial.

Em 1947,  começa a segunda fase do XV.

O clube é reformado, ganha uma nova sede social, no local onde atualmente está a Galeria Santa Cruz.

O uniforme passa a ter as cores verde e branco, em homenagem ao Palmeiras.

Em 1953, o E.C. XV de Novembro passa a funcionar no bairro do Tatu, onde está até hoje.

O primeiro campo do time localizava-se onde é hoje o Banco do Brasil, no centro, em seguida mudaram para o local onde fica o Polo Cultural Adaly Coelho Passos, na Praça Cândido Motta.

Em 1967 ocorre a “catástrofe” em Caraguatatuba.

A cidade foi destruída por uma forte chuva que causou avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro. Jaraguá, Jaraguazinho, próximos a cidade, sepultando vários habitantes.

O belo cenário da região se transformou em um grande cemitério. Falou-se em 500 mortos, oficialmente, mas as pessoas dizem que foram muitos mais…

Muitos corpos jamais foram encontrados, principalmente aqueles  que foram arratados para o mar e impelidos pelas ondas para pontos bem distantes.

O Rio Santo Antônio, que corta a cidade alargou-se de 40 para 200 metros.

O campo do XV foi totalmente destruído…

Somente vinte anos depois, em 1987, o então presidente do clube, Irineu Mendes de Souza, reestruturou e profissionalizou o XV, levando o a disputar a quarta divisão do Paulista.

A partir daí, começou a disputar as divisões de acesso até que em 1993, devido a uma crise financeira, o clube deixou de disputar o Estadual.

Em 1994, o clube voltou a disputar o Campeonato Paulista da Série B-2 (na época a sexta divisão) e conquistou o acessopara a série B-1B.

No ano seguinte, mais um acesso, desta vez à série B1-A, vencendo o Palmeiras, de São João da Boa Vista, por 1 a 0.

Em 1996, o time surpreendeu ao perder a vaga para a Série A-3 nos minutos finais do jogo contra o Garça.

No ano seguinte, o XV de Caraguatatuba realizou uma grande campanha e chegou ao quadrangular final. Conquistou o vice-campeonato, subindo assim para a série A3 (terceira divisão).

Porém, o clube não conseguiu ampliar a capacidade de seu estádio para 10 mil lugares (como exige a Federação Paulista) e teve que voltar a disputar a Série B1-A.

Em 2005, o time ainda estava na sérieB1-A, e disputava os jogos com o elenco abaixo (retirado de um post do pessoal dos Jogos Perdidos):

Em 2006, a diretoria do XV mais uma vez licenciou o clube devido às dificuldades financeiras, fato que infelimente persiste até os dias atuais.

Entretanto, a diretoria vem trabalhando em prol do clube, a começar pelas categorias menores, conforme conversamos na nossa visita ao Estádio, também conhecido como “Toca do Leão“.

Mesmo com tantas conquistas vimos poucos troféus, a explicação é que a sede do clube foi furtada 4 vezes, perdendo se troféus e arquivos .

Infelizmente, o time, assim como muitos outros times do interior paulista passa por uma situação bastante difícil e só conseguirá reabrir as portas para o profissionalismo com alguma parceria.

A população também promete se unir em prol do time, ao menos é o que comentam na comunidade do clube: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1241460

Uma pena, que o estádio dificilmente será usado profissionalmente outra vez…

A esperança pode estar também nas categorias menores… Quem sabe um desses garotos não pode ser um futuro craque.? 

A parte interna do campo apresenta um bom gramado, e uma arquibancada um pouco esquecida…

Mas sem dúvida, num visual único, encrostado no morro.

E se tem estádio perdido, registremos nossa presença!

E a presença da molecada que prometeu defender a camisa do XV!

Apoie o time de sua cidade!

Sem você, não há cultura local…

79- Camisa do Campinense

79ª Camisa da Coleção vem do Estado da Paraíba, mais especificamente da cidade de Campina Grande, na Paraíba.

O clube dono da camisa é o Campinense Clube, o time das 6 estrelas (referência aos seis títulos estaduais seguidos conquistados de 1960 a 1965)!

O Campinense foi fundado em 12 de abril de 1915, pelos aristocratas da época e inicialmente era o lugar onde se reuniam para dançar, somente em 1919, foi criado o departamento de futebol.

Entretanto, o futebol gerava muitas brigas após as partidas e por isso, em 1920, o departamento foi fechado.

Foram necessários mais de 30 anos, para em 1954, o futebol voltar a ser uma realidade no clube.

4 anos depois, em 1958, o Campinense se profissionalizou e a partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano, conquistando logo no primeiro ano o título estadual, com o time:

Nos cinco anos seguintes, de 1961 a 1965, também sagrou-se campeão, transformando-se no primeiro (e único) hexacampeão da Paraíba. Em 1961, ainda disputou a Taça Brasil, com o time:

Em 1971, foi a vez de enfrentar a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, competição da qual seria vice campeão, no ano seguinte.

Mas a maior glória veio em 1975, quando se tornou a primeira equipe paraibana a participar da Primeira Divisão.

Em 1979, teve a melhor defesa do Brasileirão e conseguiu o bicampeonato Paraibano (1979/1980).

No entanto, a década de 80 trouxe um jejum de 11 anos sem títulos, só terminando em 1991 com a conquista do estadual!

Em 1995, numa manobra estranha e desafiadora, o clube se desfiliou do profissionalismo, voltando somente dois anos depois ao Campeonato Paraibano.

2003, foi o ano em que eu fui apresentado “pessoalmente” ao Campinense. Após heróica campanha, o time chegou à fase final da Série C, junto do Ituano, Botafogo-PB e do Santo André, deixando o acesso escapar por entre os dedos, no último jogo, em casa, diante do Ramalhão.

Mas o acesso viria, 5 anos depois, em 2008, com a 3ª colocação na Série C. Além da classificação, o clube obteve a marca de maior público da competição.

O Campinense utilizava o Estádio Municipal Plínio Lemos como seu campo oficial, e também (a partir de 1975) o estádio O Amigão, para jogos que precisavam de maior capacidade.

Em 2006, o Campinense inaugurou seu próprio estádio, O Estádio Renato Moura de Cunha, o Renatão.

O mascote do time é o Raposão, brincadeira que surgiu no início dos anos 60 quando o Campinense venceu seguidamente seu maior rival, o Treze. Como o símbolo do rival era um galo, e quem caça o galo é a raposa, essa passou a ser oficialmente a mascote do clube.

As cores de seu uniforme (preto e vermelho) são homenagem à bandeira da Paraíba.

Suas principais torcidas são a Facção Jovem e o Movimento Amor ao Campinense Clube.

Se liga na torcida:

Encontrei um blog muito legal sobre o time, confira: www.campinensenews.blogspot.com/

O site oficial do time é  www.campinenseclube.net

Apoie o time de sua cidade!

Futebol também é cultura.

78- Camisa do Olimpia do Paraguai

A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, entre outras coisas, o belo Palácio Presidencial. É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!

O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país (senão a primeira) fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens paraguaios.

Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.

A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito.

O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000.

Para se ter ideia da importância histórica do Olimpia, o time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional.

A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio.

Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.

Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.

O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta.

Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:

A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983).

A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental.

No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colombia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.

Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos.

Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.

Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys:

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Seu maior rival é o Cerro Porteño. 

Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!

Se liga nele marcando um gol:

Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada!

O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/

Por hora é isso!

Abraços!

57- Camisa da Esportiva Guaxupé

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A 57a camisa de futebol pertence à Sociedade Esportiva Guaxupé e essa eu consegui do pior jeito possível: pagando.

Ao menos, mais uma vez consegui achar por um bom preço bem razoável: R$ 29,90, numa loja lá em Guaxupé, mesmo.

Guaxupé é uma pequena e muito agradável cidade do sul de Minas Gerais. Estivemos lá em junho e pudemos aproveitar a ótima festa junina no centro.  da ciadade.

A Mari pirou num restaurante que infelizmente não lembramos o nome, mas que fica ali no centro mesmo:

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Achei um vídeo “vendendo” o lado turístico da cidade e posso dizer que recomendo um final de semana por lá, foi uma ótima estadia!

Eu e a mari fomos pra lá dar um relax, e mas já que estávamos por lá, demos um pulo no estádio e por sorte conseguimos bater um papo com a diretoria e alguns integrantes da comissão técnica.

O segundo da esquerda para a direita é o polêmico “Lélio Borges”, que foi muito gente boa conosco e relembrou várias histórias.

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A S.E. Guaxupé foi fundada em 12 de março de 1952,e é um ótimo exemplo do que o futebol moderno faz com times “fora dos grandes eixos”.

Depois de ter chegado a disputar a primeira divisão mineira, de 1975 até o início dos anos 80, disputa hoje o “módulo II” do Campeonato mineiro (existem ainda o módulo I e a primeira divisão).

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Manda seus jogos no Estádio Municipal Carlos Costa Monteiro, inaugurado no início da década de 50 e com capacidade para 6.000 pessoas.

A entrada do estádio é muito loca! Parece que a gente estava entrando numa mistura de vila com parque ecológico.

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A bilheteria fechada é sempre triste, mas ainda assim dá pra ver um pouco do espírito do estádio.

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Do lado de dentro, pode se ver os holofotes e ao fundo uma arquibancada descoberta…

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A estrutura que separa o campo da torcida não é lá muuuuuuuuito resistente…

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O gramado apresentava condições muito boas, mesmo numa época de frio (era inverno, lembre):

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Ali ao lado direito, pode se ver a arquibancada coberta:

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No dia em que estivemos por lá, havia um jogador do continente africano que acabara de chegar para fazer uns teste no clube. Os demais jogadores disseram se assustar ao vê-lo rezar, já que seus costumes não são lá muito próximos aos dos cristãos…

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É muito difícil encontrar dados sobre a história do clube, que hoje sofre do mesmo mal que muitas equipes tradicionais: perde seus torcedores para os “grandes clubes”, e pela sua localização ainda sofre perdendo torcedores para times de MG e SP.

Assim, o único jeito que encontrei de retratar sua história é por meio de imagens.

Abaixo, o time do fim dos anos 50 e início dos 60, que enfrentou lá em Guaxupé o Santos de Pepe e Orlando Peçanha:

Guaxupé anos 50

Daquela época, um dos destaques era o atacante PACHÁ:

pachá
Segundo os dados do site do Milton Neves, Palimércio Nasser, Pachá, nasceu em São José do Rio Pardo, em 19 de outubro de 1934 e logo cedo se mudou para Guaxupé-MG. Ficou famoso como o camisa nove da Esportiva Guaxupé.

Chegou a marcar 6 gols numa só partida (em 1959, contra a Paraisense de São Sebastião do Paraíso).

Hoje, o ginásio poliesportivo de cidade de Guaxupé (MG) tem o nome do ex-atacante.

Abaixo, outras fotos da década de 60, com Pachá no time:

guaxupé anos 60

guaxupé 1960

O time nos anos 70:

Guaxupé anos 70

Em 1975:

guaxupé 1975

Em 1980 conquistou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.

Abaixo, foto do time de 1998:

guaxupé 1998

Atualmente:

Esportiva

O vídeo abaixo mostra um pouco do triste caminho seguido pela Esportiva Guaxupé, mas que foi feito no final de 2006, antes de volta do time ao profissionalismo e do próprio Lélio Borges (conforme a foto que tiramos mostrou):

A sequência do vídeo:

Num país tão machista, fica um exemplo interessante: em 2008 o clube foi dirigido por Terezinha de Jesus Vaz. Confira a entrevista dela no final do vídeo:

A Torcida Guaxupeana acompanha de perto o time e agora começa a tentar se organizar para apoiar os “Tigres de Minas”. Veja a rapaziada que está formando a “Avalanche Verde SEG“:

guaxupé2

Guaxupé

Quem quiser contatar os caras, acessem a comunidade deles no orkut: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=92803566

Pra finalizar, quer ver como é o momento antes do jogo? Vamos lá!

Boa sorte Guaxupé!

E não se esqueça torcedor: Apoie a equipe da sua área!!!

50- Camisa do Rio Branco

Quase um ano de blog e chego à camisa de futebol de número 50. O que me faz pensar que 5% da missão já foi cumprida.

Se tudo continuar assim, é meu triste dever informar que em meados de 2029 eu devo finalizar este blog.

Só nos resta torcer para até lá ainda existir o futebol a internet, o wordpress, eu e você…

Enquanto esse dia não chega, vamos à Camisa de Futebol de número 50, que é do Rio Branco de Americana.

Aliás, uma camisa antiga, e que chegou a ser usada por um atleta. Ela é de algodão, daqueles modelos antigos, não sei se dá para perceber na foto:

abril 165

Essa camisa foi presente do amigo Gabriel Uchida, editor do blog “Torcida” com várias fotos legais. A camisa foi do tio dele, chamado Henry, que jogou no clube no final dos anos 70. O tio teria começado jogando em MG, SP, RJ e Portugal. Em Minas, teria jogado no Atlético, no início dos anos 80, com Toninho Cerezo, Reinaldo, Palhinha, entre outros.

Por coincidência, ele é o segundo Gabriel que me dá uma camisa de presente, veja qual foi o primeiro aqui.

Mas falando do time, o Rio Branco Esporte Clube defende o futebol da cidade de Americana (interior de São Paulo) desde o dia 4 de Agosto de 1913, quando foi fundado por João Truzzi e sua trupe.

americana

O time nasceu com o nome de Sport Club Arromba (em referência às comemorações das vitórias), mas já em 1917 passou para Rio Branco Football Club (em homenagem ao Barão do Rio Branco), como se vê no uniforme abaixo:

goleiro rio branco

Em 1961, adotou o nome atual: Rio Branco Esporte Clube.

Já nos anos 20 o clube conquistou os títulos de campeão da Região e campeão da Zona Paulista, além do bicampeonato do Interior, que permitiu a disputa do título estadual com o Corinthians, resultando em dois vice-campeonatos.

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O final da década de 40 trouxe o desligamento do clube do profissionalismo, e só retornou em 1979, graças à fusão entre com o Americana Esporte Clube.

Distintivo do Americana (Antigo Vasquinho)

Distintivo do Americana (Antigo Vasquinho)

Desde então, o clube tem disputado os campeonatos profissionais, chegando à 1ª Divisão do Futebol Paulista em 1990, com o vice-campeonato da Divisão Intermediário.

Rio_Branco_-_time_do_acesso_-_1990

O início da década de 90 foi de muita alegria para o clube e sua torcida, sendo que em 1993 a equipe chegou a disputar o octogonal final do Paulistão, terminando em sexto lugar.

O Rio Branco revelou vários jogadores como Marcelinho Paraíba, Flávio Conceição, Mineiro, Macedo, Marcos Senna, Sandro Hiroshi, Souza, entre outros.

Depois de vários anos disputando a série A1 do Paulistão, em 2007 o Rio Branco caiu para a série A2 do Campeonato Paulista, conquistando o acesso novamente este ano (2009).

O mascote do Rio Branco é o Tigre por causa dos instintos deste animal.

tigre

A idéia do estádio do Rio Branco nasceu em 1920, quando foram emitidas ações para juntar verba para a construção do projeto. Entretanto somente mais de 50 anos depois, em 1971 é que surgiu o “Riobrancão”, que a partir de 81 passou a ser chamado “Décio Vitta”, em homenagem ao ex-presidente da diretoria do clube.

decio vita

O estádio possui capacidade de 15 mil pessoas. Algumas semanas atrás estive por lá para ver um jogo da Copa Estado de São Paulo e pude fazer umas fotos. Assim que eu as achar eu posto aqui no blog.

O maior rival do Rio Brancio é o União Barbarense, da cidade vizinha de Santa Bárbara d’Oeste.

Mas o Rio Branco também já duelou com times internacionais, em 1993 num amistoso contra o Fenerbahce, onde venceu por 2×0, em 1997 e num jogo treino contra a seleçao da China, onde fez 5×1.

O site do time é: www.riobranco.esp.br

Vamos curtir a arquibancada com os caras:

49- Camisa do Santa Cruz

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Após tantos posts sobre camisas da Europa, já estava com saudades de falar de um time bem brasileiro! E por isso, a 49a Camisa de Futebol pertence ao glorioso Santa Cruz Futebol Clube, clube da bela cidade de Recife (PE).

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Fundado no dia 3 de fevereiro de 1914, por um grupo de jovens, o nome do time é uma homenagem à Igreja de Santa Cruz, em cujo pátio costumavam jogar, já que naquela época não existiam campos.

Possui enorme rivaliade com outros dois clubes que já passaram pelo nosso blog. São eles, o Sport , com quem faz o “Clássico das Multidões” e com o Náutico, com quem disputa o “Clássico das Emoções”.

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Possui um grande número de conquistas estaduais. Até 2009 são 24 títulos.

Mas, assim como tantos times que já passaram aqui pelo blog, o Santa Cruz tem seus altos e baixos, desde o princípio. Aliás, para mim, o que faz um clube ser respeitado é exatamente sobreviver aos maus momentos.

O Santa sempre foi polêmico, contestador.

Desde cedo, possuia em seu elenco jogadores negros, o primeiro deles, ainda no início do século XX, foi Teófilo Batista de Carvalho, o “Lacraia”.

Hoje parece sem sentido, mas era uma coisa rara naquela época. Por esta e outras atitudes do clube, o Santa foi se tornando cada vez mais popular.

E para caber toda essa gente, na década de 1970 foi inaugurado o estádio “José do Rego Maciel”, ou como é mais conhecido, o “Arruda”.

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A partida inaugural do Arruda ocorreu em 1972, contra o Flamengo (RJ), terminando em um empate sem golsdiante de 47.688 pagantes.

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Hoje, o Arruda é um grande aliado do time, com sua torcida marcando presença, independente da colocação do time, nas tabelas.

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Em 1975, o Santa chegou a semifinal do Campeonato Brasileiro depois de ter eliminado o Palmeiras (na época a “Academia”) e o Flamengo, em etapas anteriores. Perdeu a vaga para a final para o Cruzeiro, em jogo marcado pelos erros de arbitragem do famoso Armando Marques. Abaixo a foto do time da época, retirada do excelente blog: www.blogdosantinha.com .

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Seu mascote é a cobra coral, com as já imortais cores do time, mas vale lembrar, que o Santa Cruz nasceu alvi-negro, só adotando depois o vermelho para se diferenciar de seu rival local da época, o Flamengo.

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Se por um lado o time está sempre na briga pelo título estadual, o mesmo não pode ser dito sobre o torneio nacional, prova de que também no futebol, existem reflexos da desigualdade social entre as regiões do nosso país.

Após uma boa participação nas décadas de 70 e 80, o Santa Cruz passou um tempo na Segundona e só em 1999 a torcida coral pode comemorar o retorno à Série A do Brasileirão, com o Vice-campeonato da Segundona.

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Outro acesso memorável à série A, aconteceu em 2005, quando o time terminou como Vice-campeão da competição.

Entretanto, em 2006 começou um novo calvário para time e torcedores. Na série A do Brasileiro, o Santa acabou rebaixado para a Série B novamente.

Em 2007 , além de não ir bem no Campeonato Pernambucano e ser eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, teve uma campanha pífia na série B, levando o clube para a Terceira Divisão do Brasileiro de 2008.

Em 2008, novamente foi eliminado da Copa do Brasil, na primeira fase, e teve de disputar o Hexagonal da Morte do Campeonato Pernambucano, para se livrar do rebaixamento estadual. Na Série C, sua última chance do ano para se recuperar, fez o impensável… Foi rebaixado para a então criada série D, que inauguraria-se em 2009.

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O Santa Cruz disputou em 2009 a recém-criada Série D, mas não passou da primeira fase, ou seja, futebol agora, só em 2010 (e escrevo isso ainda em julho).

Veja um pouco da história do clube no vídeo feito em homenagem aos 95 anos do Santa Cruz.

É sem dúvida uma das fases mais complicadas do clube, que entretanto consegue contar com sua torcida apoiando não só nos estádios, como fora deles, criando associações e buscando métodos para ajudar o clube do coração.

Veja um pouco da torcida do Santa em ação:

O site do clube é: www.coralnet.com.br

Além disso existem vários blogs e outros sites que merecem destaque, como o www.loucospelosanta.com.br e o já citado www.blogdosantinha.com.

Boa sorte, Santa Cruz!

45- Camisa do Sampaio Corrêa

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Chegamos à camisa de futebol número 45, e mais uma vez estreiamos um novo estado, desta vez, o Maranhão.

E isso, graças à camisa do Sampaio Corrêa Futebol Clube, time da cidade de São Luís, e maior vencedor de títulos do Campeonato Maranhense.

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O time foi fundado no dia 25 de março de 1923, por um grupo de jovens peladeiros, sob o comando de Vital Freitas e Natalino Cruz.

Nasceu como Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, oriundos do antigo Remo F. Club (1920), time formado por operários e jovens de “pés descalços”.

O nome é uma homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922.

A roupa dos pilotos deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois um deles usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e outro nas cores verde e branca.

O maior rival do é o Moto Club, mas também compete com o Maranhão, o Bacabal e o Imperatriz.

Segundo a opinião pública, o Sampaio Corrêa tem a maior torcida do Estado do Maranhão. Seus torcedores são chamados de bolivianos, ou sampaínos.

 torcida sampaio

Seu mascote é o tubarão.

tubarao 

Em 1972, conquistou a segunda divisão do brasileiro, na época, com 23 times do Nordeste apenas, divididos em 4 grupos (3 de 6 e 1 de 5). O Sampaio compunha o grupo A com Moto Clube (MA),  Tiradentes e Flamengo (PI), Fortaleza e Guarany (CE).

1a fase:

Sampaio Correa 0x1 Moto Clube

Flamengo 0 x 0 Sampaio Correa

Tiradente 1 x 1 Sampaio Correa

Sampaio Correa 1×2 Guarany

Sampaio Correa 1 x 0 Fortaleza

Motoclube 0 x 0 Sampaio Correa

Sampaio Correa 5 x 0 Flamengo

Sampaio Correa 2×0 Tiradentes

Guarany 0x1 Sampaio Correa

Fortaleza 0x1 Sampaio Correa

 

Classificado, o Tubarão formou um  novo grupo com o Tiradentes (PI), o Itabaiana (SE) e o Atlético (BA).

Atlético 1×2 Sampaio Correa

Itabaiana 0x0 Sampaio Correa

Sampaio Correa 0x0 Tiradentes

Sampaio Correa 2×0 Atlético

Sampaio Correa 1×0 Itabaiana

Tiradentes por 2 x 1 Sampaio Correa

 

Classificou-se assim para a grande final, disputada em um jogo apenas, contra o Campinense – PB, melhor time da competição.

A partida ocorreu em São Luís, numa verdadeira batalha campal, terminando em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. O Sampaio venceu na cobrança de pênaltis por 5 x 4, levantando o troféu de campeão.

Time básico do Sampaio Campeão da Série B de 1972: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecir Lima; Gojoba, Djalma Campos e Edmilson Leite; Lima, Pelezinho e Jaldemir.

Em 1997, o time foi campeão invicto da série C, a Terceirona do nacional, com o time abaixo:

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A campanha do time foi:

Na 1.ª Fase 0x0, fora de casa contra o Santa Rosa/PA. Em São Luís, ganhou do River/PI por 1 x 0 e fora, também por 1 x 0, venceu o 4 de Julho/PI. Nos jogos de volta, em Teresina, venceu o River, por 2 x 1  e nos dois últimos jogos em casa, bateu o 4 de Julho por 4 x 2 e o Santa Rosa por 4 x 0 .

Na 2.ª Fase, já no sistema mata-mata, enfrentou o Quixadá/CE e em casa, tropeçou no primeiro jogo, apenas empatando com o visitante por 1 x 1. No jogo de volta, no Ceará, o Sampaio venceu pelo magro placar de 1 x 0. A invencibilidade era mantida e a classificação estava assegurada.

Na 3.ª Fase, o adversário deste mata-mata era o já conhecido Santa Rosa, do Pará. No jogo de ida, a Bolívia conseguiu o empate em 0 x 0, arrancando a classificação, suada, em São Luís, vencendo por 3 x 2.

Na 4.ª Fase, o Sampaio jogou contra o Ferroviário, do Ceará. No primeiro jogo, em Fortaleza, deu Sampaio por 1 x 0. No segundo, em São Luís, novamente o Sampaio venceu, agora por 4 x 0.

Na 5.ª e última Fase, quatro times se enfrentariam num quadrangular. Quem fizesse mais pontos seria campeão. O primeiro jogo foi um empate de 1×1 contra o Francana, em Franca (SP). Depois Sampaio Corrêa venceu por 3 x 0 o Tupi e empatou em 1 x 1 com o Juventus. Nos jogos de volta, empatou com o Moleque Travesso, dessa vez por 2 x 2 e venceu, fora de casa, o Tupi por1x0. O último jogo foi um 3 x 1 contra o Francana, num Castelão com mais de 70 mil pessoas sagrando-se CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO DA SÉRIE C – 1997.

O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional oficial: a Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central, da Argentina. Abaixo uma foto do time de 1998:

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O hino do Sampaio foi composto por Agostinho Reis, e sua gravação original foi interpretada pelo cantor Alcides Gerardi.

Um de seus atletas, MASCOTE, bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida, em 1934,quando o Tricolor venceu a representação do Santos Dumont por 20 x 0, e Mascote fez 13 gols. Esse recorde nunca foi sequer igualado. Os atletas que passaram mais perto foram: Caio Mário (CSA 22 x 0 Maceió, pelo Alagoano de 1944) e Dadá Maravilha (Sport 14 x 0 Santo Amaro, pelo Pernambucano de 1976), com 10 gols cada.

Manda seus jogos no Estádio Municipal Nhozinho Santos, inaugurado em 1 de outubro de 1950 e com capacidade máxima de 21 mil pessoas. O estádio é de propriedade da Prefeitura Municipal de São Luís do Maranhão. Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas em Maranhão.

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Mas também disputa grandes jogos no Estádio Governador João Castelo (simplesmente conhecido como Castelão), inaugurado em 5 de fevereiro de 1982, sendo um dos maiores estádios da Região Nordeste, com capacidade para cerca de 46.200 pessoas (embora no ano de 1998 quase 98 mil pessoas assistiram ao jogo Sampaio e Santos pela Copa Conmebol). O estádio é de propriedade do Governo Estadual do Maranhão, e é usado também pelo rival Moto. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.

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O time possui várias organizadas:
Tubarões da Fiel
Mancha Tricolor
Democracia Tricolor
Coração Tricolor
Sampaixão
Sangue Jovem Tricolor

Uma coisa que eu adoro são livros sobre os primórdios do futebol no Brasil. E caso você queira saber como foi o início do futebol no Maranhão, procure o livro “Terra, grama e paralelepípedos”, de Claunísio Amorim Carvalho, São Luís: Café & Lápis, 2009.

O site do clube é o www.sampaiocorreafc.com.br

Pra terminar, olha o penalty pro Tubarão

Exposição de Camisas e outros ítens no Museu do Futebol (SP)

MAIO 006Putz, que vacilo… Tinha escrito esse post há um mês e esqueci de publicá-lo…. Espero que ainda esteja atual…

Pra quem assim como eu curte camisas de futebol, vale a pena visitar (ou revisitar) o Museu do Futebol de São Paulo.

É que tem uma nova mostra itinerante (naquele local onde antes estava a mostra do Pelé), e ela traz a público “objetos colecionáveis” relacionados ao futebol.

São flâmulas, times de futebol de botão e camisas.

O meu destaque fica por conta dessa, da década de 90, do Santo André, que nem é tão antiga, mas ninguém mais tem (nem eu….). Aliás, se você tiver essa camisa e quiser me doar….

31- Camisa do Náutico

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O Clube Náutico Capibaribe é mais um dos tradicionais times fundados no início do século passado, mais precisamente, em 1901, em Recife, sendo o mais antigo time do Pernambuco. Tem suas cores tradicionais vermelho e branco, mas na verdade nasceu como azul e branco, como o meu Ramalhão (que por sua vez nasceu amarelo e verde…)

Na falta de uma eu tenho duas camisas do Náutico. Uma época eu fiquei meio empolgado por causa do Kuki, aquele jogador que fazia gols demais…

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É considerado o clube das colônias alemã e espanhola no Recife. Seu primeiro distintivo mostrava que o nome não era por acaso, os esportes náuticos eram uma força dentro do clube.

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Com o futebol ganhando mais força, o distintivo teve uma nova versão (a atual): 

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É um dos times que domina o campeonato pernambucano, junto do Sport e do Santa Cruz.

Seu mascote é o Timbú!

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Seu Estádio é o Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Estádio dos Aflitos, por localizar-se no bairro de mesmo nome (o Bairro leva esse nome por causa da Igreja N. Sra dos Aflitos). A capacidade é de 20 mil torcedores.

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Possui a rivalidade histórica com o Sport Club do Recife, com quem faz o Clássico dos Clássicos, terceiro clássico mais antigo do Brasil e com o Santa Cruz , com quem faz o Clássico das Emoções.

O site oficial do time é http://www.nautico-pe.com.br/

A torcida é realmente barulhenta e empolgante. Existem vários sites feito por eles, como o www.timbunet.com.br/ e o da organizada www.fanautico.com.br/ , entre outros.

Aliás, é impossível falar da torcida sem lembrar do grito de guerra deles. Como o Santo André já jogou várias vezes contra o Náutico, posso dizer que me familiarizei e sempre achei louco o grito: “N…. Á…. U…. T…. I… C….O….”

Além disso, vale citar a influência das Barras, não organizadas, que nasceram nos Aflitos com a Alma Alvirrubra, também conhecida por “Curva Sul”. Eles não cobram mensalidade, não tem diretoria, uniforme ou produtos oficiais. Assim sendo, qualquer torcedor é livre para confeccionar osa trapos. Confira a rapaziada:

Em 2006, o Náutico voltou à primeira divisão, tentando assim apagar a triste memória do ano anterior, quando protagnizou uma dos jogos mais fantásticos dos últimos anos, que chegou a virar filme. Falamos da “Batalha dos Aflitos”. Confira o que foi:

O Náutico segue na série A, com a força de sua torcida e a garra de seus jogadores! Boa sorte!

19- Camisa do Nacional

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A história da 19a camisa mostra como o amor ao futebol é bonito. Numa dessas tardes quaisquer, meu amigo Renato Ramos, presidente da Fúria Andreense  me liga e diz “Mau, acabo de comprar uma camisa do Nacional aqui em SP“.

No mesmo instante pedi pra trazer uma pra mim. Não é muito louco isso? Mesmo ambos torcendo pelo Santo André, o respeito e admiração pelo símbolo de uma outra agremiação permanece. Porque fala mais alto o verdadeiro amor ao futebol e a idéia de que rivalidade não implica em inimizade.

Mas falemos do Nacional Atlético Clube, cujo site oficial é www.nacionalnac.com.br .

 

A data oficial de fundação é 16 de fevereiro de 1919, mas já em 1903,  funcionários da São Paulo Railway Company (companhia ferroviária inglesa) criaram o clube como alternativa de lazer para os ferroviários e seus familiares.

 

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O nome do clube, inicialmente era São Paulo Railway Athletic Clube, mas a concessão de serviços da empresa no Brasil terminou em 1946, e a estrada de ferro e o time foram literalmente nacionalizados. O momento da mudança ocorreu em uma partida no Pacaembu contra o Flamengo (RJ).

 

A equipe entrou em campo no primeiro tempo com a camisa do São Paulo Railway e, no intervalo, trocou o uniforme, e voltou para a segunda etapa ostentando o nome Nacional Atlético Clube.

 

Vale lembrar que o clube foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol, em 1935.

Curiosamente, no ano seguinte, participou de seu primeiro Campeonato Paulista da Primeira Divisão, onde se manteve por quase duas décadas, até 1953, quando paralisou as atividades do futebol profissional no clube.

 

Em 1959 foi rebaixado à Segunda Divisão, e desde então, nunca mais conseguiu voltar à elite.

 

Desde o fim dos anos 90 a situação se agravou e agora tem lutando pra manter-se na série A2, tendo participado da A3 ( a terceira divisão estadual de São Paulo) por algumas vezes nesses 10 últimos anos.

 

Seu mascote é o “Ferroviário”, homenagem aos fundadores do clube: 

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Seu estádio é o Nicolau Alayon, homenagem ao uruguaio dirigente e entusiatsa do time. Localiza-se na Barra Funda, e foi inaugurado em 1938 com uma partida entre o São Paulo Railway e o Corinthians (2×1 pro Corinthians). Tem capacidade para 11 mil pessoas, e é o único no Brasil a homenagear um estrangeiro.

nicolau_alayon

Numa conversa, no ano passado, eu, Mandioca e dois juventinos (Piva e Fernando Boça) tentávamos entender de onde surgiu a rivalidade  do Nacional  e Juventus.  E chegamos a conclusão que foi algo criado recentemente, provavelmente na década de 90, uma vez que não existe qualquer registro oficial  sobre algum motivo específico.

Claro que por ser um derby o clássico JUVENAL carrega a rivalidade entre duas agremiações operárias da mesma cidade, mas a visão que alguns torcedores tem hoje sobre ambos serem principais rivais é recente.

Tomei a liberdade de ligar para o próprio clube (Nacional) e a respotas do sr. Aguirre foi: “Essa rivalidade pra mim é coisa nova”. Achei estranho, mas… tudo bem.

Há pouquíssimo material na net sobre o Nacional. Um vídeo sobre o último (e simplesmente histórico e fantástico) JUVENAL com vitória da equipe da mooca por 5×4 tem um vídeo no youtube, mas foi feito pelos torcedores grená. Se alguém arrumar um vídeo feito pela torcida local, me comprometo a inserir aqui.

Se hoje o clube não vive uma situação das melhores, temos que ressaltar sua importância na história do futebol paulista.

Ao lado de outros times de origem fabril o Nacional foi a oportunidade para setores menos favorecidos da sociedade – entre negros e operários – ocuparem espaço nas equipes de futebol, o que, de certa forma, popularizou a sua prática, até então um privilégio das elites.

Segue uma foto mais recente do esquadrão:

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11- Camisa do Universidad Católica (Chile)

Essa é especial, pois foi a primeira camisa que consegui após iniciar o blog, e veio diretamente do Chile.

Quem me deu foi o Matheus, um dos Diretores de Arte da Cappucino (www.cappuccinodigital.blogspot.com/) e só me resta agradecer !! Valeu mesmo cara!

 

Presente bom, não acha?

Presente bom, não acha?

 O Club Deportivo Universidad Católica foi fundado em 21 de abril de 1937, na cidade de Santiago, no Chile, e é uma das equipes mais conhecidas pelos brasileiros, pelas participações em copas Libertadores de América.

Seu estádio é o San Carlos de Apoquindo, com capacidade para 20 mil espectadores e muito bem localizado (veja abaixo).

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Veja mais de perto! Achei essas imagens no www.worldstadiums.com, se você gosta de estádios, dê uma conferida! 

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Já conquistou nove Campeonatos Chilenos, dentre outros títulos, como os de Copa Chile Libertadores. Chegou à final da Taça Libertadores de América em 1993, quando perderam para o São Paulo, mas no ano seguinte (1994) levaram a Copa Interamericana.

Seu site oficial é: http://lacatolica.terra.cl/ Seu escudo é bastante diferente não acha?

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E como o pessoal já se acostumou, aí vai um vídeo caseiro da hinchada:

Abraços e até mais!