Futebol em família

Pessoal, essa semana foi foda, começei vários posts mas ainda não consegui tempo pra finalizar nenhum…

Enquanto eu faço isso, vou dividindo algumas coisas que tenho recebido, como essa reportagem com os torcedores do Aimoré!

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Published in: on 15 de maio de 2010 at 1:00 AM  Comments (1)  
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51- Camisa do Esporte Clube Novo Hamburgo

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A 51a Camisa de Futebol pertence ao Esporte Clube Novo Hamburgo, um clube que representa a tradicional cidade de Novo Hamburgo, destino de tantos imigrantes que rumaram para o Rio Grande do Sul, no passado.

hamburgo

As cores do time são o branco e o azul anil, por isso o time é chamado por muitos de Anilado.

novo_hamburgo

As margens de completar 100 anos, tendo passado por tantas lutas, o Novo Hamburgo orgulha-se de nunca ter fechado as portas do futebol, conquistando assim destaque e respeito entre torcedores e até rivais.

O times foi fundado em 1911, durante as comemorações do feriado de 1º de maio.

Funcionários da Fábrica de Calçados Sul-Riograndense montaram um time para a ocasão e lançaram ali a semente do Esporte Clube Novo Horizonte.

Cogitou-se chamar o time de “Adams Futebol Clube“, em homenagem a Pedro Adams Filho, dono da fábrica, mas preferiu-se um nome que mostrasse a força e a relação com a região onde surgia a equipe.

ECNH

A memória dos primeiros anos do time se mistura com a lembrança de uma época de um futebol romântico, cheio de histórias sobre amor à camisa e à cidade acima de tudo.

Surgia logo nas primeiras décadas do séc XX, o apelido do time: “Nóia!” (a explicação dada é que o apelido surge da abreviação de “Novo Hamburgo”, misturado ao sotaque alemão).

A rivalidade maior era mesmo com o  Esperança, levada, não raro, para extra-campo.

Já em 1937, venceu o Campeonato Metropolitano, derrotando, entre outros adversários, o Nacional, Renner, São José, Cruzeiro, Força e Luz, entre outras equipes.

Em 1944, devido à Segunda Guerra Mundial o clube teve de mudar seu nome para Esporte Clube Floriano, acompanhando a cidade que chamou-se “Marechal Floriano Peixoto”. O nome Novo Hamburgo só voltaria no ano de 1968.

A década de 40 trouxe dois vice camperonatos estaduais ao clube. Um, em 1942 e outro em 1947.

Aliás, em 1947, o Nóia fez história e chegou a final do Campeonato Gaúchode enfrentando uma das maiores equipes formadas pelo Internacional, conhecida como “Rolo Compressor”.

A decisão teve um lance curioso. Aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro Miguel Sallabery assinalou um pênalti para o Internacional que somente ele viu, mas a penalidade não pôde ser batida porque a torcida anilada não permitiu a cobrança. O penalty só foi batido na outra semana, garantindo a vitória do colorado por 0x1.

No jogo de volta, em Porto Alegre, o Novo Hamburgo venceu o tempo normal por 1 x 2, mas perdeu a prorrogação por 1×0.

Até a década de 50, o Novo Hamburgo mandou seus jogos no Estádio do Taquaral.

Estádio dos Taquarais

Em 1952 Novo Hamburgo, ainda como Floriano fez um excelente campéonato liderando um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Inter e Pelotas .

Ano depois, mandou seus jogos no Estádio Santa Rosa, com capacidade para 13.000 pessoas, mas foi vendido para o Centro Universitário Feevale:

santa rosa

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Atualmente manda seus jogois no Estádio do Vale, ainda em obras e com capacidade momentânea para 4.000 torcedores:

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O time foi considerado por muito tempo como a terceira força do estado. A cidade prosperava graças a indústria dos calçados e por causa delas, o mascote do Novo Hamburgo é o… Sapato!!

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Atualmente os maiores rivais o Aimorécom quem faz o “Clássico do Vale” e o 15 de Novembro de Campo Bom.

Infelizmente, assim como ocorreu em várias cidades do Brasil, Novo Hamburgo cresceu, o mundo mudou e para desespero dos apaixonados pelo futebol a proximidade com a capital gaúcha, roubou as atenções socias, culturais e esportivas, algo muito parecido com o que ocorreu na região onde vivo, o ABC.

Aos poucos, a cultura germânica, predominante da cidade deu lugar à cultura “moderna” da grande cidade, e é cada vez maior o número de torcedores que moram em Novo Hamburgo e torcem para Inter ou Grêmio.

O principal jornal do estado gaúcho cobre os dois times da capital e exlcui de suas páginas um maior envolvimento com os times de outras cidades. Sem o apoio da sua imprensa, os investimentos começam a diminuir.

E é nesse triste cenário que o sobrevive, com alma guerreira revertendo as adversidades que lhe são impostas dentro e fora de campo. Heroicamente ainda existe gente que crê na volta do Novo Hamburgo, transformando a cidade em terra anilada novamente.

Ainda assim, existem muitas organizadas em torno do time, como a Fogo Anil (www.fogoanil.blogspot.com/), Mancha Anil, Geral do Nóia, Barra Anilada, entre outras.

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O time conta com um canal no youtube divulgando seus vídeos confira:

Das conquistas recentes, fica o sabor da Festa no Estádio Santo Rosa no jogo final da Copa Emídio Perondi 2005, onde o Nóia venceu o Brasil-P por 3 a zero.

E a conquista da Copa RS com o empate em cima do Ulbra, confira o gol:

Para maiores informações, o site oficial do time é www.ecnh.com.br/, e o blog da torcida fogo anil é www.fogoanil.blogspot.com/

Para terminar, que tal curtir um pouco da arquibancada com o pessoal da Torcida Fogo Anil?

44- Camisa do Brasil de Pelotas

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A Camisa de futebol número 44 é a Camisa do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas, que comprei na mesma loja que peguei a da Ulbra, pela bagatela de R$29,90, ótimo preço por se tratar de material oficial.

Como o cara da loja é gente boa e ainda acompanha os jogos do Ramalhão, vai aqui o fone dele, já que não tem site: (011) 4432-3063, sempre tem coisas boas a preços especiais por lá, fale com ele.

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Mas falando do Brasil de Pelotas, o time foi fundado em 7 de Setembro de 1911, ou seja faltam apenas 2 anos para a grande festa do centenário.

Assim como outros clubes que já retratamos aqui no blog, o Brasil de Pelotas nasceu de uma divergência dentro de outro time, no caso, o Sport Club Cruzeiro do Sul, formado por funcionários da Cervejaria Haertel.

Diz a lenda que tudo foi por causa de um desentendimento de um pequeno grupo que estava colocando uma cerca no campo, enquanto outro permanecia em campo, jogando e negando-se a ajudá-los.

Putos Chateados com isso, o grupo que estava trabalhando decidiu montar um novo time. Como a fundação do novo time se deu no dia da independência, as cores da camiseta seriam verde e amarela.

Isso gerou o primeiro motivo de rivalidade com o E.C.Pelotas, que tinha seu uniforme azul e amarelo, muito parecido com o deles.

pelotas

Pra evitar maiores problemas, o pessoal do Brasil decidiu adotar o vermelho e preto, alusão às cores do Clube Diamantinos.

 

O Brasil de Pelotas é também chamado de Xavantes, graças a um jogo, de 1946, contra o Esporte Clube Pelotas. O E.C. Pelotas seria campeão em caso de vitória.

O primeiro tempo ia acabando e o placar indicava 3 x 1, em favor do E. C. Pelotas. Pra piorar, o Brasil teve o zagueiro “Chico Fuleiro” expulso. Indignados, os jogadores do Brasil interromperam o jogo, o técnico chegou a ameaçar tirar o time de campo. Mas, a própria torcida ficou nas arquibancadas, fazendo com que a partida recomeçasse.

Após tanta confusão, o jogo voltou a correr e o segundo tempo viu um Brasil com tamanha gana de justiça que conseguiu virar o placar para 5 x 3, transformando se na mais famosa vitória do time.

Ao fim do jogo, a torcida rubro-negra invadiu o gramado, atropelando o alambrado que ficava ao lado das arquibancadas.

O fato foi chamado de a INVASÃO DOS XAVANTES (esse era o ítulo de um  filme em cartaz na época, em Pelotas).

A partir daí, a torcida adotou a figura do índio xavante, como símbolo do time.

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O material sobre o time na internet é muito vasto. Destaque para o site do time: www.brasildepelotas.com , o blog: http://blogxavante.com e o site http://colecionadorxavante.brahmsoftware.com.

O time manda seus jogos no Estádio Bento Freitas, fundado em maio de 1943, e onde cabem hoje 18 mil Xavantes.

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Um ato curioso ocorrido no estádio foi a ameaça do Ministério Público de interdição do Bento Freitas porque a direção do time teria aprovado a venda de bebidas alcoólicas no interior do estádio, nos jogos da Série C, ato proibido por lei.

Em se falando de títulos, vale lembrar que o time conquistou o Campeonato Gaúcho de 1919, e foi Vice em 1953, 1954, 1955 e 1983. Além disso, venceram o Campeonato Gaúcho da 2ª Divisão em 1961 e 2004.

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Em 1985, o time fez história com a Máquina Xavante, time que chegou às semi-finais do brasileiro da série A. Existe inclusive um site contando a história do time: http://www.maquinaxavante.com.br.

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Ah, e foi feito um documentário sobre o jogo contra o Flamengo nesse mesmo brasileirão, confira: 

O ponto mais triste da história do clube, aconteceu no início de 2009, com o acidente do ônibus da delegação, ocorrido há cerca de 300 km de Porto Alegre (no km 150 da BR-392), e que provocou a morte de um dos maiores ídolos do time, o atacante uruguaio Claudio Milar, do zagueiro Régis Gouveia, e do preparador de goleiros Giovani Guimarães, além de ferir outras 20 pessoas.

A equipe retornava de um jogo-treino na cidade de Vale do Sol, onde havia vencido o Santa Cruz do Sul por 2 a 1.

A diretoria do clube até cogitou não disputar o Campeonato Gaúcho de Futebol de 2009, mas assim como na história que deu origem ao apelido “Xavante”, a equipe não desistiu e seguiu em frente.

Abalado psicologicamente e com um time sem conjunto, conseguiu apenas uma vitória no campeonato e foi rebaixado para a Série B 2009.

O uruguaio Cláudio Milar era ídolo da torcida, com mais de cem gols marcados com a camiseta do Brasil. Assista ao centésimo gol, contra o São José, em 2008).

O atacante costumava comemorar os gols homenageando o símbolo do clube, atirando uma flecha para as arquibancadas.

Atualmente o G.E.Brasil possui várias torcidas organizadas como por exemplo Máfia Xavante, Garra Xavante, TOB, Comando Rubro-Negro , TODEX, Camisa 12, Paz Xavante, Mancha Rubro-Negra, , Torcida Independente Rubro-Negra, Torcida Organizada Feminina, Índio Xavante, Torcida Raça Xavante, Gaviões da Baixada.

Ainda em 2009, o time segue disputando a série C do nacional.

Termino o post com uma breve matéria sobre a torcida Xavante, e deixo os meus sentimentos para que o clube consiga superar a dor do acidente de 2009 e em 2010, possa voltar à primeira divisão do Gaúcho, acredito que terá muita gente torcendo por isso, e eu serei uma dessas pessoas! Força Xavante!!!

38- Camisa do Ulbra

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 A camisa do Ulbra eu consegui numa promoção numa loja aqui no centro de Santo André. Paguei R$ 29,90, e é oficial. Se alguém se interssar e quiser saber de mais promoções (sempre rola coisas loucas lá), o fone da loja é (011) 4432-3063, e eles não tem site.

O detalhe mais engraçado da camisa está nas costas. Não sei se vai dar pra ler, mas como um dos patrocínios é um medicamento, existe quase que uma “bula” no fim da camisa, a que ponto chegamos, hehehe:

maio 187

O Sport Club Ulbra foi fundado em26 de janeiro de 1998, e pertence à Universidade Luterana do Brasil (descobriu o signigficado da sigla ULBRA?). O site do time é www.ulbra.br/esporte

Está sediado na cidade de Canoas, aliás, é o único clube da cidade que participa da Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho e da Copa do Brasil.

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A Ulbra segue um modelo de gestão bastante incomum para o futebol no Brasil, e que só estamos acostumados a ouvir falar nos Estados Unidos, é a gestão que mistura o esporte com a Faculdade.

O departamento de futebol do clube foi criado em 2001, e já no ano seguinte conseguiu o título da terceira divisão do Campeonato Gaúcho, ao vencer o RS Futebol nos pênaltis por 7 a 6. Vale dizer que a Ulbra participou do campeonato em conjunto com o Canoas Futebol Clube, outro importante clube de Canoas.

Aliás, como o nome do clube é o nome de uma empresa (a Universidade), é comum ver a mídia referindo-se ao time como Canoas.

Na Série C de 2002, conseguiu chegar à 5º colocação.

Em 2003, ingressou na elite do futebol gaúcho, junto com o Novo Hamburgo, após ter vencido o Grêmio Bagé por 3 a 2 e assim ganhar o Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão.

O estádio da Ulbra foi o palco da final do Campeonato Gaúcho de 2004, quando disputou contra o Internacional o título do Gauchão. O jogo decisivo ocorreu em 4 de junho, a Ulbra iniciou vencendo, mas acabou levando a virada por 2 a 1. Veja os gols (o vídeo não tem som….)

E falando em estádio a Ulbra manda seus jogos no Complexo Esportivo da Ulbra, um moderno complexo de esportes sediado na cidade de Canoas. A capacidade é para 10 mil pessoas e a proprietária do Complexo é a Universidade Luterana do Brasil. O maior público do time foi de 7 mil pessoas, em 2004, na decisão do título do Campeonato Gaúcho.

EstadioUlbra2007

EstadioUlbra2007

Embora represente a cidade de Canoas na elite do futebol gaúcho, sua imagem está muito ligada com a universidade, o que acaba limitando um pouco a presença da torcida. Chegou a ter duas organizadas: a Império Jovem e a Povão Tricolor (extinta em 2007).

A maioria dos torcedores são canoenses que torcem para o Grêmio e para o Internacional, mas que comparecem ao estádio para apoiar o time da cidade.

A Universidade, chegou a tentar algumas ações para trazer mais público, e enviou ônibus gratuitos para os bairros mais populosos da cidade de Canoas, fazendo assim que seu público aumentasse, principalmente em jogos decisivos.

Entretanto, a estratégia não funcionou muito bem, já que começaram muitas reclamações de torcedores que pegavam esses ônibus e ao invés de assistir ao jogo ficavam no campus assediando as alunas da universidade, hehehe, é mole?

Assim, a Ulbra segue com recordes negativos de público, na série C de 2007, por exemplo, chegou a ter públicos como 13 pessoas (contra a Roma Apucarana), 25 pessoas (contra o Paranavaí) e 38 pessoas (contra o Villa Nova -MG), no Gaúchão 2009 o jogo entre Ulbra e Inter-SM teve 25 presentes.

Ao menos em 2009, o time mostrou que é bom de briga… ou … quase bom…

Segundo uma reportagem do jornal Zero Hora, a Ulbra tem apenas um torcedor que torce apenas pelo clube. Trata-se de Lauro Paetzer. Vale a pena ler a matéria sobre ele aqui.

O mascote do time é o Leão “Jubão” (quer adicioná-lo no orkut, fique a vontade:http://www.youtube.com/watch?v=XmEAcpEHt24)

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Enfim, a Ulbra é mais um exemplo da diversidade de gestão e características do futebol brasileiro, que a tv não mostra. Bos sorte ao time!