Rolê da virada de ano!

É… sei que estou atrasado pra caramba, mas … antes tarde do que nunca para uma rápida narrativa sobre o lado boleiro da viagem de fim de ano de 2008, que eu e a Mari fizemos.

Novamente sem muita grana, decidimos seguir para o sul, onde não haviam pedágios até exatamente o dia que fomos, acredita? Planejamos passar o fim de ano em alguma praia do Paraná.

Assim, pra aquecer e encurtar a distância, começamos descendo pro litoral de São Paulo, pra Itanhaém, onde passamos dois dias com alguns amigos (um deles, o Júnior, grande torcedor da Lusa).

Aproveitamos para comprovar minha má forma física fazendo uma trilha pelos morros junto à praia.

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De Itanhaém, fomos seguindo sentido Peruíbe até pegarmos a BR para Curitiba, uma cidade muito legal, cheia de cultura e de lambuja, com 3 grandes times.

Começamos pelo Atlético PR, e a visitação monitorada do estádio, considerado exemplo no Brasil, a Arena da Baixada, o Estádio Joaquim Américo.

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O que mais me chamou a atenção, além da imponência e da beleza de suas arquibancadas é que o estádio é praticamente um Shopping. Embaixo das arquibancadas há dezenas de lojas (e não estou falando somente de lanchonetes).

Tudo muito limpo e muito bem feito. O Atlético Paranaense realmente desponta como uma administração bastante diferenciada, caminhando para o conceito do sócio torcedor, e estádio cheio.

Uma vez visitado a moderna Arena da Baixada, fomos ao tradicional Couto Pereira, o maior estádio do estado. copia-de-ferias-fim-de-2008-039

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Confesso que me surpreendeu o quão bem recebidos nós fomos. Nos permitiram entrar nas arquibancadas pra fotografar, o Assessor de Imprensa me entregou um material informativo do clube, bem legal e encontramos aberta a excelente loja do torcedor.

O estádio é aquele modelo antigo, enorme, com muito cimento, mas muita energia.

Por fim, tentamos adentrar o Estádio do Paraná, mas fomos impedidos por um tiozão, com jeito de zelador, sei lá… Mais um exemplo de como alguns clubes não enxegram o potencial turístico do futebol.

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Como a idéia era de se divertir, e não somente pensar em futebol (será mesmo possível?) decidimos descer a serra e ir conhecer a histórica Morretes. Fomos pela Estrada da Graciosa. Um passeio muito legal, e com uma vista muito bonita.

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Chegando lá, o tempo esfriou e como a cidade é muito mais histórica que turística, fomos pra Paranaguá, onde alguns amigos iriam passar a virada, na praia. A cidade tem dois estádios. Um é o Fernando Charbub Farah, o “Gigante do Itiberê”:

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O outro, é o estádio do Paranaguá, que fica pro lado do Porto. Após uns 40 minutos chegamos lá e ainda pudemos encontrar alguns jogadores que disputaram este ano o Campeonato Paranaense.

O estádio é bem old school, mas muito legal, tem até uma lojinha embaixo da arquibancada, mas achei cara a camisa.

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Bom, feito nossa visita futebolística, decidimos ir pra praia. Mas…. após 1 hora parados, na estrada que daria acesso às praias,  o trânsito caótico nos fez desistir. Voltamos para Curitiba.

Dali, liguei pra minha família que ainda estava em Itanhaém e voltamos pra lá, pra ver a queima de fogos do Satélite E.C. .

Ufa…. Enfim acabei 2008…

Belfort Duarte

Tentando manter viva a pré história do nosso futebol, segue uma breve pesquisa sobre João Evangelista Belfort Duarte.

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Belfort Duarte nasceu em São Luís, em 27 de novembro de 1883 e faleceu em 27 de novembro de 1918. Foi um dos precursores do futebol aqui no Brasil.

Participou da fundação da Associação Atlética Mackenzie College, o primeiro clube de futebol do Brasil para brasileiros.

Com sua ida para morar no Rio de Janeiro, foi jogar no América Football Club, onde foi campeão carioca pela primeira vez em 1913.

Sempre capitão do time, depois se tornou técnico e diretor geral do futebol, um daqueles “linha dura”, que proibia atletas beberrões e fumantes dentro do clube.

Foi um dos responsáveis pela participação do atleta negro no clube, numa época que o futebol ainda carregava uma divisão racial intrínseca ao seu início elitista.

Ah, e quando a gente vê esses vários “Américas” espalhados pelo Brasil, foi ele quem o fez, atrvés de suas viagens.

Sempre pregou  respeito total aos adversários, e até denunciou um pênalti cometido por ele mesmo e que o juiz não havia visto, daí o prêmio com o seu nome oferecido para o jogador que passasse dez anos sem ser expulso proeza que hoje parece impossível, mas que foi realizada por Telê Santana, Didi e Vavá.

Extinto em 1981, foi recriado em 2008 com algumas modificações.

Como curiosidade, Belfort Duarte, foi o primeiro nome do estádio do Coritiba Foot Ball Club, antes de sua reconstrução nos anos 50, quando passou a se chamar Estádio Major Antônio Couto Pereira.