Sobre a bola do Paulistão 2010

Todo mundo que gosta de futebol gosta de bola, é claro.

E depois de muita correria, enfim consegui as informações sobre a bola oficial do Paulistão 2010, da Topper!

 

Segundo a marca, além de ter um design arrojado, ela foi desenvolvida com novo material exclusivo, que a deixa mais macia e com maior aderência.

A bola usada no campeonato é a KV 12 Campo 5th edition. (por quê um nome assim, né? Não podiam lançar umas bolas comemorativas … tipo… Inter de Limeira 1986…)

É o sétimo ano consecutivo que a Topper é a marca esportiva oficial da Federação Paulista de Futebol, fornecendo as bolas da competição (nas 4 séries, A1, A2, A3 e B).

A KV 12 Campo 5th edition tem as cores da bandeira do Estado de São Paulo, com destaque para os tons amarelo e vermelho.

O modelo é uma reestilização da bola do último Paulistão.

Os principais diferenciais na arte da nova KV 12 são a malha metalizada da Topper aplicada em seus gomos, tornando o produto com identidade mais proprietária da marca, e os grafismos com percepção de profundidade. 

A microfibra exclusiva é um material desenvolvido no Japão, oferecendo resistência e maciez aos chutes, cabeçeios, defesas e seja lá o que os atletas foram fazer…

Além disso, tem filamentos específicos que além de deixá-la mais macia, também proporciona maior aderência, permitindo aos pernas de pau um maior controle sobre a bola e oferecendo maior segurança aos goleiros.

Outro diferencial do modelo está na tecnologia technosoft, sistema exclusivo de amortecimento e redução de impacto que, localizado entre o forro e o laminado da bola, garante mais conforto e elasticidade na hora do chute.

Ah, e por ter apenas 12 gomos, a KV 12 tem também menor atrito e resistência ao ar, proporcionando assim maior eficiência no controle de passes, lançamentos e chutes de curta, média e longa distâncias. 

A estrutura da nova bola é confeccionada com fios de nylon em sistema radial, que asseguram excelente resistência à deformação ou ruptura.

A câmara de ar é desenvolvida em borracha butílica, composto que mantém a esfericidade e evita a perda de ar, garantindo assim maior impermeabilidade e a pressão ideal por mais tempo. Já o laminado que reveste o produto é fabricado em microfibra importada, que proporciona mais maciez.

Para os pobres mortais (no caso, ricos), o preço de venda sugerido é de R$ 199 …

Pra quem quer saber mais (pô, mas depois de cada detalhe que eu arrumei, o que mais você quer saber…), contate a própria Topper:  AMC – Atendimento Master ao Cliente  São Paulo: (11) 3045 5522 – Outras localidades: 0800 70 70 566 ou www.topper.com.br

Abraços!

Published in: on 28 de abril de 2010 at 6:09 PM  Comments (1)  
Tags: , ,

29- Camisa da Caldense

caldense-frente

Bom, já que passamos por Poços de Caldas e falamos sobre o novo time da cidade, o Vulcão, é hora de retratar o outro time, a tradicional Caldense!

aacaldense

Essa camisa eu consegui do jeito mais triste. Comprando. É fogo, não que eu ache injusto, mas é que mais do que comprar, eu tive que pedir pro pessoal do clube abrir a lojinha pra mim, e sabe quando as pessoas não demonstram aquela boa vontade? Foi assim. Fiquei chateado. Esperava que os colaboradores do clube ficasem contentes por uma pessoa de fora querer comprar uma camisa. Mas deu pra ver que pra eles, aquilo é só mais um emprego.

Bom, vamos às coisas boas. O detalhe mais legal da camisa é o número. 19. Na época que eu ainda jogava no Autônomos, mesmo quando zagueiro titular, eu adorava jogar com a 18, ou 19.

caldesne-costas

Bom, sobre o time, o site oficial é o www.caldense.com.br, se quiser escutar seu hino, ouça aqui. Seu mascote é o Periquitão:

mascote_caldense-mg

Vale conferir a promoção que eles fizeram para escolher o nome do mascote:

A “pré história” do futebol de Poços de Caldas começa em 1904, com Paulino de Souza trazendo uma das primeiras bolas de futebol para Poços.

Muitos times surgiram no princípio do século XX, mas desapareceram em seguida, como o Internacional F.C. Os remanescentes se uniram, formando a Associação Atlética Caldense.

No início, o clube não possuía sequer sede social ou campo, e jogava no campo do Internacional F.C., sem arquibancada ou gramado. Os torcedores ficavam em pé e os jogadores tinham que se contentar com um campo pelado.

Em 1926, a Caldense adquire um brejão, onde as crianças iam caçar rãs, que foi drenado e cercado de madeira, transformando-se em Campo.  A partir dos anos 30 começou a ser contruída uma arquibancada. Somente em 1947, conseguiu-se a seção de uso com o prazo de 20 anos.

A equipe teve grandes momentos como entre 1960 e 1961 quando fez uma campanha de 57 partidas invictas. E navegando pela net encontrei uma foto que diz ser de 1978, alguém confirma?

Time de 1978

Em 1979, inaugura-se o Estádio Municipal Ronaldo Junqueira e o  então campo da Associação Atlética Caldense foi desativado.

Após tantos anos de luta, em 2002, a Caldense conseguiu sua maior façanha, o Campeonato Mineiro da primeira divisão. Veja como foi:

Pra finalizar, quer comemorar um gol com os caras? Vai lá!

A história da bola no Brasil

bola5

Muita gente acha que o Brasil é o país do futebol, mas cada vez mais percebo que o brasileiro não gosta de futebol, ele gosta é do time dele, e quando está ganhando, caso contrário, ao invés de ver o jogo ele prefere sair com o pessoal e se divertir.

O próprio presidente do Corinthians foi flagrado almoçando outro dia enquanto o timão fazia seu jogo da volta à série A (veja essa história no blog do Juca, num post do dia 10/11, clique aqui para ler).

Além disso, repare quão pequena é cultura nacional gerada em torno do esporte. Ainda são pouquíssimos livros, filmes e estudos abordando a tal “paixão nacional”.

Tentando colaborar nesse sentido, esse post nasce com a idéia de se contar um pouco sobre a história da bola de futebol aqui no Brasil.

boladefutebolcosturadan5

A história que se é contada e repetida pela imprensa paulista é que as primeiras bolas teriam sido trazidas ao Brasil por Charles Miller e Hans Nobiling em 1894.

miller

Charles trabalhava na São Paulo Railway Company (que depois viria a ser a Estrada de Ferro Jundiaí – Santos, que atualmente liga a capital ao ABC). Baseado nisso, alguns historiadores citam o campo do Lira Serrano, de Paranapiacaba como um dos primeiros do país.

Porém, também dizem que em 1872, os padres do Colégio São Luís, em Itu, no interior de São Paulo, já organizavam partidas entre seus alunos.

itu

Já no Recife, Guilherme de Aquino Fonseca, pernambucano que viveu por muitos anos na Inglaterra, teria sido o responsável pela primeira bola da região.

guilherme_de_aquino_fundador

No Rio de Janeiro se fala em Oscar Cox como o responsável por trazer a pelota em 1897 (ano que chegou ao país). Mas ainda em 1878, teria ocorrido uma partida no Rio, em frente à residência da princesa Isabel, entre marinheiros britânicos que ao final do jogo levaram a bola embora.

oscarcox1

 Fala-se também em Thomas Donohoe, um inglês contratado pela fábrica Bangu que teria trazido uma bola por volta de 1891.

thomas

E foi no Rio de Janeiro, mais precisamente em Petrópolis, no começo do século 20, que surgiu o primeiro fabricante de bola de couro cru do Brasil, obra do sacerdote Manuel Gonzales, do Colégio Vicente de Paula.

No sul, as primeiras bolas de futebol apareceram na cidade portuária de Rio Grande e cidades próximas da fronteira com o Uruguai. Existem relatos de jogos nas cidades de Uruguaiana e Santana do Livramento antes de 1900. Podemos citar o alemão Johannes Christian Moritz Minnemann e Cândido Dias da Silva como pioneiros.

fundador

As bolas daquela época eram bem diferentes das nossas atuais. Tinham uma abertura por onde entrava uma câmera inflável de borracha, e pra fechar tal abertura era usado um cadarço que ficava amarrado para o lado de fora, dando chance dos jogadores se machucarem nas cabeçadas, por isso era tão comum se utilizar aquelas touquinhas. Abaixo duas fotos de bolas da época:

 

bola_1903

Nos anos 40, as bolas passaram a ter costura interna, sem a abertura e o cordão. Mas seu couro encharcava nos dias de chuva, tornando-as extremamente pesadas, lembrando as bolas de capotão que a molecada usava na década de 80.

bola_decada_40

Em 1962, estreou a pelota com 18 gomos, mais leves e estáveis.

 112

Na copa de 70 foi usada uma bola com 32 gomos, totalmente de couro e costurada a mão.

10

Em 78 surgiu o grande ícone, a bola “Tango” produzida pela Adidas para a Copa do mundo, e que foi base pras todas as bolas desenvolvidas até 2002.

08

A partir dos anos 90, muito se inventou na área da tecnologia, para melhorar a performance dos chutes, e velocidade da bola, assim como os modelos utilizados. A Copa de 2002 usou a Fevernova:

02

 Na Copa de 2006, foi a vez da Teamgeist:

01

Para constar, a bola oficial de futebol, como determina a regra, deve ter uma circunferência superior a 68cm e inferior a 70cm.

Seu peso, no início da partida, deverá ser de 450g no máximo e de 410g no mínimo. A pressão deverá ser igual a 0,6 -1,1 atmosferas (600 – 1.100 g/cm²) ao nível do mar.

Isso na teoria, porque na prática, pra quem ama futebol, a bola é o de menos, valem latinhas massadas, limões, bola de plástico e o que mais se quiser usar pra atender aos chamados e a vontade dos deuses do futebol.