A Bolívia de tantas culturas, tantas riquezas, tantas diferenças sociais e em cuja seleção nacional joga “Pablo Escobar”, ídolo da torcida do Santo André (mesmo tendo deixado o clube este ano).
O time foi fundado em maio de 1935, na cidade de Cochabamba.
Nasceu pela iniciativa de um grupo de jovens estudantes que criaram o time com a idéia de ser um time mais popular. A cor do céu daquele dia serviu de inspiração para as primeiras camisas:
Naquela época, além de futebol, o Auroratambém dedicava-se ao basquete.
O tempo passou rápido e em 1960, o Aurora celebrou suas “Bodas de Prata”. Haviam se passado 25 anos de existência com direito a duas participações no Campeonato Profissional da Associação de Futbeol de La Paz, colaborando para fortalecer o chamado “Time do Povo”.
Em 1964, o time alcançou o direito de disputar sua primeira Copa Libertadores de América, onde marcou apenas um ponto, num empate em casa contrao Cerro Portenho. Naquele ano, houve um fato curioso, os diretores do time foram agredidos por jogadores e torcedores ao informarem que pretendiam trazer reforços do time rival (Wilstermann).
Após muitos anos disputando torneios de divisões inferiores (após ser rebaixado em 1998), o Aurora retornou com força total ao futebol em 2003, graças ao título conquistado em 2002 (Copa Símon Bolívar), com o time:
Em 2004 puderam disputar a Copa Sulamericana.
Em 2008 saíram campeões do Clausura, voltando assim a Libertadores, dispurtada no ano seguinte.
Manda seus jogos no Estádio Felix Capriles, que tem capacidade para 35 mil torcedores.
Vale lembrar que foi no Aurora que o meu xará Mauricio Baldivieso fez seu jogo de estréia, aos 12 anos de idade tornando-se assim o jogador mais jovem a disputar uma partida oficial na América do Sul. Lembram dele?
No fim das contas o garoto e seu pai (até então treinador da equipe) acabaram saindo do clube. Ao ser informado que a diretoria não teria concordado com a escalação, o pai respondeu: “Si ustedes no lo quieren a mi hijo, no me quieren a mí”. Veja como foram os poucos minutos de participação, onde pouco fez, além de levar uma chegada forte do zagueiro rival:
Assim, o famoso Mauricio aos 13 anos encerrou sua rápida carreira e agora se dedica aos estudos.
“Los extranjeros nos valoran más que los de nuestro país”, disse o garoto ao ver a multidão de reporteres de diverosso países babando por noticias estranhas.
Sua torcida é tão apaixonada quanto se pode ser pelo time de sua cidade:
A 63a camisa da coleção vem da minha amada Argentina, terra onde ainda vou morar um dia!
Peguei essa camisa numa loja, do famoso bairro “Once” (o “Bom Retiro” de Buenos Aires). Paguei 18 pesos (uma pechincha) por essa réplica muito bonita!
O time em questão é o Quilmes Atlético Club, que representa Quilmes, uma cidade da província de Buenos Aires. É como uma cidade satélite, encostada a Bs As.
Por isso mesmo, o apelido do time e dos torcedores é “Cervejeiro”.
Embora a cidade de Quilmes seja um lugar bem legal para se visitar, eu nunca estive lá… Mas.. nunca é tarde!
O time nasceu em novembro de 1887, como um clube de cricket e é considerado um dos mais antigos da Argentina.
Entretanto, como só existem documentos datados de 10 anos mais tarde (1897), existe muita discussão sobre a data correta.
Suas cores são o azul e branco, conforme pode se ver logo de cara, em seu brasão:
O começo do Quilmesteve uma cara mais britânica que sulamericana. Só eram aceitos sócios de origem inlgesa, e o cricket era o esporte mandante.
O futebol só foi aparecer em 1898, graças a alguns ingleses futeboleiros que ingressaram no clube, enquanto que sócios argentinos só foram fazer parte do clube no início do século XX.
Logo em 1912, ainda no amadorismo, conquistou seu primeiro título argentino; “Campeão da Associação Amadora”, com o time abaixo:
Em 1931, quando o futebol profissional surgiu na Argentina, o Quilmes decidiu profissionalizar-se e assim disputou o primeiro torneio profissional do país.
Veja abaixo o time de 1932:
Em 1937 foi rebaixado para a Segunda Divisão, de onde retornaria mais de 10 anos depois, em 1949, com o título de Campeão da Primeira B, com o time:
Em 1951, nova queda à Primeira B, onde ficou mais 10 anos, saindo com o título de 1961 (na verdade o campeão foi o Newell’s Old Boys, mas uma investigação conseguiu comprovar uma “mala branca” do time de Rosário, dando o título ao time cervejeiro).
Infelizmente a permanência foi breve e já em 1962, o time volta à Primeira B.
Em 1965 um vice campeonato traz o Quilmesde volta à primeira (o Colón foi campeão).
Mas, em 1970 nova queda a B, de onde retornaria em 1975, com mais um título! (San Telmo foi o vice).
Em 1978, o time conquista o título maisimportante de sua história, o do Campeonato Metropolitano, e com isso consegue acesso à sonhada Libertadores de América.
Em pé: Fanesi, Palacios, Milozzi, Gáspari, Zárate y Medina. Agachados: Milano, Bianchini, Andreuchi, Gómez y Salinas.
En 1979, disputou a Copa Libertadores de América num grupo que tinha o também argentino Independiente e os colombianos Deportivo Cali e Millonarios, mas não conseguiu se classificar para a segunda fase. No ano seguinte, voltou a Primeira B após uma campanha fraca.
Em 1981, Quilmes mostra que é o rei do sobe e desce e retorna à primeira, sendo vice campeão (o campeão foi o Nueva Chicago).
Já 82 foi o ano dos extremos. No primeiro semestre realizou belíssima campanha e foi vice campeão conseguindo o acesso ao torneio nacional, entretanto, no segundo, conseguiu ficar em penúltimo caindo para a Primeira B.
Em 1986 surge o torneio Nacional B, e como o Quilmes não conseguiu disputá-lo, teve que jogar o equivalente à terceira divisão argentina. O processo de divisão lá é diferente do nosso, como você já deve ter percebido.
Assim, o título conquistado na temporada 1986/87, da Primeira B dá acesso ao Nacional B.
Como comemoração do centenário, em 1987, o Presidente José Meiszner promete a construção de um novo estádio, que só viria a se concretizar anos mais tarde. No jogo de estréia, em 1993, houve uma partida entre o time de 1978 contra uma equipe que reuniu jogadores de todas as épocas do time.
Mas vamos ver o estádio que o time mandava seus jogos até então, o “Guido e Sarmiento”:
A temporada 1990/91 é mais uma feliz campanha do Quilmes. Com a conquista do campeonato Nacional B, é hora de voltar a Primeira Divisão.
Mas, adivinhe… Na temporada seguinte… Novo rebaixamento, e a volta ao Nacional B.
A partir da temporada 1995/96, o estádio Centenario torna-se a casa do Quilmes. Veja um pouco como é a atual casa do time:
Nas temporadas 1999/2000 e 2000/01 mesmo sendo vice campeão da Primeira B Nacional, não conseguiu o acesso pois perdeu o jogo de decisão contra o Belgrano, o acesso só viria na temporada seguinte ao vencer o Argentinos Juniors, na decisão.
Na sequência, o time alcançou a Libertadores ao terminar na quinta colocação da temporada 2003/04, com o time abaixo:
Em 2005, após eliminar o Colo-Colo na chamada “Pré Libertadores”, o time argentino caiu no grupo do Sao Paulo, Universidad de Chile e The Strongest. Pra quem não se lembra foi aquele ano que ficou marcado pela acusação de racismo do Grafite contra o Desabato. Novamente o time não passou da primeira fase.
Nas temporadas seguintes o time teve um mal desempenho, mas manteve-se na primeira divisão até a temporada 2006/07, quando voltou para a Primeira B, onde segue até então.
Vale destacar a amizade que o time e a torcida tem com o time Chicago, antigo rival. A amizade nasceu no início da década de 70, auge do peronismo, que estava bastante presente nos sindicatos. E como os sindicatos possuiam torcedores de ambos os times, dentro deles foi surgindo um maior relacionamento entre torcedores dos dois times e que acabou sendo oficializado nas arquibancadas. A amizade chegou a prestar ajuda num momento difícil, quando após um acidente com o onibus do time cervejeiro, em 1984, torcedores do Chicago se colocaram prontos a ajudar no transporte dos machucados para o hospital.
Achei um site aparentemente mantido por torcedroes muito legal: www.cervecero.com.ar
Um pouco da visão das arquibancadas :
E que tal olhar umas fotos da torcida Cervejeira e do dia a dia do time ao som de… Roberto Carlos??? (Calma, que é na versão do A77aque!!):
A 62 Camisa de Futebol da minha coleção pertence a mais um clube da cidade de Assis, onde meu pai morou antes de vir para Santo André. Consequentemente, sempre estive por lá no natal ou férias. Desde ue minha vó faleceu (2002) nunca mais fui pra Assis, vamos ver se em 2010, eu consigo ir.
Após eu ter postado sobre o VOCEMe sobre a Ferroviária (é só clicar no nome dos times para ver os posts), enfim chegou avez do Clube Atlético Assisense.
O Assisense foi fundado em 27 de março de 1995, por pessoas ligadas a uma Escolinha de Futebol que tinha parceria com o Cruzeiro (MG).
Por isso adotou o azul e branco como suas cores oficiais (por coincidência, também as cores da cidade de Assis).
Vários órgãos da cidade e empresários, amantes do futebol apoiaram o novo Clube, já que o VOCEM antiga paixão da cidade parecia ter se desinteressado do futebol profissional.
O escudo do time é o brasão da cidade com o nome da equipe e o ano de fundação.
Seu mascote é o Falcão e como a cidade está situada no Vale do Paranapanema, o time ganhou o o apelido de “Falcão do Vale”,.
Manda seus jogos no Estádio Antônio Viana Silva (conhecido como Tonicão), com capacidade para 10.000 torcedores e que fica na Vila Operária, próximo ao parque Buracão (o parque é quase uma cratera, muito legal). Esse estádio também era usado pelo VOCEM.
O clube profissionalizou-se em 2003, quando a equipe participou da Série B3 do Campeonato Paulista, mas foi eliminado ainda na primeira fase.
No ano seguinte, o Assisense ganhou um forte patrocínio e montou um elenco competitivo. Mas na última fase, quando todos davam como certo o acesso, o time sentiu a pressão e foi eliminado da série B 2004.
Assim, em 2005, boa parte dos empresários e torcedores abandonaram o time, que acabou eliminado na segunda fase.
Em 2005, com a unificação da Série B do Paulista (atual de Segunda Divisão) o time jogou contra equipes mais fortes, mas mesmo assim, o Assisense conseguiu passar da primeira fase, eliminado na segunda.
No fantástico blog do “Jogos Perdidos“, encontrei algumas fotos do time. Essa é de 2005:
Já em 2006 e 2007, o time não conseguiu passar da primeira fase na Segunda Divisão. Veja o time de 2007:
E veja o time jogando contra o Tupã, nesse mesmo ano:
Em 2008 e 2009, o Assisense fez fraca campanha e não conseguiu chegar sequer à segunda fase da Segunda Divisão.
Veja o time atuando em 2008:
E o time daquele ano:
De positivo fica a marca de 100 jogos completados este ano como profissional, uma marca difícil de ser atingida por um clube que segue batalhando na série B do Paulista, sem se vender a nenhuma empresa.
Abaixo o retrospecto do time:
Ano
J
V
E
D
GM
GS
SG
AP.%
2003
10
2
3
5
11
15
-4
30
2004
26
14
9
3
39
21
18
65
2005
18
9
6
3
25
15
10
61
2006
12
5
1
6
19
20
-1
44
2007
14
4
1
9
24
37
-13
31
2008
10
2
2
6
12
26
-14
26
2009
14
2
2
10
16
42
-26
19
Sim, 2009 foi o ano de pior aproveitamento e desde 2004 o time vem em decadência nesse critério… Esse foi o time responsável:
O time tem investido muito nas categorias de base, e já tem revelado (e vendido) bons jogadores para outras equipes, por isso, o elenco do time que disputará a série B do Paulista 2010 pretende utilizar muitos desses jogadores das categorias de base. Veja a molecada massacrando o Bariri:
A 61 camisa vem de longe, lá do Sergipe e foi um regalito dos meus pais, de quando eles estiveram por lá, alguns anos atrás. O lugar é mesmo lindo!
Trata-se de uma réplica, das mais simples, mas foi o que eles encontraram por lá. Quem sabe eu não consigo uma melhor um dia desses…
Mas falemos da história da Associação Desportiva Confiança, mais um time fundado num 1º de maio, nesse caso, em 1936.
Volto a lembrar, times fundados no dia do trabalhador quase sempre possuem ligações com o movimento operário (anarquistas, comunistas… rebeldes em geral…).
Tanto que o time, chamado de “Gigante Operário“, surgiu em meio às extintas olimpíadas industriais, jogos onde as famílias operárias se confraternizavam.
O time começou como um clube de Basquete e Voleibol, fundado por operários da Fábrica Confiança.
O futebol só teria um time próprio em 1949, limitando-se a disputar amistosos pela região.
No ano seguinte participou do Estadual, mas devido a problemas na inscrição dos jogadores, acabou deixando o campeonato e apenas se preparando para o ano seguinte, quando conquistou o campeonato com facilidade, vencendo o Passagem de Neópolis por 7×1 na final.
Num outro 1º de maio, desta vez de 1955, o Confiança construiu o “Estádio Sabino Ribeiro“, vulgo “Proletário”, com capacidade para 4 mil torcedores.
Na década de 90, o estádio chegou a ficar somente recebendo os treinos da equipe do Confiança, mas voltou a ser utilizado como palco para jogos para alegria da torcida.
Localiza-se na Zona Norte da cidade e foi iniciativa do patrono, o empresário Joaquim Sabino Ribeiro Chaves, que por isso, dá nome à Cancha.
Foi inaugurado com o jogo Confiança 4 x 0 Passagem de Neópolis.
Infelizmente, a empresa de Ribeiro Chaves entrou em crise por uma dívida de aproximadamente R$ 2 milhões, e o estádio foi usado como garantia de pagamento e acabou indo a leilão. No primeiro dele, não houveram interessados, e ainda em 2009, a justiça promete um fim nesse triste caso.
Curiosamente, o site www.esporteemsergipe.com perguntou onde seria a melhor opção para o time treinar, e a resposta dos torcedores foi… as areias da praia da Orla de Atalaia.
Seguindo na linha do tempo, em 1957, o Confiança venceu o Bonsucesso/RJ por 3×1, sendo a primeira vitória de um time sergipano sobre times cariocas.
Na década de 60, o Confiança montou seu primeiro grande time (para muitos o maior de todos os tempos) e conquistou vários títulos, entre eles o bicampeonato de 1962/63, além de ser campeão invicto em 1968, com o time abaixo:
Na década de 70, novamente montou bons times, como o de 1973:
E como o que conseguiu mais um bicampeonato (1976/77), sendo que em 77, ainda realizou a melhor campanha de um time sergipano em nacionais.
Na década de 80, o time perdeu bastante visibilidade disputando apenas um Brasileiro e algumas edições da Segunda Divisão. Entretanto, mantinha-se forte no Estadual, como em 1983, quando foi campeão:
Na década de 90, enfrentou o pior jejum de sua história. 10 anos sem títulos.
Na segunda metade da década de 90, fez boas campanhas na Série C, mas nunca conseguindo o acesso.
Em 2000, iria decidir o estadual com o Sergipe mas a Polícia Militar vetou o estádio Sabino Ribeiro (que já tinha recebido mais de 20 jogos somente naquela temporada). O Confiança decidiu entrar em campo sem a presença do rival. A FSF remarcou a partida para um estádio neutro, e dessa vez o Confiança não compareceu. Ou seja… até hoje a briga está na justiça desportiva, com o Sergipe vencendo no TJD e o Confiança vencendo no STJD.
O jejum chegou ao fim em 2001 e em 2002, o time conquistou o bicampeonato de forma invicta, repetindo o feito de 1968, disputando também a Copa do Brasil. Conquistou ainda os títulos de 2004 e 2008, quando fez uma excelente campanha na Série C, mas perdendo a vaga para a série B no último octagonal. O time de 2008:
E nesse 2009, o time mais uma vez levantou o caneco estadual.
A torcida do Confiança tem crescido bastante e principalmente, comparecido ao estádio, e nos jogos fora.
Possui duas organizadas, a Torcida Trovão Azul, com quase 21 anos de vidae a Torcida Jovem do Confiança, com 7 anos.
O mascote do clube é o dragão, abaixo na versão de Juarez Corrêa:
A 60a camisa do blog pertence a um time que eu gosto muito, e que só conheci nos anos 90. Trata-se do Club Atletico All Boys, da Argentina.
E tenho logo duas camisas deles.
Uma é essa aí em cima, que me foi dada de presente por “Mr George”, um baixista da cena punk argentina, que esteve aqui pelo Brasil tocando com o “Muerte Lenta“, nos anos 90.
Foi ele quem me apresentou o time (ele era um hincha fanático). Alguns anos depois, tive a oportunidade de ir até Buenos Aires (minha primeira visita à capital) e por coincidência fiquei no bairro de Floresta. Aí… o All Boys acabou virando o time que eu mais gosto na Argentina.
A outra camisa (abaixo), eu comprei nas proximidades do estádio, no dia em que eu, Mari, Gui, Jão e tia Janice fomos assistir ao jogo All Boys x Comunicaciones.
Não só não é oficial, como é apenas uma regata de 15 pesos, para se ir a La Cancha! Com o apelido do time nas costas. “Los Albos”!
Falando da história do time, o Club Atlético All Boys ou “Los Albos” foi fundado em 15 de março de 1913, e é sediado no bairro Floresta, na cidade de Buenos Aires. Suas cores são branco e preto.
Esse vídeo conta um pouco sobre a história do clube:
O nome do time foi dado devido à juventude dos fundadores, e seguiu a curiosa tradição de dar nomes em inglês para os times portenhos.
Vicente Cincotta, ex atleta de equipes como Ferrocarril Oeste, Boca Juniors e Argentino de Quilmes foi o primeiro presidente e sócio número 1 do clube.
Ainda em 1913, disputou seu primeiro torneio, na terceira divisão da “Federación Argentina de Football“, e em 1922, chegou à Primeira Divisão.
O que representa a chegada do profissionalismo ao futebol argentino é o surgimento da AFA (Asociación del Fútbol Argentino) que aconteceu em 1931, mas o All Boys seguiu no amadorismo até 1937.
O time teve seu período dourado na década de 70, quando em 1972, chegou à Primeira A, onde permaneceu até 1980. Abaixo, o time de 72:
Na temporada 1992-1993 mais um exito, o acesso a Série B Nacional.
Na temprada 1999-2000, quase voltou a Primeira A. Desde então vinha fazendo temporadas apenas regulares caindo para a Segunda B, até que em 2007-2008 conquistou mais uma vez o acesso à Primeira B.
Relembre essas conquistas:
O acesso conquistados na temporada 2007/08 é o mais recente e foi bastante comemorado, já que o clube vinha de um longo período sem conquistas. A torcida foi a loucura e parou o bairro Floresta:
Manda seus Estádio Islas Malvinas, estádio de 1963, com capacidade para 19 mil torcedores. Abaixo, eu, a Mari, o Gui e o Jão, em frente ao estádio.
A dica é chegar mais cedo, comprar o ingresso e enquanto espera a hora do jogo, comer uma pizza ali nas redondezas do estádio.
Naquele jogo, que fomos assistir, foi inaugurada uma nova seção da arquibancada. Ali, no canto inferior direito tem um pedacinho do cabelo da Mari e da minha cabeça.
Não me pergunte como, mas conseguimos perder a maior parte das fotos que fizemos daquele jogo…
Foi sem dúvida uma experiência única, já que ficamos bem no meio da barra, e participamos das 2 avalanches dos gols. Que gols? Veja aí como foi o jogo:
O estádio estava bem cheio aquele dia. E posso dizer que lembrou muito os jogos do Santo André, de antigamente, quando levávamos 7, 8, até 10 mil pessoas em jogos da segunda divisão. Vale lembrar que o all Boys também estava na segunda divisão, nesse momento.
Pra quem nunca foi, entender, no meio da arquibancada estava a barra do time, e o mais curioso é que na lateral da arquibancada ficam as famílias, 2, 3 gerações de torcedores do time do bairro.
Pra quem for para Buenos Aires, eu recomendo uma passadinha pelo Barrio de Floresta e ao menos uma visita ao Estádio Islas Malvinas, onde fomos muito bem recebidos. Para terminar, uma olhadinha na arquibancada pelos olhos do torcedor Albo:
A 59a Camisa de Futebol do nosso blog é a camisa do Coritiba Foot Ball Club.
É uma réplica, comprada num calçadão em Curitiba por R$16. Adoro réplicas bem feitas a preços camaradas… Por que não se pode ter camisas oficiais mais baratas?? Pô, de R$16 pra R$116 é demais….
A Camisa do Coritibalembra muito a do Celtic, ou do Sporting de Portugal, e eu acho uma combinação de cores ótima para listras horizontais. O detalhe é para o número dourado, que também acho bonito:
Bom, mas falemos sobre o Coritiba Foot Ball Club, dono da camisa, sem dúvida um dos maiores clubes brasileiros.
Confesso que me sinto um pouco constrangido para falar de grandes clubes, então, antes de mais nada, se quiser ver o que eles mesmos falam, o site do time é www.coritiba.com.br .
O Coritiba foi fundado em 12 de outubro de 1909, ou seja, festejou, esse ano seu primeiro centenário.
O clube nasceu graças a Frederico Fritz Essenfelder, um dos membro de um grupo de atletas que praticavam ginástica, que apareceu com uma bola e apresentou o jogo aos colegas.
Logo, todos estavam completamente apaixonados pelo esporte e decidiram fundar um clube só de futebol. Nascia o Coritibano Football Club.
No dia 23 de outubro de 1909, tiveram seu primeiro jogo contra um time de funcionários da estrada de ferro de Ponta Grossa .
Abaixo, a foto do time que jogou sob o nome Coritubano:
Até 1916, usou a área do Jóquei Clube Paranaense como campo.
Jogo no Jóquei Clube, em 1912
Em 1910, o nome do clube foi alterado para Coritiba, grafia européia, utilizada na época para designar a cidade. As cores, verde e branco, são uma referência às da bandeira do estado.
Em 1915 o clube participa de sua primeira competição oficial, e no ano seguinte, conqusitou seu primeiro título, no campeonato estadual.
O time é popularmente chamado de “Coxa Branca”, devido aos seus primeiros times serem formados basicamente por descendentes de alemães. Um dos possíveis criadores do apelido seria Jofre Cabral e Silva (torcedor e anos mais tarde, presidente do rival Atlético Paranaense) que tentava irritar o zagueiro Hans Breyer, chamando-o de “Coxa Branca”.
As décadas de 20 e 30, trouxeram muitas novas conquistas ao clube, mas sem dúvida, o maior presente foi a inauguração do Estádio Belfort Duarte, em 1932.
Não dá pra resumir em um único post tanta história, então só para citar, os anos 40, 50 e 60 foram repletos de títulos e conquistas.
Em 1969 o Coritiba faz a primeira excursão para o exterior.
No ano seguinte, montou um time cheio de estrelas, visando aumentar o público e assim conseguir recursos para ampliação do Estádio Belfort Duarte.
A década de 70 é chamada de década de ouro, graças a hegemonia conquistada no futebol paranaense.
Conquista um hexacampeonato estadual, maior seqüência de vitórias na história do profissionalismo no futebol paranaense, e chega em quinto lugar na primeira edição do campeonato brasileiro, de 1971.
Em 1977, o nome do estádio é alterado para Major Antônio Couto Pereira, em homenagem ao falecido presidente do clube.
A década de 80 inicia-se em alto estilo, e o Coxa fica em terceiro no campeonato brasileiro de 1980.
Mas o grande ano do time é 1985.
Com um elenco modesto (do qual fazia parte o goleirão Rafael, e seu bigodão, que dizem terperdido a orelha num jogo, ao enroscar-se com a rede do gol…), e comandados por Ênio Andrade o Coritiba chega a final contra o não menos desacreditado Bangu.
A final, em pleno Maracanã é decidida nos penaltys. Veja como foi:
Campeão nacional, o Coxa participa da Libertadores da América de 1986, mas faz uma campanha discreta.
Em 1987, lembro bastante do Coritiba porque ele foi um dos times a disputar a Copa União (e consequentemente estar em um dos melhores álbuns brasileiros de figurinhas de futebol).
Em 1988 o Coritiba quase cai para a segunda divisão paranaense.
Em 1989, apósperder o mando de campo, o time foi obrigado a enfrentar o Santos em Juiz de Fora, um dia antes de jogar contra o Vasco. O time compra a briga e ganha na justiça comum o direito de adiar a partida. Assim, não enfrenta o Santos e como punição é rebaixado pela CBF para a Série B.
O time só retornaria à primeira divisão em 1995, no último jogo sendo disputado contra nada menos que o rival Atlético Paranaense, e veja como foi:
Em 1997 o Coxa é campeão do Festival Brasileiro de Futebol.
Em 1998 foi eliminado pela Portuguesa nas quartas-de-final.
Em 2002, brilha como uma das melhores equipes do campeonato brasileiro e lança o projeto de clube-empresa.
Em 2003 chega em quinto no Campeonato Brasileiro e conquista o direito de disputar a segunda Libertadores da América de sua história.
Mas no ano seguinte é novamente eliminado precocemente da competição sulamericana.
Em 2005, o time foi rebaixado para a Série B da competição, assim como Atlético Mineiro, Paysandu e Brasiliense.
Em 2007, conquista o acesso à Serie A do Campeonato Brasileiro, sagrando-se campeão da Série B .
Time campeão
E agora, em 2009, o time está lutando para não cair novamente.
Como estivemos por Coritiba no fim do ano passado, eu e a Mari não resistimos em fazer um tour pelo Estádio..
A Mari se encantou com o estilo old school do Estádio do Coxa.
A arquibancada é mesmo muito grande, principalmente quando você está sozinho no estádio…
Fomos muito bem recebidos pelo assessor de imprensa do clube, mesmo sendo no mesmo dia em que ele iria apresentar o novo técnico do time (na época Ivo Wortmann)
Essa foto abaixo é um poster que está na parte interna do estádio. Maravilhoso não?
O estádio Major Antônio Couto Pereira é o maior do Paraná, e hoje tem capacidade para 37.182 pessoas. Vale lembrar que alguns torcedores o chamam de Alto da Glória (nome do bairro).
O mascote do Coritiba é um velhinho, o Vovô Coxa, em alusão ao time ser o mais antigo do Paraná:
Fica nossa homenagem e respeito aos 100 anos de existência do Coritiba.
A 58a Camisa de Futebol, do Radium Futebol Clube eu comprei dentro do próprio estádio, no intervalo da partida que ganhou de 3×0 contra o Sumaré, no dia 14 de junho, no mesmo rolê em que eu consegui a camisa da Guaxupé.
Como eu não tinha levado dinheiro, só tava com o cartão, o pessoal deixou eu fazer um depósito mais tarde. Confesso que demorei pra pagar porque não encontrava onde tinha anotado os dados da conta dos caras, mas já ta pago!! (meio caro, R$ 50, mas tá pago! hehehe)
Mococa é uma cidade bem próxima do sul de Minas, e ainda consegue manter uma cara de cidade de interior, bem mais tranqüila que a correria que estou acostumado aqui no ABC ou em São Paulo.
O Radium é bem conhecido, mas confesso que briga de igual para igual com os deliciosos doces de leite para saber qual o “bem” mais importante da cidade.
No meu caso, Mococa é também a terra de um pessoal punk que era bem gente fina, quem sabe esse post chega até eles. Eu nunca mais tive noticias. Só lembro do nome de um deles, o “Joey”.
Mas falando do time, por que um time com esse nome tão diferente? A resposta é simples, esse foi o jeito que os fundadores arrumaram para homenagear o elemento químico descoberto pela cientista francesa Marie Curie, que pressupunha força, potência e energia.
Foi fundado em 1º de maio de 1919, e times fundados nessa data (dia do trabalho), sempre possuem forte ligação operária, e provavelmente anarquista.
Manda seus jogos no Estádio Olímpico São Sebastião, com capacidade para aproximadamente 7 mil torcedores.
Destaque para a lojinha do time, dentro do estádio:
Em 2009 o clube comemora 90 anos de existência, por isso existe uma série de produtos comemorando o feito, de camisas à cervejas:
Os 90 anos do time tiveram direito até à cobertura da mídia:
O time é bem acompanhado pelos moradores da cidade, tem até uma organizada, a Fúria Verde, nascida em 2008, em uma roda de bar em Mococa.
Disputa torneios profissionais desde 1949, o time daquele ano:
Teve seu auge no início dos anos 50, quando conquistou o Campeonato Paulista do Interior e a Série A2 em 1950, disputando em 1951 e 1952 a primeira divisão.
Time de 1952:
Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Primeira Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957.
No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual.
De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980. Ainda neste ano, realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita. Venceram por 4 a 1 .
Time de 1979:
Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3), quando em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que disputou por quatro temporadas.
Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B.
Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas.
Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual.
Seu mascote é o Periquito e é também chamado de “Verdão da Mogiana”.
Estivemos no Estádio São Sebastião acompanhando Radium x Sumaré, e o Radium venceu por 2×0.
O placar não conseguiu acompanhar os gols…
Para quem acha que rock e futebol não combinam, ainda mais no interior, se liga nas chamadas que os caras fizeram pros jogos desse ano, beeeeem roqueira!:
E a galera tem comparecido!
A vista das arquibancadas revela um horizonte ainda típico do interior, com muito verde, árvores e montanhas… Vendo isso eu me pergunto até quando eu aguento viver no meio de tanto prédio e poluição…
E como sempre, eu e a Mari imortalizamos nossa presença no Estádio!!
Estou tentando conseguir o livro “Radium, o verdão da Mogiana”, para conseguir mais informações, mas por hora, quem quiser saber mais, acesse o site oficial do time é www.radiumfc.com.br
A 57a camisa de futebol pertence à Sociedade Esportiva Guaxupé e essa eu consegui do pior jeito possível: pagando.
Ao menos, mais uma vez consegui achar por um bom preço bem razoável: R$ 29,90, numa loja lá em Guaxupé, mesmo.
Guaxupé é uma pequena e muito agradável cidade do sul de Minas Gerais. Estivemos lá em junho e pudemos aproveitar a ótima festa junina no centro. da ciadade.
A Mari pirou num restaurante que infelizmente não lembramos o nome, mas que fica ali no centro mesmo:
Achei um vídeo “vendendo” o lado turístico da cidade e posso dizer que recomendo um final de semana por lá, foi uma ótima estadia!
Eu e a mari fomos pra lá dar um relax, e mas já que estávamos por lá, demos um pulo no estádio e por sorte conseguimos bater um papo com a diretoria e alguns integrantes da comissão técnica.
O segundo da esquerda para a direita é o polêmico “Lélio Borges”, que foi muito gente boa conosco e relembrou várias histórias.
A S.E. Guaxupé foi fundada em 12 de março de 1952,e é um ótimo exemplo do que o futebol moderno faz com times “fora dos grandes eixos”.
Depois de ter chegado a disputar a primeira divisão mineira, de 1975 até o início dos anos 80, disputa hoje o “módulo II” do Campeonato mineiro (existem ainda o módulo I e a primeira divisão).
Manda seus jogos no Estádio Municipal Carlos Costa Monteiro, inaugurado no início da década de 50 e com capacidade para 6.000 pessoas.
A entrada do estádio é muito loca! Parece que a gente estava entrando numa mistura de vila com parque ecológico.
A bilheteria fechada é sempre triste, mas ainda assim dá pra ver um pouco do espírito do estádio.
Do lado de dentro, pode se ver os holofotes e ao fundo uma arquibancada descoberta…
A estrutura que separa o campo da torcida não é lá muuuuuuuuito resistente…
O gramado apresentava condições muito boas, mesmo numa época de frio (era inverno, lembre):
Ali ao lado direito, pode se ver a arquibancada coberta:
No dia em que estivemos por lá, havia um jogador do continente africano que acabara de chegar para fazer uns teste no clube. Os demais jogadores disseram se assustar ao vê-lo rezar, já que seus costumes não são lá muito próximos aos dos cristãos…
É muito difícil encontrar dados sobre a história do clube, que hoje sofre do mesmo mal que muitas equipes tradicionais: perde seus torcedores para os “grandes clubes”, e pela sua localização ainda sofre perdendo torcedores para times de MG e SP.
Assim, o único jeito que encontrei de retratar sua história é por meio de imagens.
Abaixo, o time do fim dos anos 50 e início dos 60, que enfrentou lá em Guaxupé o Santos de Pepe e Orlando Peçanha:
Daquela época, um dos destaques era o atacante PACHÁ:
Segundo os dados do site do Milton Neves, Palimércio Nasser, Pachá, nasceu em São José do Rio Pardo, em 19 de outubro de 1934 e logo cedo se mudou para Guaxupé-MG. Ficou famoso como o camisa nove da Esportiva Guaxupé.
Chegou a marcar 6 gols numa só partida (em 1959, contra a Paraisense de São Sebastião do Paraíso).
Hoje, o ginásio poliesportivo de cidade de Guaxupé (MG) tem o nome do ex-atacante.
Abaixo, outras fotos da década de 60, com Pachá no time:
O time nos anos 70:
Em 1975:
Em 1980 conquistou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.
Abaixo, foto do time de 1998:
Atualmente:
O vídeo abaixo mostra um pouco do triste caminho seguido pela Esportiva Guaxupé, mas que foi feito no final de 2006, antes de volta do time ao profissionalismo e do próprio Lélio Borges (conforme a foto que tiramos mostrou):
A sequência do vídeo:
Num país tão machista, fica um exemplo interessante: em 2008 o clube foi dirigido por Terezinha de Jesus Vaz. Confira a entrevista dela no final do vídeo:
A Torcida Guaxupeana acompanha de perto o time e agora começa a tentar se organizar para apoiar os “Tigres de Minas”. Veja a rapaziada que está formando a “Avalanche Verde SEG“:
A 56a Camisa de Futebol vem do Perú, da cidade de Arequipa, que fica a 2.300 metros de altitude, num vale da cordilheira dos Andes. A cidade teria sido fundada em 15 de Agosto de 1540, pelo explorador espanhol, Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidade inca.
O time dono da camisa é o FBC Melgar Arequipa. FBC é a sigla de Foot Ball Club.
O FBC Melgar foi fundado em 1915, por um grupo de jovens que se reuniam no Parque Bolognesi, hoje Parque Duhamel para jogar futebol. Nasceu como “Juventud Melgar“.
Além do futebol a união destes jovens se deu em torno da música, principalmente por Mariano Melgar, cantor romântico que deu origem ao nome do time. Eram tempos de boemia juvenil, que não tem mais o mesmo valor hoje em dia, mas que ainda ressoam como ecos distantes pela cidade…
O FBC Melgar é o clube mais querido de Arequipa, por ser o único da região que se mantém na primeira divisão, desde 1971, quando conquistou a Copa Perú. Só pra ficar claro, esse é um clube “provinciano”, ou seja, não está na capital (Lima), o que faz as coisas serem muito mais difíceis.
O time é considerado a 4a força do futebol peruano, pelas boas campanhas que já realizou, e por isso, possui uma grande torcida.
Bom, vale lembrar alguns pontos da história do clube. Em 1919, viaja pela primera vez a Lima para participar de um torneio amistoso.
Em 1930 fez uma turne pelo Chile, sua primeira apresentação internacional.
Em 1937, representou o futebol do sul do Perú no campeonato nacional, terminando na posição 9 da tabela.
Aliás, pelo fato do time ser da região sul, o time é chamado de “O leão do sul”:
Dando sequência na história do time, em 1962, foi Campeão da Segunda Divisão de Arequipa, e em 1964 conquistou o título da primeira divisão e o bicampeonato em 1965.
Em 66, o fato que mais marcou foi terem enfrentado o Santos de Pelé:
Nesse ano, graça ao seu prestígio na região, foi convidado pela Ferderação Peruana a disputar o primeiro Campeonato de Futebol descentralizado. No plantel do time que disputou esse campeonato, existiam dois brasileiros, Puglia y Oliveira, e o FBC Melgar terminou em 8o lugar.
Em 1971, conquistou a Copa Perú.
Outro título importante foi o conquistado em 1981 (única vez que um time do interior realizou o feito). No jogo final, o time rubronegro só precisava de um empate para sair campeão do Estadio Nacional de Lima, frente a 35 mil torcedores adversários, e com um 1×1, conseguiram o título e o direito de disputar a libertadores de 1982.
Na Libertadores de 1982, caiu no grupo do também peruano “Municipal” , além dos paraguaios “Olimpia” e ”Sol de América”, sendo eliminado ainda na primeira fase, graças a uma fórmula que só dava sequência ao primeiro colocado do grupo. (veja mais informações sobre esta libertadores aqui: www.rsssf.com/sacups/copa82.html)
Em 1983, chegou ao vice campeonato, e mais uma vez com o acesso à Libertadores, do ano seguinte, onde caiu no grupo dos times da Venezuela, e acabou novamente se despedindo ainda na primeira fase.
O time foi Campeão da “Regional Sul” oito vezes nos anos seguintes ( 81,82,84,86,90-I, 90-II, 91-I y 91-II).
O mais legal é que sempre se montou o time com jogadores locais, da região de Arequipa, bem diferente do que se faz aqui pelo Brasil.
O primeiro estádio do FBC Melgar foi o “Campo de Santa Marta”, hoje, um presídio.
Assim como muitos clubes no mundo todo, o FCB Melgar enfrentou diversas crises economicas corredo por vezes o risco de desaparecer.
Manda seus jogos no Estádio Mariano Melgar, com capacidade para 20 mil torcedores, e foi um dos estádios utilizados no Campeonato Sulamericano Sub 17 de 2001. Que tal uma olhada no estádio?
A 55a camisa de futebol do nosso blog é de um dos times mais antigos do ABC. Foi um presente do amigo Renato Ramos, presidente da Fúria Andreense, e fã do futebol da nossa região. Detalhe para as mangas compridas que deixam a camisa com uma cara ainda mais legal!
São Bernardo é o “B”, do Grande ABC, berço das montadoras, do sindicalismo, do hardcore (daqueles que não se faz mais) e da minha educação (fiz ETE e Metodista).
O Palestra Itália de São Bernardo foi fundado em 1° de setembro de 1935, por um atleta do rival Esporte Clube São Bernardo.
Filho de italianos, Alfredo Sabatini mostrou o famoso “sangue quente italiano” ao fundar o time, após não ser escalado num amistoso contra um grande clube paulistano.
Óbvio que com este nome o clube representou a grande colônia italiana da cidade,e assim como ocorreu com Cruzeiro, Coritiba e Palmeiras, na época da Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a mudar sua denominação, retirando o “Itália” do nome, tornando-se o Palestra de São Bernardo.
Seu maior rival é o Esporte Clube São Bernardo, considerado o time dos afortunados, enquanto o Palestra seria o clube de massa, cuja torcida era formada em sua maioria por funcionários das fábricas moveleiras, que formariam a famosa “rua dos móveis” (Rua Jurubatuba).
Seu antigo Estádio era na Rua Marechal Deodoro, onde hoje localiza-se a Praça Lauro Gomes.
Assim, o clube encontrou sua nova casa no bairro Ferrazópolis, onde nasceu o Instituto Palestra de Educação e Cultura (IPEC), o primeiro clube-escola do Brasil.
Em 1985, o historiador Ademir Médice (gente boa pra caramba, esse cara!), que escreve para o Diário do Grande ABC, publicou o livro Palestra de São Bernardo – Meio Século, como presente pelo seu Jubileu de Ouro.
Entre 1950 e 1951, o Palestra disputou a Segunda Divisão do Paulista.
Em janeiro de 1974, o time enfrentou o Santos de Pelé, perdendo por 4×0. E em 1975, foi a vez do Corinthians, de Rivelino aportar no ABC para enfrentar o Palestra. Iria demorar alguns anos até que em 1990, o Palmeiras viesse fazer o duelo dos “Palestra Itália”.
O clube ficou bom tempo em recesso e só voltou a jogar profissionalmente em 1986, na Terceira Divisão.
Depois, em 1992 voltou a fechar suas portas, só voltando a disputar o profissionalismo em 1997, quando foi vice-campeão da Série B1-b, a então 5a divisão do paulista.
Em 2005, a diretoria do Palestra endoidou e tentou “remodelar” o clube, mudando suas cores, escudo, mascote e hino. O time passaria a se chamar PSB (sigla para Palestra São Bernardo), e o verde seria substituído pelo vermelho.
Felizmente, em 2006 o time voltou a se chamar Palestra e em 2008 o Palestra voltou as cores de origem, além de ter novamente seu escudo inicial.
Da época “maluca”, fica o belo hino:
Um dos orgulhos dos torcedores é que o meia-lateral Zé Roberto (Seleção brasileira, futebol alemão, Portuguesa, Santos, entre outros) atuou nas categorias de base do time.
O time é também chamado de Alviverde batateiro.
Seu mascote já foi o Pateta, um Periquito e agora, um cão São Bernardo.
Atualmente, manda seus jogos no Estádio Baetão, com gramado sintético, e capacidade de 8.000 pessoas.
Mas até pouco tempo, mandou seus jogos no Estádio Primeiro de Maio:
O time perfilado:
Atualmente disputa a fase final Segunda Divisão do Campeonato Paulista, com boas chances de chegar à série A3.
A 54a camisa de futebol do blog é novamente de uma seleção, a Seleção Israelense de Futebol, que representa Israel nas competições de futebol da FIFA.
A relação de Israel com o futebol mostra a força desse esporte. O Estado de Israel foi criado por um decreto da ONU em 1948, mas a Associação de Futebol Israelense funciona desde 1928.
Um dos primeiros duelos entre brasileiros e israelenses se deu numa excursão do Cruzeiro a Israel, em 1953, onde foi feita a foto abaixo:
Apesar de não ser um país europeu, atualmente, compete nas competições europeias.
A seleção israelense chegou a sagrar-se campeã continental asiática, em 1964. Encontrei um blog que oferece uma bela descrição da partida final, no Estádio Ramat-Gam lotado (35 mil israelenses estavam lá). Para ler, clique aqui (o post está logo após o texto sobre a excursão do Santos de Pelé por lá).
Seguindo a história, após disputar as eliminatórias com seleções da Ásia e da Oceania, classificou-se pela primeira vez para uma Copa do Mundo, a do México, em 70.
Essa geração era encabeçada por Mordechai Spiegler, autor do único gol de Israel em Copas, contra a Suécia e que conseguiu jogar no Paris Saint Germain e depois no New York Cosmos, ao lado de Pelé.
Quando sua permanência nas disputas asiáticas tornou-se insustentável, Israel virou nômade.
Assim, no início dos anos 80, disputou as eliminatórias européias, assim como fizera para as Copas de 54, 62 e 66. Terminou a competição na lanterna de seu grupo.
Para as Copas de 86 e 90, tentou a sorte na confederação da Oceania, e chegou a disputar o play-off contra o representante da América do Sul, a Colômbia de Valderrama, Higuita e cia, e após empatar por 0×0, no estádio Ramat Gan, perdeu de 1 a 0 em Bogotá.
E já que falamos de novo no estádio Ramat Gan, que tal uma olhada nele?
O Estádio fica no Distrito de Tel Aviv na cidade de Ramat Gan, e foi construído em 1951. É o maior estádio do país com capacidade de 41.583 lugares;
Voltando à seleção, em 92, Israel filiou-se à Uefa. o que colaborou com uma notável melhoria do nível da seleção, prova disso é que mesmo não tendo se classificado à Copa seguinte (94), eliminou a França da disputa com uma vitória em pleno Parc des Princes, por 3 a 2.
Mesmo não tendo se classificado para a Copa nas três últimas eliminatórias seguintes (1998, 2002 e 2006), Israel não perdeu nenhuma partida em casa.
É, já há alguns anos, a vaga para a Copa tem se aproximado, e dessa vez a chance era ainda maior, já que caiu em um grupo da eliminatória mais fraco (diferente dos anos anteriores).
Entretanto, faltando duas partidas para o fim das eliminatórias, Israel ocupa o 4o lugar do grupo. Veja informações atualizadas aqui.
De toda forma, o vídeo abaixo reforça as esperanças da torcida israelita na disputa da Copa de 2010:
Vale lembrar que o futebol não tem cor, partido nem religião. E por isso horas tem colaborado, e horas até atrapalhado na difícil relação política/religiosa que envolve Israel e os países árabes, em especial a Palestina.
Pra se ter uma idéia, foi desenvolvida uma campanha da Cellcom, tentando passar uma mensagem de quepessoas de qualquer religião, raça ou gênero podem se comunicar em qualquer situação, estimulando uma possível coexistência pacífica, veja:
Entretanto, manifestantes palestinos consideraram o vídeo um erro, por tentar esconder o que de fato eles vivem por lá, e então jogaram narede um vídeo resposta:
Como disse, é uma situação difícil, e o futebol está dos dois lados do muro que hoje separa o território israelense dos demais territórios árabes. É uma longa, sangrenta e triste história, que o mundo faz de conta nem existir.
A 53a camisa de futebol do nosso blog vem de longe. Trazida do Mato Grosso pelo amigo, punk, anarquista, antropólogo, editor do http://punkcanibal.zip.net e perna de pau “Guilhermão” (na foto abaixo, o da direita).
O time dono da camisa defende as cores de Primavera do Leste, no estado de Mato Grosso, cidade fundada por Bandeirantes, que procuravam riquezas minerais.
O time é a Sociedade Esportiva e Recreativa Juventude, retratada abaixo por seu brasão, criado por Eloi Bauer Melo.
O time do Juventude foi fundado em 23 de maio de 1982, por meio de 15 pessoas que se reuniram no hotel e churrascaria “Trevão”, em Primavera do Leste, e nasceu oficialmente para participar do campeonato amador de Poxoréo, cidade próxima de Primavera do Leste. Até então, só disputava jogos e torneios em fazendas cruzando as redondezas do jeito que dava, muitas vezes em cima de caminhões.
Pelo fato de Primavera do Leste ter sido elevada à município apenas em 1986, e pela população reduzida, os 11 jogadores do Juventude foram por muito tempo constituídos de índios da aldeia xavante. Aliás, já escrevi sobre o livro que conta um pouco sobre a ligação dosXavantes com o futebol, leia aqui.
E quem acha que o time nunca ganhou nada, saiba que em 1990, o time conquistou o Campeonato Estadual da 2a divisão, que permitiu que o Juventude disputasse a partir do ano seguinte a primeira divisão.
Em 1992 a equipe estreiou na Copa do Brasil, sendo eliminada pelo Criciúma, após perder de 3 X 1 no Heriberto Hülse e por 0 X 5, no Asa Delta.
Em 2000, o clube conseguiu levantar a taça da 1a divisão do Campeonato Mato-Grossense. Se não bastasse o feito, no ano seguinte (2001) o Juventude sagrou-se bicampeão estadual.
Pra complementar o ótimo ano, o time ainda fez uma participação heróica na Copa do Brasil. Começou passando pelo Malutron (que possuía uma forte equipe na época), com uma vitória em casa, no Asas Delta, por 4×0 e uma derrota em Curitiba por 1×0.
Depois chegou a vez do Fluminense, e para a surpresa de todos, venceu em casa por 4×1 (dessa vez, jogando no José Fragelli). Infelizmente, no jogo de volta, em pleno Maracanã, o Juventude perdeu por 3×0, sendo desclassificado.
Em 2002, o Juventude manteve a base da equipe bicampeã, com destaque para os ídolos da torcida, o zagueiro Baggio, o meia Washington, além do meia-atacante Fernando Vila Nova e do artilheiro Moreno.
Novamente participou da Copa do Brasil, e apesar de vencer o Atlético Mineiro, no Mato Grosso por 2×1, foi eliminado da competição por levar 2 X 0 em Belo Horizonte.
Em 2003, o técnico era Eder Taques, e o time base: Ronaldo; Odair, Charles, Rocha e Renatinho; Marcelo Francis (Jonas), Chulapa, Elias e Abílio; Jair e Rinaldo.
Em 2005, o Juventude chegou a anunciar seu licenciamento, mas acabou voltando atrás.
Mas infelizmente em 2008 o time se licenciou e deu espaço a um novo time na cidade, chamado “Primavera”.
O Estádio do Juventude é o Asa Delta, o “Cerradão”, com capacidade para 5 mil pessoas.
O Juventude não tem site. Maiores informações podem ser obtidas… Hmmm, acho que não tem como obter maiores informações. O site da Federação Matogrossensse de Futebol é: www.fmfmt.com.br
É o time mais misterioso que já apareceu aqui pelo blog, se você tiver alguma informação e puder me enviar, eu complemento o post.
A 52a camisa de futebol do blog veio da Paraíba, e foi presente do “seo” Milton, avô da Mariana, que esteve viajando pelas belas e quentes praias da região, este ano.
A camisa pertence ao Botafogo Futebol Clube que defende a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba.
Eu conheci o Botafogo “pessoalmente” no ano de 2003, quando o time formou o quadrangular final da série C, contra o rival local Campinense, além do Ituano e do meu Santo André. Esse era o time daquele ano:
Na ocasião, no penúltimo jogo do campeonato, o Santo André perdeu em casa para o Botafogo, quando uma vitória colocaria o Ramalhão na série B. Mas mesmo com esse resultado, subiriam após a última rodada os dois times paulistas. Foi assim:
Mas lembremos um pouco da história do clube. O Botafogo nasceu numa Assembléia, no dia 28 de setembro de 1931, onde participaram os fundadores Beraldo de Oliveira, Manoel Feitosa, Livonete Pessoa, José de Melo, Edson de Moura Machado e Enock.
Beraldo de Oliveira
O início do time foi humilde, a verba para compra dos primeiros materiais esportivos veio de dona Sebastiana de Oliveira, mãe do então fundador e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira.
O time também é chamado de Belo, apelido que nasceu da vibração de um gol do então conselheiro do time Antônio de Abreu e Lima que gritou o adjetivo com tanta vontade e por tantas vezes, que levou os torcedores a se unirem e gritarem juntos.
O time é o maior vencedor de campeonatos estaduais da Paraíba, com 26 títulos, e essa história de conquistas começa pela extinta Liga Suburbana, quando em 1936 conquistou seu primeiro título decidindo contra o time do Sol Levante. Abaixo, uma lembrança do time campeão daquele ano:
Logo, o clube se filiou à Liga Desportiva Paraibana, também já extinta e aos poucos foi montando uma equipe forte, com reforços de grandes times como o Palmeiras e o Vasco. O goleiro Pagé era um dos destaques.
Abaixo uma foto da equipe que conquistou o Paraibano de 1957:
Até os anos 70, o Botafogo era alvinegro, mas graças a José Flávio Pinheiro Lima um sãopaulino que assumiu a presidência do Botafogo, o vermelho foi acrescentado às cores do time em homenagem ao time tricolor.
Abaixo imagens que achei de um jogo do time de 1976, contra o Fluminense:
Em 1982, o Botafogo-PB foi apelidado pela revista Placar, como o “Matador de Tricampeões”. Essa denominação surgiu devido as vitórias sobre o Flamengo e o Internacional no Brasileirão. Esses dois clubes chegaram à competição como tricampeões de seus estados e foram derrotados por um dos melhores elencos da história do Belo.
No ano de 1998, o Botafogo realizou uma de suas melhores campanhas no futebol estadual de todos os tempos. Campeão dos 3 turnos, disputou a final contra o Campinense, diante de um público de 44.268 pessoas. Sagrou-se campeão com um 2×0.
Mas o Campinense não é o maior dos rivais do Botafogo. Esse cargo fica para o Treze que possui uma boa torcida no estado. Juntos fazem o “Clássico Tradição“, disputado desde o início da década de 1940.
O Mascote do Botafogo é o Xerife, e segue a versão criada por Juarez Corrêa, um dos maiores desenhistas de mascotes de times de futebol.
O Botafogo possui uma bela loja oficial na praia de Tambaú, em João Pessoa onde vende vários produtos e serve também como ponto de encontro para os torcedores em dias de jogos.
Manda seus jogos no Estádio Almeidão, com capacidade de 40 mil alvinegros.
As duas últimas fotos do estádio eu peguei do excelente blog do pessoal do “Jogos Perdidos“.
Uma coisa interessante é que para alguns estudiosos, houve um erro na contagem do Gol 1000 de Pelé, e na verdade ele teria acontecido no amistoso contra o Botafogo, em 14 de novembro de 1969. Encontrei um vídeo sobre este jogo:
Maiores informações sobre o time, acesse o site oficial: www.botafogopb.net
O time possui várias organizadas, como a “Torcida Jovem do Botafogo” (1997), a “Torcida Organizada Império Alvi-Negro” (2004), a “Torcida Organizada Fogomania” e a G.R.S.C. ONG. Bota Paz nos Estádios (2008). Existe também um site bem completo feito por torcedores: www.belonet.net.
Há um vídeo bem legal que aparentemente foi feito pelo pessoal desse site:
Além disso, existe um livro lançado em sua homenagem, chamado “Memória do Botafogo”, do professor Raimundo Nóbrega.
E vale comentar a homenagem feita pela ESPN (a mesma que eu critiquei aqui) no fantástico programa Loucos por Futebol:
Pra terminar, normalmente comemoramos um gol do time junto da torcida, mas que tal inverter e comemorar um gol da torcida no Almeidão?
A 51a Camisa de Futebol pertence ao Esporte Clube Novo Hamburgo, um clube que representa a tradicional cidade de Novo Hamburgo, destino de tantos imigrantes que rumaram para o Rio Grande do Sul, no passado.
As cores do time são o branco e o azul anil, por isso o time é chamado por muitos de Anilado.
As margens de completar 100 anos, tendo passado por tantas lutas, o Novo Hamburgo orgulha-se de nunca ter fechado as portas do futebol, conquistando assim destaque e respeito entre torcedores e até rivais.
O times foi fundado em 1911, durante as comemorações do feriado de 1º de maio.
Funcionários da Fábrica de Calçados Sul-Riograndense montaram um time para a ocasão e lançaram ali a semente do Esporte Clube Novo Horizonte.
Cogitou-se chamar o time de "Adams Futebol Clube", em homenagem a Pedro Adams Filho, dono da fábrica, mas preferiu-se um nome que mostrasse a força e a relação com a região onde surgia a equipe.
A memória dos primeiros anos do time se mistura com a lembrança de uma época de um futebol romântico, cheio de histórias sobre amor à camisa e à cidade acima de tudo.
Surgia logo nas primeiras décadas do séc XX, o apelido do time: "Nóia!" (a explicação dada é que o apelido surge da abreviação de "Novo Hamburgo", misturado ao sotaque alemão).
A rivalidade maior era mesmo com o Esperança, levada, não raro, para extra-campo.
Já em 1937, venceu o Campeonato Metropolitano, derrotando, entre outros adversários, o Nacional, Renner, São José, Cruzeiro, Força e Luz, entre outras equipes.
Em 1944, devido à Segunda Guerra Mundial o clube teve de mudar seu nome para Esporte Clube Floriano, acompanhando a cidade que chamou-se "Marechal Floriano Peixoto". O nome Novo Hamburgo só voltaria no ano de 1968.
A década de 40 trouxe dois vice camperonatos estaduais ao clube. Um, em 1942 e outro em 1947.
Aliás, em 1947, o Nóia fez história e chegou a final do Campeonato Gaúchode enfrentando uma das maiores equipes formadas pelo Internacional, conhecida como "Rolo Compressor".
A decisão teve um lance curioso. Aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro Miguel Sallabery assinalou um pênalti para o Internacional que somente ele viu, mas a penalidade não pôde ser batida porque a torcida anilada não permitiu a cobrança. O penalty só foi batido na outra semana, garantindo a vitória do colorado por 0×1.
No jogo de volta, em Porto Alegre, o Novo Hamburgo venceu o tempo normal por 1 x 2, mas perdeu a prorrogação por 1×0.
Até a década de 50, o Novo Hamburgo mandou seus jogos no Estádio do Taquaral.
Em 1952 Novo Hamburgo, ainda como Floriano fez um excelente campéonato liderando um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Inter e Pelotas .
Ano depois, mandou seus jogos no Estádio Santa Rosa, com capacidade para 13.000 pessoas, mas foi vendido para o Centro Universitário Feevale:
Atualmente manda seus jogois no Estádio do Vale, ainda em obras e com capacidade momentânea para 4.000 torcedores:
O time foi considerado por muito tempo como a terceira força do estado. A cidade prosperava graças a indústria dos calçados e por causa delas, o mascote do Novo Hamburgo é o… Sapato!!
Atualmente os maiores rivais o Aimorécom quem faz o "Clássico do Vale" e o 15 de Novembro de Campo Bom.
Infelizmente, assim como ocorreu em várias cidades do Brasil, Novo Hamburgo cresceu, o mundo mudou e para desespero dos apaixonados pelo futebol a proximidade com a capital gaúcha, roubou as atenções socias, culturais e esportivas, algo muito parecido com o que ocorreu na região onde vivo, o ABC.
Aliás, vale lembrar que Sandro Gaúcho, eterno ídolo do Ramalhão vestil a camisa do Nóia em 2004!
Aos poucos, a cultura germânica, predominante da cidade deu lugar à cultura "moderna" da grande cidade, e é cada vez maior o número de torcedores que moram em Novo Hamburgo e torcem para Inter ou Grêmio.
O principal jornal do estado gaúcho cobre os dois times da capital e exlcui de suas páginas um maior envolvimento com os times de outras cidades. Sem o apoio da sua imprensa, os investimentos começam a diminuir.
E é nesse triste cenário que o sobrevive, com alma guerreira revertendo as adversidades que lhe são impostas dentro e fora de campo. Heroicamente ainda existe gente que crê na volta do Novo Hamburgo, transformando a cidade em terra anilada novamente.
Ainda assim, existem muitas organizadas em torno do time, como a Fogo Anil (www.fogoanil.blogspot.com/), Mancha Anil, Geral do Nóia, Barra Anilada, entre outras.
O time conta com um canal no youtube divulgando seus vídeos confira:
Das conquistas recentes, fica o sabor da Festa no Estádio Santo Rosa no jogo final da Copa Emídio Perondi 2005, onde o Nóia venceu o Brasil-P por 3 a zero.
E a conquista da Copa RS com o empate em cima do Ulbra, confira o gol:
Quase um ano de blog e chego à camisa de futebol de número 50. O que me faz pensar que 5% da missão já foi cumprida.
Se tudo continuar assim, é meu triste dever informar que em meados de 2029 eu devo finalizar este blog.
Só nos resta torcer para até lá ainda existir o futebol a internet, o wordpress, eu e você…
Enquanto esse dia não chega, vamos à Camisa de Futebol de número 50, que é do Rio Branco de Americana.
Aliás, uma camisa antiga, e que chegou a ser usada por um atleta. Ela é de algodão, daqueles modelos antigos, não sei se dá para perceber na foto:
Essa camisa foi presente do amigo Gabriel Uchida, editor do blog “Torcida” com várias fotos legais. A camisa foi do tio dele, chamado Henry, que jogou no clube no final dos anos 70. O tio teria começado jogando em MG, SP, RJ e Portugal. Em Minas, teria jogado no Atlético, no início dos anos 80, com Toninho Cerezo, Reinaldo, Palhinha, entre outros.
Por coincidência, ele é o segundo Gabriel que me dá uma camisa de presente, veja qual foi o primeiro aqui.
Mas falando do time, o Rio Branco Esporte Clube defende o futebol da cidade de Americana (interior de São Paulo) desde o dia 4 de Agosto de 1913, quando foi fundado por João Truzzi e sua trupe.
O time nasceu com o nome de Sport Club Arromba (em referência às comemorações das vitórias), mas já em 1917 passou para Rio Branco Football Club (em homenagem ao Barão do Rio Branco), como se vê no uniforme abaixo:
Em 1961, adotou o nome atual: Rio Branco Esporte Clube.
Já nos anos 20 o clube conquistou os títulos de campeão da Região e campeão da Zona Paulista, além do bicampeonato do Interior, que permitiu a disputa do título estadual com o Corinthians, resultando em dois vice-campeonatos.
O final da década de 40 trouxe o desligamento do clube do profissionalismo, e só retornou em 1979, graças à fusão entre com o Americana Esporte Clube.
Distintivo do Americana (Antigo Vasquinho)
Desde então, o clube tem disputado os campeonatos profissionais, chegando à 1ª Divisão do Futebol Paulista em 1990, com o vice-campeonato da Divisão Intermediário.
O início da década de 90 foi de muita alegria para o clube e sua torcida, sendo que em 1993 a equipe chegou a disputar o octogonal final do Paulistão, terminando em sexto lugar.
O Rio Branco revelou vários jogadores como Marcelinho Paraíba, Flávio Conceição, Mineiro, Macedo, Marcos Senna, Sandro Hiroshi, Souza, entre outros.
Depois de vários anos disputando a série A1 do Paulistão, em 2007 o Rio Branco caiu para a série A2 do Campeonato Paulista, conquistando o acesso novamente este ano (2009).
O mascote do Rio Branco é o Tigre por causa dos instintos deste animal.
A idéia do estádio do Rio Branco nasceu em 1920, quando foram emitidas ações para juntar verba para a construção do projeto. Entretanto somente mais de 50 anos depois, em 1971 é que surgiu o “Riobrancão”, que a partir de 81 passou a ser chamado “Décio Vitta”, em homenagem ao ex-presidente da diretoria do clube.
O estádio possui capacidade de 15 mil pessoas. Algumas semanas atrás estive por lá para ver um jogo da Copa Estado de São Paulo e pude fazer umas fotos. Assim que eu as achar eu posto aqui no blog.
O maior rival do Rio Brancio é o União Barbarense, da cidade vizinha de Santa Bárbara d’Oeste.
Mas o Rio Branco também já duelou com times internacionais, em 1993 num amistoso contra o Fenerbahce, onde venceu por 2×0, em 1997 e num jogo treino contra a seleçao da China, onde fez 5×1.
Após tantos posts sobre camisas da Europa, já estava com saudades de falar de um time bem brasileiro! E por isso, a 49a Camisa de Futebol pertence ao glorioso Santa Cruz Futebol Clube, clube da bela cidade de Recife (PE).
Fundado no dia 3 de fevereiro de 1914, por um grupo de jovens, o nome do time é uma homenagem à Igreja de Santa Cruz, em cujo pátio costumavam jogar, já que naquela época não existiam campos.
Possui enorme rivaliade com outros dois clubes que já passaram pelo nosso blog. São eles, o Sport , com quem faz o “Clássico das Multidões” e com o Náutico, com quem disputa o “Clássico das Emoções”.
Possui um grande número de conquistas estaduais. Até 2009 são 24 títulos.
Mas, assim como tantos times que já passaram aqui pelo blog, o Santa Cruz tem seus altos e baixos, desde o princípio. Aliás, para mim, o que faz um clube ser respeitado é exatamente sobreviver aos maus momentos.
O Santa sempre foi polêmico, contestador.
Desde cedo, possuia em seu elenco jogadores negros, o primeiro deles, ainda no início do século XX, foi Teófilo Batista de Carvalho, o “Lacraia”.
Hoje parece sem sentido, mas era uma coisa rara naquela época. Por esta e outras atitudes do clube, o Santa foi se tornando cada vez mais popular.
E para caber toda essa gente, na década de 1970 foi inaugurado o estádio “José do Rego Maciel”, ou como é mais conhecido, o “Arruda”.
A partida inaugural do Arruda ocorreu em 1972, contra o Flamengo (RJ), terminando em um empate sem golsdiante de 47.688 pagantes.
Hoje, o Arruda é um grande aliado do time, com sua torcida marcando presença, independente da colocação do time, nas tabelas.
Em 1975, o Santa chegou a semifinal do Campeonato Brasileiro depois de ter eliminado o Palmeiras (na época a “Academia”) e o Flamengo, em etapas anteriores. Perdeu a vaga para a final para o Cruzeiro, em jogo marcado pelos erros de arbitragem do famoso Armando Marques. Abaixo a foto do time da época, retirada do excelente blog: www.blogdosantinha.com .
Seu mascote é a cobra coral, com as já imortais cores do time, mas vale lembrar, que o Santa Cruz nasceu alvi-negro, só adotando depois o vermelho para se diferenciar de seu rival local da época, o Flamengo.
Se por um lado o time está sempre na briga pelo título estadual, o mesmo não pode ser dito sobre o torneio nacional, prova de que também no futebol, existem reflexos da desigualdade social entre as regiões do nosso país.
Após uma boa participação nas décadas de 70 e 80, o Santa Cruz passou um tempo na Segundona e só em 1999 a torcida coral pode comemorar o retorno à Série A do Brasileirão, com o Vice-campeonato da Segundona.
Outro acesso memorável à série A, aconteceu em 2005, quando o time terminou como Vice-campeão da competição.
Entretanto, em 2006 começou um novo calvário para time e torcedores. Na série A do Brasileiro, o Santa acabou rebaixado para a Série B novamente.
Em 2007 , além de não ir bem no Campeonato Pernambucano e ser eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, teve uma campanha pífia na série B, levando o clube para a Terceira Divisão do Brasileiro de 2008.
Em 2008, novamente foi eliminado da Copa do Brasil, na primeira fase, e teve de disputar o Hexagonal da Morte do Campeonato Pernambucano, para se livrar do rebaixamento estadual. Na Série C, sua última chance do ano para se recuperar, fez o impensável… Foi rebaixado para a então criada série D, que inauguraria-se em 2009.
O Santa Cruz disputou em 2009 a recém-criada Série D, mas não passou da primeira fase, ou seja, futebol agora, só em 2010 (e escrevo isso ainda em julho).
Veja um pouco da história do clube no vídeo feito em homenagem aos 95 anos do Santa Cruz.
É sem dúvida uma das fases mais complicadas do clube, que entretanto consegue contar com sua torcida apoiando não só nos estádios, como fora deles, criando associações e buscando métodos para ajudar o clube do coração.
A 48a Camisa de futebol é do Olympique de Marseille, clube de futebol que disputa a 1a divisão do futebol francês, representando a cidade de Marselha, uma das principais cidades do país.
A frase Droit au But, abaixo do escudo significa “Direto ao gol” e é frequentemente gritada pelos seus torcedores.
O Olympique foi fundado em 1899, o que o torna um dos clubes mais velhos da França ainda em atividade.
Assim como muitos outros clubes de cidades portuárias, surgiu graças à chegada de estrangeiros vindos do mar, no caso deles, foram os ingleses que trouxeram o futebol em seus navios e implantaram o novo esporte no município.
A agremiação foi criada depois que dois times da cidade fecharam suas portas (Sportin Club of Marseilles e Football Club of Marseilles) oferecendo um novo espaço ao futebol e também ao rugby.
No início, ocupava-se apenas com a disputa de torneios regionais de menor importância, mas o “OM“, cresceu na década de 1920, quando venceu a Copa da França por 3 vezes (1924, 1926 e 1927), além de seu primeiro campeonato francês (1929), rompendo a hegemonia dos clubes parisienses.
Outro período de muitas vitórias foi o fim dos anos 60, início dos 70, quando venceu a Copa da França (1968/69, 1971/72 e 1975/76) e a Ligue 1 (1970/71 e 1971/72). Abaixo uma foto dos anos 70:
Na temporada 1979/80 foi rebaixado, retornando apenas em 1984. A partir daí, o time voltou a pensar (e ser) grande.
Em 1986 montou um timaço com nomes como Jean Pierre Papin, Didier Deschamp, Rudi Voller, Eric Cantona, entre outros.
Assim, o Olympique de Marselha conquistou 4 títulos da Ligue 1 consecutivos entre 1988/89 e 1991/92.
Na temporada 1990-91, o Olympique chegou a final da Liga dos Campeões da UEFA, mas foi derrotado pelo Estrela Vermelha, da Iugoslávia, nos pênaltis.
Naquele dia, o hooliganismo imperou…
Duas temporadas depois, o Olympique levantou a taça num jogo que venceu o Milan por 1 a 0.
Acusações de corrupção financeira e participação de diretores num esquema de manipulação de resultados tiraram a tranquilidade do clube que acabou rebaixado à Ligue 2 para a temporada 1994-95.
Por isso, também deixou de participar da final do Mundial Interclubes daquele ano, que foi disputada entre o vice-campeão europeu Milan e o campeão sul-americano, o São Paulo.
Só voltou a Ligue 1, 2 temporadas depois e desde então vem tentando recuperar seu prestígio.
Chegou a final da Copa UEFA de 2003-04, depois de bater adversários como Internazionale, Liverpool e Newcastle, mas foi derrotado na final pelo Valencia da Espanha.
Em 2005 venceu a Copa Intertoto, mas sua torcida já cobra há algunão voltou mais a conquistar um título de expressão. Terminou a temporada 2007/08 da Ligue 1 na terceira colocação, classificando-se para a fase preliminar da Liga dos Campeões.
De 1899 a 1937, o “OM” jogou no Stade de l’Huveaune. Ele foi reformado no início dos anos 1920, graças à ajuda financeira dos torcedores e tinha capacidade para 15.000 torcedores.
A partir de 1937 o clube passou a utilizar o estádio municipal Stade Vélodrome, com capacidade de 60.031 lugares, um dos maiores e mais belos estádios da França.
A 47a camisa de futebol é a camisa do West Ham United Football Club, um dos clubes mais populares e tradicionais do Reino Unido.
Comprei a camisa no dia em que fui visitar o Estádio, e ainda consegui chegar até o campo…
Foi fundado em 1895 por trabalhadores da Thames Ironworks and Shipbuilding Co. Ltd, um estaleiro localizado no Rio Tâmisa (daí, um dos apelidos do time “The Irons”).
Nessa época, o time era denominado Thames Ironworks F.C., nome usado até 1899, quando após uma crise financeira fez o time “ressurgir” como West Ham (outro apelido do time é “The Hammers”).
Achei uma imagem bem antiga do estaleiro, mas é bem pequena:
Achei também uma foto do time daquele primeiro ano (1895):
Somente nove anos depois da fundação do time é que foi construído seu estádio, o Boleyn Ground, também chamado de Upton Park por se localizar no distrito londrino de mesmo nome. Sua capacidade é 35.303 torcedores.
Foi inaugurado em em 2 de setembro de 1904 num jogo em que bateram os eternos rivais do Millwall por 3×0.
Hoje, o estádio consegue mesclar aspectos modernos a tradicionais, parecendo um castelo em meio ao bairro:
O verde do gramado muito bem cuidado (nesse dia em que fomos estava sendo irrigado e havia no mínimo 4 pessoas trabalhando nele) contrasta com as belas e diferentes cores do clube.
Veja outras fotos e o vídeo que fizemos na viagem à Londes no post abaixo, anterior a este.
Vale lembrar que por pouco o estádio não foi abandonado. É que quando Eggert Magnússon, milionário presidente da Confederação de Futebol da Islândia, comprou o time (2006), ele tinha a ousada idéia de deixar de usar o Upton Park, e adquirir o estádio olímpico, que será construído para as Olimíadas de 2012.
O uniforme do West Ham é inspirado no do Aston Villa, que é caracterizado pelo calção e meiões na cor branca e pela camisa grená com mangas azuis.
Disputar a Liga Profissional desde 1919, e em 1923 chegaram à Premier League, e à final da FA Cup (Copa da Inglaterra), disputada no estádio Wembley, pela primeira vez. Perderam para o Bolton Wanderers, por 2×0.
Um fato curioso e triste do clube, é a história de Syd King, ex atleta que se tornou manager do clube por 32 anos e que após ser demitido, acabou suicidandfo-se.
Em 1964 o time conquistou sua primeira FA Cup, com uma vitória de 3×2 sobre o Preston North End. Um ano depois, o West Ham conquistou sua primeira competição européia, a Recopa, vencendo o 1860 Munich.
No ano seguinte, chegaram mais uma vez à final da FA Cup, mas perderam para o West Bromwich.
Durante Copa do Mundo de 1966, vários jogadores do clube entraram a história do futebol, conquistando o título para a Inglatera, entre eles Bobby Moore, Martin Peters e Geoff Hurst.
Em 1975 ganham mais uma FA Cup, vencendo na final o Fulham, e mais uma final da Recopa, em 1976, perdendo para o Anderlecht, da Bélgica.
Mesmo rebaixado para a Segunda Divisão em 1978, o West Ham venceu a FA Cup em 1980, uma das raras vezes que um time de fora da Primeira Divisão alcançou o feito.
Mesmo jogando mal durante toda a temporada 94/95, o West Ham trouxe orgulho aos seus torcedores, ao empatar, na última rodada com o Manchester United, evitando o terceiro título consecutivo dos Diabos Vermelhos.
Em 2005 chegaram novamente à final da FA Cup, perdendo para o favorito Liverpool na cobrança de pênaltis.
Em 2006, Tevez e Mascherano chegam ao clube, vindos do corinthians. Um ano depois o clube seria multado por problemas envolvendo as contratções (lembrem-se que era atletas da MSI).
Mesmo sendo criticado pela mídia, Carlito deu o maior exemplo do que é jogar com raça e fez a comemoração que sempre sonhei em ver aqui no Santo André, confira no vídeo (que merecia uma narração mais emocionante, como as que temos aqui no Brasil):
Os torcedores do West Ham United cantam uma música chamada “I’m Forever Blowing Bubbles” devido a um jogador da década de 1920, chamado Billy J. Murray que parecia um garoto de um quadro do artista Millais chamado “Bubbles”. Esse acabou sendo o apelido de Murray. A música é assim:
I’m forever blowing bubbles,
pretty bubbles in the air
They fly so high, nearly reach the sky
And like my dreams they fade and die
Fortune’s always hiding,
I’ve looked everywhere
I’m forever blowing bubbles,
pretty bubbles in the air
United! United!
A banda Oi! Cockney Rejects também gravou uma versão desta música, para alegria de punks e skins que gostam de futebol:
O principal rival do time é o Millwall.
Essa rivalidade e o próprio West Ham ficaram conhecidos pelo mundo todo depois do filme “Green Street Hooligans”. Veja o Trailer:
E antes que você ache que certas coisas do filme, só existem no cinema…
A 46a camisa de futebol do blog é a daSeleção da Holanda, ou Seleção Nederlandesa. Só para esclarecer, a Holanda é parte do reino dos “países baixos”, a “Neederland”.
Como disse posts atrás, comprei essa “réplica” numa lojinha de “chineses”, em plena Amsterdam. Escolhi a camisa de Huntelaar pelo número 19, nada usual aqui no Brasil.
Só pra você saber quem é o cara:
A Seleção Holandesa/Nederlandesa surgiu em 1900, em Amesterdam. Chamada de “Orange”, pelas cores de seu uniforme, veio a ser chamada de “A laranja mecânica”, graças ao incrível time formado em 1974, onde os jogadores não tinham posições fixas.
Todos atacavam e defendiam. Cruyff era o craque da equipe e o homem que ficava mais à frente, porém deslocava-se por todo o campo, comandando o time e fazendo muitas jogadas de ataque. Conta-se que Cruyff não aceitava utilizar símbolo comercial na camisa que vestia, sem receber por isso, assim foi criada uma camisa especial para ele. Uma com duas listras, em vez de três (a patrocinadora era a Adidas). Veja um pouco sobre esse time:
O goleiro Jan Jongbloed era outro destaque do time, não só pelo futebol, mas porque além de jogar num obscuro time, o Amsterdam Club, possuía uma tabacaria em Amsterdam e esperava uma contratação por um grande clube caso conquistasse o Mundial.
Chegaram a duas finais de Copa do Mundo. Em 1974, perderam para a Alemanha, numa daquelas famosas injustiças do futebol, veja um pouco sobre como foi essa copa:
Em 1978, perderam para os Argentinos, anfitriões da Copa, numa Copa marcada pela influência do regime militar que comandava o país atéentão:
Em 1988, conquistou a Eurocopa com um time que marcou época, e trouxe à realidade de torcedores do mundo todo nomes como o de Van Basten, Ruud Gullit, Rijkaard, entre outros.
Vale a pena rever alguns momentos da final, entre eles, o golaço de Van Basten:
Entretanto, no mundial de 1990, onde esperava-se uma grande atuação da equipe, a Holanda não passou das oitavas-de-final sem ter apresentado um futebol empolgante.
A seleção atual está apostando na renovação do elenco e ainda não possui tanto nome quanto as gerações anteriores, mas parece que vem por aí mais um time bem armado… É esperar pra ver…
Vale ressaltar que a Seleção Holandesa foi uma das primeiras seleções europeias a recrutar negros em sua equipe. Esses jogadores, em sua maioria, eram nascidos em colônias holandesas como Suriname, Guiana Neerlandesa, Indonésia, ou outros locais dos Países Baixos.
Pra quem está cansado de ver vídeos de torcedores briguentos, vale assistir o vídeo abaixo, da galera mais “na boa” que vai torcer pela seleção Orange:
Chegamos à camisa de futebol número 45, e mais uma vez estreiamos um novo estado, desta vez, o Maranhão.
E isso, graças à camisa do Sampaio Corrêa Futebol Clube, time da cidade de São Luís, e maior vencedor de títulos do Campeonato Maranhense.
O time foi fundado no dia 25 de março de 1923, por um grupo de jovens peladeiros, sob o comando de Vital Freitas e Natalino Cruz.
Nasceu como Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, oriundos do antigo Remo F. Club (1920), time formado por operários e jovens de “pés descalços”.
O nome é uma homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922.
A roupa dos pilotos deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois um deles usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e outro nas cores verde e branca.
O maior rival do é o Moto Club, mas também compete com o Maranhão, o Bacabal e o Imperatriz.
Segundo a opinião pública, o Sampaio Corrêa tem a maior torcida do Estado do Maranhão. Seus torcedores são chamados de bolivianos, ou sampaínos.
Seu mascote é o tubarão.
Em 1972, conquistou a segunda divisão do brasileiro, na época, com 23 times do Nordeste apenas, divididos em 4 grupos (3 de 6 e 1 de 5). O Sampaio compunha o grupo A com Moto Clube (MA), Tiradentes e Flamengo (PI), Fortaleza e Guarany (CE).
1a fase:
Sampaio Correa 0×1 Moto Clube
Flamengo 0 x 0 Sampaio Correa
Tiradente 1 x 1 Sampaio Correa
Sampaio Correa 1×2 Guarany
Sampaio Correa 1 x 0 Fortaleza
Motoclube 0 x 0 Sampaio Correa
Sampaio Correa 5 x 0 Flamengo
Sampaio Correa 2×0 Tiradentes
Guarany 0×1 Sampaio Correa
Fortaleza 0×1 Sampaio Correa
Classificado, o Tubarão formou um novo grupo com o Tiradentes (PI), o Itabaiana (SE) e o Atlético (BA).
Atlético 1×2 Sampaio Correa
Itabaiana 0×0 Sampaio Correa
Sampaio Correa 0×0 Tiradentes
Sampaio Correa 2×0 Atlético
Sampaio Correa 1×0 Itabaiana
Tiradentes por 2 x 1 Sampaio Correa
Classificou-se assim para a grande final, disputada em um jogo apenas, contra o Campinense – PB, melhor time da competição.
A partida ocorreu em São Luís, numa verdadeira batalha campal, terminando em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. O Sampaio venceu na cobrança de pênaltis por 5 x 4, levantando o troféu de campeão.
Time básico do Sampaio Campeão da Série B de 1972: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecir Lima; Gojoba, Djalma Campos e Edmilson Leite; Lima, Pelezinho e Jaldemir.
Em 1997, o time foi campeão invicto da série C, a Terceirona do nacional, com o time abaixo:
A campanha do time foi:
Na 1.ª Fase 0×0, fora de casa contra o Santa Rosa/PA. Em São Luís, ganhou do River/PI por 1 x 0 e fora, também por 1 x 0, venceu o 4 de Julho/PI. Nos jogos de volta, em Teresina, venceu o River, por 2 x 1 e nos dois últimos jogos em casa, bateu o 4 de Julho por 4 x 2 e o Santa Rosa por 4 x 0 .
Na 2.ª Fase, já no sistema mata-mata, enfrentou o Quixadá/CE e em casa, tropeçou no primeiro jogo, apenas empatando com o visitante por 1 x 1. No jogo de volta, no Ceará, o Sampaio venceu pelo magro placar de 1 x 0. A invencibilidade era mantida e a classificação estava assegurada.
Na 3.ª Fase, o adversário deste mata-mata era o já conhecido Santa Rosa, do Pará. No jogo de ida, a Bolívia conseguiu o empate em 0 x 0, arrancando a classificação, suada, em São Luís, vencendo por 3 x 2.
Na 4.ª Fase, o Sampaio jogou contra o Ferroviário, do Ceará. No primeiro jogo, em Fortaleza, deu Sampaio por 1 x 0. No segundo, em São Luís, novamente o Sampaio venceu, agora por 4 x 0.
Na 5.ª e última Fase, quatro times se enfrentariam num quadrangular. Quem fizesse mais pontos seria campeão. O primeiro jogo foi um empate de 1×1 contra o Francana, em Franca (SP). Depois Sampaio Corrêa venceu por 3 x 0 o Tupi e empatou em 1 x 1 com o Juventus. Nos jogos de volta, empatou com o Moleque Travesso, dessa vez por 2 x 2 e venceu, fora de casa, o Tupi por1×0. O último jogo foi um 3 x 1 contra o Francana, num Castelão com mais de 70 mil pessoas sagrando-se CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO DA SÉRIE C – 1997.
O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional oficial: a Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central, da Argentina. Abaixo uma foto do time de 1998:
O hino do Sampaio foi composto por Agostinho Reis, e sua gravação original foi interpretada pelo cantor Alcides Gerardi.
Um de seus atletas, MASCOTE, bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida, em 1934,quando o Tricolor venceu a representação do Santos Dumont por 20 x 0, e Mascote fez 13 gols. Esse recorde nunca foi sequer igualado. Os atletas que passaram mais perto foram: Caio Mário (CSA 22 x 0 Maceió, pelo Alagoano de 1944) e Dadá Maravilha (Sport 14 x 0 Santo Amaro, pelo Pernambucano de 1976), com 10 gols cada.
Manda seus jogos no Estádio Municipal Nhozinho Santos, inaugurado em 1 de outubro de 1950 e com capacidade máxima de 21 mil pessoas. O estádio é de propriedade da Prefeitura Municipal de São Luís do Maranhão. Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas em Maranhão.
Mas também disputa grandes jogos no Estádio Governador João Castelo (simplesmente conhecido como Castelão), inaugurado em 5 de fevereiro de 1982, sendo um dos maiores estádios da Região Nordeste, com capacidade para cerca de 46.200 pessoas (embora no ano de 1998 quase 98 mil pessoas assistiram ao jogo Sampaio e Santos pela Copa Conmebol). O estádio é de propriedade do Governo Estadual do Maranhão, e é usado também pelo rival Moto. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.
O time possui várias organizadas:
Tubarões da Fiel
Mancha Tricolor
Democracia Tricolor
Coração Tricolor
Sampaixão
Sangue Jovem Tricolor
Uma coisa que eu adoro são livros sobre os primórdios do futebol no Brasil. E caso você queira saber como foi o início do futebol no Maranhão, procure o livro “Terra, grama e paralelepípedos”, de Claunísio Amorim Carvalho, São Luís: Café & Lápis, 2009.