A visita dessa vez foi unicamente para registrar em imagens e em nossas memórias o Estádio Municipal Franco Montoro.
Situado bem em cima da montanha, ele tem um cenário bem bucólico, com direito a neblina e tudo!
Conhecemos o administrador do Estádio, que jogou por diversas equipes amadoras e pelo Radium de Mococa.
A pequena arquibancada me fez lembrar a da extinta AABB de Santo André:
Mas o “redor” do campo é diferente de qualquer outro estádio, parece até que era um estádio numa cidadezinha européia…
A Mari foi sentir o que era sair do vestiário subterrâneo :
E eu preferi fazer pose…
Aliás, o que não faltou foi pose pelo estádio…
Uma vista mais distante…
E até uma tentativa de barra nas traves do gol, detalhe para minha bermuda companheira de tantas aventuras que não resistiu e se rasgou no joelho…
Mas o maior charme é a montanha e a neblina ao fundo…
Enfim… Para nós fica a tristeza de ter um time na cidade que ocupe o estádio e leve o nome da cidade aos “escritos oficiais” da Federação Paulista de Futebol.
Não conseguimos obter informações do Associação Atlética Águas da Prata, se alguém souber de algo, por favor, nos comunique!
Nesse fim de semana, o futebol de São Paulo conheceu os 4 times que subiram para a série A3 do Campeonato Paulista de 2010.
São eles: Red Bull, Taubaté, Atlético Araçatuba e Lemense (com o folclórico “Ferreira” conquistando mais um acesso).
Eu e a Mari fomos a Paulínia acompanhar o jogo mais importante da história do time da cidade, e sabíamos que o jogo teria casa cheia!
Desta vez, tivemos a companhia do Mathias, primo da Mari, que mora em Cosmópolis, cidade vizinha de Paulínia.
A arquibancada estava quase completa, bem mais cheia que da outra vez que estivemos no Estádio Luis Perissinoto (veja aqui como foi)
Dessa vez encontramos até uma Torcida Organizada para o time, a TUP (Torcida Uniformizada do Paulínia).
A TUP além de camisetas próprias, estava com balões e cantando o tempo todo para apoiar o time, que só precisava de uma vitória simples para subir de divisão.
Cornetas e chapéus “boleiros” também marcaram presença na nublada, mas quente manhã da cidade de Paulínia.
Famílias e crianças também estão nas arquibancadas do time, bem diferente do padrão exclusivamente masculino tão comum pelos estádios hoje em dia.
O gramado em boas condições, a torcida presente, uma temperatura agradável. O placo estava marcado para a conquista do acesso.
Ah, e claro, eu e a Mari estávamos lá pra presentear essa partida histórica!
Eu, a Mari e muitas pessoas…
O melhor do Estádio Luis Perissinoto, na minha opinião é a pastelaria que funciona embaixo da arquibancada. A dica é comprar na hora do jogo para evitar as filas e o calor na hora do intervalo.
Como somos vegetarianos, nossa opção é o de queijo, frito ali mesmo, na hora…
Fim de primeiro tempo. 0×0 no placar.
Com a bola parada entra em campo “Dino Paulino”, o mascote do Paulínia, que fica defendendo penaltys da molecada no intervalo, enquanto os marmanjos ficam arriscando chutes a gol do meio de campo.
Aproveitei pra ir até o outro lado do campo e tirar uma foto da bela arquibancada repleta de torcedores do Paulínia!
Uma não, duas fotos!
Começa o 2o tempo, e lá vamos nós pros nossos lugares esperar 45 minutos para saber quem disputará a A3 de 2010.
O Paulínia sabe que precisa vencer e manda o time pro ataque!
O time perdeu umas 3 chances claras de gol. O goleiro do Atlético Araçatuba catou muito!
Mas, o futebol é assim. Quando o Paulínia parecia dominar o jogo, o time sofreu um contra ataque mortífero que só foi parado com um penalty. Veja a cobrança:
Com 1×0 no placar, a ordem do time do Araçatuba era segurar o jogo. Nem a família de Quero-quero que estava por ali incomodava o lateral do time do Atlético.
E com a obrigação de marcar 2 gols para se classificar, o Paulínia fez o que a maioria dos times brasileiros fazem. Faltas, escanteios, saídas de bola… Tudo era transformado em chutões na área, na esperança de um cabeçeio.
E dá lhe escanteios…
Mas não teve jeito para os donos da casa. O Atlético Araçatuba foi quem festejou no final.
O torcedor do Paulínia teve que assistir a festa do time adversário, que emboria não tenha criado muitas situações de gol, soube se portar corretamente, esperando o momento certo do contra ataque.
Os jogadores do Paulínia saíram bem chateados.
Mas triste mesmo estavam os torcedores do Paulínia, que pareciam não acreditar no que havia acontecido. Espero que isso não manche a bonita história de amor que começa a surgir entre o time e a população da cidade.
O time do Araçatuba merece os parabéns pelo placar e pelo acesso, assim como as outras 3 equipes que disputarão a A3 do ano que vem, Taubaté, Red Bull e Lemense.
Teve até oração após o apito final. (esse blog não recomenda nenhuma religião. Seja você mesmo e não atrapalhe a vida de ninguém que você já está sendo uma ótima pessoa).
Ao Paulínia, seus dirigentes e torcedores, fica também o nosso parabéns. Temos acompanhado há algum tempo o trabalho diferenciado que vem sendo feito com o time, e sabemos o quanto é duro chegar até a última fase dessa competição e perder o acesso nos últimos 10 minutos.
É assim que nascem os times valentes e brigadores. Temos certeza queo Paulínia virá ainda mais forte em 2010, como já fizeram as equipes que “bateram na trave” em outras edições da série B (o próprio Red Bull que só subiu esse ano).
A série B do Campeonato Paulista é um dos campeonatos mais difíceis e charmosos do país. Parabéns aos mais de 40 times que a disputaram em 2009!
A 58a Camisa de Futebol, do Radium Futebol Clube eu comprei dentro do próprio estádio, no intervalo da partida que ganhou de 3×0 contra o Sumaré, no dia 14 de junho, no mesmo rolê em que eu consegui a camisa da Guaxupé.
Como eu não tinha levado dinheiro, só tava com o cartão, o pessoal deixou eu fazer um depósito mais tarde. Confesso que demorei pra pagar porque não encontrava onde tinha anotado os dados da conta dos caras, mas já ta pago!! (meio caro, R$ 50, mas tá pago! hehehe)
Mococa é uma cidade bem próxima do sul de Minas, e ainda consegue manter uma cara de cidade de interior, bem mais tranqüila que a correria que estou acostumado aqui no ABC ou em São Paulo.
O Radium é bem conhecido, mas confesso que briga de igual para igual com os deliciosos doces de leite para saber qual o “bem” mais importante da cidade.
No meu caso, Mococa é também a terra de um pessoal punk que era bem gente fina, quem sabe esse post chega até eles. Eu nunca mais tive noticias. Só lembro do nome de um deles, o “Joey”.
Mas falando do time, por que um time com esse nome tão diferente? A resposta é simples, esse foi o jeito que os fundadores arrumaram para homenagear o elemento químico descoberto pela cientista francesa Marie Curie, que pressupunha força, potência e energia.
Foi fundado em 1º de maio de 1919, e times fundados nessa data (dia do trabalho), sempre possuem forte ligação operária, e provavelmente anarquista.
Manda seus jogos no Estádio Olímpico São Sebastião, com capacidade para aproximadamente 7 mil torcedores.
Destaque para a lojinha do time, dentro do estádio:
Em 2009 o clube comemora 90 anos de existência, por isso existe uma série de produtos comemorando o feito, de camisas à cervejas:
Os 90 anos do time tiveram direito até à cobertura da mídia:
O time é bem acompanhado pelos moradores da cidade, tem até uma organizada, a Fúria Verde, nascida em 2008, em uma roda de bar em Mococa.
Disputa torneios profissionais desde 1949, o time daquele ano:
Teve seu auge no início dos anos 50, quando conquistou o Campeonato Paulista do Interior e a Série A2 em 1950, disputando em 1951 e 1952 a primeira divisão.
Time de 1952:
Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Primeira Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957.
No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual.
De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980. Ainda neste ano, realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita. Venceram por 4 a 1 .
Time de 1979:
Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3), quando em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que disputou por quatro temporadas.
Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B.
Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas.
Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual.
Seu mascote é o Periquito e é também chamado de “Verdão da Mogiana”.
Estivemos no Estádio São Sebastião acompanhando Radium x Sumaré, e o Radium venceu por 2×0.
O placar não conseguiu acompanhar os gols…
Para quem acha que rock e futebol não combinam, ainda mais no interior, se liga nas chamadas que os caras fizeram pros jogos desse ano, beeeeem roqueira!:
E a galera tem comparecido!
A vista das arquibancadas revela um horizonte ainda típico do interior, com muito verde, árvores e montanhas… Vendo isso eu me pergunto até quando eu aguento viver no meio de tanto prédio e poluição…
E como sempre, eu e a Mari imortalizamos nossa presença no Estádio!!
Estou tentando conseguir o livro “Radium, o verdão da Mogiana”, para conseguir mais informações, mas por hora, quem quiser saber mais, acesse o site oficial do time é www.radiumfc.com.br
Conforme prometido, eu e a Mari finalmente fomos assistir um jogo do São Bernardo, o Tigrão do ABC, lá no Baetão, pela Copa Paulista.
Confesso que chegamos atrasados, porque foi um dia bem punk.
Pela manhã fomos assistir ao filme da Coco Chanel, depois passamos na livraria da Vila, onde comprei o novo livro do Lourenço Mutarelli, e quando pensei que estava voltando pro ABC, não pude recusar um encontro com os Banditos Cósmicos Fer, Hélião e Zenun, lá na lanchonete da Cidade, no cruzamento da Alameda Tietê com a Augusta. Mas enfim… Fomos.
De tão atrasados que estávamos, o cara quase não deixou a gente entrar, mesmo tendo pago R$ 5 cada ingresso.
Logo de cara, vi a garotada do Projeto Tigrinho, que tem comparecido em bom número nos jogos do São Bernardo.
Na minha opinião, a salvação dos times do ABC está no incentivo a esses meninos e meninas que hoje são ainda crianças, e que não tem necessariamente um time definido, dando espaço para essa paixão pelo time da cidade.
Ao entrar no Baetão, confesso que nos surpreendemos com o público presente. Tinha bastante gente tanto na arquibancada, quanto na numerada.
Mesmo sendo um jogo mata-mata pela sequência da Copa, o ingresso custava R$5, e a gente sabe que hoje em dia não tá fácil…
Como eu disse, muitas crianças estavam nas bancadas acompanhando o disputado jogo do São Bernardo contra o forte Votoraty.
Aliás, não é que o pessoal Grená, pegou a estrada e veio lá de Votoraty até o ABC para acompanhar o time da cidade?
Jovens, tiozões… os caras compareceram e foram muito bem recebidos pela torcida local, diga se de passagem.
Como eu já disse em outro post, o Baetão pode ter seus defeitos, mas ainda é um daqueles estádios que vc assiste o jogo bem perto do campo.
Do outro lado, a galera da Guerreiros e da Chopp, faziam a festa! O Gui, do Expulsos de Campo também estava lá filmando a rapaziada e fez o vídeo muito legal, veja aê:
A faixa azul ali do lado direito é do pessoal do São Bento que veio acompanhar o jogo, e tem amizade com as torcidas dos dois times (São Bernardo e Votoraty):
O pessoal da Berno Choop também tava lá com suas faixas, cervejas e cantos…
E claro, 0 pessoal da Guerreiros!:
Sem esquecer os torcedores autonomos, que também compareceram!
O placar final foi magro, mas suficiente para colocar o Tigrão em vantagem, dependendo de um empate lá em Votorantim para passar de fase.
Depois do jogo ainda fomos pra um som punk, do 88não, Menstruação Anárquica, DZK e Cólera, lá em São Caetano, onde trombamos vários amigos do rolê e das pistas.
E como dito, estou atrás da minha camisa do São Bernardo para publicar a história do time aqui.
Parabéns pela vitória e pela festa!
Leia outros textos em www.asmilcamisas.wordpress.com
A virada foi contra o meu time. O gol me fez chorar. Mas não posso ignorar uma cena dessas. Esse Adílson é um dos poucos exemplares de dedicação e envolvimento do futebol brasileiro….
A 57a camisa de futebol pertence à Sociedade Esportiva Guaxupé e essa eu consegui do pior jeito possível: pagando.
Ao menos, mais uma vez consegui achar por um bom preço bem razoável: R$ 29,90, numa loja lá em Guaxupé, mesmo.
Guaxupé é uma pequena e muito agradável cidade do sul de Minas Gerais. Estivemos lá em junho e pudemos aproveitar a ótima festa junina no centro. da ciadade.
A Mari pirou num restaurante que infelizmente não lembramos o nome, mas que fica ali no centro mesmo:
Achei um vídeo “vendendo” o lado turístico da cidade e posso dizer que recomendo um final de semana por lá, foi uma ótima estadia!
Eu e a mari fomos pra lá dar um relax, e mas já que estávamos por lá, demos um pulo no estádio e por sorte conseguimos bater um papo com a diretoria e alguns integrantes da comissão técnica.
O segundo da esquerda para a direita é o polêmico “Lélio Borges”, que foi muito gente boa conosco e relembrou várias histórias.
A S.E. Guaxupé foi fundada em 12 de março de 1952,e é um ótimo exemplo do que o futebol moderno faz com times “fora dos grandes eixos”.
Depois de ter chegado a disputar a primeira divisão mineira, de 1975 até o início dos anos 80, disputa hoje o “módulo II” do Campeonato mineiro (existem ainda o módulo I e a primeira divisão).
Manda seus jogos no Estádio Municipal Carlos Costa Monteiro, inaugurado no início da década de 50 e com capacidade para 6.000 pessoas.
A entrada do estádio é muito loca! Parece que a gente estava entrando numa mistura de vila com parque ecológico.
A bilheteria fechada é sempre triste, mas ainda assim dá pra ver um pouco do espírito do estádio.
Do lado de dentro, pode se ver os holofotes e ao fundo uma arquibancada descoberta…
A estrutura que separa o campo da torcida não é lá muuuuuuuuito resistente…
O gramado apresentava condições muito boas, mesmo numa época de frio (era inverno, lembre):
Ali ao lado direito, pode se ver a arquibancada coberta:
No dia em que estivemos por lá, havia um jogador do continente africano que acabara de chegar para fazer uns teste no clube. Os demais jogadores disseram se assustar ao vê-lo rezar, já que seus costumes não são lá muito próximos aos dos cristãos…
É muito difícil encontrar dados sobre a história do clube, que hoje sofre do mesmo mal que muitas equipes tradicionais: perde seus torcedores para os “grandes clubes”, e pela sua localização ainda sofre perdendo torcedores para times de MG e SP.
Assim, o único jeito que encontrei de retratar sua história é por meio de imagens.
Abaixo, o time do fim dos anos 50 e início dos 60, que enfrentou lá em Guaxupé o Santos de Pepe e Orlando Peçanha:
Daquela época, um dos destaques era o atacante PACHÁ:
Segundo os dados do site do Milton Neves, Palimércio Nasser, Pachá, nasceu em São José do Rio Pardo, em 19 de outubro de 1934 e logo cedo se mudou para Guaxupé-MG. Ficou famoso como o camisa nove da Esportiva Guaxupé.
Chegou a marcar 6 gols numa só partida (em 1959, contra a Paraisense de São Sebastião do Paraíso).
Hoje, o ginásio poliesportivo de cidade de Guaxupé (MG) tem o nome do ex-atacante.
Abaixo, outras fotos da década de 60, com Pachá no time:
O time nos anos 70:
Em 1975:
Em 1980 conquistou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.
Abaixo, foto do time de 1998:
Atualmente:
O vídeo abaixo mostra um pouco do triste caminho seguido pela Esportiva Guaxupé, mas que foi feito no final de 2006, antes de volta do time ao profissionalismo e do próprio Lélio Borges (conforme a foto que tiramos mostrou):
A sequência do vídeo:
Num país tão machista, fica um exemplo interessante: em 2008 o clube foi dirigido por Terezinha de Jesus Vaz. Confira a entrevista dela no final do vídeo:
A Torcida Guaxupeana acompanha de perto o time e agora começa a tentar se organizar para apoiar os “Tigres de Minas”. Veja a rapaziada que está formando a “Avalanche Verde SEG“:
No começo do ano, fiz um post sobre o hábito de se colecionar figurinhas. Clique aqui para lembrar o que escrevi.
Lembro que terminei o post meio triste, questionando se nos dias atuais, valeria a pena colecionar figurinhas .
Por isso, quando vi na banca o álbum do brasileirão desse ano, me desafiei. “Vou comprar umas figurinhas para ver se ainda me emociono”.
Isso porque hoje em dia, existem várias fatores que desanimam uma coleção.
Da ausência de times (Corinthians, Atlético/PR, Santos e Botafogo não constam no álbum do Brasileirão 2009) à mudança voraz dos jogadores (que fazem seu álbum terminar quase que totalmente desatualizado), passando pela ausência de figurinhas dos técnicos (que também não param nos times onde começam o campeonato) e estádios (essas substituídas por imagens já no próprio álbum).
Os primeiros “pacotinhos”, abertos pela Mari ainda no carro, acordaram minha memória…
É fantástico!!! Principalmente para alguém como eu, que torce para um time como o Santo André, que não teve o costume de frequentar os álguns de figurinhas do últimos anos.
Quando você menos espera, já tem um álbum, um bolão de repetidas e começa a perguntar para os amigos (que já não ligam o hábito de comprar figurinhas a uma pessoa de 31 anos) se eles querem trocar.
O álbum da Panini, de 2009, traz as figurinhas da série A e da série B (essas em número menor e apresentando 2 atletas por cromo):
E, claro, um dos prazeres é colar as que você ainda não tem no álbum (de preferência, em frente a TV, assistindo ao futebol).
Mas acho que ainda melhor é a expectativa de abrir o pacotinho e….
E tirar o atacante do seu time!!!!
Já faz uns dois meses que comprei o álbum, e faltam poucas figrurinhas para completá-lo. Agora estou na fase de trocar para finalmente imortalizar o Ramalhão no brasileiro 2009.
A 56a Camisa de Futebol vem do Perú, da cidade de Arequipa, que fica a 2.300 metros de altitude, num vale da cordilheira dos Andes. A cidade teria sido fundada em 15 de Agosto de 1540, pelo explorador espanhol, Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidade inca.
O time dono da camisa é o FBC Melgar Arequipa. FBC é a sigla de Foot Ball Club.
O FBC Melgar foi fundado em 1915, por um grupo de jovens que se reuniam no Parque Bolognesi, hoje Parque Duhamel para jogar futebol. Nasceu como “Juventud Melgar“.
Além do futebol a união destes jovens se deu em torno da música, principalmente por Mariano Melgar, cantor romântico que deu origem ao nome do time. Eram tempos de boemia juvenil, que não tem mais o mesmo valor hoje em dia, mas que ainda ressoam como ecos distantes pela cidade…
O FBC Melgar é o clube mais querido de Arequipa, por ser o único da região que se mantém na primeira divisão, desde 1971, quando conquistou a Copa Perú. Só pra ficar claro, esse é um clube “provinciano”, ou seja, não está na capital (Lima), o que faz as coisas serem muito mais difíceis.
O time é considerado a 4a força do futebol peruano, pelas boas campanhas que já realizou, e por isso, possui uma grande torcida.
Bom, vale lembrar alguns pontos da história do clube. Em 1919, viaja pela primera vez a Lima para participar de um torneio amistoso.
Em 1930 fez uma turne pelo Chile, sua primeira apresentação internacional.
Em 1937, representou o futebol do sul do Perú no campeonato nacional, terminando na posição 9 da tabela.
Aliás, pelo fato do time ser da região sul, o time é chamado de “O leão do sul”:
Dando sequência na história do time, em 1962, foi Campeão da Segunda Divisão de Arequipa, e em 1964 conquistou o título da primeira divisão e o bicampeonato em 1965.
Em 66, o fato que mais marcou foi terem enfrentado o Santos de Pelé:
Nesse ano, graça ao seu prestígio na região, foi convidado pela Ferderação Peruana a disputar o primeiro Campeonato de Futebol descentralizado. No plantel do time que disputou esse campeonato, existiam dois brasileiros, Puglia y Oliveira, e o FBC Melgar terminou em 8o lugar.
Em 1971, conquistou a Copa Perú.
Outro título importante foi o conquistado em 1981 (única vez que um time do interior realizou o feito). No jogo final, o time rubronegro só precisava de um empate para sair campeão do Estadio Nacional de Lima, frente a 35 mil torcedores adversários, e com um 1×1, conseguiram o título e o direito de disputar a libertadores de 1982.
Na Libertadores de 1982, caiu no grupo do também peruano “Municipal” , além dos paraguaios “Olimpia” e ”Sol de América”, sendo eliminado ainda na primeira fase, graças a uma fórmula que só dava sequência ao primeiro colocado do grupo. (veja mais informações sobre esta libertadores aqui: www.rsssf.com/sacups/copa82.html)
Em 1983, chegou ao vice campeonato, e mais uma vez com o acesso à Libertadores, do ano seguinte, onde caiu no grupo dos times da Venezuela, e acabou novamente se despedindo ainda na primeira fase.
O time foi Campeão da “Regional Sul” oito vezes nos anos seguintes ( 81,82,84,86,90-I, 90-II, 91-I y 91-II).
O mais legal é que sempre se montou o time com jogadores locais, da região de Arequipa, bem diferente do que se faz aqui pelo Brasil.
O primeiro estádio do FBC Melgar foi o “Campo de Santa Marta”, hoje, um presídio.
Assim como muitos clubes no mundo todo, o FCB Melgar enfrentou diversas crises economicas corredo por vezes o risco de desaparecer.
Manda seus jogos no Estádio Mariano Melgar, com capacidade para 20 mil torcedores, e foi um dos estádios utilizados no Campeonato Sulamericano Sub 17 de 2001. Que tal uma olhada no estádio?
A noite chuvosa não esfriou os ânimos dos atletas. Foi um jogo bem pegado, as duas equipes são bem montadas e tem grande chance de chegar à série A3 de 2010.
Dessa vez, como chovia demais, preferi ficar nas numeradas e assistir o jogo quase na grade que separa o campo.
Encontramos nosso amigo ”Toninho” por lá. O Toninho é o dono de uma banca de discos e livros ali perto da estação de Santo André e uma das pessoas que eu mais gosto de debater futebol, rock, política e rolês de rua.
A hinchada “Loucos do Palestra” também compareceu, cantou o tempo todo (mesmo embaixo de chuva) e ainda fez a festa com fogos de artifício.
A chuva vinha e parava, atrapalhando o bom andamento do jogo, ainda mais pra duas equipesque tocam a bola como Palestra e Desportivo.
O público foi pequeno, mas o campeão do desânimo foi o gândula quase dormindo na grade…
Torcedor solitário… Jogo duro… Garoa… É assim a realidade da última divisão do Campeonato Paulista, e vale a pena, acredite!
Mesmo a pequena arquibancada coberta não estava cheia e nem muito empolgada com o jogo.
Pra dizer que não houve emoção, ainda no primeiro tempo, uma lâmpada da cabine de imprensa estourou e levantou a torcida.
Vale lembrar que o principal diferencial do Estádio do Baetão é que o gramado é sintético:
Chuva, jogo pegado… Falta pra todo lado. Num dia desses, os que usam a 10 ficam mais no chão do que em pé.
Um momento “artístico”. O lateral do Desportivo segura a bola e olha para o vazio enquanto espera o juiz autorizar o reinício da partida.
No segundo tempo as cadeiras cobertas ficaram mais cheias porque a chuva apertou, e foi dali que viram os dois gols da partida (primeiro do Desportivo e depois do Palestra).
Uma visão final do jogo…
Ah, e um detalhe legal, o pessoal do São Bernardo, outro time da cidade estava por lá para acompanhar o jogo.
Abraço ao pessoal e fica aqui a promessa de em breve irmos assistir um jogo do Tigre. Ah, e estou buscando uma camisa do São Bernardo, assim que der posto ela por aqui.
Mas que ele tem produzido fantásticos vídeos sobre suas aventuras boleiras…. Não sei se é de conhecimento de todo mundo, por isso, segue abaixo os primeiros “programas” produzidos por ele.
A 55a camisa de futebol do nosso blog é de um dos times mais antigos do ABC. Foi um presente do amigo Renato Ramos, presidente da Fúria Andreense, e fã do futebol da nossa região. Detalhe para as mangas compridas que deixam a camisa com uma cara ainda mais legal!
São Bernardo é o “B”, do Grande ABC, berço das montadoras, do sindicalismo, do hardcore (daqueles que não se faz mais) e da minha educação (fiz ETE e Metodista).
O Palestra Itália de São Bernardo foi fundado em 1° de setembro de 1935, por um atleta do rival Esporte Clube São Bernardo.
Filho de italianos, Alfredo Sabatini mostrou o famoso “sangue quente italiano” ao fundar o time, após não ser escalado num amistoso contra um grande clube paulistano.
Óbvio que com este nome o clube representou a grande colônia italiana da cidade,e assim como ocorreu com Cruzeiro, Coritiba e Palmeiras, na época da Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a mudar sua denominação, retirando o “Itália” do nome, tornando-se o Palestra de São Bernardo.
Seu maior rival é o Esporte Clube São Bernardo, considerado o time dos afortunados, enquanto o Palestra seria o clube de massa, cuja torcida era formada em sua maioria por funcionários das fábricas moveleiras, que formariam a famosa “rua dos móveis” (Rua Jurubatuba).
Seu antigo Estádio era na Rua Marechal Deodoro, onde hoje localiza-se a Praça Lauro Gomes.
Assim, o clube encontrou sua nova casa no bairro Ferrazópolis, onde nasceu o Instituto Palestra de Educação e Cultura (IPEC), o primeiro clube-escola do Brasil.
Em 1985, o historiador Ademir Médice (gente boa pra caramba, esse cara!), que escreve para o Diário do Grande ABC, publicou o livro Palestra de São Bernardo – Meio Século, como presente pelo seu Jubileu de Ouro.
Entre 1950 e 1951, o Palestra disputou a Segunda Divisão do Paulista.
Em janeiro de 1974, o time enfrentou o Santos de Pelé, perdendo por 4×0. E em 1975, foi a vez do Corinthians, de Rivelino aportar no ABC para enfrentar o Palestra. Iria demorar alguns anos até que em 1990, o Palmeiras viesse fazer o duelo dos “Palestra Itália”.
O clube ficou bom tempo em recesso e só voltou a jogar profissionalmente em 1986, na Terceira Divisão.
Depois, em 1992 voltou a fechar suas portas, só voltando a disputar o profissionalismo em 1997, quando foi vice-campeão da Série B1-b, a então 5a divisão do paulista.
Em 2005, a diretoria do Palestra endoidou e tentou “remodelar” o clube, mudando suas cores, escudo, mascote e hino. O time passaria a se chamar PSB (sigla para Palestra São Bernardo), e o verde seria substituído pelo vermelho.
Felizmente, em 2006 o time voltou a se chamar Palestra e em 2008 o Palestra voltou as cores de origem, além de ter novamente seu escudo inicial.
Da época “maluca”, fica o belo hino:
Um dos orgulhos dos torcedores é que o meia-lateral Zé Roberto (Seleção brasileira, futebol alemão, Portuguesa, Santos, entre outros) atuou nas categorias de base do time.
O time é também chamado de Alviverde batateiro.
Seu mascote já foi o Pateta, um Periquito e agora, um cão São Bernardo.
Atualmente, manda seus jogos no Estádio Baetão, com gramado sintético, e capacidade de 8.000 pessoas.
Mas até pouco tempo, mandou seus jogos no Estádio Primeiro de Maio:
O time perfilado:
Atualmente disputa a fase final Segunda Divisão do Campeonato Paulista, com boas chances de chegar à série A3.
A nossa busca por Estádios perdidos segue e chega a cidade de Jaguariúna.
O antes “Distrito de Paz de Jaguary“, pertencente a Mogi Mirim, criado em 1896, foi elevado à município em 30 de dezembro de 1953.
Jaguariúna significa “Rio da onça preta”, em tupi guarani, por isso seu brasão possui a imagem do animal:
Infelizmente, para muitas pessoas, Jaguariúna tem seu nome unicamente ligado ao rodeio, evento que eu desprezo, pela covardia e maus tratos aos animais envolvidos, Tortura não é cultura, boicote rodeios!
Mas, claro que a cidade possui outras atividades economicas e culturais, e o futebol, como não poderia deixar de ser, é uma delas.
Por isso, fomos conhecer o novo estádio da cidade, o Estádio Municipal “Alfredo Chiavegato“.
O Estádio Municipal “Alfredo Chiavegato” foi construído no maior bairro da cidade, e a idéia é que seja o principal estádio da cidade que também conta com um outro estádio chamado “Tancredo Neves“, o Azulão:
A construção do estádio permite a futura construção de arquibancadas em toda a sua volta, incluindo a expansão das que já existem, e que comportam 15 mil pessoas.
Atualmente, oestádio abriga apenas o time feminino da Associação Desportiva Jaguariúna (www.adjaguariuna.com.br):
A idéia é que futuramente o projeto envolva também uma equipe para representar o futebol masculino da cidade.
O Estádio foi inaugurado em outubro de 2008, conforme mostra a placa no Estádio.
Uma vista aérea do estádio, que eu achei na internet:
Vendo o estádio por dentro:
Só depois de chegar em casa, me dei conta que não fiz nenhuma foto minha em frente o Estádio… Fica para uma próxima vez…
A 54a camisa de futebol do blog é novamente de uma seleção, a Seleção Israelense de Futebol, que representa Israel nas competições de futebol da FIFA.
A relação de Israel com o futebol mostra a força desse esporte. O Estado de Israel foi criado por um decreto da ONU em 1948, mas a Associação de Futebol Israelense funciona desde 1928.
Um dos primeiros duelos entre brasileiros e israelenses se deu numa excursão do Cruzeiro a Israel, em 1953, onde foi feita a foto abaixo:
Apesar de não ser um país europeu, atualmente, compete nas competições europeias.
A seleção israelense chegou a sagrar-se campeã continental asiática, em 1964. Encontrei um blog que oferece uma bela descrição da partida final, no Estádio Ramat-Gam lotado (35 mil israelenses estavam lá). Para ler, clique aqui (o post está logo após o texto sobre a excursão do Santos de Pelé por lá).
Seguindo a história, após disputar as eliminatórias com seleções da Ásia e da Oceania, classificou-se pela primeira vez para uma Copa do Mundo, a do México, em 70.
Essa geração era encabeçada por Mordechai Spiegler, autor do único gol de Israel em Copas, contra a Suécia e que conseguiu jogar no Paris Saint Germain e depois no New York Cosmos, ao lado de Pelé.
Quando sua permanência nas disputas asiáticas tornou-se insustentável, Israel virou nômade.
Assim, no início dos anos 80, disputou as eliminatórias européias, assim como fizera para as Copas de 54, 62 e 66. Terminou a competição na lanterna de seu grupo.
Para as Copas de 86 e 90, tentou a sorte na confederação da Oceania, e chegou a disputar o play-off contra o representante da América do Sul, a Colômbia de Valderrama, Higuita e cia, e após empatar por 0×0, no estádio Ramat Gan, perdeu de 1 a 0 em Bogotá.
E já que falamos de novo no estádio Ramat Gan, que tal uma olhada nele?
O Estádio fica no Distrito de Tel Aviv na cidade de Ramat Gan, e foi construído em 1951. É o maior estádio do país com capacidade de 41.583 lugares;
Voltando à seleção, em 92, Israel filiou-se à Uefa. o que colaborou com uma notável melhoria do nível da seleção, prova disso é que mesmo não tendo se classificado à Copa seguinte (94), eliminou a França da disputa com uma vitória em pleno Parc des Princes, por 3 a 2.
Mesmo não tendo se classificado para a Copa nas três últimas eliminatórias seguintes (1998, 2002 e 2006), Israel não perdeu nenhuma partida em casa.
É, já há alguns anos, a vaga para a Copa tem se aproximado, e dessa vez a chance era ainda maior, já que caiu em um grupo da eliminatória mais fraco (diferente dos anos anteriores).
Entretanto, faltando duas partidas para o fim das eliminatórias, Israel ocupa o 4o lugar do grupo. Veja informações atualizadas aqui.
De toda forma, o vídeo abaixo reforça as esperanças da torcida israelita na disputa da Copa de 2010:
Vale lembrar que o futebol não tem cor, partido nem religião. E por isso horas tem colaborado, e horas até atrapalhado na difícil relação política/religiosa que envolve Israel e os países árabes, em especial a Palestina.
Pra se ter uma idéia, foi desenvolvida uma campanha da Cellcom, tentando passar uma mensagem de quepessoas de qualquer religião, raça ou gênero podem se comunicar em qualquer situação, estimulando uma possível coexistência pacífica, veja:
Entretanto, manifestantes palestinos consideraram o vídeo um erro, por tentar esconder o que de fato eles vivem por lá, e então jogaram narede um vídeo resposta:
Como disse, é uma situação difícil, e o futebol está dos dois lados do muro que hoje separa o território israelense dos demais territórios árabes. É uma longa, sangrenta e triste história, que o mundo faz de conta nem existir.
Pessoal, esse é o www.mockups.zip.net , blog que apresenta mockups de camisas de futebol feitos pelo Raphel de Simoni.
São camisas próprias que ele criou para cada time tentando diferenciá-las das usadas normalmente nos jogos.
O cara criou provisóriamente uma marca fictícia chamada “Dribble” que tem até logo.
Tem também uma seção chamada “Patrocínios dos Sonhos” que mostra como determinados patrocinadores se encaixam muito bem em determinadas camisas, deixando-as bem legais.
O blog é atualizado diariamente com um mockup, e se alguém quiser algum em especial é só deixar o pedido lá mesmo no www.mockups.zip.net.
Destaque para o modelo que ele criou pro meu Santo André:
A 53a camisa de futebol do nosso blog vem de longe. Trazida do Mato Grosso pelo amigo, punk, anarquista, antropólogo, editor do http://punkcanibal.zip.net e perna de pau “Guilhermão” (na foto abaixo, o da direita).
O time dono da camisa defende as cores de Primavera do Leste, no estado de Mato Grosso, cidade fundada por Bandeirantes, que procuravam riquezas minerais.
O time é a Sociedade Esportiva e Recreativa Juventude, retratada abaixo por seu brasão, criado por Eloi Bauer Melo.
O time do Juventude foi fundado em 23 de maio de 1982, por meio de 15 pessoas que se reuniram no hotel e churrascaria “Trevão”, em Primavera do Leste, e nasceu oficialmente para participar do campeonato amador de Poxoréo, cidade próxima de Primavera do Leste. Até então, só disputava jogos e torneios em fazendas cruzando as redondezas do jeito que dava, muitas vezes em cima de caminhões.
Pelo fato de Primavera do Leste ter sido elevada à município apenas em 1986, e pela população reduzida, os 11 jogadores do Juventude foram por muito tempo constituídos de índios da aldeia xavante. Aliás, já escrevi sobre o livro que conta um pouco sobre a ligação dosXavantes com o futebol, leia aqui.
E quem acha que o time nunca ganhou nada, saiba que em 1990, o time conquistou o Campeonato Estadual da 2a divisão, que permitiu que o Juventude disputasse a partir do ano seguinte a primeira divisão.
Em 1992 a equipe estreiou na Copa do Brasil, sendo eliminada pelo Criciúma, após perder de 3 X 1 no Heriberto Hülse e por 0 X 5, no Asa Delta.
Em 2000, o clube conseguiu levantar a taça da 1a divisão do Campeonato Mato-Grossense. Se não bastasse o feito, no ano seguinte (2001) o Juventude sagrou-se bicampeão estadual.
Pra complementar o ótimo ano, o time ainda fez uma participação heróica na Copa do Brasil. Começou passando pelo Malutron (que possuía uma forte equipe na época), com uma vitória em casa, no Asas Delta, por 4×0 e uma derrota em Curitiba por 1×0.
Depois chegou a vez do Fluminense, e para a surpresa de todos, venceu em casa por 4×1 (dessa vez, jogando no José Fragelli). Infelizmente, no jogo de volta, em pleno Maracanã, o Juventude perdeu por 3×0, sendo desclassificado.
Em 2002, o Juventude manteve a base da equipe bicampeã, com destaque para os ídolos da torcida, o zagueiro Baggio, o meia Washington, além do meia-atacante Fernando Vila Nova e do artilheiro Moreno.
Novamente participou da Copa do Brasil, e apesar de vencer o Atlético Mineiro, no Mato Grosso por 2×1, foi eliminado da competição por levar 2 X 0 em Belo Horizonte.
Em 2003, o técnico era Eder Taques, e o time base: Ronaldo; Odair, Charles, Rocha e Renatinho; Marcelo Francis (Jonas), Chulapa, Elias e Abílio; Jair e Rinaldo.
Em 2005, o Juventude chegou a anunciar seu licenciamento, mas acabou voltando atrás.
Mas infelizmente em 2008 o time se licenciou e deu espaço a um novo time na cidade, chamado “Primavera”.
O Estádio do Juventude é o Asa Delta, o “Cerradão”, com capacidade para 5 mil pessoas.
O Juventude não tem site. Maiores informações podem ser obtidas… Hmmm, acho que não tem como obter maiores informações. O site da Federação Matogrossensse de Futebol é: www.fmfmt.com.br
É o time mais misterioso que já apareceu aqui pelo blog, se você tiver alguma informação e puder me enviar, eu complemento o post.
Ideal para aquele rolê de bike até o Parque Central de Santo André, onde eu e a Mari demos uma corridinha básica para “queimar os pecados”.
Voltamos pra casa e após um almoço natureba coordenado pela Mari, decidimos passar a tarde num dos programa mais tradicionais ligados ao futebol: um jogo do Juventus na Rua Javari.
O jogo é Juventus x Portuguesa Santista, pela Copa Paulista 2009, e aparentemente, o estádio Conde Rodolfo Crespi recebe um público interessante para uma tarde ensolarada de sábado.
E não é que o pessoal da Briosa subiu a serra e veio até a Javari tentar empurrar a Portuguesa Santista? Até porque, com uma vitória a Lusinha passava para a próxima fase da competição.
Na Javari é assim, a Setor 2 comanda a festa. A primeira barra a surgir nos estádios brasileiros, canta o tempo todo, num tom muito diferente do que os estádios brasileiros estão acostumados. E não faltam tirantes, bandeiras e … até uma sombrinha grená… Destaque e abraços aos amigos Piva, Toro, Trafani e companhia!
É interessante ver que começa a surgir um movimento entre torcedores das equipes fora do “grande eixo” para se integrarem, independente das rivalidades. E assim, misturamos andreenses, lusitanos e juventinos numa mesma bancada.
Sobre o estádio, fiquei triste ao ver que o Pão de Açúcar, substituiu aquele antigo placar manual por um “moderno” placar eletrônico (que nem sempre consegue ser lido).
Tirando o novo placar, tudo na Javari ainda tem uma cara oldschool, meio alternativa. Das cabines especiais, ao teto de madeira, passando até pelo banco de reservas, tudo tem seu ar nostálgico…
O grande nome do jogo pra mim foi o bandeira, que além de encarar de frente os jogadores, ainda encarou (de costas) a pequena, mas reclamona torcida da briosa. Em determinado momento, pareceu me que o bandeira chegou a virar pra torcida e disparar algumas injúrias contra o povo que ali alentava.
Não há nada como assistir ao jogo de pé, apoiado na grade , respirando na nuca do goleiro (e gritando ooooooooo filho da p*** a cada tiro de meta).
O jogo seguiu tranquilo. Fim do primeiro e… um início de confusão. Dedo em riste, aglomeração e gritaria. Briga de torcida? Protestos? Desencontros?
Não, não, são apenas os tradicionalíssimos canoles de creme e chocolate vendidos durante os intervalos, higienicamente enrolados em guardanapos (dos duros). Acredite, são irresistíveis.
Mais importante que uma foto em frente ao jogo é uma foto em frente à barraquinha dos canoles.
E óbvio, mais importante do que foto, é comer um. Ou dois. Ou três. A R$2 cada, você deixa todo o dinheiro que levar. Saboreados ao som de música italiana, que animou todo o intervalo do jogo.
2o tempo começa, de longe a setor 2 parace ainda mais guerrilheira, acreditando no Juventus, acima de qualquer coisa.
O 0×0 persiste, os quase 500 torcedores se frustram pelo provável empate, mas não deixam de curtir a festa, a vida social e a energia que existe no último Estádio Mágico da cidade de SãoPaulo.
Escanteio pro Juventus, mas… Não é tarde de gol. Confiante na vitória grená, apostei com o Élcio, um canole no Juventus.
E como temos adotado a mania de eternizar nossas passagens pelos estádios por meio de fotos, segue uma sequência da gente, a começar pelo Gui, do www.explusosdecampo.blogspot.com , em seu momento ACAB:
Já a Mari e eu, preferimos um visual mais convencional, ali, ao lado da grade…
Com esse cabelo, desisti de fazer pose de mal… Agora saio sorrindo e com cara de besta. A mesma cara que fiz ao pagar o canelo pro Élcio, já que o Juventus ficou no 0×0, classificando-se para a próxima fase da Copa Paulista 2009.
Por fim, um retrato do que a Moóca tem enfrentado como maior adversário, a verticalização do bairro. Verticalização traduzida em prédios e mais prédios que trazem um novo tipo de morador, muito menos identificado com as origens romanticamente obreiras do lugar.
Sou torcedor do Santo andré, todos sabem, mas sigo torcendo para que o Juventus mantenha viva a chama do amor ao bairro, da cultura local, da diversão humilde, mas real.
Que a rua Javari continue reunindo diferentes vozes, cores e valores em torno do pequeno campo do time grená.
Holambra é uma cidade bastante famosa atualmente, graças à sua gente hospitaleira e às flores (está rolando mais uma edição da Exploflora, confira em www.exploflora.com.br).
Mas por traz da beleza das flores está a história de um povo que teve de enfrentar uma série de dificuldades até transformar a cidade no que ela é hoje.
A ocupação de Holambra foi feita principalmente por camponeses holandeses, que após a segunda guerra mundial, vieram morar numa área de 5000 hectares, na fazenda comprada pelo próprio governo Holandes.
Quem quiser aproveitar e relembrar sobre o que vi de futebol em Amsterdam, releia este post, ou lembre sobre a camisa da seleção Holandesa.
O nome da cidade veio das iniciais HOLanda, AMérica, BRAsil.
Os obstáculos começaram na viagem, feita em navios de carga, com condições degradantes de espaços para os passageiros. Ao chegar, o trabalho era duro, e mesmo com as condições criadas pelo governo holandes, as primeiras tentativas de criação não deram certo.
Muitos foram os que desistiram, mas os que persistiram formaram o que é a Holambra de hoje em dia.
A prática de futebol iniciou se em campos de chão batido e foi um dos meios de integração entre holandeses e brasileiros. Em 1960, na comemoração dos doze anos e meio de Holambra, fundou se um clube.
Em 1991, obteve a emancipação politico-administrativa , criando o município de Holambra, e hoje com cerca de 10 mil habitantes, se firma no cenário nacional e internacional como Cidade das Flores.
Mas após este pequeno resgate sobre a história da cidade, vamos ao nosso objetivo, o Estádio Municipal Zeno Capato, reformado e ampliado em 2008.
O Estádio, assim como a cidade, é pequeno, e fica próximo do centro da cidade. A dica é visitar de final de semana e passear pela feirinha que tem ali próximo ao estádio.
Existem muitos times amadores em Holambra, mas a cidade nunca teve uma equipe disputando o campeonato profissional.
O gramado está bem conservado e a arquibancada conta com uma charmosa cobertura.
Eu não resisto e registro minha presença por mais um estádio mágico!
A 52a camisa de futebol do blog veio da Paraíba, e foi presente do “seo” Milton, avô da Mariana, que esteve viajando pelas belas e quentes praias da região, este ano.
A camisa pertence ao Botafogo Futebol Clube que defende a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba.
Eu conheci o Botafogo “pessoalmente” no ano de 2003, quando o time formou o quadrangular final da série C, contra o rival local Campinense, além do Ituano e do meu Santo André. Esse era o time daquele ano:
Na ocasião, no penúltimo jogo do campeonato, o Santo André perdeu em casa para o Botafogo, quando uma vitória colocaria o Ramalhão na série B. Mas mesmo com esse resultado, subiriam após a última rodada os dois times paulistas. Foi assim:
Mas lembremos um pouco da história do clube. O Botafogo nasceu numa Assembléia, no dia 28 de setembro de 1931, onde participaram os fundadores Beraldo de Oliveira, Manoel Feitosa, Livonete Pessoa, José de Melo, Edson de Moura Machado e Enock.
Beraldo de Oliveira
O início do time foi humilde, a verba para compra dos primeiros materiais esportivos veio de dona Sebastiana de Oliveira, mãe do então fundador e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira.
O time também é chamado de Belo, apelido que nasceu da vibração de um gol do então conselheiro do time Antônio de Abreu e Lima que gritou o adjetivo com tanta vontade e por tantas vezes, que levou os torcedores a se unirem e gritarem juntos.
O time é o maior vencedor de campeonatos estaduais da Paraíba, com 26 títulos, e essa história de conquistas começa pela extinta Liga Suburbana, quando em 1936 conquistou seu primeiro título decidindo contra o time do Sol Levante. Abaixo, uma lembrança do time campeão daquele ano:
Logo, o clube se filiou à Liga Desportiva Paraibana, também já extinta e aos poucos foi montando uma equipe forte, com reforços de grandes times como o Palmeiras e o Vasco. O goleiro Pagé era um dos destaques.
Abaixo uma foto da equipe que conquistou o Paraibano de 1957:
Até os anos 70, o Botafogo era alvinegro, mas graças a José Flávio Pinheiro Lima um sãopaulino que assumiu a presidência do Botafogo, o vermelho foi acrescentado às cores do time em homenagem ao time tricolor.
Abaixo imagens que achei de um jogo do time de 1976, contra o Fluminense:
Em 1982, o Botafogo-PB foi apelidado pela revista Placar, como o “Matador de Tricampeões”. Essa denominação surgiu devido as vitórias sobre o Flamengo e o Internacional no Brasileirão. Esses dois clubes chegaram à competição como tricampeões de seus estados e foram derrotados por um dos melhores elencos da história do Belo.
No ano de 1998, o Botafogo realizou uma de suas melhores campanhas no futebol estadual de todos os tempos. Campeão dos 3 turnos, disputou a final contra o Campinense, diante de um público de 44.268 pessoas. Sagrou-se campeão com um 2×0.
Mas o Campinense não é o maior dos rivais do Botafogo. Esse cargo fica para o Treze que possui uma boa torcida no estado. Juntos fazem o “Clássico Tradição“, disputado desde o início da década de 1940.
O Mascote do Botafogo é o Xerife, e segue a versão criada por Juarez Corrêa, um dos maiores desenhistas de mascotes de times de futebol.
O Botafogo possui uma bela loja oficial na praia de Tambaú, em João Pessoa onde vende vários produtos e serve também como ponto de encontro para os torcedores em dias de jogos.
Manda seus jogos no Estádio Almeidão, com capacidade de 40 mil alvinegros.
As duas últimas fotos do estádio eu peguei do excelente blog do pessoal do “Jogos Perdidos“.
Uma coisa interessante é que para alguns estudiosos, houve um erro na contagem do Gol 1000 de Pelé, e na verdade ele teria acontecido no amistoso contra o Botafogo, em 14 de novembro de 1969. Encontrei um vídeo sobre este jogo:
Maiores informações sobre o time, acesse o site oficial: www.botafogopb.net
O time possui várias organizadas, como a “Torcida Jovem do Botafogo” (1997), a “Torcida Organizada Império Alvi-Negro” (2004), a “Torcida Organizada Fogomania” e a G.R.S.C. ONG. Bota Paz nos Estádios (2008). Existe também um site bem completo feito por torcedores: www.belonet.net.
Há um vídeo bem legal que aparentemente foi feito pelo pessoal desse site:
Além disso, existe um livro lançado em sua homenagem, chamado “Memória do Botafogo”, do professor Raimundo Nóbrega.
E vale comentar a homenagem feita pela ESPN (a mesma que eu critiquei aqui) no fantástico programa Loucos por Futebol:
Pra terminar, normalmente comemoramos um gol do time junto da torcida, mas que tal inverter e comemorar um gol da torcida no Almeidão?
Deixei passar um tempo desde o dia que vi este anúncio para poder escrever esse post e ouvir os comentários sem a influência do jogo ou mesmo do placar, independente de quem vencesse.
Antes de mais nada, deixo expresso que acho a ESPN um canal corajoso, inovador, dedicado e muito interessante.
Já vi vários documentários que eles fizeram sobre "lugares não comum" no futebol, e sem dúvida são um dos principais fomentadores não só do futeobl mas dos esportes em geral.
Até mesmo por isso, não posso deixar de dizer que foi no mínimo um erro o anúncio que convidava os telespectadores a assistir o jogo pelo canal pago.
Numa época de tanto ódio e ignorância vivendo próximos, a associação do esporte com a guerra me soa rude, desnecessária, triste e perigosa.
Particularmente me incomoda muito mais porque eu e a Mari temos ido sempre que possível para Argentina e consideramos alguns amigos de Buenos Aires como parte da nossa família.
Soma-se isso à admiração que sempre tive pelo estilo portenho de se jogar e pelas bandas de punk rock de lá que sou fã (Doble Fuerza, Ataque 77, Muerte Lenta, Argies, entre outras), e o resultado é uma relação de admiração, respeito e de "rompimento de fronteiras", onde não existe lugar para essa necessidade de separar, dividir e comparar num sentido competitivo as duas culturas.
Em terras portenhas nunca tivemos qualquer problema relacionado à Xenofobia ("ódio/medo de estrangeiro"). E olha que normalmente fazemos um rolê que até passa pelo lado turístico, mas que é muito mais presente no lado "cotidiano" de Buenos Aires, o que quer dizer ônibus, caminhadas de quadras e mais quadras, Estádios, cinemas, Shows, bairros longínquos, etc.
Sendo assim, sinto me a vontade para dizer que a ESPN perdeu a oportunidade de mostrar algo muito mais criativo e construtivo do que foi apresentado. Um cogumelo de fumaça, índice de uma bomba. De um embate entre exércitos inimigos, de guerra. De ódio. De morte.
Me pergunto se existe como mensurar o resultado de um anúncio como esse, mesmo sabendo que é impossível saber quantas pessoas decidiram assistir ao jogo pela ESPN graças ao anúncio.
Vou tentar enviar este post aos responsáveis pelo anúncio da ESPN para ouvir a opinião deles.
Porque pra mim, tinha tanta coisa legal melhor que poderia ser usada ao invés da "bomba". Temos tanta coisa em comum, do amor ao futebol, passando pela música, aos problemas sociais…
Desculpem, mas para mim, esse papo de que brasileiros e argentinos se odeiam é papo de jornalista que não percorre as ruas a pé. Que vive na redação até bem tarde. Ou, no caso, de publicitários que preferem utilizar o "caminho padrão", a solução que fica numa caixinha, ali na prateleira, pronta para ser usada quando possível, ao invés de pensar em algo inovador.
Essas são as pessoas que por tanto tempo alimentaram e enviesaram corações e mentes dos brasileiros.
E é por isso que agradeço ao poder da internet, onde, ao menos para você que lê esse post até aqui, minha voz e opinião tem o mesmo peso do que produzem jornalistas e publicitários "padrão".
Tenho visto que muitas pessoas começaram a despertar desse transe, e por incrível que pareça, principalmente nas periferias do Brasil. Lá, é cada vez mais comum se encontrar pessoas usando camisas da Seleção Argentina, do Boca, River, Racing e outros times.
Não sou o dono da verdade e nem peço uma aproximação forçada entre brasileiros e argentinos, mas termino esse post perguntando se faz mesmo sentido para nós, cidadãos comuns, manter essa "rivalidade ignorante", sem questionar jamais.
Por favor, comente, diga se sou só eu que acho errado esse movimento da mídia para criarmos (ou mantermos) tal rivalidade.
Pra fechar, algumas frases do som "Disturbios" do Doble Fuerza, banda punk de Bs AS:
"…Violencia en las canchas, violencia en la ciudad…
…Ellos no lo comprenden, pero lo van a comprender
La juventud separada es mas facil de vencer…"
E um pouco do Ataque 77 mostrando que existe sim admiração entre as culturas: